Luíz Lancholy III

1493 Palavras
─ Bom... Eu estou cansada de sexo baunilha. Você sabe o que isso significa? - Sorrio, mexendo no canudinho do meu copo. Apesar disso estou corada e não olho para ele. ─ E, sei lá, pelo jeito trevoso do seu amigo Casandro, achei que ele tivesse conhecimento no assunto, e decidi t*****r com ele. Explico-me? - pergunto, segurando o riso. ─ Hm... Sim, claro. É claro que você se explica, princesa. E se explica divinamente bem. Mas eu tenho um segredinho para te contar. E aproveito para agradecer a sua sinceridade. Eu amo pessoas sinceras. - Ele olha Elisa de novo, dessa vez de uma forma gelada. Credo. Minha amiga acaba de engasgar-se um pouco. Depois ela vai ter que me explicar como o relacionamento dela e do Luíz acabou. Mas agora acho que já intuo. Ela está namorando o irmão mais velho dele, coisa boa não deve ter sido. ─ Que segredinho? - Sussurro, bem curiosa, e lhe pergunto com um tom super mimoso. Isso faz ele corar e abrir um sorriso ladeado. ─ Eu também não gosto de sexo baunilha. - Ele confessa, abaixando o queixo uma vez, divertidamente, enquanto ele me seduz. ─ Ah, é? - fico imediatamente interessada, e mais séria. Meu timbre sai incluso mais sensual e arrastado. ─ Na cama... Eu sou um escravo, um cachorrinho, ou um "rope bunny". Entende? - ele sussurra. ─ E o que isso... Realmente significa? - murmuro. ─ Isso significa que se transarmos você vai gozar muito. Porque eu vou fazer exatamente o que você pedir. - Ele sussurra. Está tudo meio girando ao meu redor. Meu corpo está ficando quente. Sinto como ele passa o dedo por meu rosto. Lentamente. ─ Por que você não lê algo seu para nós, Luíz? - diz o irmão dele, bem alto, muito mais extrovertido que no começo do almoço. Ele e Elisa estão rindo sobre algo que conversavam entre eles. O moreno lhe arremessa um livro para o colo do Luíz. O casal segue rindo, e não entendo o porquê. ─ Escuta... - ele olha o irmão, maliciosamente. ─ Eu vou ler sim. Vou ler algo para a Lynn. Se vocês não se importarem. Assim, tão elegantemente, parece que ele está convidando-os para saírem de perto de nós. ─ Sem problemas. - diz Elisa. Ela se levanta e, toda s*******o, dá um tapão nas costas do Luíz ao ficar atrás dele e sai mancando no seu salto, junto com seu namorado, deixando o loiro e eu sozinhos. ─ Bom, Lynn... - ele abre o livro no seu colo, são várias folhas escritas a mão. ─ Eu sou cantor de tecno-gótico e rock industrial, além disso eu escrevo meus próprios livros, letras e poemas... - ele informa, sem me olhar. ─ Hm... Sobre o que você escreve? - sussurro. ─ Escrevo sobre política, história, artigos científicos... - diz ele, com seu timbre sério. Começo a gargalhar, e acabo por contagiá-lo. Aperto o braço forte dele algumas vezes. ─ Sei! - exclamo. Ele vai parando de rir e me olha. ─ Vem, chega mais perto. - Ele me pede, sussurrando. Chego bem pertinho dele. Ele passa o braço por cima do meu ombro, começo a ficar bem corada. Ao mesmo tempo sinto uma calma e uma paz perto dele que é difícil de explicar a razão. ─ Você quer se deitar no meu ombro, bonita? - ele pergunta, docilmente, sério. ─ Hm... Uhum! - murmuro. ─ Então se deita, princesa. Você pode me usar de móvel. Quê? Rio baixinho, lambo meu lábio inferior. E me deito no ombro dele. ─ Seu pervertido... - sussurro. Vejo como ele morde o lábio e suspira. ─ Então... Você quer ler o que eu escrevi sobre você? Eu estou com vergonha de ler em voz alta. - Ele confessa, corando. Logo me olha nos olhos. ─ Ok. - Levanto os braços, decidindo segurar o livro junto com ele. ─ Eu estou a fim de ser arriscado. - Ele diz, após aproximar a boca da minha orelha, com um timbre tão profundo e sussurrado, que senti como minhas paredes internas se apertaram intensamente após sua frase. Luíz abre o livro numa página concreta, e começo a ler: Ele adora quando ela toma o controle, e sabe exatamente o que quer dele, e o que quer fazer com ele. Ama quando o humilha, quando o faz sentir-se pequeno e vulnerável diante da sua grandeza e esplendor. As chicotadas não doem, excitam, são para que ele se lembre de quem teve o poder sobre ele no dia seguinte, e quem segue tendo e sempre terá. Se excita quando é tratado m*l por essa garota linda como um anjo, mas malvada e severa como um demônio. Gosta quando o xinga de coisas humilhantes como "cachorro", "inútil", "traste", "i*****l", "lerdo". E se os adjetivos são atribuídos no diminutivo, perversamente fica ainda mais e******o ao ser humilhado. Gosta dos seus tapas na cara. Gosta de estar a seus pés, pois o lugar dela é e sempre será acima dele. Ela decide o que fazer. Ela manda. Ela sabe o que é melhor para ele. É só um cachorrinho sem inteligência para pensar por si mesmo, que precisa e depende da boa-vontade da sua dona. Por tanto, é grato. Uma vez adotado, às vezes se comporta m*l pela emoção de ser aceito. É sem vergonha o tempo inteiro, seu comportamento carece de racionalidade. Quer fodê-la em momentos inoportunos. Só ela pode parar isso, ou se deixar levar. Só ela sabe qual castigo é o mais adequado. E, com boa vontade, ele aguentará todos eles. E, fiel como um cachorro, sempre voltará aos braços de sua dona, mesmo que ela pegue pesado ou o magoe. É quando os cachorros apanham que eles se esforçam mais ainda por agradar. Sua língua, seu m****o, seu corpo, suas mãos, sua adoração, sua servidão, lealdade e carinho, sempre pertencerão a ela. Como não a adorar, como não a amar? Você já viu como ela é maravilhosa? Seu cabelo é perfeito, seus lábios são macios e mordíveis. É claro que eu estaria sendo um mau garoto se eu a mordesse, mas quem garante que um selvagem se resistiria? Suas pernas são firmes e curvilíneas, como todo o corpo dela. Quem me dera poder subir por elas. Eu, felizmente, lamberia e agradeceria qualquer ato de amor. Sua inteligência é sublime. Cada vez que abre a boca saem rosas. Se sua voz fosse mitológica, seria a de uma sereia. Ou incluso superior a qualquer criação já existente. É um timbre viciante e melódico, que deixa um pobre como eu secretamente animado, e******o, endurecido, pronto para ser usado. E envergonhado. Deliciosamente envergonhado. Sonho com o dia em que eu, um ser humano, lhe pareça um animalzinho fofo o bastante para ganhar uma carícia bondosa. Com o dia em que ela deixe os meus instintos mais terrenais saírem à tona. Eu me deixarei, e ronronarei como o canino carente e desavergonhado no qual seus afagos me convertem. E se ela quiser ir mais além, estarei, claro, inteiro a seu dispor. E serei o cão mais feliz do mundo, uma vez que seja digno de uma dona tão dotada, com tantas qualidades. E caso ela queira apenas escravizar o meu lado humano, serei o servo mais fiel que este mundo já conheceu. Por ela, se fosse necessário, eu lutaria, morreria e mataria. Eu daria o meu sangue, como prova da minha adoração eterna e sincera. Sim, sou um obsesso. E parte do meu fetiche é observá-la, mesmo que eu saiba que isto é invasivo e assustador. Só queria que ela soubesse que em nenhum momento há má intenção. Dentro de toda essa perversão, é um amor puro e solene. É uma entrega que só um verdadeiro submisso é capaz de proporcionar. ─ Uau... - expresso, voltando a olhá-lo. ─ Me diga... - ele pergunta hesitante, abaixa a parte superior da sua cabeça e me olha desde baixo, adoravelmente. ─ Eu sou digno de lhe servir? Eu posso massagear e lavar os seus pés todos os dias, quando você chegar cansada da escola, ou do trabalho. Alisar o seu corpo todo... Te lamber inteira... - Luíz enrola o indicador por meu cabelo e alisa o meu braço com a ponta dos dedos, como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo, enquanto me olha nos olhos. ─ Claro que sim. - Respondo. ─ Mas eu confesso que... Eu nunca fui dominante com nenhum rapaz. - Sorrio avermelhada. ─ Entendo... - Ele sussurra e segura o meu rosto com uma mão. Ele o acaricia. Com ele estou experimentando uma espécie de sexualidade que eu nunca provei antes. E ele é sensual, entende? Tem o dom de fazer o seu corpo amolecer e estremecer, e de te causar uma vergonha perversa, que parece que você precisa controlar para não expor. ─ Mas tudo isso... Escuta... Princesa? - ele fala lentamente, com carinho, não soa rude em nenhum momento.
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