Capítulo 11

1003 Palavras
Depois de alguns dias sem vê-lo pessoalmente, estava com uma certa abstinência dele. Mas é claro que era normal Sentir vontade de estar ao seu lado, o amor faz com que a gente só se sinta confortável quando estamos ao lado quem a gente ama. Mas estava se tornando um absurdo não estarmos juntos, o meu maior desejo era poder acordar ao seu lado todos os dias. Sentir o cheiro de homem quente exalando ao levantar da cama , o toque de suas mãos deslizando pelo meu rosto, o bocejar. Ele esticando os braços e se espreguiçando com um semblante confortável eu ouvir ele me dando um bom dia com voz de sono. Eu precisa fazer com que acontecesse mais uma vez , e me amando como meu Benjamin dizia amar tenho certeza , que em breve estaríamos juntos mais uma vez. Fazendo tudo acontecer como desejávamos. O fim de semana prometia ser perfeito , era verão e todos estariam na praia ou no clube. Tinha em mente , que se planejasse tudo direitinho poderíamos sair pelas ruas da cidade montado em sua moto sem rumo, e sem hora para voltar. - Terra chamando , Théo. Disse Luís estalando com os dedos para chamar a minha atenção. Parecendo um bobo apaixonado criava cenas de quais ele e eu sorríamos olhando no fundo dos olhos um do outro , e me ensinando a pilotar caio por cima dele ficando com nossos narizes próximos e os lábios a centímetros dos seus. Tudo tão clichê , mente tão fértil , mas era aquilo que me fazia acreditar que juntos seríamos o casal perfeito , que muitos invejariam. - Eu acho tão lindo esses dois rapazes juntos , um amor tão puro são tão fofos. Já imaginava e poderia ouvir as pessoas comentando. Claro , que em uma cidade como a minha do interior , levantaria preconceitos e rumores dos mais velhos , mas eu não ligava e acreditava que Benjamin também não. Estava com os dedos sujos de salgadinho, um suco de caixinha na outra mão e no canto da boca poderia ver claramente vestígios de açaí. O cheiro do seu suco de pêssego me causava náuseas , odiava sentir aquela essência todos os dias pela manhã. Ignorando o professor Hugo, Luís comia como se estivesse em casa. Sujando toda a mesa fazendo aquele barulhinho irritante de suco acabando. Sempre me questionava a razão dele nunca mudar o sabor daquilo. - Mania que as pessoas tem de inventar sabor para tudo. Assenti.. Torcendo o lábio demonstro me incomodar com tamanha falta de atenção, era dele mesmo ser porquinho e devo imaginar como a dona Tereza ficava ao olhar o fardamento dele sabendo, que se ela não lavasse sua camisa perderia a cor de tanta sujeira acumulada. - Desculpe, meu amigo! Estava com a cabeça longe. Respondo com um sorrisinho deixando minhas covinhas aparecer. - Eu percebi que está em outro planeta. Bom... Pelo sorriso vejo que tudo está ótimo. Ele tosse chamando a atenção de todos em volta, que não param de olhar para nós dois. - Não é novidade nenhuma que todos acham que temos alguma coisa. Diz Luís lambendo os dedos sujos de salgadinho. Torcendo o lábio demonstro incômodo ao ver ele pincelando o indicador e secar os vestígios de saliva em sua camisa. - Eu estou pouco me fodendo para isso , o que eles querem que a gente faça ? Que nos misture com os atletas, ande atrás das garotas igual o Felipe e o Alex ? Enquanto conversava alto chamando a atenção de todos , Emelly e Giovana nos olhava com sarcasmo. Deslizando com um brilho vagabundo pelos lábios que passavam a manhã inteira fazendo o mesmo movimento conversando através de olhares. Minha turma parecia uma classe de adolescentes que se sentiam num filme americano. Garotas usando gírias e xingando umas as outras de vadias pelos corredores. Óculos escuros , bolsinhas de patricinhas cor de rosa de quais eu sabia que tinham sido compradas na lojinha de centro da cidade. Aperto com os olhos e forçando a mente consigo me lembrar exatamente como era o nome "Oggie" a moda veste você. Tão clichê quanto as próprias pessoas que andavam lá. De narizinho empinado se achando as garotas mais lindas da escola com e seus perfumes baratos que me davam alergia. Os garotos, costumava rotular como: taças de vinho. Me lembrava muito as que tinham na cristaleira da minha casa. Viciados em malhar somente o peito e os braços. Os pelos nos rostos de quais eu mesmo me sentia envergonhado por eles , mas segundo as tacinhas chamavam de barba. Depois da aula sentei no pátio com o Luís , não te dei atenção e antes que me fizesse mais perguntas deixei claro que tinha garoto envolvido , que toda a minha atenção estava voltada a mensagens que estava recebendo de Benjamin. - Tem foto ? Ele pergunta já tomando o meu celular das mãos. - Ah , que droga. Ele parece estar chateado. Como consegue conversar com alguém que não usa foto no perfil ? - Será que ele realmente existe ? Ou tem vergonha de assumir quem é ? Ele me devolve o celular. Me jogando aquela intriga fiquei me perguntando a razão dele estar com um perfil sem mostrar quem era. E ansioso como era logo comecei a fantasiar coisas. Que ele estava mentindo para mim, que não era a pessoa que dizia ser. Que talvez ele poderia ter outra pessoa e eu fosse só um passatempo. No mesmo instante minhas pernas começaram a tremer, minhas mãos suaram e roendo as unhas olhava pro celular que deixei no banco ao meu lado. - Parece nervoso. Aconteceu alguma coisa? Théo, Théo, você está aí ? Ignorando sua presença sair do lado de Luís e fui até o banheiro jogar uma água fria no rosto. Embora , fosse coisa da minha cabeça comecei a pensar que realmente Benjamin estava me escondendo alguma coisa , e aquilo estava me matando por dentro.
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