Capítulo 13

1564 Palavras
No caminho para o hospital, o silêncio dentro do carro era palpável. Gabriel segurava firme a mão de Aly, enquanto César dirigia com cuidado pelas ruas. — Como está se sentindo, filho?— César perguntou, olhando pelo retrovisor para Gabriel no banco de trás. — Ainda dói bastante, mas acho que vai ficar tudo bem,_ respondeu Gabriel, tentando manter o otimismo apesar da dor. Aly olhava para Gabriel com preocupação, sentindo-se culpada por ter deixado ele sair e isso ter acontecido. — Me desculpe, Gabriel mais uma vez, eu devia ter sido mais cuidadosa.— repetiu Aly, buscando o perdão do garoto. — Não se culpe, Aly. Foi um acidente. Eu só queria me divertir— Gabriel respondeu, tentando confortar ela Chegando ao hospital, eles foram rapidamente atendidos na emergência. Gabriel foi examinado por um médico, que confirmou que ele tinha fraturado a perna e precisaria de um gesso temporário. — Vamos precisar de um gesso por algumas semanas, Gabriel. Mas você vai se recuperar,— explicou o médico com gentileza, preparando o gesso para imobilizar a perna de Gabriel. Durante todo o procedimento, Aly e César estavam ao lado de Gabriel, segurando sua mão e oferecendo palavras de conforto.. Depois que Gabriel estava confortável com o gesso, eles foram liberados para ir para casa. Aly e César ajudaram Gabriel a se levantar e caminhar cuidadosamente até o carro. — Vou ter que usar muletas por um tempo, né?— Gabriel perguntou ao entrar no carro, pensativo sobre os próximos dias. — Siim, mas você vai se acostumar. E vamos cuidar muito bem de você.— Aly respondeu com um sorriso gentil, tentando animar Gabriel. No caminho de volta para casa, o ambiente no carro era mais leve. Gabriel se sentia grato pelo apoio e amor de seus pais, apesar do acidente. Aly, por sua vez, estava determinada a garantir que Gabriel tivesse tudo de que precisava durante sua recuperação. — Acho que vou ficar um bom tempo sem andar de skate,— Gabriel comentou, olhando pela janela com uma expressão pensativa. — Sim, filho. Mas logo você vai estar de volta às suas aventuras,_ César respondeu, olhando com carinho para Gabriel pelo espelho retrovisor. Chegando em casa, Aly preparou um lanche para Gabriel enquanto ele se acomodava no sofá com a perna elevada. César ligou para informar o ocorrido aos familiares mais próximos, garantindo que todos estivessem cientes e oferecessem apoio. — Vai precisar de alguma coisa, Gabriel?— Aly perguntou, sentando-se ao lado dele com uma xícara de chá quente, pois já era bem tarde da noite — — Não, Aly Só de vocês estarem aqui já ajuda muito.— respondeu Gabriel, sorrindo para ela com gratidão.— Só vou precisar quando eu for me deitar — Tudo bem. Quando Gabriel terminou césar ajudou ele a subir para o seu quarto e Aly arrumou a cama dele e logo em seguida Gabriel deixou deu boa noite ao casal e não demorou muito acabou pegando no sono. (..) As semanas seguintes foram de adaptação para Gabriel. As muletas se tornaram uma parte constante da rotina de Gabriel e ele estava se acostumando a depender mais de seus pais para se locomover. Aly reorganizou a casa para facilitar a movimentação de Gabriel, movendo móveis e criando espaços acessíveis. César passou a levá-lo e buscá-lo na escola, garantindo que ele estivesse seguro e confortável. Certa tarde, ao chegarem em casa, Gabriel notou um grupo de amigos esperando por ele no jardim. — Surpresa!— gritaram eles, segurando balões e presentes. Gabriel sorriu amplamente, surpreso e feliz com a visita. — Queríamos te animar um pouco,— disse Marcos, um de seus amigos mais próximos, entregando um presente. — Sabemos que não é fácil ficar sem poder se mexer muito. Gabriel abriu o presente e encontrou um livro de aventuras que ele sempre quis ler. Ele agradeceu a todos e sentiu uma onda de gratidão pelos amigos e pela família que o apoiavam tanto. Enquanto os amigos conversavam e se divertiam, Aly e César observaram de longe, satisfeitos por ver Gabriel sorrir novamente. O apoio da comunidade era essencial para a recuperação emocional de Gabriel. Nas semanas seguintes, Gabriel seguiu à risca todas as recomendações médicas, e sua recuperação foi rápida e eficiente. Aly e César não mediram esforços para garantir que ele tivesse tudo de que precisava, e o amor e o cuidado da família fizeram toda a diferença. Finalmente, o dia de tirar o gesso chegou. Gabriel estava ansioso e nervoso ao mesmo tempo, mas sabia que estava pronto para dar o próximo passo em sua recuperação. No consultório médico, o doutor examinou a perna de Gabriel e, com um sorriso, anunciou que ele estava pronto para se livrar do gesso. Com cuidado, o médico removeu o gesso, revelando a perna de Gabriel. — Você fez um ótimo trabalho, Gabriel. Agora, vamos trabalhar na fisioterapia para fortalecer sua perna,— disse o médico, dando instruções sobre os exercícios que Gabriel deveria fazer. De volta ao carro, Gabriel sentiu uma mistura de alívio e empolgação. Ele sabia que ainda tinha um caminho pela frente, mas estava confiante de que poderia superar qualquer desafio com a ajuda de sua família. Em casa, Aly preparou um jantar especial para celebrar o progresso de Gabriel. Enquanto todos se reuniam à mesa, César propôs um brinde. — A este jovem corajoso, que enfrentou tudo com bravura e determinação. E à nossa família, que permanece unida em qualquer circunstância,— disse César, levantando seu copo. Gabriel sorriu, emocionado. Ele sabia que, independentemente dos desafios que ainda poderiam surgir, ele sempre teria o apoio incondicional de sua família. — Obrigado, pessoal. Não sei o que faria sem vocês,— disse Gabriel, olhando para seus pais com gratidão. Depois de semanas cuidando de Gabriel, César finalmente voltou ao trabalho. As responsabilidades no escritório pareciam dobrar, mas ele estava determinado a seguir em frente. Uma noite, César recebeu um convite para um jantar de negócios no cassino da cidade, um evento importante para sua carreira. — Aly, você gostaria de me acompanhar ao jantar no cassino esta noite?— César perguntou, olhando para sua esposa, que agora também trabalhava como sua secretária pessoal. — Claro, César. Eu adoraria,— respondeu Aly, sorrindo. Ela sabia que essa era uma oportunidade importante para ele e estava feliz por poder apoiá-lo. Naquela noite, eles se arrumaram com esmero. César vestiu seu melhor terno e Aly escolheu um elegante vestido preto, complementado por um colar de pérolas que César lhe deu no aniversário de casamento. Ao chegarem ao cassino, foram recebidos pelo anfitrião e levados a uma mesa reservada para os convidados especiais. O ambiente era luxuoso, com luzes brilhantes, mesas de jogos e uma banda ao vivo tocando suavemente ao fundo. César e Aly se sentaram, prontos para a noite de networking. — César, estou tão orgulhosa de você,—disse Aly, segurando a mão dele por um momento. — Obrigado, Aly. Você sempre esteve ao meu lado, e isso significa muito para mim,— respondeu César, sorrindo carinhosamente para ela e ficaram alí até que mudou os planos. (...) Enquanto a noite avançava, César se envolveu em conversas com outros empresários, discutindo novas oportunidades de negócios. Aly observava, impressionada com a habilidade de César em conduzir as negociações com tanta confiança. De repente, uma figura familiar entrou no salão. Era Sandra, a ex-esposa de César. Ela parecia exatamente como ele se lembrava: elegante, mas com um ar de frieza. Laura notou César e se dirigiu diretamente a ele, sem hesitar. — César, que surpresa te encontrar aqui— disse Laura, com um sorriso calculado. César ficou surpreso ao vê-la, mas manteve a compostura. — Laura, também não esperava te encontrar aqui.— respondeu ele, tentando disfarçar o desconforto. Aly, sentindo a tensão, apertou a mão de César embaixo da mesa. — Boa noite— disse ela, educadamente, tentando manter o clima civilizado. — Você deve ser a nova esposa— disse Sandra lançando um olhar avaliador para Aly. — Prazer, sou Laura. — Aly, prazer em conhecê-la,— respondeu Aly, com um sorriso que não chegava aos olhos. — Vejo que você continua a se envolver com seus negócios, César. Espero que esteja indo bem,— disse Sandra com um tom ligeiramente condescendente. — Estamos indo muito bem, obrigado,_ respondeu César, mantendo a calma. — E você, como tem estado? — Oh, tenho viajado bastante. Negócios, você sabe,— disse Sandra, com um gesto vago. — Mas que bom ver que você seguiu em frente. — Sim, seguimos em frente,— respondeu César, olhando para Aly com um sorriso sincero. — E estamos muito felizes. — Que bom,— disse Sandra, antes de se afastar para se juntar a outro grupo. Aly soltou um suspiro de alívio quando Sandra se afastou. — Você está bem?— perguntou ela, olhando para César com preocupação. — Estou, agora que ela se foi, — respondeu César, tentando aliviar a tensão. — Vamos aproveitar o jantar, não vamos deixar que ela estrague nossa noite. Aly assentiu, e juntos, eles voltaram a se concentrar no jantar e nas conversas de negócios. A presença inesperada de Sandra havia causado um desconforto momentâneo, mas o apoio mútuo de César e Aly era inabalável. Quando a noite chegou ao fim, César e Aly deixaram o cassino de braços dados, e voltaram pra casa.
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