94

1241 Palavras

DV narrando A estrada parecia infinita, o som dos pneus cortando o asfalto era o único barulho que preenchia o silêncio entre a gente. Eloá dormia no banco de trás, abraçada numa boneca que ganhou de uma vizinha antes da gente sair. Ester olhava pela janela, com a cabeça apoiada na mão, mas vez ou outra virava pra mim e sorria. E aquele sorriso era o que me mantinha firme. A gente tava indo pra Recife, pra casa da tia dela. Uma mulher que eu só conhecia por voz de chamada de vídeo e uns comentários soltos. Mas o jeito que a Ester falava dela me dava segurança. Parecia uma dessas mulheres firmes, que seguram o mundo com uma mão e ainda acalmam criança com a outra. Quando chegamos, o sol já ia alto. A rua era movimentada, cheia de comércio, criança brincando na calçada, gente conversando

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR