O silêncio que se seguiu ao fim da ligação foi como uma lâmina fria pousada sobre a minha garganta. Eu ainda podia ouvir a respiração de Helena ecoando em minha mente, sua voz trêmula, o “eu te amo” carregado de desespero. Aquilo me partiu por dentro, mas também reacendeu algo mais forte: a certeza absoluta de que eu não podia perder um segundo sequer. Os dois capangas continuavam ali, me observando como se não soubessem o que fazer. O celular ainda tremia na mão do primeiro, os olhos dele fixos na tela, como se a transferência fosse um feitiço, uma promessa mágica impossível de ignorar. O segundo andava de um lado para o outro, nervoso, bufando alto, tentando manter a pose de durão, mas eu via o conflito estampado em cada gesto. Victor estava quieto, mas eu podia sentir sua mente trabal

