Beatriz e Dádiva chegaram á fábrica.
A sua assistente achou estranho ver Beatriz ali aquela hora.
- Senhora Beatriz? Está tudo bem?
- Sim. Vim apenas assinar os papéis para a entrega das encomendas..
- Que encomendas Senhora?
Eu não soube de nada.
- O quê?! Eu recebi uma ligação e..
Dádiva deu um grito e quando Beatriz percebeu estavam cercadas por vários homens armados.
Um deles tinha a menina na mão e não a largava.
- Mamãe! Ele está me machucando.
Mamãe.
- Solte ela agora.
- Muita calma Senhora. Bem que a louquinha falou que você é bem bonita.
- Louquinha? De quem falas?
- De mim Beatriz. A única mulher que serve para o Flávio. Fiquei com ódio de mim quando percebi que não atropelou você.
- Marília?! Por favor solte a minha filha.
E a Sara também. Elas são inocentes.
- Eu sei. Solte a moça.
Mas a mãe e a menina vão ficar com a gente.
Sara saiu correndo e foi procurar ajuda.
Os seguranças não estavam por perto, e ela foi á procura de um telefone para chamar a polícia e também Flávio.
Ele estava exactamente na casa de Beatriz onde todos já estavam preocupados com a demora.
- Ela só disse isso Mari? Tens a certeza?
- Claro que tenho. Achas que houve alguma coisa?
Foi então que Fina entrou seguida por Sara que estava muito ofegante.
- Doutor Flávio!
- Sara? O que aconteceu? Você está bem?
- Eu já trago água.
Depois de beber a água, Sara teve força para falar.
- Desculpe. Eu vim dirigindo que nem maluca. É uma questão de vida ou morte .
- Como assim? Onde está a nossa filha?... - Octávio falou.
- Ela e a menina Dádiva foram sequestradas por uma mulher maluca. Vários homens entraram na fábrica. Os seguranças foram amarrados e...Eles me soltaram porque a Dona Beatriz aceitou ir com eles.
- Do que ela está a falar?
Paula o que se passa? Porque eu não soube de nada?
- Por causa da tua saúde amor.
O teu coração é fraco. Eu não poderia arriscar.
Senta e acalma - te está bem?
- Mamãe! Onde estão a Bia e a Dádiva?
- Elas já voltam filho. Vai com a Laura para o quarto está bem? Eu já vou ver você. Por favor querido.
Laura leve - o por favor.
- Sim Senhora.
Octávio tomou os seus remédios e ficou mais calmo. Por causa da sua saúde, ninguém lhe contou sobre o perigo que Marília representava para a família.
Ele tinha muitos contatos e logo fez algumas ligacoes.
- O que disseram amor?
- As câmeras apanharam os carros suspeitos que saíram da da fábrica.
Eles estão a sair do limite da cidade, mas a polícia da Vila Belmiro que é a mais próxima da nossa está atenta e vai ajudar.
Em seguida o celular de Flávio tocou.
Era um número estranho, e ele atendeu no viva voz.
- Marília!
- Olá meu amor. Estás sozinho?
- Sim. Fala! Estou te ouvindo.
- Perfeito. Eu estou com a Beatriz.
E se você fizer tudo o que eu mandar, ela e a filha dela voltam para casa sem ferimentos.
- Está bem. O que você quer?
- Casar com você bem na frente dela..
Quando finalmente estivermos casados, ela ficará livre.
- Eu aceito com uma condição.
- Diga.
- Se alguém tocar nela ou na minha filha, eu mato você sem hesitar e desapareço com o teu corpo. Fui claro?
Se alguém tocar mesmo que seja apenas na mão dela, eu mato todos sem pensar duas vezes.
- Eu prometo. Ninguém vai tocar nelas.
Agora vem para o endereço que te vou enviar. E quero que tragas a Mariana e um padre.
Assim ela verá que não sou covarde.
Marília desligou. Os homens não tocaram em Beatriz e ela ficou o tempo todo com a filha no colo e não dizia nada. Confiava em Flávio. Ele jamais se casaria com aquela mulher doente.
Combinando com o delegado que se vestiu de Padre, Flávio foi com Mariana até ao local indicado. A polícia cercou o local mas sem dar o mínimo sinal da sua presença.
Quando os viu chegar, Beatriz acalmou a filha para não sair do lugar.
- Ele é mesmo Padre?
- Claro que é. Ele vai legalizar a nossa união, e testemunhar que compras a tua promessa.
- Vês Beatriz? Ele me ama.
Beatriz reconheceu o delegado e ficou feliz. Mariana entrou em seguida o que a deixou preocupada.
- Mariana?!
- Ela vai testemunhar com você o nosso compromisso. Comece Padre.
Como tinham armas apontadas, eles não reagiram. Obedeceram. O sinal seria o sim de Flávio.
No momento em que este respondeu, olhou para Marília e disse:
- Eu disse que me casava com você, mas não que te ia tocar de alguma forma .
Beatriz já tinha sido solta e estava com a filha ao colo.
Tendo mais um de seus ataques, Marília pegou na arma e apontou na direcção de Dádiva. Mariana se soltou e correu a tempo de salvar a menina do tiro.
Com isso o caos se instalou.
Quando perceberam. Marília e seus comparsas estavam presos e Mariana foi socorrida.
Flávio pegou Dádiva que estava muito assustada.
- Papai! Papai o que houve?
- Está tudo bem filha.
Já passou. Já passou meu amor.
- Flávio! Vocês estão bem? Temos
que ir ao hospital. A Mariana salvou a nossa filha.
E se ela...- Beatriz não segurou as lágrimas.
- Acalma - te amor. Ela vai ficar bem. A Mariana é bem mais forte do que parece.
Foram todos á delegacia, e só então Marília entendeu que foi enganada.
O casamento foi falso e ela não se tornou esposa de Flávio como desejava.
Após passar em casa para deixar a filha e deixar todos mais calmos, Beatriz e Flavio fora. até ao hospital.
O médico foi ter com eles.
- Doutor! Como ela está?
- Fora de perigo. A bala não atingiu nenhum órgão. Passou pelo braço que ficará engessado por algum tempo..Fora isso, está tudo bem.
- Obrigada Doutor. Eu a posso ver?..
- Claro. Entrem.
- Vai sozinha querida. Depois eu entro.
Vou ligar para os meus pais.
- Está bem.
Mariana olhava pela janela e virou o rosto ao sentir a presença de alguém.
- Beatriz!
- Olá Mariana. Como te sentes?
- Melhor. Mas muito cansada. A Dádiva está bem?
- Sim. Graças á você ela está bem.
Você salvou a vida dela. Eu nem tenho mais palavras para te agradecer.
Ela até já colocou o teu nome na boneca dela favorita.
- Que honra. E não tens que me agradecer. Eu sei que ser mãe não é fácil. Não contei nada para não os expor, mas eu estou casada. E tenho dois filhos.
- A Sério?!
- Sim. A Marília podia descobrir e os magoar. Eles estão vindo.
- Nossa! Estou surpreso. Se algo acontecesse com você...
- Não penses mais nisso. Os meus meninos sabem que eu daria a vida por qualquer pessoa que faz parte da minha vida.
- Muito Obrigada. Sei que terás muitas bênçãos por causa desse gesto. A minha Dádiva jamais se vai esquecer de você.
- Eu sei que não.
- Posso entrar?
- Entre Flávio. Eu quero te agradecer por me teres perdoado.
E espero ter a oportunidade de te apresentar a minha família.
- Eu já os conheço Mari.
- Falo do meu marido e dos meus filhos.
Eles são o Bruno e o Tiago. Têm 4 anos.
- Estás casada? Porque não me disseste?
- Com a Marília á solta?
- Tudo bem. Fico feliz por teres seguido em frente. E espero que fiquem para o nosso casamento.
- Claro que sim. Só voltarei depois de tirar isto do braço.
Os pais de Mariana entraram e depois de uma conversa breve, Flávio e Beatriz os deixaram a sós com a filha.
- Amor! Porque a gente não organiza um jantar?
- E qual será a ocasião?
- Primeiro agradecer o gesto da Mariana que salvou a nossa menina. e também á nossa felicidade e união familiar.
- Por mim tudo bem.
- Mas antes, eu quero ir ver a Marília.
Eu tenho um acerto de contas com ela.
Na delegacia, Beatriz foi levada á uma sala. Algum tempo depois, Marília entrou com um polícia que a deixou e saiu.
- A Senhora tem 5 minutos.
- Obrigada.
- O que você quer?
- Ver de perto a tua derrota.
Você achou mesmo que serias a esposa do Flávio? Pensaste mesmo que ele amaria uma mulher doente como você?
- Sim. Ele me...
- Não sejas estúpida. Você é louca. O Flávio jamais gostou de você. Agora, vais ficar presa e sozinha por muito, muito tempo. Adeus Marília. Este é o meu presente de despedida.
Beatriz deu a ela duas bofetadas e Marília não conseguiu reagir.
- Isto foi por contaminares a minha fábrica com a tua presença maldita.
Beatriz foi embora sem olhar para trás.
Marília agora era parte do passado.
Mas, ela ainda tinha um assunto pendente.
Estará pronta para resolver este também?