Dário A caixa do anel está pressionada contra a lateral da minha perna, enfiada no bolso, enquanto dirijo pelas ruas do Brooklyn. O carro desliza pelas avenidas ainda meio vazias, e eu simplesmente não tenho coragem de voltar até o Pop essa noite. Minha mente está em combustão constante, rodando em círculos, e por mais que eu tente, não consigo simplesmente jogar essa merda fora. Preciso dormir. Preciso desligar. Mas o aperto no estômago não passa. É como se algo estivesse me corroendo por dentro, e o pior de tudo é essa saudade sufocante da Serena, mesmo que só tenham se passado algumas horas desde que a deixei. O silêncio ao meu redor é tão denso que o próprio zumbido do motor parece zombar da minha dor. Quase espero que ela me mande uma mensagem, uma bronca, um áudio, qualquer coisa.

