Capítulo 15

1026 Palavras
Com o fim do ano letivo se aproximando nós dois estávamos com os nervos a flor da pele. Não pelo fato de estar se dependindo de todos os amigos que fizemos durante todos os anos de ensino médio, mas estava pertinho de realizarmos o tão esperado sonho, a gente iria morar juntos. Eu parecia está mais empolgado do que ele e diferente de Benjamim já tinha contado para os meus pais o que pretendíamos fazer. Quanto a ele ainda permanecia em silêncio, guardando aquele segredo, Luís sempre me perguntava como estava os preparativos para o grande passo que dois meses iríamos dar. - Estou tão nervoso com tudo isso, fim do ano letivo, faculdade. m*l consigo conciliar tudo de uma só vez. - Avoado como sempre fui imaginava que eu seria o primeiro a dar esse passo. Deixando cair sorvete em sua camisa polo, Luís me responde animado com tudo aquilo. Embora tivesse um senso de humor ácido, tinha também uma forma encantadora de encarar a vida, muita das vezes não me deixava levar pela forma como falava as coisas porque sentia que muitas vezes não falava por m*l. Era dele mesmo ser escroto e rabugento. Mas era o que me fazia xia gostar tanto dele. Quando conheci Luís tínhamos 9 anos, mesma idade , mesmo mês de nascimento só não poderíamos ser irmãos porque as datas não batiam e não poderia ser tanta coincidência. Mas se tínhamos certeza de algo, era que a amizade que ele e eu havíamos criado ia além de dois amigos de escola, estávamos sempre juntos, conversando sobre tudo e sobre todos. Nossas famílias se davam bem o que fazia com que nós dois ficassemos bem mais próximos. Como tudo nem sempre pode ser perfeito e um mar de rosas, minha amizade com Luís foi despertando os ciúmes de Benjamin e sem querer eu fazia com que aquele ataque de fúria vindo de Benji despertasse. Quanto mais amor, mais ciúmes, muito mais medo de perder e seu amor por mim estava se tornando doentio. Claro que amava saber que ele tinha medo de me deixar ir e sofrer por alguém que simplesmente poderia começar a vida do zero. Me ver com alguém, me ver sendo tocado por outro e perdido nos lábios de um outro homem para ele seria o fim. - Se um dia a gente vir a se separar, eu mato você! Quando ouvir aquilo pela primeira vez levei na esportiva e na brincadeira, claro que Benji não seria capaz de fazer aquilo com alguém que ele dizia amar tanto. Se o amor que sentia fosse tão grande e cheio de verdade, nada no mundo faria com que ele machucasse a razão de fazê-lo sentir tamanha emoção. Certo ? Não! Eu estava errado. Um dia estava com Luís e meu primo Aldemar nós quarto provando umas roupas que tínhamos saído para comprar, todos os anos tinha um evento na cidade chamado "ColorsParty". Nunca tinha ido a uma festa sequer, mas estava me sentindo tão bem com aquele sentimento de estar amando, de ter alguém ao meu lado que fui convencido pelos meninos a ir a uma festa pela prima vez na minha vida. Havia comentado com Benjamin que estava a fim de curtir algo assim havia um tempo, mas ele se recusou a ir. Disse que não poderia ir comigo, como também não via problemas em me deixar sair com meu primo e o seu "amigo" nunca falava o nome de Luís, sempre se referia a ele com sinônimos. Parece ser um absurdo dizer: ele DEIXOU. Mas tínhamos um acordo que sempre falariamos tudo um pro outro e precisava cumpri com isso para que não desse motivos dele começar a fazer coisas como se fosse um homem solteiro, que não devia satisfações a ninguém. Um dia antes da festa acontecer Luís , Aldemar e eu estávamos no meu quarto provando algumas combinações de roupas para irmos ao evento. - Boa tarde, sogra. Ouço a sua voz do meu quarto para minha surpresa. - Onde está o Théo....Silêncio.... Mamãe parecia estar com medo de dizer que estava com Luís fazendo trocas de roupas no quarto. Ela sabia o que estar com Luís causava nele e por um momento sentia que deveria tira-lo dali até que meu amigo fosse embora. - Ele está com os meninos no quarto. Ele responde com uma voz abafada e receosa. Foi questão de segundos até ele bater a porta de leve e nos olhar com indiferença, agindo de forma hipócrita, ele fingia não estar ligando ao me ver se cueca com os outros rapazes. Mas eu via através dos seus olhos a repulsa que sentia ao ver o quanto estávamos empolgados. - Théo, acho que vou ficar com essa e o Ademar com a camisa e o shorts azul néon. Tudo bem ? Vestindo suas roupas os dois saem do quarto dando um breve aberto de mãos. - Aproveita que a tia Olívia está indo ao supermercado para tirar o atraso. Disse Aldemar com intuito de quebrar aquele clima tenso que estava no ar , enquanto Luís só o aguardava. - Sem dúvidas! Benjamin responde de forma sarcástica e fria. Naquele dia tivemos a nossa primeira discussão e não foi só uma DR de casal, foi algo que jamais iria imaginar porque a forma como falava e se expressava era de assustar. Na minha cabeça, eu tinha criado em um homem compressível, amoroso e perfeito. E ver ele naquele estado foi como se o seu encanto estivesse se perdendo. Estava transtornado, como se tivesse me pego fazendo algo de errado, por um momento senti que estava traindo ele de alguma forma porque não era normal alguém ficar daquele jeito. Sempre soube que havia coisas que o incomodava quando o assunto era Luís, mas jamais pensei que os seus ciúmes fosse tão doentis. - Por que estavam com a porta fechada ? - Por que não deixaram encostada ? Suas perguntas eram óbvias a falta de confiança. Não era bobo para não saber que em sua cabeça se passava cenas minhas com os meninos nos beijando e sabe-se Deus o que ele criava em sua cabeça.
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