Alice & Renata

1642 Palavras
Alice ainda não tinha conseguido falar com Beatriz. Sabendo que a outra precisava de espaço e tempo, ela não insistiu e teve a paciência para esperar. O seu filho crescia e era mais difícil não notar que estava igual ao Pai. Ela chamou o menino que brincava no jardim da enorme casa que Alexandre deixou para eles. - Alex vem cá por favor. - Sim Mamãe. Precisas de alguma coisa? - Apenas falar com você. Me escute com atenção está bem? - Sim Senhora. - Obrigada querido. Eu quero te contar que tens uma irmã mais nova. O nome dela é Dádiva. - É sério Mamãe? E onde ela está? - Está com a mãe dela. Elas não nos conhecem, mas em breve vamos nos encontrar para conversar. - E ela vai gostar de mim? - Claro que vai. Eu quero que sejas muito carinhoso com ela. Que a protejas e sejas um bom irmão mais velho. Você promete? - Sim eu prometo. - Ótimo. E um dia quando vocês crescerem, ainda terás que a proteger. A família é muito importante. O vosso pai ficaria orgulhoso. Fale dele para ela, mas somente as coisas boas. - Ela não o conheceu? - Não querido. Ela não teve a oportunidade de estar com ele. Ao ter essa conversa com o filho, Alice o estava a preparar para o encontro que teriam com Beatriz e Dádiva. Ela não duvidava que a menina fosse aceitar o irmão, mas seria difícil convencer Beatriz a fazer o mesmo. Por outro lado, Flávio conseguiu provar que foi Marília quem atropelou Mariana. As imagens da câmera deixavam tudo muito claro, mas ela estava sumida. Não tinha deixado rastros e estava difícil obter uma localização. Como não estava mais a tomar os remédios, Marília estava descontrolada. Fazia tudo por impulso. Sem saber se Mariana estava viva ou morta, ela teve outra crise e começou a chorar descontroladamente, chamando a si mesma de assassina. Sabia que tinha cometido um crime e com certeza a polícia estaria a sua procura. Apesar disso, ela não ouviu a sua intuição, e acabou por cometer mais erros que seriam os que acabariam de vez com a sua liberdade. Renata tinha ido às compras. O seu filho iria para a escola e precisaria de varios materiais. Ela não percebeu que estava a ser seguida. Marília a confundiu com Beatriz. e a sua intenção era dar a ela o mesmo destino de Mariana. Com as duas fora do seu caminho. talvez Flávio a aceitasse, e então poderiam casar e serem felizes para sempre. Após colocar as sacolas no carro, Renata teve que atravessar para comprar outras coisas. Ao passar o sinal que estava aberto para os peões, viu um carro ir em sua direção a alta velocidade. Mas para sua sorte um home também viu e a salvou do atropelamento. - A Senhora está bem? Me desculpe por a ter atirado ao chão. - Sim. Eu estou bem. Muito Obrigada. O Senhor salvou a minha vida. Como lhe posso agradecer? - Basta que esteja bem e volte para casa. Eu consegui ver a matrícula do carro. Era uma mulher dirigindo. - Certo. O meu carro está mesmo aí. Vou anotar os dados e levar á polícia. Mais uma vez muito obrigada. Após pegar os dados do homem que seria sua testemunha, Renata entrou no carro. Respirou fundo e antes de sair do lugar ligou para Beatriz. - Oi amiga. - Bia?! Aconteceu algo terrível. - O que foi amiga? Você está bem? - Sim. Alguém me salvou. Mas, aquela mulher tentou me m***r. Tenho a certeza que era ela. - O Quê?! De certeza que estás bem? Onde estás agora? - Indo para casa. Ficarei bem não te preocupes. Vou enviar a matrícula do carro está bem? - Tudo bem amiga. Se cuida por favor. - Você também. Beijos. - O que foi filha? - A Renata sofreu uma tentativa de assassinato. - O Quê?! Foi aquela mulher maluca? - Sim Mamãe. Ela a deve ter confundido comigo. Ela está cada vez pior. Onde estão as crianças? - Lá em cima com a Laura. - Óptimo. Ela está m*l Mamãe. E pode tentar fazer alguma coisa com eles também. - Não te preocupes querida. Não vamos deixar elas sozinhas por um minuto. Ligue para o Flávio agora. - Está bem. Beatriz ligou para Flávio. Ele m*l conseguiu acreditar quando ela contou o que Marília tinha acabado de fazer. - A Renata está mesmo bem querida? - Ela me afirmou que sim. Mas podemos ir á casa dela mais tarde. O que vamos fazer em relação á Marília? Ela pode fazer algo pior. Temos que a parar. - Você está certa. Venho pegar você em 15 minutos. Vamos á polícia. Está na hora de acabar com isso. Também iremos ter com os pais dela. Precisamos de entender porque ela tem estes surtos. - Está bem meu amor. Estou esperando por você. Bjos. Beatriz subiu e viu a filha falando com Laura. - Filha! A Mamãe vai sair por algumas horas está bem? Não saias de perto da Laura. - Está bem Mamãe. Mas, eu posso ir nadar um pouco? Está muito quente aqui. - Tudo bem. Mas ainda assim tenha cuidado. Vou pedir aos seguranças que fiquem atentos. Laura vem aqui por favor. - Claro Senhora. Está tudo bem? - Sim. Mas por favor não a deixes sozinha nem por um segundo. A Mamãe vai estar com vocês o tempo todo. E chame também o Murilo. - Está bem Senhora. Não vou tirar os olhos deles. - Obrigada. Vou me arrumar agora. O Senhor Flávio está a chegar. Flávio chegou e eles foram até á polícia. Quando o delegado olhou para a fotografia de Marília, ele a reconheceu imediatamente. - Não posso acreditar. Esta é a mulher que ameaça vocês? Têm a certeza? - Claro que temos delegado. Porque o Senhor está surpreso? Ele tirou um álbum da gaveta e abriu mostrando para eles a fotografia de Marília. Estava mais nova, mas notava - se que era mesmo ela. - O que isto significa delegado? - Esta mulher já tem passagem pela polícia. Isto aconteceu quando ela tinha 17 anos, mas foi julgada como adulta. - O que ela fez? - Ela feriu um dos irmãos com uma faca. Tirou - lhe o dedo indicador da mão esquerda. Isto supostamente porque teve um surto durante a visita que ele fez quando ela estava na clínica. - E de onde saiu a faca? - Depois descobriu - se que ela seduziu um dos enfermeiros, e foi ele quem deu a faca. O pior, é que apenas ele cumpriu a pena de prisão. Ela fez serviços comunitários e depois seguiu a vida. - Eu nem consigo acreditar que fui amigo desta mulher. Ela é uma psicopata. É doente e temos que a parar. - Pelo que me contaram ela não mudou muito. Sendo que agora é adulta e responsável, desta vez não vai escapar a uma condenação. E será bem mais pesada. - Essa mulher não pode estar livre. Ela é um verdadeiro perigo. E não podemos aceitar que se use novamente a desculpa destes surtos para que ela escape. Ela tem que ir presa. - Ela irá Senhora. Vamos manter - nos atentos. Ela está sozinha e com certeza vai cometer um erro. E será desta forma que a pegaremos. Também enviaremos alertas a todos os lugares. Pediremos para quem a vir que não reaja. Deve apenas enviar mensagem com a localização. Não se preocupem. Nós a pegaremos. - Obrigada Delegado. Só ficarei bem quando ela estiver presa. Eu tenho uma filha e um irmão mais novo. Eles também estão em perigo com ela á solta. Enquanto isso, Marília foi até um outra cidade e começou a fazer contactos com gente perigosa. Alguns homens aceitaram trabalhar com ela. Ela tinha sacado todo o seu dinheiro e os pagou sem hesitar, avisando que o resto seria depois do serviço feito. - Saiba que não ferimos crianças nem idosos. - Não têm que ferir ninguém. A menina tem seis anos, ela será largada bem longe daqui. Com a mãe podem fazer o que bem entenderem. mas antes ela vai acertar as contas comigo. Mariana também teve alta do hospital. Beatriz a recebeu em sua casa, e percebeu que ela já tinha pago pelo seu erro. - Obrigada por me receberes Beatriz. Os meus pais tiveram que voltar para casa. - Nada por isso. Vocês se reconciliaram? - Sim. Graças á Deus. Eles me entenderam e agora estamos bem de novo. Eu também estou aliviada por ter o perdão do Flávio. Ele te ama de verdade. - Eu também o amo muito. E sei que ele jamais te odiaria para sempre. Estou feliz por estarem bem. - Eu também. Agora posso seguir com a minha vida sem a culpa me rondando. - Mamãe! Telefone para a Senhora. - Obrigada querida. Fica á vontade Mariana. Beatriz atendeu a ligação e soube que teria de sair para trabalhar. A Fábrica tinha recebido um enor e pedido de entregas. E para as legalizar ela teria que ir até lá para assinar os papéis de saída. - Mariana eu preciso ir até á Fábrica. Você ficará bem sozinha? - Claro que sim. A Senhora Paula deve chegar a qualquer momento não é mesmo? - Sim. Ela foi com o meu pai e o meu irmão á uma consulta. Levarei a Dádiva comigo. A Laura e a Fina foram às compras. Estarei de volta em uma hora. - Não há problema. Se eu precisar de ajuda peço aos seguranças. - Óptimo. Até mais. Beatriz chamou a filha e as duas saíram. Ela sabia que ainda havia perigo. Marília ainda não tinha sido encontrada, mas precisava de trabalhar. Ela só não sabia que se encaminhava para uma perigosa armadilha.
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