A exposição [Parte dois]

2671 Palavras
— Senhor Park? — ouvi uma voz que eu conhecia muito bem, e olhei na direção, vendo a secretária particular de Kihyun, me cumprimentando. — Boa noite. — Boa noite, Chaeyoung. O que faz aqui? — Senhor Yoo me pediu para vir pessoalmente ver suas obras, já que ele está com o bebê... — ela sorriu. — enviei fotos de todos os quadros e ele gostou da maioria, então gostaríamos de dar uma oferta. — Kihyun, quer um quadro meu? — Sim, sempre tento comprar seus quadros para o senhor Yoo, ele parece amá-los. Até me contou que tem um muito especial e ele fez questão de pendurar no centro da sala. — Um quadro meu? Questão? Mas... qual quadro? — Lembra a Expo Korea? O senhor ainda estava grávido, ainda bem no começo... Ele me pediu para comprar alguns dos seus quadros, e eu comprei quatro dos que estavam expostos. Ele simplesmente amou o quadro da flor, intitulado "o nascimento", talvez seja por causa do bebê que tem juntos. — Espera, então foi Kihyun quem comprou o quadro do nascimento? — Sim.— ela sorriu contente. — Foi difícil de arrematar, eu me lembro bem... Mas eu o levei para o senhor Yoo. — Chaeyoung, aquele quadro foi arrematado por quase 50 mil dólares, foi o que me ajudou a voltar ao trabalho! Por que Hyun nunca me contou nada? — Eu não sei senhor... Mas presumo que os senhores estavam afastados naquele tempo, já que ele disse que não poderia ir pessoalmente à exposição, pois o senhor não iria gostar de vê-lo lá... — Eu mato o Kihyun... — neguei, totalmente surpreso. — Mas, me diga, ele quer outra obra minha? — ela assentiu em prontidão. — qual? Me diga e será um presente. — Oh não, senhor Park! — ele negou rápido com as mãos. — Senhor Yoo me deu ordens diretas para pagar todo o valor que elas valiam, ele está disposto a pagar muito. — Com licença. — um homem, aparentemente de meia-idade, sorriu junto a mais duas moças jovens e me cumprimentou. - Desculpe-me interromper, mas ficamos interessados no seu trabalho e gostaríamos de ter suas obras em nossa casa. — Na verdade, estamos buscando um presente para nossa mãe. — uma das moças explicou, fazendo a outra assentir. — Minha esposa adora quadros, é uma paixão única, e ela é a minha única paixão a anos, o seu trabalho exala esse sentimento, gostaria de cumprimentá-lo antes de arrebatar todos os seus quadros. — Todos?! — Não fui capaz de controlar minha surpresa. — Sim, são realmente bons demais para escolhermos apenas alguns — ele sorriu e me entregou um cheque. — Essa é nossa proposta inicial, já que notamos que os lances estão sendo constantes sobre o seu trabalho e realmente não queremos perdê-lo. Mas estou disposto a cobrir o valor, caso você o entenda como desrespeitoso, não queremos desvalorizar seu trabalho jamais. Olhei o valor ali e me assustei com a quantidade de zeros presentes. — C-Cinco milhões? — pisquei desacreditado. — De dólares. — a moça que até então estava quieta, explicou. — é suficiente, certo? Eu estava embasbacado com aquilo. Poderia mesmo as minhas telas valerem tanto? — O que diz? — a outra perguntou sorrindo. — Não é um tipo de brincadeira, certo? — perguntei olhando-a, ainda sem acreditar. — Oh, não, não, não! - O homem abanou a mão com agilidade. - Peço perdão se foi isso que deixamos transparecer. A oferta é pouca, sabemos. Diga-nos o seu real valor, pagarei cada centavo! — Senhor Park, me deixe mostrar minha oferta antes, por favor. — Chaeyoung pediu preocupada. — Senhor Yoo quer muito seus quadros também. — Um segundo. — pedi aos que estavam ali, e me afastei junto a ela, quando assentiram. Ainda podia perceber o olhar preocupado do homem, era como se realmente não quisesse perder aquele lance, mas ainda era inacreditável para mim. Parei em um canto afastado e sussurrei para Chaeyoung — Me diga, qual quadro ele mais gostou? Ela olhou rápido em seu celular e pude perceber que realmente havia enviado fotos de todos meus quadros para Hyun. — É tão difícil, senhor Park... — ela disse ainda concentrada. — Mas ele elogiou bastante este. Ela mostrou-me a tela e era uma tela diferente das demais. Era a primeira pintura em relevo que tive vontade de mostrar ao público. Era a imagem de um bosque ao entardecer. — Certo. Então será dele. Ela sorriu e assentiu. — Qual o valor? — Zero. Não vou cobrar dele. É o pai de Jiwan, seria incapaz. — Por favor, senhor Park... Senhor Yoo irá arrancar minha cabeça caso não pague bem... Ele disse para pagar o máximo oferecido. Você merece. — Certo... Então... dez mil? — eu não sabia bem quanto cobrar, aquele valor para mim já era bem mais do que imaginei. — Eu havia dito-lhe que lançaria cem mil iniciais, mas aquele homem deu duzentos apenas nesse, então cobri com quatrocentos. — 400 mil? — Perguntei assustado. Isso é loucura! — Sim, então fecharemos este valor, tudo bem? — Vocês são loucos? Ela deu de ombros sem saber o que me responder. — Mas se aquele homem cobrir, eu vou lançar ainda mais, não tenho limites e a ordem foi do senhor Yoo. — ela avisou. Olhei para o homem que logo sorriu para mim, ainda esperando por minhas respostas. — Ok, tudo bem. Acenei para a moça que havia ido me chamar, e a esperei se aproximar. Sabia que ela era responsável pelas vendas finalizadas, então eu deixaria claro que aquele já havia um dono. — Posso ajudar, senhor Park? — Sim. O quadro Orange já foi vendido para ela. 400 mil foi o valor, por favor, faça a venda, tudo bem? — Mas o senhor não quer saber qual a proposta seguinte a essa? — Não, ele irá para uma pessoa especial, então o valor não importa muito. — Ok. — ela sorriu e olhou para Chaeyoung. — Pode me acompanhar? — Muito obrigada, senhor Park. — Chaeyoung fez uma reverência inteiramente animada. Respirei fundo quando ambas se foram e ainda sem acreditar, e voltei para falar com o homem que ainda me esperava. — Então? — ele perguntou cheio de expectativas, sorrindo. — Negócio fechado? — A tela Forest Orange, não está mais disponível, aquela moça já havia a reservado e eu ainda não tinha sido informado. — dei a desculpa mais esfarrapada que poderia, porque dificilmente uma tela seria reservada sem que passasse antes pelo conhecimento do autor e assim, caberia a ele permitir ou deixar os lances continuarem sobre ela. Pedi aos céus para que o homem não ficasse chateado e desistisse de tudo. — Mas... Eu posso cobrir o lance. — Infelizmente o quadro realmente já está indisponível — lamentei, com ainda mais medo de perder toda a venda. — mas caso o senhor tenha interesse, pode ir ao meu ateliê a qualquer hora e levar sua esposa, tenho vários outros quadros, onde tenho certeza que irão gostar bastante. Ele sorriu, parecendo pensar um pouco e assentiu. — Ótimo, então levarei todos os outros que estão aqui, antes que possa perder a oportunidade. Mas meu secretário entrará em contato com o senhor, tudo bem? — Tudo ótimo, sobre o valor nós podemos conversar. — Pago o quanto quiser... Seis milhões cobre a oferta anterior? Desculpe-me o mau jeito, eu realmente não sou um bom apreciador de arte, apenas ouço o que minha esposa diz e se ela fala que arte e preço são coisas distintas, porém, similares, acredito que seu trabalho possa valer tanto quanto um cheque valioso. Só não quero que pense que estou ofertando o inferior, não desvalorizarei nenhuma obra. — Não há necessidade de desculpas... — sorri sem jeito. — Claro que há — ele sorriu. — Seus quadros demonstram sentimentos senhor Park, e eles serão meu presente de casamento para minha esposa, em comemoração aos nossos vinte e dois anos juntos. Minhas filhas. — ele apontou para as garotas — Vieram me ajudar a escolher o presente ideal e gostaram muito de todas as suas telas. Sorri e assenti, sentindo todo o meu corpo tremer. Era lindo ver o modo em como ele falava da esposa, exalava amor. Mas eu estava tremendo pelo valor que rodava minha mente. Não estava nada preparado para aquilo. O que eu faria com o dinheiro ainda não sabia, mas estava mais que feliz e satisfeito com o resultado da exposição, ainda mais em saber que seria um presente tão significativo. — Certo. Então será seu senhor...? — me senti m*l por não saber o nome do homem. Alguém com tanto dinheiro, com certeza é importante. No mínimo eu deveria saber o nome de todos ali, mas com toda a bagunça de horários com Jiwan, não obtive tanto sucesso nessa parte. — Choi. — ele ergueu a mão me cumprimentando. — Choi siwon! — Espero que sua esposa goste muito deles, senhor Siwon. E ficarei no aguardo da sua presença junto a dela em meu ateliê, tudo bem? — Ela irá amar, tenha certeza. E se prepare para conhecer alguém apaixonado por arte, ela adora falar sobre isso e se deixar, passam-se horas. Assenti sorrindo para o modo em como ele explicava e desviei a atenção apenas quando vi a moça voltar da sala junto a Chaeyoung, chamando-a novamente. — Todos os meus quadros, irão para o senhor Choi. Por favor, feche a venda dele em seis milhões. — eu ainda estava muito assustado, se ele oferecesse apenas cem mil por todos, eu já acharia que estava de bom tamanho. Era realmente difícil achar que minha arte valia tanto. — Isso mesmo! — ele sorriu confirmando, olhando-a. — Ok. — ela assentiu fazendo uma breve reverência. — Muito obrigado, senhor Choi. — o agradeci, oferecendo um breve aperto de mãos. - espero vê-lo em breve. — Verá, com certeza. Sorri e o fiz uma breve reverência em respeito antes de simplesmente ir. — Se me dão licença. Foi um prazer conhecê-los. — O prazer foi inteiramente nosso. Despedi-me e sai, o deixando com a moça responsável, e suspirando assustado e aliviado já quando estava longe o suficiente. — Que cara é essa, amor? — Jungkook perguntou assim que me sentei ao seu lado, ainda sem reação. — Eu acabei de vender todos os meus quadros... — o olhei piscando diversas vezes, tentando entender se era ou não um sonho. — Oh, mesmo? — ele sorriu. — Isso é ótimo, Jiminie! — Nós nem tivemos a chance de darmos um lance — Hobi comentou sorrindo. — Mas fico feliz que tenha vendido todos, Jimin. — Poxa, nós também não tivemos a chance de dar um lance. Eu queria um Park na minha sala. — Jinie falou com um bico e me olhou. — E por que está com essa cara assustada? Não pagaram bem o suficiente? — Foi, além disso. — sorri enfim piscando para a realidade — Jinie, você não tem noção do que aconteceu agora... — O que aconteceu? — Taehyung perguntou curioso. — O que aconteceu, amor? Foi r**m? Porque você se dedicou tanto... — Jungkook se lamentou mesmo sem saber o que realmente havia acontecido e não consegui segurar o riso, olhando para todos. — Gente... Vocês não estão entendendo direito. Eu entrei naquela sala como um mero pintor, e sai simplesmente milionário! Talvez como o artista mais bem pago por enquanto. — Milionário? — Jin perguntou assustado. — Mais bem pago? — Taehyung sorriu largo. Todos a mesa parecia me olhar do mesmo jeito: Surpresos. Enquanto eu assenti rápido. — Somente para nós, ok? Não quero chamar atenção dos repórteres. - os chamei com a mão para perto, para falar baixo, já que obras tão caras podiam chamar realmente atenção da mídia, além de perigo para o comprador e o artista. — Um tal de Choi Siwon comprou minhas telas por simplesmente 6 milhões! — Seis milhões de wons? Mas Chim- — Seis milhões de dólares, amor! — neguei para o modo em como os olhinhos de Jungkookie arregalaram. — Vocês conhecem esse homem? — Você realmente não sabe quem ele é? — Jinie perguntou se arrumando na cadeira. — ele é dono de grife nos Estados Unidos. — comentou ainda baixo. — Eu fiz uma matéria sobre a marca dele a alguns meses, a esposa é um luxo de mulher, adora arte. Vai ver ele quis presenteá-la. Assenti entendendo, mas desta vez, a parte "um luxo de mulher" rodava na minha mente. Eu tinha os convidado para meu ateliê. Meu vago e simples ateliê... — E eu soube que ele estava na Coreia somente para essa exposição. — Namjoon comentou me fazendo ficar boquiaberto. — Há boatos de que ele e a esposa estão fazendo aniversário de casamento então ele veio dos Estados Unidos para comprar algo local para ela, a constar que toda a família é coreana. — Então a esposa não está no país? — perguntei. — Não saberia informar, mas creio que não. Ela, com certeza, estaria aqui hoje. — Então isso quer dizer que os meus quadros irão para fora da Coreia, certo? — perguntei sentindo uma imensa alegria. — isso é tão inacreditável. Eu não poderia negar a ninguém, muito menos a mim mesmo que estava mais que feliz sabendo daquilo. Estava realizado! Era um sonho meu, desde jovem, desde quando pintava em casa, e vendia meus quadros pela internet, eu sonhava em ter meus quadros espalhados pelo mundo, e agora, além de tê-los por aí, mundo afora, ainda tinha conseguido um valor muito mais alto do que eu havia pensado. — você ganhará um devido reconhecimento depois disso, Jimin. — Hobi falou contente. — Eu o convidei para ir até o ateliê, mas eu não fazia ideia de quem ele fosse. — E ele aceitou? — Jinie perguntou, vendo-me assentir. — Ótimo, quando ele for, me avise. Eu quero montar um look especial para você. - Poderíamos convidá-lo para um jantar, amor. - Jungkook deu a ideia. - Seria muito bom para a sua carreira. Eu assenti, sem muita reação para nada daquilo. Estava absorto em tudo. Possivelmente virarei um artista mundialmente conhecido e isso é ainda mais insano. — Parece que estou sonhando. — comentei, verdadeiramente, a todos. — Mas é a realidade. Você merece o mundo, amor. E você terá. — Jungkook me beijou e sorri bobo. — Estou muito orgulhoso. — ele sussurrou perto o bastante para que eu sentisse meu corpo arrepiar. — Então, faremos um brinde. — Taehyung ergueu sua taça com suco de uva. — Ao brilhante, talentoso e agora mundialmente conhecido, Park Jimin! Todos ergueram as taças e brindaram, saudando-me em uníssono. — A Park Jimin. Senti outra corrente de energia subir por mim e suspirei, bebendo e sentindo meu coração acelerar. Jungkook se aproximou me dando um novo beijo, porém sobre a bochecha, e foi devagar até meu ouvido, suspirando baixo enquanto apertava moderadamente a minha coxa e sussurrou? — Será que podemos ir agora? Quero comemorar a sós com você... O olhei e sorri. Ele tinha um sorriso que dizia muita coisa de uma só vez, mas a que mais estava estampada era sua cara, era excitação. Os olhos carregavam luxúria, enquanto sua mão apertava ainda mais minha coxa, com o dedo mindinho roçando devagar sobre minha virilha. — Você quer mesmo ir? — perguntei baixinho, o encarando. — se formos, será quente... — mordi meu próprio lábio inferior. Ele passou a língua por entre os lábios e assentiu. Senti meu corpo tremer e a excitação chegar como um tiro à queima-roupa. Respirei fundo e assenti em concordância, apertando sua mão sobre minha coxa, e olhando-o de modo intenso. Aproximei-me de seu rosto, e selei delicadamente meus lábios aos dele, suspirando com um beijo gostoso e lento. Me afastei minimamente, apenas para olhar nos seus olhos escuros outra vez e respondi-o. — Então vamos, meu anjo. Continua...  
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