Começo a entender. Ele só pode ser o cara que passa drogas aqui no bairro. Acendo o baseado e começo a fumá-lo freneticamente na frente dele, enquanto ele me observa. Tudo para poder vê-lo, como ele havia me prometido. Quando acabo o cigarro, estou tonta, lerda e quase caindo no chão. Tudo gira ao meu redor, as árvores estão se embaçando, parece que o banco onde ele está sentado dança. Levanto seus óculos, mesmo assim, e então vejo um par de olhos verdes muito bonitos, uns cílios grandes, tão grandes que chegam até a ser femininos de tão belos. Muitas sardas de sol perto desses olhos. Minha pressão abaixa e ele me segura. ─ Você está bem? - ele pergunta. ─ Não muito. - Respondo. ─ Quer algo? Água? Algo de comer? - sugere, preocupadíssimo. Não parece tão perigoso. ─ Não, bobo. Quand

