- Tabu

1640 Palavras
Qualquer outro cara iria me zoar, dizer que tava me estranhando e tal. Mas não o Marvin. Nunca o Marvin. Ele olhou pra mim com um semblante estranho e, sem tirar seus olhos dos meus, lentamente abaixou a bermuda e a cueca. Foi o primeiro p***o (além do meu) que eu realmente analisei e prestei atenção. Nos banheiros e no vestiário sempre tinha alguém com a rola de fora, mas a gente não repara né? Pelo menos eu não reparava. Tentei mostrar alguma reação mas não conseguia. Eu estava em choque. Seu p***o, mesmo mole, era muito grosso e comprido. O p*u dele mole talvez fosse do tamanho do meu ereto. E ele ainda parecia maior por que seus pêlos pretos eram bem aparados. - Caralho...- sussurrei. Ele só balançou a cabeça concordando. Aproximei meu rosto daquele monstro e procurei analisa lo o mais friamente que consegui. - Tá, é grandão, mas deve ser possível chupa-lo não? - Félix, ele tá mole. Quando endurece vira uma coisa de outro mundo. Senti um formigamento estranho nas minhas partes novamente. Como eu queria ter metade do seu tamanho! Ele levantou a cueca e ajeitou a rola pra não ficar com muito volume (sem muito resultado) e se sentou do meu lado. - O problema não é nem o comprimento. Ele fica com 21 cm duro. O problema maior é a grossura. Eu o encarava de boca aberta. O problema não era ter 21 cm? O meu media 13 cm duro e era o meu maior problema. Inconscientemente eu apertei meu p*u e isso atraiu seu olhar pra minha cintura. Que olhar era aquele? - Marvin... - ele pigarreou- sua vez. Me mostra seu p***o. - Por que? - Gaguejei - Por que somos amigos oras, eu mostrei meu p*u pra ti e agora você mostra o seu pra mim. Seu comentário era válido. Levantei, fechei os olhos e, mortificado, abaixei minha calça e cueca. Ele se ajoelhou na minha frente encarando meu p***o com interesse. Seu rosto se abria em admiração. - Félix do céu. Que pintinho lindo!!- sussurrou sério. - Vai se f***r Marvin. - Rebati aborrecido - Não cara, não tô falando de zoação. - ele olhava pro meu p***o hipnotizado. - ele é perfeito. Ele se aproximou um pouco mais e fez o impensável. Segurou ele com a ponta dos dedos. Senti um arrepio imenso e bati na mão dele com força. Instintivamente fui pra trás. - Que isso Marvin!? - tropecei no banco e cai sentado nele. - tá maluco! - Não cara. - ele se sentou do meu lado pensativo. Sem um pingo de vergonha ficou manjando meu p*u. - tô com inveja. Subi minha calça sentado mesmo. Ele só podia estar brincando. - Inveja do que meu!? Quem tem que ter inveja aqui sou eu. Não sei se você percebeu mas meu p*u é pequeno. Minúsculo na verdade. - Não é, Félix, ele é lindo! Deve conseguir entrar nas minas com facilidade... Isso que importa! Só o Marvin conseguia elogiar meu p*u e não parecer gay por isso. Ficamos em silêncio por um tempo. Eu fingia aborrecimento mas na verdade tinha gostado do elogio. Vindo do Marvin eu sabia que era sincero. - Felix...- ele me olhou com cara de pidão... - posso ver de novo? Dei uma gargalhada nervoso. - Sai fora viadinho! - zoei. Mas como acontecia sempre, não resisti a cara de pidão do meu amigo e fiz sua vontade. E dessa vez quando ele segurou meu p***o eu não recuei. *** Esse foi o estopim pra uma nova etapa da nossa amizade. Ficamos mais a vontade um com o outro. Quando ele ia dormir lá em casa a gente não ficava mais de cueca. Ficava pelado mesmo. Era muito libertador ficar assim a vontade com meu brother. Também começamos a nos masturbar algumas vezes lá em casa vendo uns pornôs. Eu tentei não demostrar meu espanto mas não consegui. O p*u do Marvin era absurdamente grande. Em contrapartida ele não se fez de rogado e mais uma vez disse ter inveja do meu "pintinho". - Mesmo duro ele é uma gracinha. - brincou ele numa dessas noites. Ficamos mais carinhosos um com o outro também. Tanto entre a gente quanto publicamente. Nessa época a gente já era as estrelas do time do clube da cidade e sempre que eu ou ele marcávamos algum gol a gente se abraçava com vontade e afeto. O povo caia matando. Brincando que a gente era um casal. Perguntando quem era o homem da relação... O Marvin sempre entrava na brincadeira. - Claro que o homem é o Félix! Minha rola ia matar o coitado. Eu achava graça mas me assustava as vezes com o carinho que eu sentia por ele. E principalmente com o carinho que ele demonstrava por mim. Nas rodinhas de amigo ele sempre se escorava em mim. Ou eu apoiava a cabeça em seu ombro. As vezes um fazia cafuné no outro durante a aula ou massagem durante o intervalo. Sem malícia alguma, só esse carinho confuso. Por incrível que pareça as meninas achavam esse afeto o máximo! Diziam que éramos evoluídos e tal. Pegamos muita gata do segundo pro terceiro ano por conta disso. Ao contrário do Marvin eu sempre chegava nos finalmentes com elas. Descobri que um p*u pequeno só é inútil se você não souber usa lo. Já tava me tornando experiente na arte de fazer amor. Esse era um dos raros assuntos que eu evitava entrar em detalhes com ele. Ele me contava das experiências frustradas que ele vinha tendo com as minas e me gabar nesse aspecto só ia fazer ele ficar pior. Tínhamos uma regra implícita. Não importava a mina que fosse, nossa amizade vinha em primeiro lugar. Cansei de desmarcar encontro ou alguma f**a pra poder consolar ou fazer companhia ao meu amigo. Ele ainda continuava zerado em todos os sentidos possíveis. Nem chupado de verdade ele tinha sido ainda. Eu achava muito injusto isso. E via que essa situação o afetava cada vez mais. Conforme o tempo passava eu fui vendo essa sombra ficar cada vez maior. Ele já não andava mais tão alegrão e vi mais de uma vez ele sendo ríspido com alguém sem motivo... Impotente e com o coração na mão eu assistia seu declínio. Ele parecia gastar toda sua frustração no futebol. Talvez por isso nosso time sempre vencia. Disputamos alguns jogos e quando vimos já estávamos na final do campeonato. O jogo seria numa cidade vizinha dali a dois dias. Por conhecidência cairia no dia do aniversário do Marvin. Nesse dia, depois do treino, fomos num barzinho. O Marvin estava desanimado por esses tempos e eu queria alegrar ele um pouco. - E aí Félix, vai me dar o que de aniversário? - Por mais raiva que ele estivesse sentindo dele mesmo ou da vida, comigo ele sempre tentava ser o mais parceiro possível. Eu já tinha comprado o novo game de futebol que eu sabia que ele estava louco pra ter. Dei uma risada malandra. - Não vou comprar nada. Não basta o sacrifício de ser seu amigo? Ele abriu aquele sorrisão. - Lógico que basta. Sorri em resposta. Se eu não desse presente algum pra ele eu sabia que não ligaria, mas poxa, o cara é meu irmão! Eu tava me coçando pra ver a cara de alegria dele quando ganhasse o jogo. Reparei em duas garotas sentadas perto de nós, sorrindo e olhando na nossa direção. - Pô Marvin, dá uma olhada ali naquelas gatinhas!- apontei discretamente pra elas. O sorriso do meu amigo murchou na hora. - Félix, se quiser vai lá. Eu vou ficar aqui. Já não era de hoje que eu notava esse desânimo quando eu arrumava alguma mina pra gente. - Por que cara? Nós somos dois e elas são duas! Matemática básica. Ele fez uma careta e deu um gole na cerveja. Tentei novamente. - Marvin, se você não procurar você nunca vai achar a mina certa... Ele deu um tapa na mesa com raiva. Nunca tinha visto ele com o olhar tão desamparado. - Félix - ele disse baixinho pra mim, se inclinando pra eu ouvir melhor. - Eu não aguento mais! Ele foi ficando vermelho. - Eu faço 20 anos em dois dias cara. Sou bonito... gente boa... E virgem! - Mas cara... - Você não tem noção da vergonha que eu sinto de mim mesmo por ter esse p*u que assusta as minas...- seu olho ficou vermelho e úmido. Meu coração apertou.- A vergonha que eu sinto por ser o único no time... p***a, devo ser o único na escola que nunca ganhou um boquete. Que nunca transou. Que vive só na punheta! Essa última parte ele quase gritou. As pessoas do barzinho se viraram pra ver quem era o escandaloso. Marvin olhou ao redor constrangido. - Desculpa descontar em você amigo. É que eu tô no limite. - as lágrimas começaram a cair. Rapidamente me levantei e fui pro seu lado. - Relaxa Marvin... Tô aqui.- abracei ele com força. - Eu tô pensando em procurar um psicólogo Félix.- ele me apertou chorando ainda mais - Eu tô ficando meio pirado por causa disso. Tô quase procurando uma p**a ... Não quero ter que me sujeitar a garotas de programa pra fazer isso cara, não quero... Eu estava quase chorando também mas segurei as pontas. Tinha que ajudar ele de alguma forma. A noite tinha acabado pra ambos. Acompanhei ele em casa sem muito papo e fui embora pra minha. Naquela noite eu não dormi. Fiquei remoendo soluções pro meu parceiro. Analisando hipóteses e suposições. Quebrei a cabeça mas enfim consegui ver uma luz no fim do túnel. Na manhã seguinte eu tinha achado a solução. Era louca e surreal. Mas valia a tentativa. Pelo Marvin valia. ∆∆∆∆∆
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR