Capítulo 16

1038 Palavras
Suas perguntas eram óbvias a falta de confiança. Não era bobo para não saber que em sua cabeça se passava cenas minhas com os meninos nos beijando e sabe-se Deus o que ele criava em sua cabeça. Por sorte minha mãe não estava em casa e poupei ela de passar por aquele constrangimento dentro de sua própria casa, meu pai estava no centro da cidade resolvendo alguns problemas o que deixaria ele fora por algumas horas. Juro que nunca imaginei que quando se ama alguém é possível ceder tanto e naquele dia, depois que a gente brigou e ficou clara a sua falta de confiança em mim tudo terminou como sempre termina, em sexo. - Amor, eu posso te fazer uma pergunta? Pergunto com o coração disparado e ansioso. - Claro que sim! Ele responde com uma voz doce e passiva. - Por que acha eu iria te trair. Durante alguns segundos ele permanece em silêncio. Faço a seguinte pergunta mais uma vez e antes que eu repita ele me pede para que não toque mais naquele assunto, que tudo já tinha se acertado. Ignorando meus próprios conflitos e sentimentos fiquei com aquela dúvida me matando por dentro, mas tudo para que a gente não voltássemos a brigar. Suados e pelados, corpo com corpo e a adrenalina do desejo nos deixando excitados mais uma vez. Ainda deitado ele senta por cima de mim , minhas mãos se prendem em sua cintura e olhando para ele me perco no brilho dos seus olhos, na paixão ardente que sentia quando ele também me encarava. Mordendo o lábio sinto o desejo de poder fazer amor com ele de novo, o sexo selvagem e cheio de amor ao mesmo tempo. A bruxaria do seu corpo cheio de curvaturas o peito volumoso as coxas grossas e em pelos me deixando no apse do t***o. Deslizo com os dedos pelas suas pernas até ele pegar na minha mão umedece o meu dedo e inclinando com a cabeça para trás vejo o quanto ele deseja me ter dentro dele de novo. Depois de transarmos mais uma vez sentiamos como se fossemos feito um pro outro, era tão gostoso ficarmos pelados em conchinha um com o outro. A respiração quente e ofegante depois de uma boa ejaculação, uma sensação de paz que sem perceber dormimos por algumas horas. Assutados ao acordar em vermos que ainda estávamos sem roupa e um lençol por cima dos nossos corpos. Mamãe! Claro! Era típico dela entrar no meu quarto sem bater, se fosse somente eu sem roupas não via problemas com isso. Mas eram os dois e o que me deixava mais intrigado era ela ter me visto em uma cena daquela, embora , ela soubesse o que era sexo não queria que mamãe soubesse que eu estava fazendo aquilo dentro de sua própria casa. Sentia como se fosse uma coisa errada, gostava de sentir que o lugar era nosso nem que por alguns momentos por isso tínhamos um quarto de motel praticamente exclusivo, 609. Era o nosso lugar predileto. Depois que começamos a namorar ele sentia mais vontade de estar comigo. Nos víamos praticamente quase todos os dias até percebermos o quanto era perfeito estarmos juntos. Estávamos felizes e graças ao tempo que não parava de correr em breve estaríamos juntos todos os dias. Acordando um ao lado do outro, fazendo a nossa janta depois de um longo dia de trabalho. Meus planos no ano seguinte era entrar na universidade e dar início ao sonho de ser universitário, e com o passar dos meses fui me convencendo que tudo que já tinha pensado, não era o que gostaria para minha vida. Biomedicina! Era isso. Trabalhar com análises e viver preso dentro de um laboratório. Elucidar crimes, realizar exames, pesquisar desenvolver produtos. São tantas coisas que quando parava para pensar já me imaginava vestido em um jaleco. Mas tinha um pequeno problema. Meus pais. Éramos tão apegados que quando eu falasse na possibilidade de sair de casa, tinha certeza que eles não aceitariam diriam que estava me precipitando por termos pouco tempo de relacionamento e parte de mim sabia disso, mas minha avó sempre disse: quem nunca viu, quer ver! O amor sustenta tudo e ele e eu estávamos dispostos a enfrentar qualquer coisa. Os dias se passavam e contando nos dedos esperava o tão sonhado ano novo. E com tudo que se aproximava via que estava na hora falar com meus pais os planos que tinha em mente com Benjamim. Assim que cheguei da escola minha mãe e o meu pai estavam em casa, ela estava a pondo a mesa e papai na garagem terminando uns trabalhos para entregar até o fim da tarde. Naquele dia ela tinha feito o meu prato favorito. Senti assim que cheguei no portão o cheiro do molho de tomate com queijo parmesão, aquilo significava que ela estava de bom humor. Embora fosse sempre bem humorada, a única coisa que tirava a dona Olívia do sério era lidar com o fogão. Mamãe falava, que todas as vezes que parava para pensar que passava mais de uma para cozinhar e 10 minutos para comer não era proveitoso. Se sentia fracassada, sempre achei que fosse uma ideologia sem pé nem cabeça, mas cada pessoa tem cisma com alguma coisa e a dela era aquela. - Que bom que chegou, querido. Coloque sua mochila no quarto e venha para mesa. Fiz o seu prato predileto. Ela diz levando a marinex até a mesa exalando o cheiro gostoso de queijo derretido. Não demora muito para meu pai chegar também, sentados a mesa ouço eles conversarem como tinham passado a manhã. Minha mãe, fazendo as mesmas coisas de sempre , papai trabalhando na garagem e quanto a mim aproveitando o último semestre da ensino médio. - Mãe, Pai. Eu preciso falar com vocês. Digo com uma tonalidade de voz firme e séria enquanto meus pais me olham desconfiados. - Aconteceu alguma coisa, querido ? Mamãe me pergunta com o garfo no ar pensando que estou com algum problema. Enquanto meu pai com os cotovelos apoiados na mesa me olha sem entender nada. Limpo a garganta e engolindo em seco digo que pretendo sair de casa o mais breve possível.
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