10° Capítulo: Ameaças e Invasões

837 Palavras
​Geovanna ​Depois que meus pais saíram, comi algo rápido, mas a casa vazia começou a me dar agonia. Mandei mensagem para a Luana. ​✉ Mensagem Geovanna: Oi gata! Luana: Oie! Vai vir aqui em casa, né? Geovanna: Vou. Tô sozinha aqui de novo. Já chego aí. ​Eu ainda estava com a camiseta do PG, mas subi, troquei por uma regata e um short jeans. Chamei o Uber e fui para o morro. Cheguei na casa da Luana e me joguei na cama dela. ​— Cheguei! — Vamos sair! — ela disse, me puxando. — Não quero ficar em casa. — Partiu shopping, então? ​Ela se trocou rapidinho e descemos. No shopping, fomos direto para as lojas de vestidos de festa. Experimentamos de tudo e compramos bolsas, sapatos e acessórios. Tenho a leve sensação de que o cartão da minha mãe gritou socorro, mas o foco era a formatura. Depois, fomos para a praça de alimentação. ​A Luana pegou o celular e ligou para alguém: — Oi... tá muito ocupado? Vim ao shopping sem carro, tem como buscar a gente? Tá bom, esperamos na entrada. ​— Com quem você estava falando? — perguntei. — Com meu primo. Ele vem buscar a gente. Não estou a fim de subir aquele morro carregando esse monte de sacola. ​Ficamos esperando e logo um carro parou. Mas não era o PG, era o PK. — Oi, meninas! Vamos? — ele desceu e guardou tudo no porta-malas. — Não quer ir dirigindo, Geovanna? — Não, hoje eu quero ser a madame — brinquei, e ele riu. ​Antes de ir para o morro, passamos na minha casa. Deixei minhas compras lá e voltamos para o carro. Na entrada do morro, o PG fez sinal para pararmos. Ele encostou na janela e deu uma piscadinha discreta para mim. ​— Achei que você ia buscar a gente — Luana reclamou, cruzando os braços. — Não deu para sair daqui agora — ele respondeu, dando espaço para o PK seguir. ​Entramos na casa, espalhamos as sacolas e a Luana foi para o banho. — Vai dormir aqui? — ela perguntou de dentro do banheiro. — Posso? Em casa agora só tem os seguranças. — Claro, boba! Pega esse pijama aí no closet. ​Ela me deu um "projeto de pijama". Era tão curto que parecia que faltava pano. Vesti e deitei na cama para olhar as redes sociais, até que uma mensagem de número desconhecido apareceu. ​✉ Mensagem Desconhecido: Toma cuidado. Posso ser seu maior pesadelo. Geovanna: Não sei quem é, mas pode ter certeza que quem tem que sentir medo aqui é você. Desconhecido: Fica esperta. Geovanna: Não entra no meu caminho se não quiser ver a morte de perto. Pega a visão e me esquece. ​Larguei o celular, irritada. Quem quer que fosse, não me conhecia. A Luana saiu do closet com o narguilé de menta. Sentamos no chão, tragando e conversando, até que o PG entrou no quarto e cruzou os braços na porta. ​— Nem chamam, né? — Desculpa, meu amor... você quer? — Luana estendeu a mangueira para ele, rindo. — "Meu amor"? Já estão assim? — estranhei a i********e dela com ele. ​A Luana saiu do quarto, nos deixando sozinhos. O PG veio até mim, selou nossos lábios e soltou a fumaça na minha boca. Ele me deitou no chão, começando um beijo quente, e apertou minha b***a com força. ​— Opa! Aqui não! — Luana brotou na porta, cortando o clima. ​O PG saiu rindo e nós voltamos para a série. — Amiga... faz alguma coisa para a gente comer? — ela pediu com cara de coitada. ​Fui para a cozinha. A Joana já tinha ido dormir, então eu mesma preparei um brigadeiro de panela. Montei uma bandeja com o brigadeiro, sorvete de flocos, Nutella e morangos. Quando eu estava subindo, o PG me parou no corredor. Ele me prensou contra a parede e me deu um beijo lento. ​— Boa noite — ele sussurrou contra meus lábios antes de entrar no quarto dele. ​Entrei no quarto da Luana e ela já começou a atacar o doce. De repente, ela começou a revirar tudo. — O que foi agora? — Não acho meu carregador! — O PG deve ter pego. — Ele não pega minhas coisas... Droga, esqueci na sua casa! Geovanna, amiga linda... pede o dele emprestado para mim? ​— Por que você não pede? — Porque se eu pedir, ele não empresta. Vai lá, por favor! ​Revierei os olhos e fui. Dei três batidas na porta do PG e, como ninguém respondeu, entrei. Ele estava deitado de barriga para baixo, apenas de cueca box. A visão era um espetáculo: as costas largas, os músculos relaxados... Fiquei excitada só de olhar. ​Cheguei perto da cama em silêncio e dei um tapão certeiro na b***a dele. Ele deu um pulo, assustado, e eu caí na risada.
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