13° Capítulo: Entre o Amor e o Caos

588 Palavras
​Geovanna ​— Está procurando alguma coisa? — Matheus perguntou, saindo do closet e me pegando de surpresa. — O que faz aqui? ​— Vim me desculpar por ontem — respondi, sentindo o coração acelerar. Ele me olhou com aquela cara de quem não estava entendendo nada. — Por ter falado daquele jeito com você na praia. ​— Relaxa — ele sorriu de canto, me pegou no colo com uma facilidade incrível e me colocou na cama. ​— Ei, eu estou de tênis! Vai sujar a colcha — protestei rindo, mas ele não deu ouvidos. ​Ficamos a um centímetro de distância. Segurei o rosto dele, sentindo a barba por fazer, e o beijei. Quando paramos pela falta de ar, olhei bem no fundo dos olhos dele e deixei sair: — Te amo. ​— Eu também te amo — ele respondeu, e meu coração quase saltou do peito. ​Voltamos a nos beijar, um beijo mais lento e cheio de entrega. Ele me deitou na cama e ficou por cima, mas o momento "love" foi interrompido pela porta abrindo. Era a Joana. ​— O que você quer? — Matheus perguntou, visivelmente irritado. Eu escondi o rosto no travesseiro de tanta vergonha. ​— Desculpa! Só vim pegar o cesto de roupas sujas — ela disse rápido, pegou o cesto no banheiro e saiu quase correndo. ​Matheus olhou para mim e soltou uma gargalhada. — Você está parecendo um tomate. ​Dei um tapa no peito dele, indignada. — Meu tomate — ele completou, segurando minha nuca e iniciando outro beijo, dessa vez mais urgente. ​A mão dele subiu por baixo da minha camiseta, massageando minha pele, e quando ele desabotoou meu short e as coisas estavam prestes a incendiar de vez... o rádio na cabeceira gritou. ​— p**a que pariu! Não se pode mais t*****r nessa p***a? — ele esbravejou, pegando o aparelho. — O que foi, c*****o? ​Ele ouviu a mensagem, bufou e respondeu: — O PK está com a minha prima. Manda ela esperar na sala dele, ele já está indo. ​Matheus saiu do quarto furioso, foi até a porta da Luana e começou a esmurrar a madeira. — PK! Abre essa p***a! ​— O que foi, mano? — PK respondeu de dentro, com voz de quem também foi interrompido. ​— Tem gente querendo falar com você lá na sua sala. Anda logo! ​Matheus voltou para o quarto, trancou a porta e se jogou na cama ao meu lado. — Onde estávamos mesmo? ​— Aqui — puxei ele para cima de mim. ​O que se seguiu foi uma tarde de entrega total. Deixamos o mundo lá fora desaparecer. Entre carícias, sussurros e a intensidade de estarmos finalmente conectados, o tempo parou. Depois de muito tempo, quando o cansaço e a satisfação bateram, ele me levou no colo para o banheiro. Tomamos um banho morno juntos, sem pressa. ​Me enrolei na toalha e fui até o closet dele procurar algo para vestir, já que meu short e regata estavam jogados pelo chão. ​— Toma — ele me entregou uma sacola lacrada da Calvin Klein. ​Abri e vi um conjunto lindo de top e calcinha, e junto, uma cueca box masculina. — Isso aqui é meu — ele disse, vestindo a box. ​Eu vesti o conjunto, que ficou perfeito. Voltamos para a cama, nos entrelaçamos nos lençóis e, com o barulho da chuva começando lá fora, dormimos profundamente.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR