Capitulo 3

825 Palavras
Ana  Tento me controlar, mas sei que sou entregue por minhas bochechas que queimam por vergonha. Ele era mais bonito que Gustavo? Isso eu acho que não. Suspiro e ele levanta seu olhar dos papéis. —Então, Senhorita Ana—diz sério – Sei que já fez a entrevista, mas devo ressaltar que seu currículo é muito bom! Têm qualificações muito boas, ele diz olhando dentro dos meus olhos. —Obrigada—digo com aceno de cabeça sentindo ainda meu rosto queimar, estava ansiosa para conhecer tudo e saber como seria naquela empresa. Conversamos amenidade e ele me levou para conhecer a empresa, um lugar amplo e bonito com todos os seus funcionários sorridentes para mim, algumas mulheres me olhavam de cima a baixo e balançavam a cabeça, eu apenas levantava minha cabeça e seguia as orientações de meu chefe. Ele me mostrou a sala do Rh onde haviam alguns computadores separados por paredes e a frente uma extensa mesa de reunião. Richard abriu uma porta ao lado e me deixou ver o que havia dentro. Ele parou com a porta aberta e me disse: —Bem, esta é a sua sala Ana. Aqui você irá atender nossos funcionários, sua secretária é Lindsay, qualquer coisa esse é meu número—me diz puxando seu cartão— Só me ligar, todas as dúvidas que tenha Lindsay irão solucionar. Eu aceno nervosa com a cabeça, é muito diferente você estudar anos e estar aqui para colocar em prática tudo aquilo que aprendeu, é diferente até do estágio que fiz na faculdade. —Obrigada Sr. Richard—digo olhando—o e depois olhando para aquela sala.  Minha sala. Meu chefe acenou e saiu me deixando ali sem saber por onde começar. Escuto uma batida na porta e era Lindsay uma mulher de seus 40 anos que tinha cabelos castanhos e um sorriso gentil. Dei graças a Deus por isso. O dia passou rápido e quando olhei no relógio já eram 18h. Hora de ir para casa. Estava com saudade da minha pequena e imaginava como minha mãe não estaria de cabelos em pé com ela. Não consegui não sorrir com esse seu pensamento. Katie era a luz no meio de toda escuridão que havia aqui dentro de mim. Ela veio em um momento complicado, mas eu sabia que tudo tem seu tempo e nada é por acaso. Meu celular toca e vejo que é Arthie. —Hey! Darling—ele diz animado. —E aí, que vozinha animada é essa? Viu passarinho verde? —digo enquanto aperto o botão do elevador. —A cor não era verde—ele diz pensativo—Estava mais para gato do que passarinho! —Hummm, me conta!—digo me divertindo. —Lembra que te falei do CEO gostosão que estava para chegar à empresa? Então, ele realmente é um gostosão—ele diz. —Nossa! Mas já chegou?—digo surpresa saindo do elevador e esbarrando em alguém que entra muito rápido Escuto Arthie falando e falando, mas sinto um perfume que há muito tempo não sentia, e este fez meu corpo todo se arrepiar... Mas será que? Não. Não seria possível! Sinto meu coração errar uma batida, olho ao redor a procura e nada, olho para o elevador. Não pode ser! Ana, você está delirando.. —Heloooo Darling? Deu pane ai querida?—escuto meu amigo gritando. —Estou aqui—digo agora séria. —Aconteceu algo? —Arthie pergunta preocupado. Sim, penso. —Não, está tudo bem—minto—Apenas me distrai com o táxi . —Se eu não te conhecesse como a palma dessa minha mão dona Ana Maria .. Mas está ok honey—ele diz prestes a desligar. —MAS MEU NOME NÃO É ANA MARIA—digo furiosa com esses apelidinhos dele—Sabe que não gosto! —Como vocês brasileiras dizem. Você que lute honey—ele diz. Fico rindo para o telefone, só ele para me fazer sorrir depois de levar um baque daqueles. Não consigo imaginar como seria encontrar Gustavo, quer dizer, eu até consigo. Minha cabeça diz que não é a coisa certa, mas meu coração custa a aceitar aquela mensagem que ainda hoje guardo e tem dias que ainda me pego olhando para ela. Consigo imaginar uma família feliz, consigo imaginar tantas coisas. Não, não sou amarga, não consigo ser assim porque a vida tem tantas coisas boas para serem vividas e nos dá tantas chances. Prefiro pensar que éramos duas pessoas que se cruzaram em um momento errado da vida. Desço do meu táxi e encontro Artchie na porta do meu apartamento. Ele está cheio de sacolas me olha e sorri. —Você vai me contar tudo, trouxe até um balde de sorvete para ouvir sua história—ele diz zombeteiro. —Eu tenho o melhor amigo do mundo ou não tenho? —digo mais para mim mesma e para o universo do que para ele.
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