Eles foram extremamente cautelosos ao levar as almas seguintes, tentando ao máximo evitar problemas; Pelo resto do dia eles não tocaram no que aconteceu no submundo. Quando o por do sol chegou eles tinham finalizando com sucesso o trabalho e SeokJin mandou uma mensagem na matriz mental que o vínculo do feitiço das doze cordas tinha formado entre os sete:
— Yoongi, por aqui está tudo acabado. Estou tão cansado que parece que levei uma surra.
Yoongi parecia está esperando por um sinal deles porque gritou imediatamente: – Primata, você nos bloqueou o dia inteiro e aparece agora com essa voz biltre. Todos estão sabendo que dois jovens mascarados com o selo de ceifador invadiu o submundo e fez uma bagunça na tenda dos três juizes!
Jimin teve a audácia de responder: – Oh verdade? Quem terá sido?
Se Yoongi estivesse diante deles já os estaria estrangulando ou os fatiando com sua coleção interminável de adagas e espadas.
Yoongi estava quase à vomitar sangue de raiva: – Darius está bem aqui na minha frente com uma lista imensa de danos a ser pago para Minos e os irmãos, aparentemente eu terei que arcar com as consequências. E Hades já está no Olimpo fazendo infinitas queixas do seu padrinho!
Jimin já conseguia se imaginar sendo cortado e jogado sem a menor consideração para orelhas carnívoras comer.
SeokJin lamentou muito envergonhado, era a primeira vez que ele fazia confusão no mundo imortal: – Desculpe, não sabíamos que ceifadores não entram na tenda dos três juizes.
Yoongi se preparou para dar início a um monólogo de maldições mais nesse momento a voz de Jungkook surgiu: – SeokJin-ah, Jiminie, é verdade que vocês bateram em todo mundo no submundo?
Jimin segurou o riso antes de responder: – Não, mais batemos em uns cem.
Jungkook pareceu escandalizado: – A ira é um dos sete pecados capitais...
Nesse momento o riso rouco de Taehyung surgiu e ele falou para Jungkook através do vínculo mental: – Jk, vá tomar um sorvetinho.
O apelido pegou todos de surpresa. Taehyung desprezava no mínimo cem por cento da população do mundo mortal e imortal também, mais ele finalmente deu-se conta que Jungkook era aluado a tudo, e seu ódio não era compreendido pelo anjo. Era ousado dizer que ele gostava de Jungkook, mas não o odiava também.
Ele falou para Jimin desta vez: – Jimin, isso é seu lado rebelde ou tem algo a ver com os quatro cavaleiros? Não te deixei nem por um dia!
Jimin preparou um pedido de desculpas mais Taehyung continuou: – Mais estou bastante orgulhoso!
Paralisado Jimin não soube o que responder, mais no fim não precisou porque nesse momento a voz de Jungkook retornou: – Taehyung, você falou comigo igual aquela mãe falou com o filho chorando no mundo humano!
Uma sensação gostosa dominou Jimin enquanto a discussão continuava, eles estavam brigando de novo, mais desta vez era de alguma forma diferente.
Neste momento uma figura de branco atravessou o céu noturno bem diante do olhos de Jimin e ele reconheceu como o ceifador que estava perto da casa dele naquele mesmo dia. Imediatamente uma ideia se formou em sua mente e ele a compartilhou em voz alta com Jin.
Após concordar SeokJin contou aos outros pelo vínculo: – Há um ceifador passando bem acima de nós nesse momento, ele parece ter um destino. Jimin e eu vamos segui-lo, se há alguém os controlando vamos descobrir.
Jimin pensou que Namjoon não estava conectado mais naquele momento ele falou: – Vocês dois acabaram de agitar o submundo inteiro e ainda estão procurando mais problemas?
Yoongi completou: – Tolices, voltem para casa.
Jimin apenas disse: – Voltamos logo.
Yoongi os bombardeou com imprecações antes de Jimin bloquear a conexão temporariamente.
No início eles o seguira por terra o mais discreto possível, mas logo ficou óbvio que embora ele estivesse voando para um destino certo, ainda estava a esmo, então ambos abandonaram a descrição para segui-lo abertamente, o que impossibilitou o ceifador de escapar de seus olhos.
Quase uma hora depois correndo sem parar para acompanhar o ceifador que estava voando, o mesmo finalmente pareceu chegar ao seu destino. Nem Jimin tampouco SeokJin davam o menor ofego de cansaço.
Mais logo veio a incerteza, porque o ceifador não voou até uma casa ou algo semelhante e ao invés disso mergulhou sem excitação em um penhasco. A escuridão ali era anormal e praticamente impenetrável.
Todavia, não restava opção, eles não podiam arriscar perder de vista um ceifador e permanecer com a incerteza da situação. Depois de uma leve hesitação Jin segurou a mão de Jimin e juntos eles caíram no abismo.
Jimin usou magia para formar um quadrado sob seus pés que os levaria tranquilamente ao fim do penhasco. Jimin esperava muitas coisas, mas certamente não esperava encontrar um porta-archote queimando em chamas amarelas ao lado de uma porta de madeira agredida pelo tempo. Após apagar o quadrado mágico Jimin perguntou a Jin:
– Devemos entrar?
– Pelas minhas experiências com filmes de terror, entrar é um erro gigante. Mais eu não acho que reste outra opção.
Eles estavam ali no fim, não entrar apenas os deixaria sem dormir pelo resto da vida devido a curiosidade e as milhares de possibilidades. E a possibilidade de o ceifador que estava em estado de utopia estar ali eram muitas.
Jimin suspirou antes de abrir a porta e SeokJin o seguir. A supresa foi ainda maior desta vez. Lá dentro não havia um show de horrores ou uma armadilha terrível, ao invés disso uma massa colorida de corpos giravam em um salão decorado por milhares de velas, o chão de mármore branco e lustre gigante no teto.
Todos eles estavam vestidos a caráter e todos tinham seus rostos cobertos por máscaras assim como Jimin e SeokJin. Ao seu lado Jin arquejou: — Um baile de máscaras? Que tipo de armadilha é essa?!
Jimin olhou confuso mais entendeu imediatamente: SeokJin havia chegado a meros segundos mas sua roupa já havia mudado assim que ele atravessou a porta. Ele estava vestido com uma calça branca que modelava seu corpo magro com cintura fina e sobretudo branco com detalhes brilhantes rosas, deixando seus ombros já muito largo, da altura de montanhas. Seu cabelo fora jogado para trás com um único fio solto na testa. Assim como a máscara branca, as tranças e fitas pretas permaneceram, o que completou com perfeição a beleza impecável de SeokJin, o deixado sexy além da conta. De seu rosto apenas sua boca rosa brilhante e os olhos apaixonantes estavam a mostra.
Jimin também já não vestia mais as roupas brancas de ceifador, agora ele estava vestido em um traje vermelho sangue com pedras douradas, modelando sua fina cintura, seus pés sob um sapato de salto preto, brilhando com o reflexo das luzes do lustre gigante de vidro fosco branco. A máscara ainda estava cobrindo seus olhos e a fita que prendia a trança ainda caia por suas costas. Suas mãos delicadas estavam cobertas por luvas de cetim vermelho até o cotovelo. Em seus cabelos uma fina tiara de pedras azuis brilhava a distância. Nem mesmo a beleza dos deuses poderia se igular.
Quando atravessado a porta eles chegaram de alguma forma ao domínio de uma criatura capaz de forjar um baile e criar a ilusão de que ambos faziam parte daquele mundo.
Jimin olhou o salão de baile com mais atenção: havia mulheres dançando juntas assim como homens, casais do sexo oposto eram raramente vistos.
Uma voz famíliar se sobrepôs a música que tocava naquele momento: – Me pergunto para onde vocês dois fugiram desta vez.
Namjoon surgiu naquele momento vestido como um príncipe da floresta, suas roupas formais azul turquesa detalhadas com flores vermelhas e uma bota de cano alto se encaixa no traje com perfeição. Totalmente lindo e imaculado ele ainda usava a mesma máscara verde com flores brancas que Sebastian fez para ele.
Mesmo sendo a natureza em pessoa, belo além do que se podia explicar, ele ainda não deveria estar aqui porque acabara de ser deixado para trás por Jimin e Jin. Mesmo que eles não soubessem de fato onde os outros estavam durante todo o dia de trabalho.
SeokJin corou, para disfarçar ele olhou em volta antes de se voltar para Namjoon: – Como chegou tão rápido?
Namjoon sorriu: – Como assim? Não estava eu próprio aqui todo o tempo esperando por você?
Pela enésima vez naquele dia Jin e Jimin trocaram um olhar aturdido.
A confusão de SeokJin se esvaiu rapidamente e ele sorriu: – Que lugar é esse? O que tá acontecendo aqui?
Desta vez Namjoon que se mostrou supreso por baixo da máscara verde: – O que houve com você? Hoje não é nossa festa em comemoração de dois anos de união do clã dos sete selos?
A descrença fez Jimin olhar agressivamente para Namjoon, ele falou levemente irritado: – Do que está falando Namjoon?!
Mais Namjoon não pareceu estar brincando e até o presente momento ele não tinha dado sinais que sabia fazer uma brincadeira. Namjoon não reconheceria uma piada mesmo que ela dancasse nua para ele, então o que estava acontecendo?
De repente Namjoon pareceu compreender toda a situação: – Entendo. Vocês devem ter saído e encontrado problemas já que são ótimos nisso, algo aconteceu e ambos devem ter perdido a memória temporariamente.
Impaciente, SeokJin parecia prestes a gritar loucamente até descobrir a fonte desta brincadeira, mas Jimin o tocou discretamente na cintura como fez mais cedo, pedindo silenciosamente que ele não falasse mais nada.
Jimin se voltou para Namjoon: – Aparentemente perdemos dois anos de memória, nos atualize.
Namjoon pareceu satisfeito: — Certamente. Depois que passamos por muito problemas juntos a união entre nos sete foi inevitável. Jin sugeriu que nos sete ajudassemos os menos afortunados e foi assim que fundamos o clã mais poderoso atualmente. Não pensem muito nisto, Hoseok deve conhecer uma forma de lhes restaurar a memória.
Aquilo foi estranhamente breve. E Namjoon nunca chamou SeokJin de Jin, era demasiado íntimo.
Jimin não acreditou nem por um momento que perdeu dois anos de memória em um piscar de olhos, e com um breve olhar compreendeu a situação. De fato alguém seduziu os ceifadores, os atraindo até ali em uma ilusão. Quando Jin e Jimin invadiram a ilusão acabaram afetados de alguma forma, aquele decerto não era Namjoon e nada ali era real.
Em situações como essas tudo deveria ser feito com cautela até que o responsável pela ilusão fosse encontrado. Dependendo de qual criatura estivesse por trás da ilusão, machucar alguém na ilusão resultaria em machucar a si mesmo na realidade ou reagir exageradamente poderia prende-los ali para sempre.
Em casos de ilusões tão reias como essas, o responsável por ela deveria estar entre eles, disfarçado. Por essa razão eles não poderiam da sinais de saber a verdade. SeokJin embora soubesse pouco do mundo imortal entendeu o olhar de Jimin e presumiu a situação.
SeokJin assumiu um fingido olhar tranquilo enquanto Jimin pensava rapidamente em uma saída. Todavia, Namjoon escolheu aquele momento para estender a mão coberta por uma luva que deixava seus dedos nodosos livres e pegou na mão de SeokJin com afeto.
SeokJin retesou o corpo, seus olhos crescendo por baixo da máscara enquanto ele ficava totalmente inanimado. Jimin podia ouvir a quilômetros de distância o bater violento do seu coração na caixa torácica.
Namjoon se aproximou dele muito lentamente para sussurar: – Vamos pedir ao Hobi que resolva isso, não é justo que em nosso aniversário você esqueça quem é seu marido.
Claramente nessa ilusão Namjoon e SeokJin não eram inimigos. SeokJin parecia prestes a desmaiar ali mesmo.
Namjoon se voltou para Jimin: – Ele está te procurando Jiminie, é melhor que vá a seu encontro rapidamente.
Namjoon não esperou resposta é sequestrou SeokJin, o mesmo lançou um olhar suplicante a Jimin antes de desaparecer na multidão. Jimin sequer pôde perguntar quem era o 'Ele'.
No centro do salão a massa de corpos se arrastavam incansavelmente ao som instrumental de uma música. Jimin se sentiu envolvido pela união do violino e o piano, cada nota o atingindo diretamente na alma.
Neste momento a multidão se abriu, deixando um longo espaço no centro do salão livre. Na outra extremidade uma figura esbelta caminhou até Jimin com confiança e ousadia, cada passo seu exalando dominação e sensualidade.
Com o rosto parcialmente oculto por uma máscara de corvo, o peito magro beijado pelo sol estava parcialmente exposto. De seu pescoço uma corrente dourada deslizava pelo seu troco até a cintura onde formava um cinto, muito perto do v onde terminava seu abdômen.
Seu traje era branco com a neve, a saia longa cobria os pés nus e o seguia como um cauda. Os olhos amarelos como o sol atigiram Jimin como um raio mesmo debaixo da máscara e do véu branco transparente que dava a ele um ar misterioso.
Não obstante, seus cabelos longos negros estavam com fios dourados e presos em um alto r**o de cavalo, a cortina de cachos do r**o de cavalo se agitava com seu caminhar.
Mesmo a milhas de distância, mesmo cego, surdo e louco Jimin reconheceria aquele jovem homem vestido como um anjo, sorrindo como um deus e o olhando como o d***o que era.
Taehyung era incomumente belo.
Apenas sua presença eclipsou toda multidão, que hipnotizados o seguiu com os olhos.
Ao notar Jimin parado do outro lado a multidão não sabia quem olhar, então suas cabeças giravam de um lado a outro.
Quando o perfume pecaminoso de Taehyung o alcançou a mente de Jimin deu um branco e seu pulso latejou acompanhando as batidas desesperadas do seu coração. Tudo fora simplesmente esquecido.
Um sorriso insólito iluminou o rosto de Taehyung: – Atrasado mocinho, essa era para ser nossa noite.
Aquele era o primeiro sorriso de Taehyung que não pingava ironia e maldade, seu primeiro sorriso genuíno e tal evento enfraqueceu as pernas de Jimin. Com os olhos carregados de curiosidade e seu autodominio desaparecido, Jimin sorriu reverente:
– Lamento, mas estou aqui agora.
Não se dando por satisfeito em ser estranhamente gentil, Taehyung tomou as mãos de Jimin nas suas e o puxou para o centro do salão para uma dança. Com centenas de pares de olhos neles, Taehyung levou a mão direita coberta por luvas curtas brancas a mão esquerda de Jimin e com sua mão esquerda tomou a direita do mesmo. A diferença entre elas era gritante.
Nada semelhante aconteceu a Jimin antes então seus movimentos eram tímidos, todavia, aquele Taehyung parecia íntimo e gentil, o tomando nos braços e guiando pelo salão.
Ele perguntou ainda olhando Jimin de cima: – Para onde você e Jin fugiram desta vez e qual tamanho da catástrofe que fizeram? O que te levaria a esquecer nosso aniversário?
Girando pelo salão os dois supremos pareciam brilhar tanto quanto o sol e ninguém era capaz de desviar os olhos. Jimin, no entanto, não notou nada disso, um sorriso doce lhe escapava pelos lábios rubis não cobertos pela máscara.
Jimin brincou: – O que fizemos? Provavelmente uma aventura que coloque nossa vida em perigo.
Taehyung riu mostrando os caninos marfim escondidos nos lábios vermelhos finos: – Não levares nem Hoseok tampouco Jungkook para lhes sussurrar no ouvido: "de acordo com a quinquagésima lei do céu, isso é errado."
Então Jungkook também estava na ilusão, e indetico ao Jungkook da vida real!
Uma risada quase angelical escapou dos lábios do inferme enquanto Taehyung sumia de sua visão por um breve momento. Ele não podia ver se estivesse rindo. Se recompondo Jimin seguiu os passos de Taehyung que acompanhavam a melodia da música.
Os cachos do r**o de cavalo de Taehyung davam a seu sorriso um ar selvagem que só Jimin poderia ver por estar a poucos centímetros do demônio.
Sob o sapato preto Taehyung afastou Jimin para gira-lo pelo salão, deixando que seus trajes vermelhos voassem como sombras dançantes. Mesmo vestido como o homem extremamente sexy que era, Jimin não era capaz de deixar para trás o sorriso quase angelical e o riso infantil que ecoava pelo espaço como a mais belas das canções. Nem mesmo carregando quatro calamidades sua alma pura poderia ser perdida.
Quando puxado possessivamente para os braços de Taehyung, o mesmo segurou Jimin com ambas as mãos, deixando que o corpo levemente menor que o seu deslizasse para trás com a parte superior, dando a ele uma visão da plateia mascarada de modo invertido.
Ao ser novamente puxado, os cabelos de Jimin lhe caiu sobre os olhos castanhos avermelhados por trás da máscara dourada. Desta vez seus corpos estavam tão unidos que a respiração ofegante de Jimin tocou o rosto de Taehyung, que sorriu com satisfação.
Taehyung disse antes de girar Jimin, o permitindo dançar no salão com tamanha leveza que ele poderia simplesmente voar: – Diga meu nome Jimin.
Enquanto dançava lentamente, Jimin viu que Taehyung o circulava, como se tentasse sozinho esconder a visão das outras pessoas, para que Jimin visse ele e apenas. Ele não precisava disso no fim, porque enquanto ele seguia Jimin com o corpo Jimin o perseguia com os olhos.
Essa breve distância foi sentida como uma tortura, Taehyung arrancou o espaço entre eles, unido seu peito magro as costas delicadas de Jimin. O inferme virou por si mesmo desta vez, totalmente hipnotizado pelos olhos amarelos que Taehyung muito raramente revelava.
As mãos de Taehyung agiam por si mesma, ido diretamente para cintura de Jimin, como se feitas exclusivamente para ser colocadas ali. Cada vez que Taehyung o segurava como uma ponte de salvação, Jimin perdia a razão.
Finalmente ele conseguiu ofegar: – Taehyung.
Taehyung entretanto, não pareceu satisfeito: — Para você esse não é meu nome.
Taehyung o segurando pela cintura, o impulsionou para cima, como se arrancasse uma pequena flor das raízes e exibisse sua beleza natural e delicada ao céu. Jimin nunca tinha visto tal ângulo do rosto do demônio, jamais pôde olha-lo de cima antes. Ele também nunca viu Taehyung olha-lo com tanta reverência e adoração. De repente ele sabia o nome de Taehyung.
Jimin sussurrou olhando tão fundo nos olhos de Taehyung que poderia vislumbrar e desenhar o mapa de sua alma: – Seu nome é 'minha alma gêmea' para mim e apenas para mim.
Satisfeito além da imaginação, Taehyung riu.
Neste momento Jimin viu com um olhar furtivo uma figura conhecida. Com seus cabelos longos e loiros o jovem homem olhava para eles com um discreto sorriso no canto dos lábios rosa peônia. Mesmo com a máscara prata que ocultava a cor de seus olhos Jimin conhecia aquele tom loiro de cabelo e a boca, a mesma boca que lhe deu a bênção de ceifador. Yoongi!
Dor rompeu o peito de Jimin quando a verdade lhe caiu no colo. Aquilo era uma ilusão, demasiada estranha já que todos os selos estavam presentes e a ilusão fosse do ceifador ou ceifadores sequestrados.
Sem ousar trocar um olhar com Taehyung temendo se distrair, Jimin fugiu de seus braços e correu até Yoongi. Vestido em calças pretas e jaqueta vermelha e preta com ombreiras altas e diversos botões, ele era um verdadeiro príncipe. Yoongi nunca deixava de lado as correntes pendendo em suas roupas e nessa ocasião não era diferente.
Antes mesmo de se aproximar Jimin ouviu sua voz levemente rouca: – Não vos diga nada, Namjoon chegares mais cedo. Perdeu uma parte bem específica das memórias.
Jimin não tinha tempo para se sentir decepcionado e tampouco para explicar qualquer coisa a Yoongi. Tempo perdido em ilusões eram um risco, além disso ele ainda precisava achar Jin e os ceifadores, pois agora que chegou tão longe ele não tinha intenção de partir antes de ajudar o verdadeiro Yoongi.
– Pode ter uma comigo agora Yoongi?
Yoongi não disse nada mais acenou para que Jimin o seguisse. Enquanto desfilavam para fora do salão de baile centenas de olhos os seguiam em um misto de admiração e medo.
Yoongi os fechou em uma sala decorada por um sofá de veludo azul escuro e móveis de madeira. Surpreendentemente Yoongi se inclinou na direção de Jimin parecendo muito preocupado: – Hoseok cuidou de SeokJin e chegou a conclusão que o núcleo não foi corrompido nem as memórias, é uma amnésia temporária.
Mais Jimin não ouviu uma palavra, ele rompeu em perguntas: – Agora gosta de mim Yoongi? Quer dizer, tenho a impressão que ainda hoje você queria me estrangular.
Yoongi sorriu e sentou-se ao seu lado enquanto lhe servia uma taça de água: – Eu sempre quero estrangula-lo, mas agora a vontade é um pouco mais fraca.
Aquilo era algo que Yoongi diria. Mais aquele Yoongi não estava usando luvas quando passou a água para Jimin, o que era extremamente preocupante, principalmente em uma ocasião onde todos usavam luvas.
A porta se abriu nesse momento e vestido em uma longa capa preta intrincada com desenhos brancos e segurando uma máscara solta que ele tirava e colocava no rosto com facilidade Hoseok entrou fechando a porta atrás de si.
O lustre no teto iluminou seu rosto lindo e radiante quando ele deixou a máscara de lado. – Estive procurando por vocês mais é tão difícil caminhar com centenas de olhos em cada mínimo movimento seu.
Yoongi olhou para Hoseok e um sorriso sonhador lhe cresceu nos lábios: – Eles sabem que raramente terão o prazer de colocar os olhos em você novamente. Além disso, foi sua a ideia deste baile.
As palavras seguintes de Hoseok fez Jimin derrubar a taça de água que quebrou com um estalito:
– Você como meu homem deveria me alertar para escolhas erradas.
Yoongi estava tão feliz que m*l se conteve no sofá: – Eu fiz isso quando o aconselhei que cinza combina mais com a Vida.
Hoseok suspirou como se não fosse o próprio ar que sustentava tudo: – Que descarado você, sabia que para nós sete essa noite seria desconcertante mas preferiu interferir em minhas roupas. De toda forma, sei que esse cinza é porque considera a vida de todos c***l e miserável, o que não acontece com todos!
– Tem toda razão, esse critério é apenas de noventa e nove por cento dos humanos.
Dava para ver Hoseok tentando conter o sorriso. Ele mudou de assunto rapidamente: – Pequeno Jimin, você parece um boneco doce mais só falta colocar fogo no mundo quando se junta com SeokJin.
Aparentemente nessa ilusão os sete tinham uma relação de verdadeira amizade e lealdade, e alguns deles eram até muito mais que isso. No fim das costas, aquela ilusão parecia feita para Jimin.
— Não posso pedir desculpas, não lembro-me do que fiz.
Hoseok em qualquer que fosse a situação era gentil e compreensível, então apenas sorriu para Jimin: – Isso será resolvido logo se você me permitir ter um rápido acesso a sua mente, é um processo indolor.