Depois da exposição, muito bem sucedida, lá estava eu, ao lado do amor da minha vida, dentro de um carro escuro, sorrindo feito bobo e com a conta bancária cheia.
— Realmente dá para acreditar nisso, Jungkookie? Foram seis milhões e quatrocentos! O que eu vou fazer com tudo isso?
— Eu realmente estou orgulhoso — ele sorriu mostrando todos os dentes bonitos enquanto dirigia. — Muito orgulhoso, amor. — me olhou brevemente, juntando nossas mãos, voltando a olhar a estrada. — Você merece muito mais.
— Eu serei reconhecido, kookie... — encostei minha cabeça no banco do carro e o olhei de lado, acariciando sua mão. — Isso é surreal.
Ele sorriu, e levou nossas mãos unidas até a boca, deixando um beijo ali.
Estávamos indo a Gangnam, para a cobertura dele. Jungkook sorria mais do que o habitual e aquilo me fazia sorrir ainda mais. Ele estava feliz comigo, e por mim. E isso só me fazia sentir ainda mais apaixonado.
Deixei um carinho leve em seu rosto, admirando o quão bonito ele estava, sendo iluminado apenas com a luz do luar que entrava no carro.
O terno o deixava com o ar ainda mais adulto, mas a camisa com três botões já abertos, mostrando a pele clara e parte da clavícula bem alinhada, o deixava atraente e fazia meu corpo esquentar.
Estávamos juntos há alguns meses, e sequer nos tocávamos direito. Tudo bem que quando nos conhecemos, eu estava grávido e a gravidez era de altíssimo risco, mas agora, estando praticamente livre para fazermos o que quisermos juntos, como dois adultos, era incrível e dava um friozinho gostoso na barriga.
Eu me sentia um adolescente de dezessete anos que estava saindo às escondidas de casa para namorar, porque com ele era assim que tudo parecia. Era intenso e gerava muita adrenalina. Era como se fosse um amor adolescente, sentindo tudo como se fosse à primeira vez.
Eu estava numa mistura louca de sensações e sentimentos.
Conseguia sentir o amor transbordar, mas também sentia o t***o, a alegria, e a euforia. Meu corpo estava arrepiado e sequer havia sido tocado ainda. Todas às vezes que via um sorriso pequeno aparecer no rosto dele, tentava imaginar o que se passava naquela cabecinha, e com certeza era basicamente o mesmo pensamento que eu tinha no momento.
Vamos fazer amor.
Jungkook é um homem jovem, mas ele conseguia me fazer suspirar com um toque apenas, e aquilo me fazia tremer em antecipação, somente ao imaginar o que ele podia fazer com mais, muito mais.
Um toque seu, e já era possível me fazer sentir mil coisas juntas.
Ele era calmo, paciente, mas quando queria, conseguia ser bruto, rápido e forte. Ele conseguia me desarmar e me deixar completamente bambo em seus braços. Conseguia me fazer imaginar como ele funcionava, como ele seria para comigo, e eu tinha quase a certeza que seria com maestria. Desejo.
Todas as noites, quando dormíamos juntos, eu imaginava como seria tê-lo mais íntimo. Como seria, quando enfim, fôssemos além.
Em como ele me trataria e em como se comportaria, já que não sentia algo assim há muito tempo.
Eu queria ser dele, só dele. Queria fazê-lo sentir delírios de prazer, mas também queria delirar. Queria que fosse diferente e único.
— Tudo bem? — ele perguntou, baixo, enquanto meu carinho ainda permanecia em seu rosto.
— Tudo ótimo. — sorri bobo, me perdendo mais um pouquinho.
— Já estamos chegando.
Assenti e olhei através da janela. Os prédios altos e as ruas barulhentas cheias de pessoas indicavam que já estávamos em Gangnam. O lugar era muito bonito e agitado, diferente de nossa rotina pacata, com apenas árvores ao redor.
Foram preciso somente mais alguns minutos e estacionamos na garagem do prédio, indo rumo ao elevador enquanto trocávamos sorrisos.
— Por que você parece dez vezes mais bonito? — perguntei encurralando-o no canto do elevador.
— Será que é por que estamos felizes? Eu te vejo cem vezes mais. — ele disse e me puxou para um beijo lento.
Juntei minhas mãos atrás seu pescoço, e o senti descer as mãos, apertando minha coxa com força. Gemi vergonhosamente sobre a boca dele, e talvez isso tenha lhe dado impulso para descer ainda mais suas mãos e me erguer sem vergonha alguma, me prendendo em seu colo, enquanto tornava o beijo ainda mais intenso.
Sorri ao vê-lo tatear o painel do elevador, sem quebrar o beijo, apertando no último andar.
Foi possível sentir o elevador se movendo, mas nada nos parava. Jungkook chupou meus lábios com desejo, enquanto as mãos se apertavam em minha b***a.
Gemi outra vez sobre a boca dele, me entregando mais ao beijo, enquanto minhas mãos puxavam os cabelos escuros.
O som do elevador indicando o nosso andar fez com que eu me assustasse um pouco, mas Jungkook apenas caminhou para fora comigo ainda em seu colo, incapaz de parar com o beijo.
— Jungkookie... — o chamei sorrindo, afastando devagar minha boca da sua quando paramos em frente à porta. — Abre a porta.
Ele assentiu, e tentou colocar a senha, ainda sustentando nossas posições, mas não deu nada certo, depois de duas tentativas erradas.
Ri divertido daquilo e dei um último beijo, antes de pedir com dois tapinhas em seu ombro, para que me colocasse no chão.
— Qual a senha? — perguntei me virando e já o sentindo atrás de mim, me apertando com seu corpo, enquanto beijava minha nuca.
— 13... 06... — ele disse entre os beijos, me fazendo gemer baixinho com o quão quente estava ficando aquilo.
— Essa não é...
— A nossa data... — ele me virou rápido, me prendendo na parede ao lado da porta. Seu sorriso exalava Luxúria, algo que até então, eu não havia visto sobre ele — o dia do nosso primeiro beijo.
Senti meu coração acelerar e deixei um beijo sobre seus lábios antes de me virar devagar, pondo a senha e destravando a porta.
Caminhei na frente. O apartamento estava escuro, sendo parcialmente iluminado apenas pelas janelas sem cortinas, que davam passe livre para a luz do luar nos observar.
Caminhei até o sofá e parei lá, me virando e o vendo me fitar intensamente, ainda parado na porta.
— podemos tomar algo? — perguntei sentindo uma estranha vergonha me sucumbir. Jungkook me olhava de um modo novo, no qual eu nunca havia sido observado antes.
Ele assentiu e fechou a porta, se aproximando devagar até parar a minha frente.
— Eu deixei um vinho aqui, para quando viéssemos. Irei abri-lo. — ele disse baixo, rouco, de um jeito delicioso e me beijou no fim.
O beijo, diferente do que havia sido antes, não era afobado. Era calmo, paciente, cheio de amor.
Senti as mãos grandes percorrerem por toda a lateral do meu corpo, até parar sobre meu ombro, puxando devagar o terno em que eu estava vestido, o retirando sorrateiramente até que não estivesse jogado sobre o sofá.
— Fica à vontade, amor. — ele sussurrou, me dando um último selar.
Assenti vendo-o se afastar até a cozinha e não resistir em lhe observar. Jungkook carregava um grande ereção consigo, o que fazia a minha própria ereção latejar.
Tentando controlar a vergonha que, estranhamente, ainda me preenchia, caminhei até o sofá e sentei-me lá, incapaz de desviar meus olhos.
[NARRADOR ON]
Jimin se sentia a pessoa mais envergonhada do mundo, era inevitável não se sentir assim, vendo Jungkook olhá-lo da cozinha, com total desejo, enquanto separava duas taças sobre o balcão.
Mantinha-se sorrindo bobo para o outro e tirou seus sapatos, deixando apenas suas meias, tentando ficar o mais à vontade possível.
Observou Jungkook, que agora vinha caminhando devagar, de um modo quente, sexy, e o viu depositar as taças e o vinho, no qual notou ser francês, fino, sobre o pequeno móvel que estava ali.
— Me deixa te ajudar. — Jungkook pediu baixo, puxando os pés pequenos do namorado, para cima de si, tirando as meias pretas, dando a visão dos dedinhos escolhidos devido ao frio. Passou os dedos cumpridos por ali, ouvindo Jimin soltar um riso baixo, divertido e fofo.
Deixou Jimin assim, com os pés sobre suas coxas, e se inclinou, para pôr do vinho, nas taças.
Entregando logo em seguida, a de Jimin, e tomando um pouco da sua, sentindo o gosto forte, para deixá-la sobre o móvel de centro, logo em seguida.
— Posso fazer uma massagem? — perguntou com seu típico sorriso de coelho.
Jimin se encostou devagar no encosto do sofá e assentiu, tomando mais um pouco do seu vinho, enquanto olhava atentamente Jeon.
Não era novidade que Jungkook amava suas pernas, assim como amava todo o corpo; mas as pernas, sabia ser seu ponto fraco.
Jungkook olhou-as ainda cobertas, com desejo, e salivou, lembrando-se de como eram.
As amava demais. Eram pequeninas, e roliças, tão brancas que por qualquer aperto já ficavam vermelhas, com sua marca, e aquilo o levava à loucura.
Ele tocou devagar um dos tornozelos descobertos, e aproveitou que a calça era minimamente folgada, para adentrar suas mãos naquele espaço, apertando sutilmente as pernas, fazendo o menor suspirar.
Jimin admirava tudo, atento. Ele sempre amou ver a devoção que o namorado tinha por si, em especial com as pernas. Jeon o olhava fascinado, ainda vestido, e subia os dedos vagarosamente para as coxas.
Soltou novamente um suspiro, quando sentiu o aperto forte ali.
Há, ele adorava aquilo.
A força que o mais novo usava consigo era descomunal.
O fazia ficar bambo, sentindo o corpo esquentar de uma forma tão intensa, que tinha medo que tudo pegasse fogo ali.
A troca de olhares era forte, ao mesmo tempo em que o toque era vagaroso, sem pressa.
Jimin tomou o resto de seu vinho, todo de uma só vez, e deixou sua taça ao lado da de Jungkook, quase intocada.
Ele olhou profundamente para o namorado, e abriu vagarosamente as pernas, o permitindo ir mais além.
E jungkook foi. Ele ergueu-se e cobriu parcialmente o corpo menor com o seu, subindo os dedos das coxas, até a cintura, roçando deliciosamente na virilha alheia, durante o caminho.
Apertou a cintura fina, que facilmente se perdia em sua mão, e viu Jimin fechar os olhos, tombando a cabeça para trás.
Jimin estava envergonhado há cinco minutos, ele havia visto em seus olhos apreensivos, mas ali, agora, com o aperto de suas mãos, ele já se entregava, suspirando alto, totalmente envolvido.
Jimin gostava daquilo, gostava muito.
Até se sentia um pouco engraçado assim, tão mole nas mãos do outro.
Tinha tanta vergonha de mostrar-lhe o corpo depois da gestação - mesmo tudo estando do jeito que sempre foi - que chegava a ser chato. Mas bastava um toque daqueles, que se Jeon o pedisse para tirar todas as roupas naquele momento, ele fazia sem ao menos pensar.
Ficaria totalmente despido, desvalorizando completamente a visão que tinham de toda a cidade, logo à frente.
Porque jungkook tinha a plena certeza, de que a visão de ter park jimin nu, entregue a si, da maneira mais pura e linda, a sua frente, era cem mil vezes mais bonita que qualquer outra.
Jimin o viu chegar perto, pairando com o rosto sobre o seu, e sorriu. Levou as mãos até a nuca do outro, e devagar subiu com os dedos, puxando devagar os cabelos escuros, o trazendo para mais perto, até juntar sua boca carnuda, a boca fina e desenhada, do namorado.
Entregou-se gradualmente aquele beijo, o sentindo intensificar.
Jungkook, louco por mais, apertou os dedos na cintura, afundando-os ali, deixando cada vez mais a sua marca.
Jimin foi à loucura com aquilo. Ele gostava quando Jungkook o apertava.
Arqueou minimamente o corpo, sentindo a língua quente e sem pudor, do mais novo, adentrar sua boca, passeando e misturando o gosto forte do vinho ao beijo.
Sentiu o roçar leve de jungkook sobre si, e se assustou. Ele já estava duro, muito duro. E aquilo atiçou o menor, ao mesmo tempo, em que toda a insegurança voltou com força.
Seu corpo havia voltado ao normal, por que se sentia daquele jeito? Nunca havia sentido aquilo na vida, sempre foi muito confiante em si, mas com jungkook era daquele jeito, não entendia.
Jungkook conhecia somente um jimin grávido, e sempre disse o quanto ele era lindo. Mas mesmo assim, se sentia inseguro.
E se Jungkook não gostasse de seu corpo? Imagina a frustração? Não queria aquilo.
Quebrou o beijo devagar, e acariciou o rosto do mais novo, o olhando de perto, admirado com a pele iluminada pela noite.
Jungkook percebeu no mesmo momento, o modo diferente de agir do outro, e ficou com medo de ter ido muito rápido.
Beijou os lábios doce de jimin uma última vez, e deixou um selar sobre sua testa, antes de se afastar.
Jimin olhou-o sem entender, mas não perguntou nada, apenas voltou a sentar e fitou os olhos do outro que ainda estava sobre si.
Sentiu-se agoniado, com o silêncio que se instalou ali, e tentou sorrir, procurando uma saída para aquilo.
Queria voltar, estava bom. Queria sentir as mãos do outro em si, o aperto, o cheiro, o calor.
Fitou jeon, e mesmo incerto, se aproximou devagar.
Jungkook observava-o, e sem que precisasse dizer nada, ajeitou-se no sofá, sentando com as pernas abertas, vendo Jimin se arrastar sobre o estofado, até parar sobre si, subindo devagar em seu colo.
O Park ajeitou as pernas ao redor do corpo do maior e sorriu o encarando. Jeon passou devagar os dedos pelas coxas fartas, e sem aviso, as apertou, puxando com brutalidade Jimin para mais perto, o encaixando em si, segurando sua cintura logo em seguida com apenas uma mão, e indo com sede até a boca carnuda, vermelha, que estava muito atrativa.
Ouviu o gemido baixo do menor, e sentiu as mãos pequenas e ligeiras, segurarem o tecido escuro de sua camisa.
Jeon não sabia mais o que pensar, só queria sentir.
Jimin, por sua vez, pensava muito, mas os pensamentos agora eram de certa forma impuros, sujos, excitantes e adultos.
A camisa de jungkook já estava com três botões abertos, então não foi difícil terminar de abrir o restante, e Jimin apenas se sentiu extremamente eufórico, quando viu o tecido escuro cair pelos ombros largos, deixando o tronco do seu amado totalmente despido.
Afastou vagarosamente apenas para observá-lo, e viu Jeon erguer seus dedos, até o primeiro botão de sua camisa social, fitando seus olhos intensamente, pedindo permissão para seguir em frente.
Jimin o observou quieto. Sentia debaixo de si, o volume gostoso do outro, e ele queria sentir mais daquilo. Muito mais.
Deu seu rotineiro eyes smile, matando Jeon de amor e o permitindo ir além.
Jungkook abriu o primeiro botão e olhou para Jimin. Estava quieto, e ainda sorria, o que significava que poderia continuar.
Abriu o segundo botão, e viu centímetros do abdômen liso de fora. Suspirou. Salivou. Depois do parto, Jimin nunca o deixava ver sua pele, e ali, vendo, tocando, Jeon estremeceu, se remexendo debaixo do menor, sem intenção, intensificando o encaixe.
Jimin novamente gemeu. Era delicioso. Tão pouco, e já estava assim, a todos os gemidos.
Viu Jeon abrir mais um botão, e assim outro, e mais outro.
Por fim, apenas dois botões faltaram, cobrindo apenas seus m*****s.
Jungkook parou. Ele não quis assustar Jimin, ou o deixar sem jeito.
Sabia que ele havia parado de amamentar a poucos dias, apenas algumas semanas, e mesmo que não produzisse mais leite, sentiu medo de invadir uma área que era, de certa forma, particular.
Jimin então deixou assim. Ele também sentia a mesma estranheza. Há poucos dias dava de mamar a seu filho, e agora deixaria Jeon olhar? Tocar? Não sabia se conseguiria, e se conseguisse, saberia que seria bem mais adiante de como estavam.
Então sentiu os dedos grandes novamente. Jungkook estava alisando sua pele, passeando por todo o abdômen, com um olhar afetuoso, carinhoso.
— Sua pele é linda, Jiminie. — disse rouco, fazendo todos os pelos do Park se eriçar, junto ao carinho bom.
Jimin sentiu o aperto, e levou os olhos para a própria calça.
Estava duro, não tão notável quando jungkook, mas de certa forma, estava. E já começava a doer, precisava ser tocado.
Então foi em um impulso, ainda sentindo as mãos de Jeon em seu abdômen, que ele juntou novamente as bocas, em um beijo afoito, ouvindo o som alto dos estalos, todas às vezes que se separavam, apenas para se encontrarem novamente.
Jimin desceu as mãos por todo o abdômen trincado do mais novo, e parou sobre a calça.
Os dedinhos curtos eram realmente ligeiros, pois em questão de segundos, abriu os botões e desceu o zíper.
Jungkook somente o apertou mais, quando sentiu ser apertado, ainda sobre a cueca. Estava muito duro e Jimin se divertia com aquilo, tocando, apertando.
Ah, Jeon sonhou tanto com aquilo.
Em um movimento rápido, mudou as posições, deitando jimin no estofado macio, enquanto já descia a própria calça pelas pernas torneadas.
Nada daquilo era novo para Jimin, praticamente todos os dias, via jeon de cueca, perambulando pelo quarto, mas ali, ofegante, com os cabelos bagunçados e a boca vermelha, parecia ser uma imagem nova a ser gravada em sua mente.
Jungkook sorriu quando, por fim, tirou-a e jogou longe, vendo Jimin ser rápido em abrir a própria calça social, descendo-a minimamente, louco para tirar também.
Aquilo era mesmo realidade? Ou seria só um sonho?
Jungkook se aproximou, e o beijou, trabalhando rápido com as mãos, retirando o restante da calça do menor, sentindo a pele quente das coxas grossas, roçar nas suas.
Eles não falavam uma só palavra naquele momento, mas se entendiam como nunca haviam se entendido antes.