12° Capítulo: Sangue, Areia e Acerto de Contas

819 Palavras
​Geovanna Sábado, 20:00 ​Olhei para o relógio e vi que já era hora. Desliguei a TV e subi para me transformar. Banho tomado, escolhi um vestido azul de manga longa que moldava bem o corpo e um tênis branco para aguentar a noite. Enquanto terminava, o celular tocou. ​📞 Ligação Luana: Vai vir para o baile? Geovanna: Com certeza. Luana: Te espero na entrada, então. Geovanna: Tô saindo agora. ​A campainha tocou. Era o Benício. Entramos no carro dele e fomos para o morro. Ao descermos, ele apoiou a mão na minha cintura, possessivo. Luana nos viu na entrada e me puxou de canto imediatamente. ​— O que está fazendo com ele, Geovanna? — Ele me chamou e eu aceitei. Não estava a fim de dirigir hoje — dei de ombros. ​Damos um perdido no Benício e subimos para o camarote. ​Luana ​Eu estava deitada quando lembrei do baile. Me arrumei rápido: cropped preto de manga longa, saia preta e tênis combinando. Desci e encontrei meu primo na sala, ainda com roupa de casa. ​— Não vai hoje, PG? — Acabei de chegar. Vou me arrumar agora. Me espera? — Espero. ​Ele subiu e, vinte minutos depois, desceu impecável: bermuda jeans clara rasgada, camiseta branca e tênis branco. Fomos para o baile e subimos para o camarote. Encontramos PK, MPM e os outros. Geovanna chegou logo depois. ​Geovanna ​Entramos no camarote e, por um milagre, a Marcela não estava lá. PG veio na minha direção, me puxou pela cintura e me deu um beijão. — Gostosa... — ele sussurrou, apertando minha b***a. — Isso porque nem estou produzida hoje — brinquei, pegando um copo de bebida. ​Fiquei ali, abraçada com ele, mas de olho no relógio. A ansiedade estava batendo. — PG, que horas são? — 23:43. Por quê? — Nada não. ​Tirei o braço dele do meu ombro e puxei a Luana, que estava no colo do PK. — Vem comigo e não fala nada! — eu já estava com o sangue quente da bebida e da raiva. ​Fomos para o meio da pista de dança. — Que horas são, Luana? — Meia-noite em ponto. O que foi? ​— Olha só, ela veio mesmo — me virei e dei de cara com a Marcela. — Você fez o que eu te pedi, Geovanna? — ela perguntou com desdém. — Desculpa, mas eu não obedeço p**a de nível baixo como o seu. — Ah, mas deveria! Eu te falei que poderia ser seu pior pesadelo. ​Ela veio para cima de mim, mas eu fui mais rápida. Acertei um murro seco no estômago dela, derrubando-a no chão, e montei por cima. — Meu professor sempre disse que uns nasceram para bater e outros para apanhar — falei, enquanto ela tentava se soltar. — E ele disse que você ia apanhar! — ela gritou. — Não, querida. Ele disse que eu nasci para matar. ​Descarreguei minha raiva em socos no rosto dela até ver o sangue escorrer. Alguém me tirou de cima dela e me levou para o banheiro. ​— O que foi aquilo, Geovanna? — Luana perguntou, chocada, enquanto eu lavava as mãos. — Longa história... — Por que fez isso? Ela merecia, mas qual o motivo real? — Ela me ameaçou. E você sabe o que acontece com quem me ameaça. Ela mexeu com fogo e saiu queimada. ​Voltamos para o camarote e vi o tumulto lá embaixo. O PG estava na pista, pegou a Marcela no colo e saiu carregando ela. Senti uma pontada de raiva. — Já vou embora. Já fiz o que tinha que fazer. Avisa o Benício se encontrar com ele — dei um beijo na Luana e saí. ​Na entrada do morro, vi a ambulância. PG estava conversando com o paramédico. Ele me viu e gritou: — Geovanna, espera! Por que fez aquilo? — Pergunta para a Marcela — respondi sem olhar para trás. — Onde você vai? Quer que eu te leve? ​Ignorei. Continuei andando até chegar na praia. Tirei o tênis e caminhei pela areia, sentindo a água gelada nos pés. Sentei lá por horas, observando o mar e tentando acalmar meu coração. Voltei para casa andando, em uma caminhada longa que serviu para clarear a mente. Cheguei, tomei um banho e apaguei. ​Domingo, 13:00 ​Acordei com uma preguiça enorme. Vesti um short branco, regata cinza e All Star. Tomei um café reforçado e decidi que não dava para fugir. Peguei o carro e fui para o morro. Estacionei na frente da casa da Luana e entrei. ​— Oi, Joana. — O senhor Matheus está no quarto, Geovanna. — Obrigada. ​Subi as escadas com o coração acelerado. Abri a porta do quarto dele e, por um segundo, pareceu vazio. Mas eu sabia que ele estava ali.
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