Dário O aperto no meu maxilar é uma reação automática — um mecanismo de contenção sempre que meu temperamento ameaça escapar em situações das quais não tenho contexto suficiente para reagir com clareza. E quando a bela Serena Mancini irrompe pela porta do meu escritório como um furacão, tudo o que consigo pensar é: aonde essa conversa vai dar? — Que vagem? Que ervilhas? Do que, diabos, você está falando? — ela dispara, com o rosto em chamas. Aceno brevemente para Dante, que permanece atrás dela, parado como uma sombra imponente. O gesto é um aviso silencioso: por enquanto, ele pode se retirar. Ele entende o recado, fecha a porta e nos deixa a sós. A minha perigosa e sedutora esposa avança até minha mesa, os olhos faiscando, e repousa os dedos finos e tensos sobre meus documentos. — El

