─ Bom... Eu estou cansada de sexo baunilha. Você sabe o que isso significa? - Sorrio, mexendo no canudinho do meu copo. Apesar disso estou corada e não olho para ele. ─ E, sei lá, pelo jeito trevoso do seu amigo Casandro, achei que ele tivesse conhecimento no assunto, e decidi t*****r com ele. Explico-me? - pergunto, segurando o riso.
─ Hm... Sim, claro. É claro que você se explica, princesa. E se explica divinamente bem. Mas eu tenho um segredinho para te contar. E aproveito para agradecer a sua sinceridade. Eu amo pessoas sinceras. - Ele olha Elisa de novo, dessa vez de uma forma gelada.
Credo.
Minha amiga acaba de engasgar-se um pouco.
Depois ela vai ter que me explicar como o relacionamento dela e do Luíz acabou.
Mas agora acho que já intuo.
Ela está namorando o irmão mais velho dele, coisa boa não deve ter sido.
─ Que segredinho? - Sussurro, bem curiosa, e lhe pergunto com um tom super mimoso. Isso faz ele corar e abrir um sorriso ladeado.
─ Eu também não gosto de sexo baunilha. - Ele confessa, abaixando o queixo uma vez, divertidamente, enquanto ele me seduz.
─ Ah, é? - fico imediatamente interessada, e mais séria. Meu timbre sai incluso mais sensual e arrastado.
─ Na cama... Eu sou um escravo, um cachorrinho, ou um "rope bunny". Entende? - ele sussurra.
─ E o que isso... Realmente significa? - murmuro.
─ Isso significa que se transarmos você vai gozar muito. Porque eu vou fazer exatamente o que você pedir. - Ele sussurra.
Está tudo meio girando ao meu redor.
Meu corpo está ficando quente.
Sinto como ele passa o dedo por meu rosto.
Lentamente.
─ Por que você não lê algo seu para nós, Luíz? - diz o irmão dele, bem alto, muito mais extrovertido que no começo do almoço. Ele e Elisa estão rindo sobre algo que conversavam entre eles.
O moreno lhe arremessa um livro para o colo do Luíz. O casal segue rindo, e não entendo o porquê.
─ Escuta... - ele olha o irmão, maliciosamente. ─ Eu vou ler sim. Vou ler algo para a Lynn. Se vocês não se importarem.
Assim, tão elegantemente, parece que ele está convidando-os para saírem de perto de nós.
─ Sem problemas. - diz Elisa.
Ela se levanta e, toda s*******o, dá um tapão nas costas do Luíz ao ficar atrás dele e sai mancando no seu salto, junto com seu namorado, deixando o loiro e eu sozinhos.
─ Bom, Lynn... - ele abre o livro no seu colo, são várias folhas escritas a mão. ─ Eu sou cantor de tecno-gótico e rock industrial, além disso eu escrevo meus próprios livros, letras e poemas... - ele informa, sem me olhar.
─ Hm... Sobre o que você escreve? - sussurro.
─ Escrevo sobre política, história, artigos científicos... - diz ele, com seu timbre sério.
Começo a gargalhar, e acabo por contagiá-lo.
Aperto o braço forte dele algumas vezes.
─ Sei! - exclamo.
Ele vai parando de rir e me olha.
─ Vem, chega mais perto. - Ele me pede, sussurrando.
Chego bem pertinho dele.
Ele passa o braço por cima do meu ombro, começo a ficar bem corada.
Ao mesmo tempo sinto uma calma e uma paz perto dele que é difícil de explicar a razão.
─ Você quer se deitar no meu ombro, bonita? - ele pergunta, docilmente, sério.
─ Hm... Uhum! - murmuro.
─ Então se deita, princesa. Você pode me usar de móvel.
Quê?
Rio baixinho, lambo meu lábio inferior.
E me deito no ombro dele.
─ Seu pervertido... - sussurro.
Vejo como ele morde o lábio e suspira.
─ Então... Você quer ler o que eu escrevi sobre você? Eu estou com vergonha de ler em voz alta. - Ele confessa, corando. Logo me olha nos olhos.
─ Ok. - Levanto os braços, decidindo segurar o livro junto com ele.
─ Eu estou a fim de ser arriscado. - Ele diz, após aproximar a boca da minha orelha, com um timbre tão profundo e sussurrado, que senti como minhas paredes internas se apertaram intensamente após sua frase.
Luíz abre o livro numa página concreta, e começo a ler:
Ele adora quando ela toma o controle, e sabe exatamente o que quer dele, e o que quer fazer com ele. Ama quando o humilha, quando o faz sentir-se pequeno e vulnerável diante da sua grandeza e esplendor. As chicotadas não doem, excitam, são para que ele se lembre de quem teve o poder sobre ele no dia seguinte, e quem segue tendo e sempre terá. Se excita quando é tratado m*l por essa garota linda como um anjo, mas malvada e severa como um demônio. Gosta quando o xinga de coisas humilhantes como "cachorro", "inútil", "traste", "i*****l", "lerdo". E se os adjetivos são atribuídos no diminutivo, perversamente fica ainda mais e******o ao ser humilhado. Gosta dos seus tapas na cara. Gosta de estar a seus pés, pois o lugar dela é e sempre será acima dele. Ela decide o que fazer. Ela manda. Ela sabe o que é melhor para ele. É só um cachorrinho sem inteligência para pensar por si mesmo, que precisa e depende da boa-vontade da sua dona. Por tanto, é grato.
Uma vez adotado, às vezes se comporta m*l pela emoção de ser aceito. É sem vergonha o tempo inteiro, seu comportamento carece de racionalidade. Quer fodê-la em momentos inoportunos. Só ela pode parar isso, ou se deixar levar. Só ela sabe qual castigo é o mais adequado. E, com boa vontade, ele aguentará todos eles. E, fiel como um cachorro, sempre voltará aos braços de sua dona, mesmo que ela pegue pesado ou o magoe. É quando os cachorros apanham que eles se esforçam mais ainda por agradar. Sua língua, seu m****o, seu corpo, suas mãos, sua adoração, sua servidão, lealdade e carinho, sempre pertencerão a ela.
Como não a adorar, como não a amar? Você já viu como ela é maravilhosa? Seu cabelo é perfeito, seus lábios são macios e mordíveis. É claro que eu estaria sendo um mau garoto se eu a mordesse, mas quem garante que um selvagem se resistiria? Suas pernas são firmes e curvilíneas, como todo o corpo dela. Quem me dera poder subir por elas. Eu, felizmente, lamberia e agradeceria qualquer ato de amor. Sua inteligência é sublime. Cada vez que abre a boca saem rosas. Se sua voz fosse mitológica, seria a de uma sereia. Ou incluso superior a qualquer criação já existente. É um timbre viciante e melódico, que deixa um pobre como eu secretamente animado, e******o, endurecido, pronto para ser usado. E envergonhado. Deliciosamente envergonhado.
Sonho com o dia em que eu, um ser humano, lhe pareça um animalzinho fofo o bastante para ganhar uma carícia bondosa. Com o dia em que ela deixe os meus instintos mais terrenais saírem à tona. Eu me deixarei, e ronronarei como o canino carente e desavergonhado no qual seus afagos me convertem. E se ela quiser ir mais além, estarei, claro, inteiro a seu dispor. E serei o cão mais feliz do mundo, uma vez que seja digno de uma dona tão dotada, com tantas qualidades.
E caso ela queira apenas escravizar o meu lado humano, serei o servo mais fiel que este mundo já conheceu. Por ela, se fosse necessário, eu lutaria, morreria e mataria. Eu daria o meu sangue, como prova da minha adoração eterna e sincera. Sim, sou um obsesso. E parte do meu fetiche é observá-la, mesmo que eu saiba que isto é invasivo e assustador. Só queria que ela soubesse que em nenhum momento há má intenção. Dentro de toda essa perversão, é um amor puro e solene. É uma entrega que só um verdadeiro submisso é capaz de proporcionar.
─ Uau... - expresso, voltando a olhá-lo.
─ Me diga... - ele pergunta hesitante, abaixa a parte superior da sua cabeça e me olha desde baixo, adoravelmente. ─ Eu sou digno de lhe servir? Eu posso massagear e lavar os seus pés todos os dias, quando você chegar cansada da escola, ou do trabalho. Alisar o seu corpo todo... Te lamber inteira... - Luíz enrola o indicador por meu cabelo e alisa o meu braço com a ponta dos dedos, como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo, enquanto me olha nos olhos.
─ Claro que sim. - Respondo. ─ Mas eu confesso que... Eu nunca fui dominante com nenhum rapaz. - Sorrio avermelhada.
─ Entendo... - Ele sussurra e segura o meu rosto com uma mão. Ele o acaricia. Com ele estou experimentando uma espécie de sexualidade que eu nunca provei antes.
E ele é sensual, entende?
Tem o dom de fazer o seu corpo amolecer e estremecer, e de te causar uma vergonha perversa, que parece que você precisa controlar para não expor.
─ Mas tudo isso... Escuta... Princesa? - ele fala lentamente, com carinho, não soa rude em nenhum momento.