Aly acordou sentindo-se um pouco indisposta. A cabeça doía levemente e havia um desconforto em sua barriga e rapidamente ela ficou com medo de está acontecendo algo com seu bebê, ela faz um leve carinho em sua barriga e decidiu ir trabalhar assim mesmo porque não poderia faltar ao trabalho. Após um banho rápido e um café da manhã leve, ela saiu de sua pequena casa e foi para a empresa onde trabalhava.
Ao chegar lá Aly encontrou Juliana, uma senhora simpática e experiente que trabalhava no mesmo departamento. Juliana já estava na cozinha da empresa, preparando seu café matinal pois ela era sempre a primeira a chegar.
— Bom dia, Juliana — cumprimentou Aly, forçando um sorriso.
— Bom dia, Aly! — respondeu Juliana, com um sorriso caloroso. — Você parece um pouco abatida. Está tudo bem?— Juliana perguntou preocupada e Aly suspirou, pegando uma xícara de chá de Erva doce para si.
— Acordei me sentindo um pouco indisposta, mas acho que vou melhorar ao longo do dia, deve ser normal por causa da gravidez
— Você quer ir ao médico?
_ Não precisa dona Juliana, eu estou bem _ ela força mais uma vez um sorriso
— Tudo bem, mais qualquer coisa que você precisar pode contar comigo, que eu te ajudo
— Pode deixar, muito obrigado por isso .
Elas se sentaram em uma pequena mesa próxima à janela, onde o sol da manhã entrava suavemente, aquecendo o ambiente.
— Então, Aly, como vão as coisas com o César? — perguntou Juliana, levantando uma sobrancelha curiosa e sorrindo pelo o estado que Ally ficou , pois a morena corou um pouco, mexendo no chá com a colher.
— Ah, estão bem. Ele é muito atencioso e tem sido um ótimo chefe nada mais que isso.
— Seiii..
— É sério
— Tá bom, vou fingir que acredito.— ela fala sorrindo. _ O senhor césar é um bom homem — comentou Juliana, dando um gole em seu café. — E você merece ser feliz, Aly, quem sabe vocês dois não pode ser a metade que falta para ambos
— de onde você tirou isso Juliana? Eu não vou me relacionar com ninguém tão cedo, e também um homem como o Sr César não vai querer nada comigo, ainda mais estando grávida de outro homem._ Aly termina de falar e se sente triste por lembrar do seu passado
— Não pense assim Aly, você ainda vai ser uma mulher muito feliz e Amanda por alguém que vai te amar de verdade, a você e o seu filho, pode crê
—Tomaraque isso aconteça um dia.— Ela fala um pouco desanimada
Elas continuaram conversando sobre assuntos diversos, desde as últimas notícias do trabalho até planos para o fim de semana. A presença de Juliana e a conversa animada ajudaram Aly a se sentir um pouco melhor, distraindo-a de seu m*l-estar.
Após terminar o chá Aly levantou-se e pegou sua bolsa.
— Acho que está na hora de começar a trabalhar — disse ela, olhando para o relógio na parede.
— Com certeza. Espero que você se sinta melhor logo, Aly. E se precisar de qualquer coisa, estarei por aqui, não esqueça disso— disse Juliana, com um aceno de cabeça.
— Obrigada, Juliana. Eu realmente aprecio isso — respondeu Aly, saindo da cozinha e dirigindo-se a sua sala onde se trocou e começou a limpar a empresa e dá algumas ordens para algumas funcionárias como ela era chefe da equipe de limpeza.
(...)
Aly se dedicou às suas tarefas de limpeza, verificando se tudo estava em ordem e coordenando a equipe para garantir que a empresa estivesse impecável. Apesar do desconforto que sentia, ela sabia que precisava manter o foco e cumprir suas responsabilidades.
No meio da manhã, César apareceu na área de limpeza, parecendo preocupado.
— Aly, você está bem? Ouvi Juliana dizer que você não estava se sentindo muito bem hoje de manhã — disse ele, com uma expressão de genuína preocupação.
— Estou bem, senhor César. É só um pouco de indisposição, nada com que se preocupar — respondeu Aly, tentando soar convincente.
— Se precisar de alguma coisa, não hesite em me avisar, ok? E se sentir que precisa de uma pausa, pode tirar um tempo para descansar — insistiu César.
— Obrigada, senhor César. Agradeço a preocupação — disse Aly, sentindo-se tocada pela atenção dele.
Com um aceno de cabeça, César se afastou, deixando Aly voltar ao trabalho. A manhã passou rapidamente, com Aly e sua equipe cuidando das tarefas habituais de limpeza.
Na hora do almoço, enquanto Aly terminava de guardar alguns produtos de limpeza, César apareceu novamente.
— Aly, você tem planos para o almoço? — perguntou ele, casualmente.
— Não, senhor. Por quê? — respondeu Aly, surpresa.
— Pensei que talvez você quisesse almoçar comigo. Podemos ir a um restaurante próximo, assim você pode descansar um pouco — sugeriu César, com um sorriso encorajador.
Aly hesitou por um momento, mas decidiu aceitar o convite.
— Claro, seria ótimo. Obrigada pelo convite — disse ela, sorrindo.
— Então Vamos
Eles saíram da empresa juntos e caminharam até um restaurante próximo. César escolheu uma mesa tranquila, onde pudessem conversar com mais privacidade.
— Então, como você está se sentindo? — perguntou César, depois que fizeram seus pedidos.
— Estou um pouco melhor. Conversar com Juliana e trabalhar me ajudou a distrair a mente — respondeu Aly, tentando relaxar.
— Fico feliz em ouvir isso. Se precisar de qualquer coisa, Aly, não hesite em pedir — disse César, olhando-a nos olhos.
— Obrigada, senhor César. Você é muito gentil — respondeu Aly, corando levemente. Nesse momento o garçom chegou até a mesa deles e César fez o pedido para ambos e enquanto aguardavam a comida Aly mesmo um pouco tímida questionou César.
_ Porque o senhor me convidou para almoçar, sendo que o senhor tem vários funcionários melhor que eu.— Ela termina de falar e César dá um sorriso de lado o deixando mais bonito ainda no olhar de Aly.
_ Pra falar a verdade Aly eu não sei, eu só me sinto bem só seu lado e queria conhecer um pouco da sua história
— Não tenho nada de interessante ou que possa me orgulhar para contar.— Ela termina de falar e o garçom volta com os pedidos deles que começam a comer logo em seguida.
— Tudo bem, se você não quiser falar sobre isso, eu não vou te forçar, vamos apenas terminar de almoçar hum?— ele pergunta voltando a comer e depois de pensar um pouco ela acaba cedendo
— Tudo bem, eu vou te contar
_ Se você não quiser, não precisa fazer isso Aly, não quero que você faça algo que não se sinta confortável.
— Está tudo bem, eu acabei me apaixonando por um popular no colégio, quando me formei eu acabei ficando com ele e engravidei, eu achei que o que eu sentia por ele era amor, mais quando eu soube que estava grávida eu contei para ele , ele não quis assumir a criança e me deixou sozinha nessa, pois ele é um mimado filho de papai que não trabalha apenas recebe uma mesada por mês.
_ Mais que filha da mãe._ Cessa fala com raiva
— Pois é, quando eu contei para minha mãe, pensei que ela iria me apoiar , mais ela só se aproveitou da situação, me fez casar com o pai do meu filho, e na nossa festa de casamento ele acabou flertando com outras mulheres, eu sabia que ele estava me traindo, mais pelo meu filho eu tentei aguentar toda essa humilhação, mais depois ele ficou agressivo e me colocou para fora de casa, eu não tinha nada nem sabia para onde ir, no início passei muita dificuldades, mais depois que nós encontramos e você me deu esse emprego eu posso dizer agora que minha vida mudou, não vejo a hora do meu bebê nascer.— Aly termina de falar e césar enxuga uma lágrima que caiu do olho dela
— Você é uma mulher muito guerreira Aly, você lutou e continua lutando pelo seu filho, logo você vai entrar nos nove meses de gestação, eu já vou começar a providenciar sobre suas férias e se você quiser eu posso ser o padrinho do seu filho.
— Sério ?
— Sim , você aceita
— Mas é claro que aceito.— ela fala sorrindo.
— Obrigado por confiar em mim.— ele fala para ela que terminam o almoço a meio de conversas e risadas.
(...)
Após o almoço, eles voltaram para a empresa. Aly sentiu-se renovada e pronta para enfrentar o restante do dia de trabalho. César a acompanhou até a área de limpeza, certificando-se de que ela estava bem antes de retornar ao seu escritório.
Aly retomou suas atividades, mantendo a equipe motivada e organizada. A preocupação de César e a conversa com Juliana continuavam a ressoar em sua mente, lembrando-a de que não estava sozinha e que havia pessoas dispostas a ajudá-la.
No final do expediente, Aly verificou se tudo estava em ordem antes de liberar a equipe. Quando estava prestes a sair, encontrou Juliana novamente.
— E aí, Aly, como foi o resto do seu dia? — perguntou Juliana, com um sorriso.
— Foi bom, Juliana. Obrigada por perguntar. O almoço com o senhor César foi agradável, e me sinto um pouco melhor — respondeu Aly, sentindo-se grata pelo apoio.
— Que bom ouvir isso. Lembre-se, estamos aqui para o que precisar — disse Juliana, dando-lhe um abraço.
— Obrigada, Juliana. Você é uma amiga maravilhosa — respondeu Aly, retribuindo o abraço.
Ao sair da empresa, Aly sentiu-se mais confiante e esperançosa. Apesar das dificuldades, sabia que poderia contar com pessoas como Juliana e César para ajudá-la a superar os desafios que surgissem. Enquanto caminhava para casa, Aly acariciou sua barriga novamente, sentindo uma onda de determinação crescer dentro de si. Ela estava decidida a ser forte e a proporcionar um futuro melhor para ela e seu bebê.