Geovanna
— Está procurando alguma coisa? — Matheus perguntou, saindo do closet e me pegando de surpresa. — O que faz aqui?
— Vim me desculpar por ontem — respondi, sentindo o coração acelerar. Ele me olhou com aquela cara de quem não estava entendendo nada. — Por ter falado daquele jeito com você na praia.
— Relaxa — ele sorriu de canto, me pegou no colo com uma facilidade incrível e me colocou na cama.
— Ei, eu estou de tênis! Vai sujar a colcha — protestei rindo, mas ele não deu ouvidos.
Ficamos a um centímetro de distância. Segurei o rosto dele, sentindo a barba por fazer, e o beijei. Quando paramos pela falta de ar, olhei bem no fundo dos olhos dele e deixei sair:
— Te amo.
— Eu também te amo — ele respondeu, e meu coração quase saltou do peito.
Voltamos a nos beijar, um beijo mais lento e cheio de entrega. Ele me deitou na cama e ficou por cima, mas o momento "love" foi interrompido pela porta abrindo. Era a Joana.
— O que você quer? — Matheus perguntou, visivelmente irritado. Eu escondi o rosto no travesseiro de tanta vergonha.
— Desculpa! Só vim pegar o cesto de roupas sujas — ela disse rápido, pegou o cesto no banheiro e saiu quase correndo.
Matheus olhou para mim e soltou uma gargalhada.
— Você está parecendo um tomate.
Dei um tapa no peito dele, indignada.
— Meu tomate — ele completou, segurando minha nuca e iniciando outro beijo, dessa vez mais urgente.
A mão dele subiu por baixo da minha camiseta, massageando minha pele, e quando ele desabotoou meu short e as coisas estavam prestes a incendiar de vez... o rádio na cabeceira gritou.
— p**a que pariu! Não se pode mais t*****r nessa p***a? — ele esbravejou, pegando o aparelho. — O que foi, c*****o?
Ele ouviu a mensagem, bufou e respondeu:
— O PK está com a minha prima. Manda ela esperar na sala dele, ele já está indo.
Matheus saiu do quarto furioso, foi até a porta da Luana e começou a esmurrar a madeira.
— PK! Abre essa p***a!
— O que foi, mano? — PK respondeu de dentro, com voz de quem também foi interrompido.
— Tem gente querendo falar com você lá na sua sala. Anda logo!
Matheus voltou para o quarto, trancou a porta e se jogou na cama ao meu lado.
— Onde estávamos mesmo?
— Aqui — puxei ele para cima de mim.
O que se seguiu foi uma tarde de entrega total. Deixamos o mundo lá fora desaparecer. Entre carícias, sussurros e a intensidade de estarmos finalmente conectados, o tempo parou. Depois de muito tempo, quando o cansaço e a satisfação bateram, ele me levou no colo para o banheiro. Tomamos um banho morno juntos, sem pressa.
Me enrolei na toalha e fui até o closet dele procurar algo para vestir, já que meu short e regata estavam jogados pelo chão.
— Toma — ele me entregou uma sacola lacrada da Calvin Klein.
Abri e vi um conjunto lindo de top e calcinha, e junto, uma cueca box masculina.
— Isso aqui é meu — ele disse, vestindo a box.
Eu vesti o conjunto, que ficou perfeito. Voltamos para a cama, nos entrelaçamos nos lençóis e, com o barulho da chuva começando lá fora, dormimos profundamente.