DV narrando tava me olhando no espelho tentando entender quem era aquele cara magro com o rosto fundo e a marca no peito não reconhecia mais o que via mas também nunca tive tempo de me olhar direito o médico entrou com aquele papo leve demais pro peso que eu carregava Médico: amanhã você tá liberado parabéns pela força força? não era isso que me segurava era culpa ódio e ela olhei pra Ester ela tava com o mesmo olhar calado de todos os dias firme sem fazer cena mas presente de noite, antes de dormir, eu chamei ela baixa DV: tu sabe que eu não volto pro morro agora, né? ela nem demorou pra responder Ester: sei DV: tão só esperando eu aparecer pra me derrubar de vez ela me encarou com aquele olhar que diz tudo sem precisar gritar Ester: já arrumei um canto pra tu

