A exposição [Parte um]

4237 Palavras
Estava no meu closet, pleno, no total silêncio quando ouvi passos pesados e rápidos adentrarem o local, e um jungkook resmungão parar bem a minha frente. — Eu não consigo ajeitar essa gravata de jeito nenhum! Olhei jungkook totalmente chateado com a gravata na mão, enquanto estava todo arrumadinho, vestido num terno feito à medida, totalmente alinhado. — Amor. — sorri para ele e peguei a gravata de sua mão. — Você não sabe pôr uma gravata? — Eu sei, mas meus dedos são muito grandes... Eu não consigo colocar direito, sempre fica errado. — ele murmurou fazendo um bico fofo. O beijei brevemente, e coloquei a gravata, arrumando sobre a camisa social branca. — É fácil, kook. — me afastei e olhei brevemente, vendo como havia ficado. — apesar de que acho que fica melhor sem a gravata. — Você acha? Ele abriu um sorriso enorme, e juntou as mãos na frente do rosto, agradecendo ao universo. — Eu pedi que você dissesse isso! — ele arrancou a gravata no mesmo instante e jogou no canto. — Eu não gosto de usar isso... Fica atacando meu pescoço. — Você parece uma criança, jungkook! — Eu não gosto mesmo, fica me apertando todo... — U-hum... Como está Jiwan? — perguntei voltando a ajeitar minha própria gravata. — Dormindo. Acabei de dar mamadeira, e o Kihyun disse que vem para ficar com ele. Sua mãe disse que ficará de olho nos dois. — Então temos a noite livre? — o olhei através do espelho e sorri. Jungkook sorriu, e veio até mim, me abraçando por trás. — A noite todinha, só para nós. — Hm... Ótimo, então. — o dei um beijo já sentindo as mãos me apertarem, e me afastei, para terminar de me arrumar. — Já estou terminando, está bem? — Certo. — ele sentou no estofado que havia no centro do closet e buscou o celular. — Hoseok-Hyung disse que já está indo também. Taehyung irá com ele, mas Yoongi não poderá ir. — Ele disse o por quê? — perguntei enquanto terminava minha maquiagem. — Parece que estava um pouco indisposto... Não sei bem. — Isso é estranho... Eu não conheço muito bem o yoongi, mas sei que ele não é assim. Você acha que tem alguma coisa a ver com ele ainda estar chateado por não poder amamentar? — Eu sinceramente não sei mochi... Eu tentei conversar com ele, mas ele está meio fechado, não sei. Sempre diz que tudo está bem, mas parece não estar... É estranho. — Vamos fazer uma visita a ele algum dia desses, e levaremos jiwan também, ok? Eu não quero que nenhum fique assim, eles se tornaram meus amigos, e amigos se ajudam. — Você está certo... Terminei minha maquiagem, e coloquei um pouco de gloss nos lábios. Fazia tempo que não me arrumava assim, e a sensação era revigorante. — Como estou? — me virei para jungkook. Ele sorriu e me analisou bem, dos pés à cabeça, para depois erguer os polegares em confirmação. — Está lindo! Perfeito, amor. Terminei pondo um pouco de perfume e me olhei uma última vez no espelho. Meu corpo já havia desinchado totalmente, enfim voltando ao normal. Jungkook, atrás de mim, e me observava sem piscar. Eu via em seus olhos o quanto me desejava, e até o entendia um pouco, porque nos últimos dias eu o desejava muito também. Estávamos há apenas alguns dias, para que meu resguardo acabasse. Meu corpo já não produzia mais leite e tudo parecia voltar ao normal, se não fosse a minha carência extrema, que só queria ficar agarrado nele. Jiwan já havia parado de mamar a quase duas semanas, e depois de uns dias meu em crise, entendi que aquilo também era normal, então estava bem novamente. O levamos a pediatra, e ela nos passou o melhor leite em fórmula, para suprir todos os nutrientes, e assim o elefantinho permanecer gordinho, e acima de tudo saudável. — Vamos? — ele chamou, se aproximando mais uma vez. Assenti, e me virei para ele sorrindo, o abraçando devagar para selar nossos lábios, aquilo parecia esquentar tudo, sentia necessidade do toque dele. Um simples beijo, e já estávamos a todo suspiro, nos apertando e sentindo mais um do outro. Separei nossas bocas devagar, e sorri assim me separando de vez dele, para sairmos do closet. Hoje seria o dia de uma das exposições mais importantes da minha vida, e o ter ao meu lado era bastante importante. Minhas melhores obras já haviam sido levadas há alguns dias pelos organizadores, então, tudo que faltava era nossa presença lá. Dei só mais um beijo em Jungkook, sentindo a necessidade dele, e entrelacei nossos dedos, saindo enfim do closet, indo para a parte debaixo da casa. — Já estamos indo, ok? — Ok. — mamãe veio até nós sorrindo, e ajeitou minha gravata. — Me desculpe por não poder ir, Chimmy... — Tudo bem. Sua gripe não passou 100% e amanhã a senhora já vai embora... Precisa mesmo descansar. — falei e dei um beijo em sua testa. — Mas te desejo boa sorte, ok? Venda muitos quadros. — ela disse sorrindo. — Venderei todos. — garanti, e abracei-lhe fortemente, já sentindo saudade. — Até logo. — Até. Aproveitem bem, viu? — ela falou, quando nos afastamos. — Podem voltar somente amanhã, eu não ligo — Ela piscou um dos olhos me fazendo sorrir. Mamãe sabia bem o que estava dizendo, e o aperto que Kook deu sobre minha b***a quando saímos, me surpreendeu. — Jungkook! — falei me assustando, e sorri ao vê-lo se aproximar do meu rosto, para me beijar novamente. — Você está tão gostoso com essa roupa. Ele me deu um beijo sedento e apertou mais a mão no meu bumbum, me levando para frente, gemendo baixinho, juntando nossos corpos. Aquilo era tão bom. — Kook... Precisamos ir. — falei entre os beijos, suspirando ao sentir minhas costas baterem de leve na parede ao lado da porta. — Minha mãe pode nos ver... — Depois da exposição... Vamos até Gangnam? — Jungkookie... — Eu te quero tanto... — Ele mordeu meu lábio inferior e me apertou ainda mais contra a parede, gemendo baixo quando sua ereção bateu sobre a minha que foi impossível conter. Estávamos duros e sedentos a qualquer toque, e aquela aproximação junto aos beijos, só nos levava a ainda mais perto da mais pura loucura. — Kookie — gemi puxando os cabelos escuros, aproveitando o beijo que foi dado em meu pescoço. — Você quer também, não quer? — ele perguntou, e alisou minha ereção por cima da calça social. — Quero muito. — Então vamos a Gangnam depois, o que me diz? Eu quero te f***r todo, Jiminie — Hm... — Puxei ainda mais pelos cabelos e o beijei com todo o desejo que tinha em mim, mudando nossas posições e o empurrando contra a parede sem quebrar o toque. Jungkook riu baixo e apertou ainda mais minha b***a, se esfregando ainda mais a mim. Tive que ser forte o suficiente para não ceder ali mesmo a ele e me afastar o necessário para olhá-lo. — Nós vamos. — eu assenti, respirando com dificuldade, — mas agora precisamos ir ou chegaremos atrasados. Afastei-me por completo e ri, ao perceber o quão bagunçado e e******o ele já estava. Sorri e ajeitei minha roupa por fim. Ajudei-lhe a arrumar-se também e o puxei para caminhar de volta, indo em direção ao carro. [...] Quando chegamos ao local da exposição, jungkook e eu nos surpreendemos, com o tanto de paparazzi que havia na entrada. Descemos do carro com um sorriso elegante, e de mãos dadas, pousando para todos. Alguns perguntavam se estávamos juntos, ou até casados, mas resolvemos apenas sorrir, e tentar entrar logo, sem dizer muita coisa. Na real, eu odiava aquilo. Parar, tirar foto, dar entrevista, sorrir de um modo forçado... Odiava! Mas era para um bem maior. Aquela exposição era simplesmente a mais importante de toda minha vida, até ali, então faria o possível para ser visto positivamente, e com jungkook ao lado, sorrindo de um jeito que parecia muito feliz estando ali, comigo. — Isso é muito estranho. — ele disse baixinho no meu ouvido, ainda parado ao meu lado, desta vez segurando minha cintura, pousando para as fotos. Sorri e assenti, segurando em sua mão para entrarmos juntos. Quando enfim, entramos no salão, nos deparamos com um dos lugares mais finos, e de luxo, de toda Seul. O tapete vermelho se alongava até o início do salão, e foi assim que entramos que logo algumas pessoas vieram falar conosco. Milhares de quadros de pintores renomados estavam expostos, tudo muito arrumado e bonito. Fiquei hipnotizado com as pinturas, era uma mais bonita que a outra, porém eu não entendia bem o porquê, mas os meus eram os mais comentados ali. Sorri para Jungkook e avistei Hoseok e Taehyung juntos, logo à frente em uma mesa reservada, vestidos em um terno maravilhosamente fino, alinhado e de grife. Pedi licença a um dos senhores que conversava comigo, elogiando meus quadros e Jungkook fez o mesmo, juntando-se a mim para ir até nossos amigos. — Jiminie! — Taehyung abriu um sorriso maravilhosamente lindo, e ficou de pé para me abraçar. — Oi Tae. — eu lhe cumprimentei e olhei sua roupa bem alinhada e seu rosto perfeitamente maquiado. — Você está lindo. — Obrigado, você também. — ele disse sorrindo em retorno e tocou meu rosto — Sua pele está maravilhosa! — Digo o mesmo. — sorri e olhei para Hoseok que logo parou ao lado — Boa noite, Hobie. — Boa noite a vocês — Hoseok sorriu intercalando de mim a Jungkook. — Reservei seus lugares junto aos nossos, espero que não se importe. — Como vocês estão? — perguntei seguindo-os e ri ao ouvir o suspirar mutuo que liberaram ao sentarem. — Cansados? — Tae respondeu, sorrindo e olhando para Hoseok. — Os bebês estão cada vez mais ativos. — Imagino... Temos apenas um, e estamos esgotados, quem dirá vocês com três. — Jungkook falou, juntando a mão sobre a minha. — Pois é, e parece que Yoongi é quem mais sofre entre nós três... As meninas são muito apegadas a ele, jongin é o mais calmo. — Hoseok explicou, enquanto Taehyung assentiu. — E, por falar nele, por que não veio? — Ele contou que estava um pouco indisposto. — Hobi falou, mas vi no olhar de Taehyung, que não era apenas isso. — Espero que fique bem. Estive falando com Jungkook para marcarmos uma visita a vocês e aos bebês... Vocês já foram lá em casa, precisamos retribuir a excelente tarde que tivemos. — Eu iria adorar, Jiminie — Tae disse sorrindo. — Até mesmo comentei com Hobi e Yoon que ia convidar vocês para o nosso almoço no domingo, meu pai também estará lá. — Oh, mesmo? O doutor Kim se tornou um grande amigo para mim. — Então ótimo. Vão no domingo para nosso almoço. — Hoseok falou sorrindo. A conversa sobre filhos, casa, família e coisas do gênero se sucedeu com facilidade. Porém, por incrível que parece, Jungkook conhecia algumas das pessoas importantes que estavam também na exposição e não evitei apreciá-lo de longe enquanto conversava de modo familiarizado com pessoas mais velhas. Eu poderia dizer apenas que o olhar que lhe lançava, era de pura apreciação. Mas, além disso, eu o olhava com desejo, e não conseguia reprimir as sensações em que apenas lhe olhar me causava. Os cabelos estavam devidamente cortados, e balançavam de um jeito que até me tirou meu ar. O terno muito bem alinhado e acentuado combinava muito bem, o deixando completamente perfeito e maduro, e tinha o modo em como ele sorria e gesticulava, sempre tão educado e completamente diferente da imagem que eu tinha no dia-a-dia. Ele exalava uma postura madura e voluptuosa, me deixando aos suspiros. — Você está lindo — falei baixo e sorrindo, vendo-o voltar a sentar ao meu lado. - Posso dizer o mesmo para você outra vez? — ele sorriu e deixou um beijo sobre meus lábios. — Me sinto m*l por ser o único a não usar uma gravata... — ele parecia realmente se lamentar. — Isso é besteira. — Foi Taehyung quem abanou as mãos. — eu mesmo odeio usar isso. — apontou para a que usava. — Mas a sua é muito bonita, Hyung. — Bonita é, mas me incomoda feito o cão. Sorri e voltei a segurar a mão de Jungkook. Logo a conversa retornou e outra vez o foco foi apenas bebês. Era incrível como Jungkook, um homem de apenas vinte anos, demonstrava ter tanto interesse e afeto ao falar nas crianças, e isso o deixava ainda mais apaixonante, porque desde o começo ele poderia ter caído fora e sequer ter se envolvido comigo grávido. Mas ele insistiu e quis ficar, e agora parece amar o título de pai que conquistou, e conversar sobre isso da forma mais sutil e natural do mundo, era algo que lhe deixava animado. Continuamos conversando até que a exposição teve seu devido início, com as apresentações das obras e dos artistas. Jinie e Namjoon chegaram logo em seguida, um pouco atrasados, e também se juntaram à nossa mesa. Sorri ao ver meu amigo e dei—lhe um abraço apertado, morrendo de saudade e acariciando a barriguinha que ainda era lisa, sem nenhuma protuberância aparente. Namjoon foi chamado no palco que havia ali, para falar um pouco sobre arte já que era um dos mais importantes e influentes para falar sobre aquilo, e logo um a um dos artistas iriam ser chamados para falar um pouco sobre seus trabalhos e inspirações. Jungkook tentou me acalmar, mas eu sempre ficava nervoso quando tinha que falar em público. Após mais algumas palavras de Namjoon, lá estava eu, subindo ao palco e sendo o primeiro artista a falar sobre as obras expostas. — Boa noite a todos. — me ajeitei no palco, segurando o microfone, e olhei para todos me sentindo nervoso. Toda aquela atenção me dava calafrios, mas não n**o que era até bom, porque aquilo era reconhecimento, reconhecimento do meu talento e esforço. — Bem, primeiramente, gostaria muito de agradecer a oportunidade única, que é expor meu trabalho aqui, hoje, junto a tantos artistas que para mim, são as maiores inspirações. Finalizei e olhei para o rapaz que estava ao canto. Era um reporte bastante conhecido, e que me faria algumas perguntas. — Boa noite senhor Park, seja muito bem-vindo a nossa exposição anual. Fiz uma breve reverência em agradecimento e o esperei continuar. — Caso não se importe, temos algumas perguntas para o senhor. — Fique à vontade. — sorri e aguardei as perguntas. — Muito obrigado... Bom, muitos gostariam primeiramente, de parabenizar o senhor pelo nascimento do seu primogênito, e dizer que estamos verdadeiramente felizes pelo senhor e seu bebê. — Agradeço. — Então, nos diga, gostaríamos de saber se a paternidade te deu algum tipo incentivo para pintar seus quadros, que hoje estão expostos? — Ah, não tenha dúvida. — sorri e vi todo o salão sorrir. Jungkook estava logo à frente com Jin, Taehyung e Hoseok. Namjoon estava perto do palco, logo ao lado, instruindo seu fotógrafo para tirar boas fotos. — Não somente estes que vocês vêm aqui, mas sim vários. Quando engravidei de jiwan, não n**o que a ideia de ter um pequeno ser humano dentro de mim, era assustadora, porque sim, era e muito. — sorri. — Mas a gravidez de alguma forma, me deu um pontapé inicial e inspirador, para várias ideias que foram postas em telas. Os quadros que hoje estão expostos, significam o amor, o amor genuíno de um pai e filho, do vínculo, o amor de uma família, e de um lar. Digamos que Park Yoo Jiwan, foi sim, a principal inspiração para todos eles. — Isso foi bastante emocionante... — o rapaz sorriu e fez uma pausa, e olhou rapidamente para o papel. — Você explicou que seus quadros são sobre amor, o amor de pai e filho, mas o que todos querem saber é se há alguma outra forma de amor, inspirado ali. Sorri junto a todos com a pergunta do repórter. Era óbvio que a mídia louca por um furo perguntaria aquilo, pois afinal, há um ano eu estava noivo de kihyun, e tinha um bebê com ele, mas hoje, estava ali com jungkook, sendo fotografado junto, deixando claro que estávamos juntos, o que nunca havíamos falamos em público. — Podemos dizer que sim? — sorri e olhei jungkook sentadinho à mesa, sorrindo para mim. — Nesse último ano, muita coisa aconteceu. Além da gravidez. O amor de amigos, de parentes, e de pessoas que estão sempre ao meu lado me apoiando, também foi muito importante, e inspirador, então digamos que há muito amor naquelas telas, um amor que me fez bem, e que tive a chance de expressar com muita tinta. — Acho que entendemos, não é? — ele disse e olhou para as pessoas no salão. — senhor Park é cercado de amor, e só temos a agradecer, pois, suas obras são as mais comentadas aqui. Dizem serem de longe, as mais bonitas e que mais demonstram sentimentos através dos traços e desenhos. — É uma honra imensa ouvir isso. Como falei antes, estar aqui rodeados de pessoas na qual eu mesmo me inspirei, por anos é realizador. Agradeço muito. Após mais algumas perguntas, encerrei a pequena "entrevista" e pousei para algumas fotos com os organizadores, ainda no palco. Em seguida, outro artista subiu ao palco, enquanto eu voltava para perto dos meus amigos. — Você foi simplesmente perfeito, amor! Foi incrível — Jungkook comentou, e não consegui me controlar e tive que dar um selinho, de tão feliz que estava — Mochi, tem fotógrafos aqui... — Eu não me importo kook. Você é meu namorado, todos já sabem. — dei de ombros. Ele sorriu mostrando os dedinhos fofos novamente, e me deu mais um selinho, me parabenizando mais uma vez. — Eu fico muito boiola vendo vocês. — Jin disse arrancando risadas dos outros dois à mesa. — E fico imensamente feliz em ter ajudado nisso. — Pois é. Quem diria não é, Seokjin? — ironizei o fazendo rir. — Eu estou amando o garoto da cafeteria... Mas agradeço, sem a sua ajuda, e sem aquela torta de melancia com chocolate. — olhei para Jungkook, acariciando seu rosto. — eu não estaria hoje, com o meu amor. — Estou bobo de amor. — Tae disse rindo, pondo a mão sobre o peito. — Pronto. Acho que agora, terei fotos boas para a revista. — Nam disse sentando a mesa, se juntando a nós. — esse fotógrafo é muito bom, mas é novato. — Tirou boas fotos minhas? — perguntei bebendo um pouco do champanhe que nos foi oferecido — quero ser capa! — Chim, isso tem álcool. — Tae disse preocupado, apontando para a taça em minhas mãos. — Pode ir para o leite, e fazer m*l ao bebê. — Ah — sorri e depositei a taça sobre a mesa, para explicá-lo melhor. — Jiwan não está mais mamando, Tae. O elefantinho estava me esgotando, indo além do que eu conseguia oferecer, então para não me machucar muito e não deixá-lo com vontade, apenas fórmula está sendo dada agora. — E você não fica m*l? Desculpa a indelicadeza e intromissão, é que você sabe, o Yoon ainda não está bem em não poder mais amamentar jongin... Vi no rosto dele o quão triste ele estava por aquilo, e senti uma pontada no meu coração, porque sim, eu fiquei bastante triste, mas após ver que meu bebê, estava feliz e saudável, tudo voltou ao normal com os dias. — Eu super entendo ele, tae. É realmente r**m no começo sabe... Porque pensamos se aquilo vai mesmo sustentar o bebê que, até os seis meses, precisa tanto do nosso leite. Mas eu vejo meu elefantinho feliz, saudável, e cada vez mais gordinho, e somente isso, já me faz esquecer tudo... Com os dias, tudo vai melhorando. — sorri e tomei mais um gole do champanhe, vendo jungkook tomar um pouco do suco que lhe foi oferecido, já que estava dirigindo. — Ah, Yoongi precisa ouvir isso... Eu não gosto de ver meu amorzinho triste, sabe? É de partir o coração... — O Yoon ficará bem amor, ele tem a nós dois e os bebês... Eu não sei exatamente como é amamentar um bebê. — Hobi sorriu. — Mas sei que o sorrisão banguela do jongin e até das gêmeas, são o suficiente para deixar tudo bem, e fazer isso passar amor. Nós iremos nos apoiar como sempre, e conseguiremos juntos. Sorri para Hoseok, e assenti. Realmente seria bastante difícil, mas com calma, e com sorrisos banguelas, e apoio um do outro, tudo passaria. Ouvimos um fungar alto e quando olhamos para Jin, ele já estava enxugando as lágrimas. — Jin? — Namjoon se preocupou com o marido, retirando do bolso um lenço. — Ah, me desculpem... — ele pediu enxugando as lágrimas com o lenço. — São os hormônios... Isso foi muito bonito de ouvir, e acabei não me controlando. — Hormônios? — Tae perguntou sem entender. — Gravidez. Jin está grávido de gêmeos. — sério? — Taehyung perguntou sorrindo e jin assentiu fungando. — Estamos grávidos de quase dois meses. — Namjoon comentou totalmente feliz ao lado. — Oh, parabéns! — Tae sorriu e estendeu às duas mãos, segurando as mãos do jin. — Gravidez é a coisa mais linda que sentirá meu amigo. Fico imensamente feliz por vocês dois. — Parabéns. — Hoseok apertou a mão de Namjoon. — Vocês serão ainda mais felizes, irão ver como é bom acordar e ver sorrisinhos banguelas todos os dias. — Ah, eu vou chorar mais. — Jin disse derramando mais algumas lágrimas, nos fazendo rir. — Eu sei que seremos muito felizes, mas ontem eu fui olhar os preços dos móveis para o quartinho, e meu deus! Eu quase desmaiei... E para dois, é tudo o dobro mais caro. — Ah, é mesmo. — Tae sorriu. — Lembro-me do Hobi pedindo desconto nos três berços... E veja que é dono de uma multinacional, viu! Sorri negando, e vi Hoseok corar. — Mas era realmente caro... Não entendo o porquê de um negócio tão pequeno ser tão caro. — E as fraldas? — Namjoon disse totalmente indignado. — Eu fui pesquisar, e quis chorar! — Tem uma loja, Hyung, que eu comprei as do jiwan e tive desconto. Namjoon, Hoseok e Jin, o olharam cheios de espanto, pareciam ter ouvido a coisa mais surpreendente que uma pessoa que tem bebês poderia ouvir. — Desconto? — Hoseok perguntou e Jungkook assentiu sorrindo. — Meu deus, Jungkook. Passe-me já o endereço dessa loja! — Namjoon falou um pouco mais alto. — Só as fraldas têm descontos? — Jin perguntou totalmente interessado. — Não, tem várias coisinhas de bebê também. Os quatro entraram em uma conversa bastante interesse sobre desconto, enquanto eu e Tae somente riamos daquilo. — Acho que esqueceram que estamos em uma exposição... — comentei com ele. — Parece um almoço de domingo. — Tae disse rindo. — aliás, todos estão convidados para o almoço de domingo, certo? — ele falou chamando atenção de todos. — Lá em casa. — Oh, mesmo? — jin sorriu animado. — Sim, queremos que todos vocês vão — hoseok sorriu. — E será até melhor para conversarmos melhor sobre isso. — Hobi fala como se estivesse falando de negócios, mas são apenas fraldas e descontos. — sorri olhando para ele. — Ah, Jiminie, isso é muito importante! Você melhor do que ninguém sabe como são caras essas coisas... Desconto é a palavra mais linda que podemos ouvir. — Oh se sei. — sorri, mas Jungkook ergueu o dedinho negando. — Sabe nada! Ele é rico hyung. — Jungkook disse a Hoseok rindo. — Jimin é um burguesinho safado... Ele nem olha o preço do leite! — Jungkook! — gargalhei junto a todos, com certeza chamando atenção para nossa mesa. — O leite não é caro amor, e não venha falando de mim, fui eu que comprei uma cobertura em Gangnam, sem pensar? — Eu tenho uma lá também. — Tae comentou. — Nós usávamos muito, mas era antes dos bebês... Hoje está sem uso também. — Nós também temos uma lá. — Jin disse se referindo a ele e namjoon. — mas ainda usamos... — Ou seja, todos são burgueses safados, então né? — Eu não, eu vejo o valor da fralda antes de comprar! — Hobi comentou sorrindo. — É, mas em compensação compra um relógio de duzentos mil dólares, né? — Tae disse rindo. Hoseok sorriu dando um beijo no marido, e senti a mão de Jungkook apertar a minha, juntando nossos dedos. A conversa estava tão gostosa, todos pareciam tão à vontade, que quase esqueci onde estávamos. — Com licença. Senhor Park? Olhei para o lado, procurando quem me chamava e vi uma moça pequena, bem vestida, segurando um ipad, enquanto sorria. — O senhor pode me acompanhar? Há alguns compradores interessados em suas obras... E querem dar alguns lances. — Oh, claro. — me ergui e olhei para todos. — Com licença. Jungkook sorriu assim como os outros, e saí, seguindo a moça até uma área reservada.
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