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1145 Palavras

Ester narrando os dias com ele no hospital eram estranhos quietos demais pesados demais como se o tempo andasse com cuidado pra não derrubar a gente de novo eu tava ali por escolha mesmo sem saber o que fazer com tudo que ainda sentia ajudava no que podia alimentava ajeitava as coisas segurava a mão dele quando ele dormia não era amor como antes era amor depois da guerra cheio de remendo e cicatriz naquele dia eu tava preparando tudo pra ajudar ele a tomar banho dobrei a toalha peguei a muda de roupa ia dizer alguma coisa boba, qualquer besteira do dia mas ele falou antes com a voz baixa pesada DV: tu não perdeu o bebê por tua culpa eu congelei senti o sangue sair das mãos DV: também não foi um acidente me virei devagar senti um arrepio subir pelas costas meu

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