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1104 Palavras

DV narrando. A porta do quartinho fechou atrás de mim com um estrondo seco. O eco bateu nas paredes de cimento grosso, sujas, com manchas antigas que ninguém conseguia mais identificar se era ferrugem ou sangue velho. Ela ainda tava amarrada na cadeira de ferro. Os pulsos presos por cordas grossas, e a cabeça caída pro lado. Um fio de sangue descia da boca. DV: Levanta a cabeça, Sombra. A gente nem começou. Ela riu fraco, cuspindo um pouco de sangue no chão. Sombra: Demorou, hein, achei que ia me deixar morrer no escuro, igual covarde. Cheguei mais perto. Me abaixei até o rosto dela. O cheiro da pólvora se misturava com o da carne queimada dos cortes m*l fechados. DV: Covarde foi tu, que não teve peito de me encarar. Que mandou outro apertar o gatilho pra não sujar tua mão. Tu mat

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