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1140 Palavras

DV narrando o choro dela foi a última coisa que escutei antes de tudo virar neblina de novo mas não era a mesma neblina de antes essa tinha luz uma fresta de alguma coisa tentando entrar nos dias seguintes, tudo ficou esquisito como se eu flutuasse dentro do próprio corpo ouvindo vozes de longe sentindo cheiros sem saber de onde vinham o tempo era borrado mas eu sabia que ela voltava todo dia o som da cadeira arrastando o barulho leve do copo sendo posto na mesa e a respiração dela às vezes ela lia às vezes só ficava calada e às vezes, chorava e foi numa dessas tardes quando tudo parecia igual que eu senti um choque leve no dedo da mão pequeno quase nada mas foi real como se a alma quisesse mostrar que ainda tava ali mesmo que o corpo não acompanhasse senti minha

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