PG (Matheus)
Tomei um banho demorado, vesti apenas uma box e apaguei de cansaço. Acordei com o barulho da porta, mas nem abri os olhos; achei que era a Joana ou a Luana querendo algo. Do nada, senti um estalo ardido na minha b***a. Dei um pulo da cama e dei de cara com a Geovanna morrendo de rir.
— Você ficou maluca? — rosnei, ainda tentando entender o que tinha acontecido.
— Não queria te acordar, desculpa! — ela disse entre as risadas, mas parou logo que viu que eu não estava brincando. — Empresta seu carregador?
— Está ocupado carregando o meu celular — respondi, seco.
— Tá... depois eu volto para buscar.
Ela fez menção de sair, mas eu não deixei. Puxei ela direto para o meu colo.
Geovanna
— Me deixa ir! Prometo que não atrapalho seu sono na próxima — brinquei.
Ele não disse nada, apenas enrolou os dedos no meu cabelo e me calou com um beijo. O clima esquentou em segundos. As mãos dele percorreram meu corpo e pararam na minha b***a com firmeza. Ele me ergueu no colo, me colocou em cima da cômoda e distribuiu beijos pelo meu pescoço antes de voltarmos para a cama.
O que aconteceu ali foi intenso. Perdi a noção do tempo entre os toques e os gemidos que tentei abafar contra a boca dele. Quando chegamos ao limite, desabamos um ao lado do outro. Deitei no peito dele e, sentindo a respiração dele pesar enquanto ele pegava no sono, não consegui segurar.
— Te amo — cochichei bem baixinho no ouvido dele e beijei sua bochecha. Vesti meu pijama e saí do quarto em silêncio.
PG
Eu não estava dormindo tanto assim. Ouvi perfeitamente. Como assim ela gosta de mim? Nós não temos nada a ver um com o outro. Quando fiz menção de falar algo, ela já tinha saído. Fiquei ali, olhando para o teto, tentando processar aquela declaração antes de o sono finalmente me vencer de verdade.
Geovanna
Voltei para o quarto da Luana e ela dormia como uma pedra. Eu estava elétrica. Vesti minha roupa, peguei meu celular e vi que eram 03:15 da manhã. Resolvi ir para casa. Na entrada do morro, encontrei PK e MPM.
— Já vai embora? — PK perguntou.
— Já. Tem como me dar uma carona?
— Pode deixar que eu levo — PK cortou o MPM e fomos para o carro dele.
Ele me deixou no portão de casa. Entrei, subi para o meu quarto e finalmente dormi.
Sábado, 07:45
Acordei cedo demais. Vesti um moletom e uma camisa branca simples. O céu estava cinza, com cara de chuva. Desci, tomei café e fiquei no sofá assistindo desenho até que meu celular vibrou.
✉ Mensagem
Luana: Acordei e você não estava aqui. Aconteceu algo?
Geovanna: Só quis vir para casa mesmo, amiga.
Luana: Ah, tá. Qualquer coisa me avisa.
Logo em seguida, o "Desconhecido" apareceu de novo. E dessa vez, eu perdi a paciência.
✉ Mensagem
Desconhecido: Já falei para você tomar cuidado.
Geovanna: Vai tomar no seu c*, sua arrombada! Não sei quem você é, mas quando eu descobrir, vai se arrepender.
Desconhecido: Fica longe do meu homem e nada te acontece.
Geovanna: Nossa, que medo! Vai ser um prazer dar uns amassos naquele gostoso do PG.
Desconhecido: Sua p**a! Ladra de homens!
Geovanna: Se você for mulher de verdade, fala na minha cara e não por mensagem.
Desconhecido: Como quiser.
Geovanna: Meia-noite em ponto no baile hoje. Não se atrase.
Acabei cochilando de novo e só acordei às 15:00 com o celular tocando. Um número que eu conhecia, mas não esperava.
📞 Ligação
Geovanna: O que foi?
Benício: Acordou agora, é? Não reconhece minha voz?
Geovanna: Se estou perguntando, é porque não. Fala logo.
Benício: Vamos para o baile hoje?
Geovanna: Vem me buscar às 22:30.
Desliguei. Fui ao closet e escolhi a roupa mais matadora que eu tinha. Se ia ter confronto, eu ia estar impecável. Comi um pedaço de bolo e fiquei na sala matando o tempo até a hora de me produzir.