Acerto de Contas

1531 Palavras
Beatriz e Dádiva chegaram á fábrica. A sua assistente achou estranho ver Beatriz ali aquela hora. - Senhora Beatriz? Está tudo bem? - Sim. Vim apenas assinar os papéis para a entrega das encomendas.. - Que encomendas Senhora? Eu não soube de nada. - O quê?! Eu recebi uma ligação e.. Dádiva deu um grito e quando Beatriz percebeu estavam cercadas por vários homens armados. Um deles tinha a menina na mão e não a largava. - Mamãe! Ele está me machucando. Mamãe. - Solte ela agora. - Muita calma Senhora. Bem que a louquinha falou que você é bem bonita. - Louquinha? De quem falas? - De mim Beatriz. A única mulher que serve para o Flávio. Fiquei com ódio de mim quando percebi que não atropelou você. - Marília?! Por favor solte a minha filha. E a Sara também. Elas são inocentes. - Eu sei. Solte a moça. Mas a mãe e a menina vão ficar com a gente. Sara saiu correndo e foi procurar ajuda. Os seguranças não estavam por perto, e ela foi á procura de um telefone para chamar a polícia e também Flávio. Ele estava exactamente na casa de Beatriz onde todos já estavam preocupados com a demora. - Ela só disse isso Mari? Tens a certeza? - Claro que tenho. Achas que houve alguma coisa? Foi então que Fina entrou seguida por Sara que estava muito ofegante. - Doutor Flávio! - Sara? O que aconteceu? Você está bem? - Eu já trago água. Depois de beber a água, Sara teve força para falar. - Desculpe. Eu vim dirigindo que nem maluca. É uma questão de vida ou morte . - Como assim? Onde está a nossa filha?... - Octávio falou. - Ela e a menina Dádiva foram sequestradas por uma mulher maluca. Vários homens entraram na fábrica. Os seguranças foram amarrados e...Eles me soltaram porque a Dona Beatriz aceitou ir com eles. - Do que ela está a falar? Paula o que se passa? Porque eu não soube de nada? - Por causa da tua saúde amor. O teu coração é fraco. Eu não poderia arriscar. Senta e acalma - te está bem? - Mamãe! Onde estão a Bia e a Dádiva? - Elas já voltam filho. Vai com a Laura para o quarto está bem? Eu já vou ver você. Por favor querido. Laura leve - o por favor. - Sim Senhora. Octávio tomou os seus remédios e ficou mais calmo. Por causa da sua saúde, ninguém lhe contou sobre o perigo que Marília representava para a família. Ele tinha muitos contatos e logo fez algumas ligacoes. - O que disseram amor? - As câmeras apanharam os carros suspeitos que saíram da da fábrica. Eles estão a sair do limite da cidade, mas a polícia da Vila Belmiro que é a mais próxima da nossa está atenta e vai ajudar. Em seguida o celular de Flávio tocou. Era um número estranho, e ele atendeu no viva voz. - Marília! - Olá meu amor. Estás sozinho? - Sim. Fala! Estou te ouvindo. - Perfeito. Eu estou com a Beatriz. E se você fizer tudo o que eu mandar, ela e a filha dela voltam para casa sem ferimentos. - Está bem. O que você quer? - Casar com você bem na frente dela.. Quando finalmente estivermos casados, ela ficará livre. - Eu aceito com uma condição. - Diga. - Se alguém tocar nela ou na minha filha, eu mato você sem hesitar e desapareço com o teu corpo. Fui claro? Se alguém tocar mesmo que seja apenas na mão dela, eu mato todos sem pensar duas vezes. - Eu prometo. Ninguém vai tocar nelas. Agora vem para o endereço que te vou enviar. E quero que tragas a Mariana e um padre. Assim ela verá que não sou covarde. Marília desligou. Os homens não tocaram em Beatriz e ela ficou o tempo todo com a filha no colo e não dizia nada. Confiava em Flávio. Ele jamais se casaria com aquela mulher doente. Combinando com o delegado que se vestiu de Padre, Flávio foi com Mariana até ao local indicado. A polícia cercou o local mas sem dar o mínimo sinal da sua presença. Quando os viu chegar, Beatriz acalmou a filha para não sair do lugar. - Ele é mesmo Padre? - Claro que é. Ele vai legalizar a nossa união, e testemunhar que compras a tua promessa. - Vês Beatriz? Ele me ama. Beatriz reconheceu o delegado e ficou feliz. Mariana entrou em seguida o que a deixou preocupada. - Mariana?! - Ela vai testemunhar com você o nosso compromisso. Comece Padre. Como tinham armas apontadas, eles não reagiram. Obedeceram. O sinal seria o sim de Flávio. No momento em que este respondeu, olhou para Marília e disse: - Eu disse que me casava com você, mas não que te ia tocar de alguma forma . Beatriz já tinha sido solta e estava com a filha ao colo. Tendo mais um de seus ataques, Marília pegou na arma e apontou na direcção de Dádiva. Mariana se soltou e correu a tempo de salvar a menina do tiro. Com isso o caos se instalou. Quando perceberam. Marília e seus comparsas estavam presos e Mariana foi socorrida. Flávio pegou Dádiva que estava muito assustada. - Papai! Papai o que houve? - Está tudo bem filha. Já passou. Já passou meu amor. - Flávio! Vocês estão bem? Temos que ir ao hospital. A Mariana salvou a nossa filha. E se ela...- Beatriz não segurou as lágrimas. - Acalma - te amor. Ela vai ficar bem. A Mariana é bem mais forte do que parece. Foram todos á delegacia, e só então Marília entendeu que foi enganada. O casamento foi falso e ela não se tornou esposa de Flávio como desejava. Após passar em casa para deixar a filha e deixar todos mais calmos, Beatriz e Flavio fora. até ao hospital. O médico foi ter com eles. - Doutor! Como ela está? - Fora de perigo. A bala não atingiu nenhum órgão. Passou pelo braço que ficará engessado por algum tempo..Fora isso, está tudo bem. - Obrigada Doutor. Eu a posso ver?.. - Claro. Entrem. - Vai sozinha querida. Depois eu entro. Vou ligar para os meus pais. - Está bem. Mariana olhava pela janela e virou o rosto ao sentir a presença de alguém. - Beatriz! - Olá Mariana. Como te sentes? - Melhor. Mas muito cansada. A Dádiva está bem? - Sim. Graças á você ela está bem. Você salvou a vida dela. Eu nem tenho mais palavras para te agradecer. Ela até já colocou o teu nome na boneca dela favorita. - Que honra. E não tens que me agradecer. Eu sei que ser mãe não é fácil. Não contei nada para não os expor, mas eu estou casada. E tenho dois filhos. - A Sério?! - Sim. A Marília podia descobrir e os magoar. Eles estão vindo. - Nossa! Estou surpreso. Se algo acontecesse com você... - Não penses mais nisso. Os meus meninos sabem que eu daria a vida por qualquer pessoa que faz parte da minha vida. - Muito Obrigada. Sei que terás muitas bênçãos por causa desse gesto. A minha Dádiva jamais se vai esquecer de você. - Eu sei que não. - Posso entrar? - Entre Flávio. Eu quero te agradecer por me teres perdoado. E espero ter a oportunidade de te apresentar a minha família. - Eu já os conheço Mari. - Falo do meu marido e dos meus filhos. Eles são o Bruno e o Tiago. Têm 4 anos. - Estás casada? Porque não me disseste? - Com a Marília á solta? - Tudo bem. Fico feliz por teres seguido em frente. E espero que fiquem para o nosso casamento. - Claro que sim. Só voltarei depois de tirar isto do braço. Os pais de Mariana entraram e depois de uma conversa breve, Flávio e Beatriz os deixaram a sós com a filha. - Amor! Porque a gente não organiza um jantar? - E qual será a ocasião? - Primeiro agradecer o gesto da Mariana que salvou a nossa menina. e também á nossa felicidade e união familiar. - Por mim tudo bem. - Mas antes, eu quero ir ver a Marília. Eu tenho um acerto de contas com ela. Na delegacia, Beatriz foi levada á uma sala. Algum tempo depois, Marília entrou com um polícia que a deixou e saiu. - A Senhora tem 5 minutos. - Obrigada. - O que você quer? - Ver de perto a tua derrota. Você achou mesmo que serias a esposa do Flávio? Pensaste mesmo que ele amaria uma mulher doente como você? - Sim. Ele me... - Não sejas estúpida. Você é louca. O Flávio jamais gostou de você. Agora, vais ficar presa e sozinha por muito, muito tempo. Adeus Marília. Este é o meu presente de despedida. Beatriz deu a ela duas bofetadas e Marília não conseguiu reagir. - Isto foi por contaminares a minha fábrica com a tua presença maldita. Beatriz foi embora sem olhar para trás. Marília agora era parte do passado. Mas, ela ainda tinha um assunto pendente. Estará pronta para resolver este também?
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