Ignis

2516 Palavras
Hoseok melhor do que ninguém entendia os sentimentos de Jimin e as razões para ele querer mantê-los ocultos. Não era sua mente seu ponto mais vulnerável? Qualquer criatura que pudesse explorar mesmo que brevemente sua mente poderia leva-lo facilmente a uma morte certa. Uma vez que seus pontos fracos fossem vistos Jimin jamais sairia dali com vida. O Hoseok verdadeiro jamais pediria algo assim. Uma ilusão era como um jogo de xadrez, mesmo que no jogo Jimin fosse a rainha o dono do tabuleiro ainda controlava as jogadas, e poderia ordenar as peças que lhe fizesse todo trabalho. Sendo assim, mesmo que a criatura não fosse aquele Hoseok e a ilusão pertencesse a outra pessoa, ele ainda podia comandar dos bastidores. Jimin ficou de pé bruscamente, forçando um sorriso ele deixou a sala enquanto gritava: – Obrigada obrigada, mas acharei SeokJin primeiro! Ele correu pelo salão ignorando os olhares de todos os lados. Aquilo era assustador se pensado melhor, afinal Jimin não sabia o que tinha embaixo das máscaras daqueles desconhecidos! Ele atravessou as portas por onde tinha entrado, e como esperado eles não estavam mais na caverna no fim do penhasco. A ilusão era muito bem feita até os mínimos detalhes; eles estavam em casa, na floresta nefasta com árvores coloridas, era noite na ilusão também e milhares de lanternas de bênçãos voavam por ali, iluminando a bela noite escura. Jimin não esperava encontrar SeokJin facilmente e já se sentia burro por ter deixado que Namjoon o levasse, permitindo a ambos ficarem sozinhos. Mais no fim seus instintos o guiaram ao lugar certo, Namjoon e SeokJin caminhavam lado a lado até um balanço pendurado em uma árvore de primavera. Como Namjoon não parecia estar matando Jin, Jimin se aproximou cautelosamente, perto o suficiente para ouvi-los mais não ser visto. Ambos estavam em um silêncio confortável, até Namjoon comentar casualmente: – Milhares de espécies no mundo, e na maioria delas um casal de dois machos ou duas fêmeas cuidam de um filhote quando os pais biológicos morrem já que outros casais estão reproduzindo. Isso é claro, não interfere em absolutamente nada na criação do filhote. Essa curiosidade encantou tanto Jin quanto Jimin, mais por razões diferentes. Jimin notou que as palavras de Namjoon não era um simples comentário, ele estava dizendo a SeokJin indiretamente que ele não deveria se preocupar com a rejeição do seus progenitores porque existia 1.500 espécies animais com comportamentos homossexuais, e apenas na humana havia o preconceito. – Os animais são mesmo a melhor coisa do mundo. Namjoon, você é tão talentoso. Namjoon sorriu mostrando suas covinhas encantadoras: — Há muito do mundo que você não sabe mais eu posso te mostrar. Mais o sorriso de SeokJin se esvaiu, de forma tardia ele se deu conta do que a história de Namjoon significava e ele perguntou hesitante: — Como sabe que ainda tenho problemas com minha família? Achei que sequer ouviu quando eu falava. — Não ouço o que diz, absolvo cada movimento seu. Tão vermelho que estava púrpura SeokJin riu tenso: – Eu não entendo. Namjoon olhou o céu estrelado e falou misteriosamente: – Já lhe passou pela cabeça que as profecias de Hoseok podem ser para nós? "O beijo mais doce....o beijo sente..." E não havia de fato um beijo escrito nas profecias? SeokJin parecia prestes a cair morto: – Mais n-nunca nos beijamos. Namjoon olhou para ele com os olhos brilhando exatamente como a noite estrelada: – Isso pode ser facilmente resolvido. O pé coberto pela bota apertada de Namjoon foi parar entre os dois pés calcados em sapatos brancos de Jin quando Natureza invadiu seu espaço pessoal. Ambas suas mãos seguraram nas laterais do rosto de SeokJin, deixando um carinho antes de sua boca cobrir a do humano! Paralisado de supresa Jin tropeçou para trás nós próprios pés, olhos arregalados. Namjoon o pressionou contra o troco da árvore bordô buscando a nuca de SeokJin em provocação, quando um ofego lhe escapou Namjoon aproveitou a chance para mergulhar fundo a língua entre seus lábios fartos! No início SeokJin parecia desesperado para fugir desse assalto, mais então seus olhos se fecharam, os cílios longos fazendo sombra em seu rosto e sua mão apertou as vestes azul turquesa. Jimin crispara os lábios, calando em tormentos e fugiu na direção oposta. No início andando, em seguida correndo loucamente. Jimin nunca vira duas pessoas em contato tão íntimo na vida! Ele sabia que deveria pegar SeokJin mais não conseguia se obrigar a voltar, a visão dos copos masculinos em contato tão íntimo o deixou em estupor. Nervoso Jimin arrancou a luva da mão direita e passou a andar em círculos ao invés de correr. Um estalito distante anunciou uma segunda pessoa e Jimin virou-se com reflexos rápidos. Ao reconhecer a sombra de um homem no galho de uma árvore Jimin não relaxou. Aquele Taehyung era demasiado perigoso para sua sanidade. Taehyung era leve como uma pena e pousou no chão com as pontas dos dedos, ele se aproximou de Jimin enquanto olhava na direção onde Jimin deixou Namjoon e SeokJin: — Dois anos vendo esse dois trocarem carícias em todos os lugares. Tremendo Jimin buscou por uma rota de fuga, mas Taehyung segurou sua mão nua. – Cuidado com o vento gelado Jimin. — Ele tirou a própria luva esquerda e cobriu a mão de Jimin. – Taehyung... Taehyung soltou sua mão mas não se afastou: – Já sei que não se lembra de nossos últimos dois anos. Jimin pressionou contra o peito a mão que ele soltou: – A fofoca aqui é eficiente. Taehyung sorriu afetuosamente: – Não, eu soube por mim mesmo assim que o vi. Até ontem você me beijava logo que me visse, hoje foi diferente. Jimin precisou repetir para si mesmo que aquele não era Taehyung. Uma birra cresceu nos lábios daquele estranho Taehyung e Jimin o repreendeu: – Pare de ser tão drástico, só precisarei de um tempo para lembrar de tudo. Ele soltou uma risada sensual, diversão transformando seus traços de sombriamente sardônico em pecaminosamente angelical. – Não foi por eu ser desta forma que te conquistei? Jimin negou, então respondeu com sinceridade: – Não, como poderia se eu só o vi uma única vez? O que eu sinto por você não é algo que aconteceu, é mais como uma característica minha, da mesma forma que nasci adorando doces, nasci gostando de você. Você não entenderia. Taehyung olhou para o céu assumindo o mesmo olhar misterioso de Namjoon momentos antes de atacar SeokJin: – Azazel uma vez disse-me algo curioso. Jimin não queria ficar nenhum segundo a mais ali com aquele Taehyung adorável e íntimo, mais não pôde se impedir de perguntar: – O que ele disse? – Ele disse: "Tu és tão travesso Luci, se um dia amares alguém não saberei se devo temer por tal pessoa ou pelo mundo." Novamente os lábios de Jimin falavam por si mesmo: – O que respondeu? Taehyung o fitou com um olhar que Jimin jamais viu: – Eu disse: "Tema pelo mundo." As feições sorridentes de Taehyung desapareceu imediatamente e ele deu um passo a frente, intencionado se aproximar de Jimin. Notando o que estava acontecendo Jimin virou na direção oposta e correu. Não importa o quão doce e apaixonante fosse aquele Taehyung, aquilo ainda era uma ilusão! Jimin atravessou a grama como um raio, entrando na casa e fechando a porta com um estrondo. Respirando fundo ele colou as costas contra porta e olhou o salão. Desta vez não havia mais a massa de corpos, o lugar estava vazio exceto por uma única figura restante que comia perto de uma mesa que Jimin não viu antes. Ele vestia um robe preto longo e parcialmente aberto no peito forte, seus cabelos assim como o de Taehyung estavam presos em um r**o de cavalo, mais seus cabelos pretos só chegavam até a nuca, o contraste do preto na cintura dele dava a impressão de estar olhando para um sonho, pois seres belos assim não deveriam pisar na terra. Jimin o reconheceu de imediato embora suas orelhas estivessem enfeitadas, algo novo. Jimin se aproximou lentamente, seu sapato encoando ao pisar no mármore: — Jungkook. Lindo e inocente Jungkook se virou para ele ainda mastigando um mantou: – Jimine. O Hobi notou que você e Jin não estavam bem, então mandou todos embora usando uma desculpa, por isso a festa acabou. Cauteloso Jimin observou: – Você não dançou a noite toda porque estava comendo? Jungkook sorriu sem jeito e graciosamente jogou seus cabelos para trás: – Eu queria saber o gosto de todas essas coisas, eu gostei de quase todos! Satisfeito por encontrar alguém mais preocupado em comer do que agarrar os outro, Jimin provou o mantou de carne também, que dissolveu na sua boca. A criatura responsável pela ilusão deveria ser realmente poderosa, afinal até mesmo permitiu a Jimin sentir o gosto da comida. Jungkook sentou-se na poltrona perto da parede: – Como é perder os melhores dois anos que tivemos? Jimin se acomodou na cadeira ao lado e respondeu sinceramente: – É como se esses dois anos nunca tenha acontecido, como se todos vocês estivessem brincando comigo. Jungkook se inclinou docilmente na poltrona e apoiou o queixo na mão: – É compreensível, no início não vivíamos bem, mas no fim tudo deu certo. Você é quem mais queria isso, essa amizade, e agora que tem rejeita? Jimin olhou Jungkook com atenção especial, notando que seus lábios eram mais cheios no centro e brilhavam como se ele estivesse acabado de umidecer com a língua. Adorável além da comparação. – Todos aqui parecem casados, e quanto a você Jungkook? – Você não lembra mas vocês seis não me deixam ter isso. Vocês afirmam que eu não saberia o que fazer com um marido. Mais dizem que posso daqui a quinhentos anos. Jimin sorriu: – Oh não parece algo que eu diria, nem mesmo eu tenho tudo isso. Jungkook pareceu meio indignado: – Eu disse a mesma coisa mas vocês foram claros e usaram a desculpa de que você viu mais filmes, mais livros. Jimin achava tudo aquilo cômico: – Os poucos livros que existe no mundo imortal não ajuda em nada e os mortais nos deixam com mais fome do que nos alimenta. Acha que um livro humano é capaz de descrever tudo que vivemos? A indignação de Jungkook desapareceu dando lugar a um sorriso: – As vezes acho Taehyung um tanto possessivo, mas não me importo no fim porque sem me preocupar com essa história de marido posso me dedicar a você Jimine. Tremendo Jimin ignorou as últimas frases: – Você está muito certo. As vezes acho que Taehyung ainda nos ajuda porque é ciumento em relação a todos nós, ele deve achar que todos somos dele. Aquelas palavras lhe escapou, mas na verdade fazia sentido. Taehyung não seria Lúcifer se não fosse controlador e ciumento. No fim ele caiu porque queria ser o único favorito e ele queria tudo que os humanos teriam. Fazia sentido ele ser possessivo em relação ao seis. – Jungkook, você poderia dizer se Namjoon ainda está lá fora? Meus poderes parecem instáveis desde que voltei. Jungkook olhou para porta como se pudesse ver através dela, então respondeu: – Ele está na biblioteca agora, SeokJin está no quarto no segundo andar. – Eu vou indo ter uma com Namjoon. Eu o verei mais tarde? Jungkook sorriu: – Estarei o esperando. E assim Jimin seguiu para biblioteca que ficava logo atrás do salão de baile. A casa não era diferente da original, exceto que ela se parecia muito com um lar agora, um lugar seguro onde se encontra quem ama. A biblioteca era fiel a original também, com as mesmas prateleiras gigantes cobertas por todos os tipos de livros existentes e o cheiro de pergaminho velho que Jimin tanto amava. No meio da biblioteca original eles tinham feito um setor totalmente de vidro com livros antigos e perigosos caso caísse nas mãos erradas, essa pequena caixa era protegida por um feitiço forte e apenas os sete poderia ter acesso aos livros. Essa caixa também estava na ilusão e Namjoon estava lá dentro mergulhado em um livro gigante. Jimin passou pela porta a passos leves, mas Namjoon ainda o notou: – Ainda não foi dormir Jiminie? Achei que estaria cansado ou você não confia em nós para dormir seu sono dos mortos? De fato Jimin só dormia na presença de pessoas que ele confiava completamente já que durante seu sono ele era extremamente vulnerável. – Poderia me culpar? Eu não me lembro desses dois anos incríveis a que vocês se referem. Namjoon olhou para ele, o mesmo já não usava máscara: – Eu não poderia cupa-lo. Mais você está seguro aqui Jimin, com tudo que gosta. – Achei que você estava com Jin. – Você nos viu embaixo da árvore? Jimin corou embaixo da máscara: – Não não não, eu vi acidentalmente! Namjoon apenas sorriu. Jimin sentou-se em uma das mesas de madeira: – Namjoon, o que você sabe sobre criaturas que são capazes de criar ilusões reais? Certamente a pergunta era um teste, e Namjoon passou quando respondeu: – Não há muitas tão poderosas assim, porque? Jimin se jogou na mesa fingindo estar morrendo de tédio: – Oh eu só não tenho mais nada para pensar. Namjoon riu de sua atitude preguiçosa: – Os que são realmente capazes se chamam Adfectus e se alimentam de sentimentos causados pela facilidade que a pessoa presa na ilusão transmite, não há nada mais poderoso que a mente e o sentimento. Por essa razão Hoseok é tão poderoso, ele é vida, esperança, mente e sentimentos. Então as ilusões eram perfeitas em todos os sentidos porque quanto mais feliz as vítimas, melhor para o Adfectus. Jimin divagou antes de olhar para Namjoon: – Hoseok é mesmo magnânimo. Como eu mato um Adfectus? Namjoon pareceu refletir e ponderar, mais no fim assumiu que Jimin só estava curioso: – Ache o lugar onde a ilusão é mais forte e destrua. Adfectus também tem pontos fracos como o fato de adorarem se exibir. Jimin saltou da mesa e agradeceu a Namjoon antes de deixar correndo a biblioteca, ele atravessou o salão e as escadas em alguns segundos. Naquele momento ele odiava a casa ser tão imensa, com tantos corredores foi uma tarefa chata encontrar SeokJin. No quinto corredor eles quase colidiram, mas ambos tinham reflexos rápidos. SeokJin estava descabelado, sem máscara e seus lábios totalmente maltratados. Jin cobriu os lábios com a mão direita:– Jimin, onde esteve? Estou te esperando a um bom tempo! Até Jimin se sentiu envergonhado ao lembrar como seus lábios chegaram a esse estado. – Eu estive no andar abaixo, deveria ir a meu encontro. – Não, eu estou fugindo do Namjoon, ele est-.... Agindo feito um animal e te atacando? Eu vi. Mais Jimin não tinha tempo para isso, nenhum dos dois tinha: – Jin, temos que sair, a criatura é um Adfectus e está se alimentando de nós! – Mais a ilusão é dos ceifadores. – Fomos tolos Jin, essa ilusão não é dos ceifadores, é nossa.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR