11° Capítulo: Confissões e Confrontos

708 Palavras
​​PG (Matheus) ​Tomei um banho demorado, vesti apenas uma box e apaguei de cansaço. Acordei com o barulho da porta, mas nem abri os olhos; achei que era a Joana ou a Luana querendo algo. Do nada, senti um estalo ardido na minha b***a. Dei um pulo da cama e dei de cara com a Geovanna morrendo de rir. ​— Você ficou maluca? — rosnei, ainda tentando entender o que tinha acontecido. ​— Não queria te acordar, desculpa! — ela disse entre as risadas, mas parou logo que viu que eu não estava brincando. — Empresta seu carregador? ​— Está ocupado carregando o meu celular — respondi, seco. ​— Tá... depois eu volto para buscar. ​Ela fez menção de sair, mas eu não deixei. Puxei ela direto para o meu colo. ​Geovanna ​— Me deixa ir! Prometo que não atrapalho seu sono na próxima — brinquei. ​Ele não disse nada, apenas enrolou os dedos no meu cabelo e me calou com um beijo. O clima esquentou em segundos. As mãos dele percorreram meu corpo e pararam na minha b***a com firmeza. Ele me ergueu no colo, me colocou em cima da cômoda e distribuiu beijos pelo meu pescoço antes de voltarmos para a cama. ​O que aconteceu ali foi intenso. Perdi a noção do tempo entre os toques e os gemidos que tentei abafar contra a boca dele. Quando chegamos ao limite, desabamos um ao lado do outro. Deitei no peito dele e, sentindo a respiração dele pesar enquanto ele pegava no sono, não consegui segurar. ​— Te amo — cochichei bem baixinho no ouvido dele e beijei sua bochecha. Vesti meu pijama e saí do quarto em silêncio. ​PG ​Eu não estava dormindo tanto assim. Ouvi perfeitamente. Como assim ela gosta de mim? Nós não temos nada a ver um com o outro. Quando fiz menção de falar algo, ela já tinha saído. Fiquei ali, olhando para o teto, tentando processar aquela declaração antes de o sono finalmente me vencer de verdade. ​Geovanna ​Voltei para o quarto da Luana e ela dormia como uma pedra. Eu estava elétrica. Vesti minha roupa, peguei meu celular e vi que eram 03:15 da manhã. Resolvi ir para casa. Na entrada do morro, encontrei PK e MPM. ​— Já vai embora? — PK perguntou. — Já. Tem como me dar uma carona? — Pode deixar que eu levo — PK cortou o MPM e fomos para o carro dele. ​Ele me deixou no portão de casa. Entrei, subi para o meu quarto e finalmente dormi. ​Sábado, 07:45 ​Acordei cedo demais. Vesti um moletom e uma camisa branca simples. O céu estava cinza, com cara de chuva. Desci, tomei café e fiquei no sofá assistindo desenho até que meu celular vibrou. ​✉ Mensagem Luana: Acordei e você não estava aqui. Aconteceu algo? Geovanna: Só quis vir para casa mesmo, amiga. Luana: Ah, tá. Qualquer coisa me avisa. ​Logo em seguida, o "Desconhecido" apareceu de novo. E dessa vez, eu perdi a paciência. ​✉ Mensagem Desconhecido: Já falei para você tomar cuidado. Geovanna: Vai tomar no seu c*, sua arrombada! Não sei quem você é, mas quando eu descobrir, vai se arrepender. Desconhecido: Fica longe do meu homem e nada te acontece. Geovanna: Nossa, que medo! Vai ser um prazer dar uns amassos naquele gostoso do PG. Desconhecido: Sua p**a! Ladra de homens! Geovanna: Se você for mulher de verdade, fala na minha cara e não por mensagem. Desconhecido: Como quiser. Geovanna: Meia-noite em ponto no baile hoje. Não se atrase. ​Acabei cochilando de novo e só acordei às 15:00 com o celular tocando. Um número que eu conhecia, mas não esperava. ​📞 Ligação Geovanna: O que foi? Benício: Acordou agora, é? Não reconhece minha voz? Geovanna: Se estou perguntando, é porque não. Fala logo. Benício: Vamos para o baile hoje? Geovanna: Vem me buscar às 22:30. ​Desliguei. Fui ao closet e escolhi a roupa mais matadora que eu tinha. Se ia ter confronto, eu ia estar impecável. Comi um pedaço de bolo e fiquei na sala matando o tempo até a hora de me produzir.
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