Há males que... Ah, dane-se!

1138 Palavras

Quando estava perto de anoitecer, recebo uma ligação. Hesitei em atender, estava cansada, e mamãe tinha voltado para o hotel havia poucas horas. Mesmo assim, eu atendi. Ouvi uma voz trêmula, falha, chamando meu nome. Estremeci. Era a Clarinha, que parecia ter chorado muito.- ouvi uma voz falha, mas pelo apelido consigo identificar quem era. — Mari? — Ela disse, fungando. — Clara? Tá tudo bem? — me permito perguntar mesmo morrendo de medo da resposta. Minha vida já estava muito r**m, não precisava de outro motivo. — Não. — Respondeu. — Eu estou na UTI, Henrique sofreu um acidente bem grave. Tinha como você vir até aqui? — a menina pede, e percebo que ela começa a chorar freneticamente. — Por favor. A minha mãe não pode vir agora. Que filha da mãe! — foi o que pensei em dizer, mas agred

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