Geovanna
Sexta-feira, 05:00
Acordei cedo e fui direto para o banheiro. Fiz minha higiene e, ao voltar para o quarto, vi o PG ainda mergulhado no sono. Não resisti: deitei no peito dele e fiquei acariciando seu rosto. Ele abriu os olhos devagar, deu um sorriso de canto e eu o selei com um beijo.
— Vamos tomar banho? — ele perguntou, levantando-se e me pegando no colo.
Fomos para o box e, debaixo da água quente, rolou de tudo. O PG me deixou cheia de marcas roxas pelo corpo, e eu também não peguei leve com ele. Saímos do banho, me enrolei na toalha e fui até o closet dele pegar uma camisa emprestada.
— Gostosa demais... — ele murmurou, me dando um tapa estalado na b***a.
O radinho dele apitou no quarto e ele atendeu com passos largos.
— Beleza. Já estou indo — ele disse para quem estava do outro lado.
— Eu também já vou indo — anunciei.
— Achei que ia embora mais tarde.
— Não avisei meus pais que ia dormir fora, PG. Devem estar loucos.
Antes que eu pudesse sair, ele me puxou pela cintura e me deu um beijo de tirar o fôlego.
— Depois a gente se fala — dei um selinho nele e me soltei daqueles braços fortes.
Passei no quarto da Luana antes de sair.
— Me conta tudo! — ela disse, saindo do closet toda animada.
— Amiga... seu primo me levou nas nuvens. Nunca tive uma noite como essa.
— Agora, além de melhor amiga, vai ser prima? — ela provocou.
— Opa, calma aí. Foi só uma noite e nada mais — respondi, rindo.
Peguei um short emprestado com ela e fui para o meu carro, que ainda estava estacionado onde deixei ontem. Quando ia abrir a porta, senti uma mão firme no meu pulso. Era o PG de novo.
— Achei que já tinha ido.
— Fiquei conversando com a Luana e perdi a hora, mas já estou indo agora.
— Não vai se despedir direito? — Ele me puxou e colou nossos lábios mais uma vez. Entrei no carro ainda sentindo o gosto dele e dei partida para casa.
PG (Matheus)
Cheguei na boca e fui direto resolver as pendências do carregamento. Depois que tudo estava nos eixos, entrei na minha sala e dei de cara com a Marcela.
— Onde estava, gato? — Ela levantou e veio passar a mão no meu peito. — Depois que você desceu para a pista, não te vi mais.
— Fui para casa dormir — tirei a mão dela de cima de mim e sentei na minha cadeira.
— O que é isso no seu pescoço? — Ela virou meu rosto à força.
— Isso? Marcas de uma gostosa da p***a que me pegou ontem.
— Está me traindo? — Ela cruzou os braços, possessiva.
— Te traindo? Marcela, a gente nunca teve nada — peguei meu celular, ignorando-a.
— Você vai me pagar, i****a! — ela saiu bufando.
Fui conferir as cargas e vi um menor de idade circulando por ali. Não gostei. Encostei o moleque na parede com a arma na cabeça.
— Quem é você e o que está fazendo aqui?
— Calma, PG! Ele está comigo — Pernalonga interveio. — A mãe dele saiu para trabalhar e deixou sob minha responsabilidade.
— Tira ele daqui. E você, menor... bico calado, entendeu? — O moleque assentiu, trêmulo, e saiu com o Pernalonga.
Saí da boca para fumar um cigarro e vi a Geovanna chegando no carro dela. Segurei o pulso dela para nos despedirmos de novo. Depois que ela saiu "voando" com o Mustang, a Marcela apareceu de novo, vindo na minha direção com ódio no olhar.
— Então é por aquela v***a que você me trocou?
Não aguentei. Peguei ela pelo pescoço, sem apertar demais, mas com firmeza.
— Não fala assim dela. Você não chega nem aos pés daquela mulher. Cala a boca se não quiser que eu perca a paciência.
Soltei ela e voltei para o trabalho.
Geovanna
Cheguei em casa por volta das oito da manhã e, por sorte, estava tudo silencioso. Subi, coloquei o celular para carregar e apaguei. Acordei às três da tarde e desci para comer. Minha mãe e minha tia estavam na sala.
— Oi, mãe. Oi, tia — dei um beijo nelas.
— Como foi a noite? — minha mãe perguntou, apontando discretamente para o meu pescoço.
— Ah... foi boa — tentei esconder as marcas com o cabelo enquanto meu pai entrava na sala.
— Onde você estava?
— Na casa da Luana, pai. Esqueci de avisar, desculpa.
Ele me olhou com um semblante triste, mas não brigou. Apenas avisou:
— Vamos visitar sua avó hoje. Vamos dormir lá. Leva roupa.
— Eu não vou — respondi firme.
— Por quê?
— Tenho que resolver coisas da formatura. Vestido, cabelo, maquiagem...
Minha mãe se animou na hora.
— Então você vai ao baile? Toma, pega meu cartão e aproveita!
Eles se despediram e saíram com as malas. Meu pai ainda me deu um último aviso:
— Não se meta em confusão, por favor.
— Tchau, meu amor. Fica bem — minha mãe me abraçou.
Assisti eles saindo e senti um alívio. Casa vazia. Agora o final de semana é meu.