Jaime Beaumont Entro na empresa cumprimentando a Betty com um aceno breve e sigo direto para o meu escritório. Não demora muito e ela aparece, como sempre pontual, trazendo meu café e um semblante preocupado — o que geralmente significa uma agenda lotada. Pego a xícara e dou o primeiro gole enquanto ela começa a repassar minha programação do dia. Conforme ela vai falando, só consigo pensar numa coisa: — Merda... só volto pra casa depois das oito da noite. Afundo mais na cadeira. A cabeça ainda está no beijo de hoje cedo com a Mayara. No corpo dela colado no meu. Nos olhos brilhando de desejo. E em tudo que eu queria ter feito — e não fiz. Droga, universo, tá jogando contra? Desde que a Mayara voltou, as coisas estão… boas. Calmas. O clima entre nós tem melhorado, mas ainda não estou

