156. Mariana Narrando Olha, se alguém me dissesse há uns meses que eu estaria rindo à toa andando num palácio dentro do morro, eu mandaria a pessoa tomar no cu. Mas a vida é doida. Depois de todo aquele caos, briga, traição, dor e orgulho ferido, eu e o Kauã (meu Pivete) tamo firmes e fortes de novo. E não é só firmes, é vivendo numa casa que mais parece mansão de novela. O crime pode ser sujo, mas o dinheiro dele é bem limpinho quando cai nas nossas mãos. E eu fiz questão de usar cada centavo pra ter tudo do bom e do melhor. Pra começo de conversa, decidi que não daria pra continuar na antiga casa. Tava cheia de lembranças do corre, das tretas, dos gritos. Eu falei pro Kauã: — Amor, se a gente vai recomeçar, tem que ser do zero. Nada dessa casa velha com energia pesada. Quero uma nova,

