Ira

3155 Palavras
O Vale do Flegetante”, é designado aos violentos; no entanto, existem três formas de violência, ou seja, existem três vales, sendo eles, o primeiro para as almas que foram violentas com seu próximo, o segundo direcionado para os suicidas, e o terceiro, dirigido aos que praticaram a violência perante Deus. Neste círculo, os assassinos são imersos no sangue que derramaram em vida. “O Rio Estige”, era o lugar dos que tivessem cometido o pecado da ira, e, aqui, a punição seria lutarem uns com os outros na margem do Rio Estige. A massa de corpo fervilhavam na margem do Rio estige. Homens e mulheres lutavam violentamente uns com os outros, socos, tapas e chutes cobriam o show, corpos caiam apenas pra se erguer novamente, prontos para dar início a luta que nunca teria fim. Embora estivessem caídos de exaustão a ira se erguia sobre qualquer cansaço. Banhados no sangue de suas vítimas eles eram incapazes de vencer o adversário e isso certamente os deixava ainda mais perdidos em fúria. Diante do último círculo do inferno, nenhum dos sete selos se aproximou. Parados lado a lado eles contemplavam a massa intesa de fúria sangrenta. Jungkook se contorcia, desesperado para os cessar o confronto mais de mãos atadas. Aquelas almas estavam aqui justamente porque não podia ser salvas. Azazel, demônio do sétimo círculo e príncipe da ira assistia friamente. Não havia nada de demoníaco em sua aparência, seus cabelos ainda eram cacheados e loiros e os olhos ainda azuis. Todavia o desprezo no olhos azuis não podia ser ignorado e certamente não estava ali quando ainda era um anjo. Mais quando seus olhos encontraram o de Lúcifer brilharam em expectativa. Correndo em direção a Taehyung ele se jogou em seus braços sorrindo largamente. Taehyung não retribuiu, mais não o afastou também. O que se sabia era que Azazel foi o primeiro anjo a junta-se a Lúcifer, o apoiando cegamente e o seguindo como um cão leal. Azazel contava a quem quisesse e até quem não, que Luficer prometera no céu dá-lhe um lugar de poder e quem olha-lo agora como o pecado da ira poderia confirmar que Lúcifer cumprirá a promessa. Sabia-se também que a relação de ambos era bastante boa. Que mesmo ocupado com suas tarefas no Reino da ira, Azazel ainda deixava tudo a cada sete dias para visitar Taehyung em seu palácio infernal. E se as fofocas no inferno estivessem certa, Azazel era o único que Lúcifer visitava com frequência. Azazel se afastou o suficiente pra se ajoelhar, mais diferente dos demais reis do inferno, seu olhos em admiração e respeito eram verdadeiros. Taehyung acenou e ele obedientemente ficou de pé. – Luci, pelos fogos do inferno. Não ponho meus olhos em ti a tanto tempo que não poderia contar. Vamos, sente, sente. — Agitando as mãos ele deu a Taehyung a cadeira que outrora ocupava. – Você está no meu palácio a cada sete dias, como pode não me ver a tanto tempo? – Já fazem mais de dez dias que não o vejo. O que o traz aqui? — Azazel olhou para Hoseok com atenção e respeitosamente comprimetou a todos — É uma honra. No entanto, ao ver Jimin ele parou, congelado no lugar ele esqueceu-se de tudo, seus olhos azuis extraviaram como se viajasse anos luz atrás. Jimin sentiu uma sensação familiar, no entanto não conseguiu lembrar se conhecia o demônio. Mais o olhar do demônio indicava que ele conhecia Jimin — É claro que me conhece, Taehyung me trouxe no inferno e não deixaria de me apresentar a ele. Azazel pareceu sem jeito de repente, e voltou sua atenção para Taehyung. – Diga o que deseja meu rei, estou a ordens. – Basta olhar para trás e vai ver. — Seguindo o olhar de Taehyung, Jimin se espantou. Em algum momento Namjoon se afastou deles e chegou a margem do rio, os olhos brilhando tão vermelhos quanto o sangue que cobria as almas. Com tanto desmatamento, extinção de animais, queimadas e o aquecimento global não era surpresa que fosse de Namjoon o inferno da ira. A ira já vivia na natureza como resultado das ações humanas, o inferno só precisou jogar gasolina no fogo e lá estava Namjoon, derrubando milhares e milhares de corpos como um tornado. Observar a natureza em ação era maravilhosamente brutal. Sua força esmagadora. O movimento de seus braços soavam como ventanias violentas varrendo tudo num raio de quilômetros. Seu soco atingindo a carne morta das almas soavam como trovões poderosos e o menor movimento de seus pés na terra estremecia o inferno como um terremoto. Convocando os quatro elementos mais um quinto que representava o espírito ele os envolvem em um círculo de fumaça que explodiu como uma bomba nuclear de nível de alcanço alterado. A segunda chuva aconteceu no inferno. Essa, todavia, era de membros humanos de todos os tamanhos. Namjoon ainda parado no centro de tudo assistiu a chuva com olhos atentos; mãos braços, pernas, troncos, olhos e dedos caindo a sua volta numa tempestade de cadáveres. No entanto sua matança era em vão, não importa quantas vezes ele os matasse, eles voltariam de novo e de novo. Mais quem olhasse Namjoon naquele momento não veria alguém preocupado em passar a eternidade matado humanos — mesmo que já estivessem mortos — pelo contrário, Namjoon nunca antes se mostrou tão entretido. Taehyung ficou de pé, fosse pra criticar ou parar a briga ele levou a mão esquerda ao quadril, olhando a cena ele comentou casualmente: – Que sexy. Azazel, entrementes, criticava Namjoon: — Ele é o que? Um cachorro louco? Tire o dali Taehyung, com certeza terei prejuízo depois. – Não, deixe que aproveite, ele eventualmente irá se cansar. Seguindo os muitos pedaços humanos Jimin viu um abraço cair longe do Rio estige, preocupado se os mortos arratariam os membros separados como um quebra-cabeças ou simplesmente surgiria novamente, Jimin viu a terra engolir o braço. Sobressaltado ele apontou chamado pelo único nome que vinha em sua cabeça – Taehyung, veja, a terra comeu o braço! As sobrancelhas de Taehyung se levantaram enquanto seus olhos seguiam a direção apontada por Jimin. A cem metro deles uma mudança de cores na terras marcava a divisão dos reinos como a divisão dos oceanos era marcada. O lado pertencente à Lúcifer e o pertencente à Hades se dividiam ali. O lado de Hades marcado por um chão vermelho fora o lugar onde o braço caiu. Azazel foi rápido em explicar. – O braço foi engolido porque ali é um cemitério, resultante da guerra de Hades e Lúcifer. Jimin protestou – Mais a guerra de Taehyung com Hades não foi sangrenta. – No início sim. A escolha deles de parar as batalhas veio depois de uma luta que durou meses, sem pausas. No fim milhares dos demônios de Taehyung e os mortos de Hades foram destruídos e ambos sofreram muitas baixas e nenhum lado perdeu vantagem, era uma luta vencida ou perdida para todos. No fundo da explicação de Azazel, Namjoon estraçalhava os mortos como um louco. Seokjin apontou Namjoon, desdenhando disse: – Se Taehyung tivesse um cachorro desses teria vencido. Taehyung fingiu um suspiro sonhador: – Não foi por falta de tentativa. Fingindo displicência Seokjin observou – Mais porque não tem um muro aqui também? — Ele estava claramente se aproveitando de Azazel já que Taehyung não falava de si mesmo. Havia um muro que dívida os reinos, mais aqui ele se separava com um simples mudança de cores. – Porquê o rio estige está ligado ao inferno e ao submundo, nenhum muro aguentaria ficar muito perto dele. Mais principalmente porque foi ali onde o braço foi engolido, que Taehyung caiu. Até mesmo Yoongi se mostrou supreso, olhando fixamente o lugar como se o notasse pela primeira vez. Jimin estremeceu. — Eu posso ir até lá? Estou vivo, acho que o solo não me levaria. No primeiro momento parecia que um 'não' enorme escaparia da boca de Taehyung, mais ele viu o olhar sonhador no rosto de Jimin e caminhou devagar. — Vamos juntos, mais será rápido ou o bastardo saberá, não tô interessado em uma briga com ele no presente momento. Jimin não sabia porque Taehyung mudou de ideia, mais correu para seu lado sorrindo largamente. Assim que pisou no submundo Jimin suspirou, o ar ali era totalmente diferente, quase terrestre, muito diferente do ar opressor no inferno. Relaxando audivelmente Jimin andou no cemitério com verdadeiro interesse. – Porquê Taehyung deixaria esse lugar pra Hades? — Jimin ouviu Seokjin perguntar, mais ele não se voltou pra conversa, quanto mais caminhava melhor o ar se tornava. Ele ouviu vagamente a resposta na voz friamente descarada de Taehyung – Eu não me importo... Jimin só notou ter fechado os olhos ao tropeçar em uma pedra e quase assediar o chão. Resmungando ele se ajoelhou limpando a terra vermelha da palma da mão, a túnica angelical não o deixando ficar sujo por meros segundos. Ao se erguer um brilho azul afetou seu olho, uma perda azul safira foi no que ele tinha tropecado. Ela parecia ser formada por várias cristais azuais formando uma pedra de trinta centímetros, tão bonita que Jimin não duvidava ter pertencido a um anjo que caiu ali, talvez até o próprio Taehyung. Assim que pensou isso ele riu de si mesmo: "como se Taehyung andasse por aí carregando pedras, por mais bonita que fosse" Encantado Jimin levou as duas mãos até a pedra e a puxou, no entanto ela resistiu. Espantado Jimin olhou com atenção, não era grande o suficiente para ter um peso que ele não levantaria. Olhando com mais atenção Jimin notou que algo a segurava no chão, galhos secos e velhos se envolviam na pedra como dedos. Tentando mais uma vez Jimin notou que de fato o galho segurava a pedra firmemente no lugar, mais a não ser que Namjoon tivesse controlando, um galho não teria tanta força. Jimin olhou sobre o ombro pra Namjoon e ao confirmar que ele ainda espancava cadáver, se voltou para a pedra novamente com a testa franzida. Novamente ele a puxou para si e novamente a pedra resistiu. Mais dessa vez o movimento de um dos galhos não passou despercebido pelo olho felino de Jimin. Não era algo que segurava a pedra, era alguém. Era a mão de um cadáver envolvendo a pedra. Chateado com a teimosia do morto, Jimin segurou a pedra com ambas as mãos e gritou: – Solte! — Imediatamente os dedos se abriram e ele pode finalmente a ter em mãos. Chocado Jimin olhou a mão imóvel, até que braços fortes o colocaram de pé. Atrás de si Taehyung perguntou: – Você está bem? Não tem coordenação motora? Jimin já tinha enfiado no bolso da túnica a pedra. Taehyung não costumava deixá-levar nada para casa. – Estou bem. Namjoon já se divertiu o bastante? A distância Namjoon arfava alto, parecendo levemente satisfeito com sua carnificina. Taehyung caminhou a passos leves até o Rio estige, olhando as águas tão calmas que parecia um cortina de lama. Ele se agachou mergulhando a mão esquerda no rio estige. Assustado Jimin caminhou para impedi-lo, mais as águas se agitaram em um redemoinho, como se fosse puxa-lo para baixo, até notar de quem pertencia a mão e se acalmar imediatamente. Taehyung deu passos para trás e puxou uma corda tirada sabe-se lá como do fundo do rio. As águas voltaram a se agitar e do fundo surgiu um barco vermelho, ameaçador no meio do mar de lama. Ele se virou por si mesmo e todo fascínio de Jimin se tornou uma tentativa de segurar o riso. A barca era bonita e bastante assustadora, mais havia desenhos talhados nas bordas, feito a mão por uma faca ou objeto semelhante. Era um trabalho do fruto do tédio, desenhos muito bem feitos de anjos, se não fosse os bigodes, rabos e chifres acrescentados grosseiramente, um insulto um tanto infantil e até mesmo inocente. Ninguém precisava apontar o artista. Yoongi que tinha se aproximado a pouco pareceu chocado, ele abriu a boca várias vezes, mais por fim optou por não dizer nada e embarcou na barca. Hoseok precisou arrastar Namjoon pela gola, e mesmo assim ele continuou a golpear o ar com os punhos, totalmente furioso e com aura assassina. Azazel estava relutante em deixar Taehyung partir, puxando assuntos relacionados às almas e o segurando até o último minuto. Quando Taehyung embarcou arrastando suas vestes pretas, Azazel parecia está a um segundo de chorar em desespero, até Taehyung sussurrar pra ele: – Esse passeio chegou ao fim, vá a meu palácio depois pra que possamos tomar chá vendo uma chuva de sangue na minha fazenda. – Certo certo, até logo Luci, resolva tudo bastante rápido. Com Taehyung na ponta da embarcação e todos devidamente acomodados, ele seguiu pelo rio estige lentamente e silenciosamente. O rio estige se estendia até onde os olhos podiam ver, como um caminho sombrio e mortalmente silencioso. As paisagens passadas eram de vegetações destruídas pelo fogo, almas desamparadas e desertos de solo seco. Levou um tempo até que devagar ela entrasse em um túnel largo. Não havia luz assim como todo o inferno, mais pequenos objetos emanavam uma fantasmagórica luz verde. Jimin se inclinou na balsa e reconheceu um véu de noiva, um urso de pelúcia, livros e tantos outros. Até mesmo objetos que deveriam afunda, vagavam devagar na superfície, como chaves de carro, barras de ouro e alianças. Namjoon estava admirado e falou enquanto observava uma folha de diploma: – Achei que o Rio estige era poderoso porque as promessas feitas em nome dele não podiam ser quebradas, mais é na verdade por isso. Aqui é o último passo para o destino final e é aqui onde muitas pessoas jogam fora seus sonhos que não podem mais ser realizar. Como o sonho da casa própria, do casamento e de finalmente ter um diploma. – Os sonhos destruídos alimentam o Rio e foi aqui que morri por duas horas. – Era difícil saber se Seokjin estava verde porque a luz refletia em seu rosto ou por causa da lembrança de sua morte. Yoongi de pé no fim da embarcação, os reependeu: – Silêncio. Respeitem os sonhos dos mortos. Nesse momento outra embarcação surgiu atrás deles. Era feita de madeira lisa e resistente, mais o homem de pé na ponta da embarcação vestia-se com um manto longo e sujo, guiando o carro pós mortem com doze almas dentro, uma mais apavorada que outra. Um homem vestido de terno chorava compulsivamente enquanto uma mulher que em vida foi uma sem teto, o acalmava gentilmente. Quando as pessoas assustadas viram os sete, esperança brotaram em seus rostos. – Há homens ali, eles parecem anjos, acho que esse lugar não é tão r**m assim. — Quem falou foi a sem teto, que sorria e acariciava a cabeça do homem. Quanto as almas que iam para o reino de Hades, era impossível saber se eles seriam condenadas ou castigadas, já que paraíso, céu e inferno no submundo eram vizinhos, diferente do inferno que já era um destino muito claro. Por essa razão Jungkook não ousou acalmar as almas e Namjoon sequer dirigiu um olhar pra elas. Ainda olhando o véu de noiva que ficava para trás lentamente, Jimin notou algo se movendo lá embaixo, mais com a cor da água era impossível ter certeza e ele deu as costas a cena, a ignorando. No momento seguinte sua visão mudou e ele teve um vislumbre do telhado do túnel enquanto seu corpo caia na água extremamente gelada. Jimin afundou assim que atingiu a água e o gelo extremo o paralisou, o fazendo incapaz de nadar. Não era possível ver nem uma palma diante dos olhos no fundo do Rio estige, e com o corpo paralisado em descrença e frio ele continou a descer. A energia era tão pesada que em sua cabeça milhares de vozes explodiu, implorando por ajuda, chorando em arrependimento ou gritando em fúria. Com a cabeça latejando Jimin moveu os braços com dificuldade para tapar ou ouvidos, mais as vozes pareciam vir de dentro de sua cabeça, e gritava por ele com mais fervor. No entanto elas não pareciam furiosas com ele, mais clamavam seu nome como um pedido de ajuda. Em meio a gritos e vozes de todos os tipos Jimin entendeu palavras soltas: "mestre" "frio." "Medo" e as que se repetiam: "mestre" "vingança" Quando perdeu as esperanças, braços de todos os lados tocaram seu corpo. Mais não o puxaram para o fundo, ao invés disso os levaram para cima, como se o ajudassem. Jimin moveu os olhos na tentativa de ver a quem pertencia aos mãos, todavia braços firmes o rodearam pela cintura e tão rápido quanto sua queda, Taehyung o puxou para superfície. – Jimin, respire. — Taehyung jogou seus cabelos para trás e o ajudou a embarcar novamente, Hoseok o jogou um casaco pesado. – Você está bem? Aconteceu tão rápido, mas Taehyung mergulhou imediatamente para buscá-lo. — Jimin olhou pra Hoseok, mais não disse pra ele que lá no fundo pareceu durar vários minutos. Hoseok explicou o que aconteceu de forma rápida. Aparentemente o homem que leva as almas pelo Rio estige não ficou feliz com os visitantes, conduzinho seu barco até o barco de Taehyung. O impacto pegou Jimin de surpresa e ele caiu no rio. As almas no barco estavam ainda mais nervosas, mais nada puderam dizer, seu barco seguiu em frente e desapareceu no fim do túnel. Quando a margem foi finalmente encontrada Jimin já estava aquecido e mais tranquilo. Um a um os sete deixavam o barco e ele afundou no Rio estige novamente. Taehyung liderou o caminho, seu rosto sombrio: após uma caminhada curta uma construção que dia fora bela e luxuosa surgiu do nada, agora apenas destroços da beleza que teve um dia. O ar ao redor das paredes era poderoso, forte o suficiente para prender algo como os quatro cavaleiros dentro. Taehyung fechou as mãos em punhos e bateu na porta quatro vezes fazendo um quadrado na porta, cada batida representando um cavaleiro diferente, no fim ele abriu a palma e cortou ao meio e as portas lentamente se abriram. No centro da sala havia um buraco escuro, como uma f***a pra sabe-se lá onde. Quatro caixões estavam postos em cantos diferentes do salão. O primeiro era vermelho fogo, uma grande espada em cima do caixão, refletindo rostos diferentes, as almas de todos que perderam a vida para aquela espada. Guerra. Ao lado um caixão sem cor, um tridente estava encostado contra o caixão. Morte. Defronte ao caixão vermelho um branco com um arco de ouro, uma máscara e uma coroa. Peste. Defronte ao descorado estava um preto como a noite, uma balança encima do caixão. Fome. O ar era opressor e terrível, emanando uma intenção assassina quase palpável. Olhando para os quatros cavaleiros que levaria ao fim do mundo, Taehyung sorriu com carinho.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR