Três semanas. Enfim, tudo estava mais tranquilo. Meu corpo estava quase que totalmente recuperado, e já conseguia me locomover 100% por todo o lugar, até as escadas.
Jiwan estava cada dia mais esperto. Brincava deitadinho com kook em seu tapete cheio de bichinhos, olhando atento os brinquedos que rodavam acima de si, enquanto Jungkook morria de rir com as caretas fofas que ele fazia.
— Amor, está na hora da mamadeira? — ele me perguntou.
Olhei no relógio e assenti. Agora estávamos dando somente fórmula. A última semana foi tão difícil que até chorei... Chorei porque era tão r**m ver meu bebê chorar de fome e não poder mais o alimentar de maneira natural sem sentir muita dor... Senti que isso abalou um pouco jungkook, porque ele nunca havia me visto chorar, e naquela noite, foi nos braços dele que me encolhi, soluçando e me praguejando por não poder ser o pai que meu filho merece.
Eu estava sendo hipócrita, sim. Eu mesmo falei a Yoongi, que estava tudo bem o bebê dele não mamar, mas agora, sentindo na pele, sabia como era difícil.
Era como se sentir inútil, sabe? Como se seu único papel, com aquele bebezinho fosse o alimentar e você ao menos conseguia isso.
Tudo realmente estava bem, mas eu não me sentia bem. Sabia que aquilo era apenas uma fase, mas era muito difícil.
— Eu vou preparar. — Avisei e fui até a cozinha, vendo que mamãe já preparava o almoço.
— O almoço está quase pronto.
— mamãe, você precisa descansar um pouco. Eu já posso cozinhar...
— Eu sei que pode, Chimmy, mas eu faço porque gosto.
Assenti e busquei o leite de jiwan no armário de cima e a mamadeira, no esterilizador.
Enquanto preparava a mamadeira, ouvia a voz calma de minha mãe, cantarolando alguma música de sua época, enquanto o som alto da risada de Jungkook, misturado aos barulhinhos de jiwan, preenchia toda a casa.
Era como o barulho da felicidade.
— Jiwan tem uma risada tão gostosa... E o kook é todo bobo. — ela comentou e sorriu olhando para os dois. — Meu genro é um garoto doido, mas é um amor.
— Ele é. Jungkook é novo, mas é muito responsável, e é um excelente pai.
— E ele se dá tão bem com kihyun, não é? É raro ver um homem assim hoje em dia. Seu pai era muito ciumento, nunca ficaria amigo do meu ex.
— Jungkook confia em mim. Ele sabe que o que Hyun e eu temos, é o bebê, coisa que pertence a ele também. É uma relação doida, mas que dá certo.
— Amor, ele fez cocô. — Jungkook berrou da sala, e sorri ao ver a careta dele. — Vish, ta podre.
— Jungkook! — Mamãe o repreendeu. — De quem é a vez?
— É dele. — Avisei-lhe. — Eu troquei a última, essa é sua kook.
— Ai meu deus... — ele lamentou e se ergueu do chão, buscando o bebê. — eu vou dar um banho nele, é melhor.
— Olhe a temperatura da água, viu? Não deixe muito quente, pode machucar a pele sensível.
— Eu sei amor. — ele sorriu e subiu as escadas com o bebê afastado de si, tentando se esquivar do odor que ele exalava.
— Viu? Um verdadeiro pai. — falei, deixando a mamadeira esfriar. — a senhora vai à exposição?
— Claro que vou. Mas no dia seguinte já volto para busan.
— Ah... Eu já quero chorar. — a abracei por trás e deixei um beijo sobre os cabelos lisos. — Por favor, fica mais um pouco...
— Sem choro, chimmy. Sabe que preciso voltar para tomar conta do hotel.
— Mãe, a July toma... Eu quero ficar assim, mas pertinho de você.
— Eu volto meu anjinho. — ela sorriu para mim. — E você e o kook podem ir me visitar com o bebê. A família dele também não é de lá?
— U-hum, ficamos de ir lá também.
— Ótimo, quando forem fiquem lá no hotel. Irei reservar a suíte principal.
— Você é a melhor mãe do mundo.
— MOCHI! — ouvi o grito de jungkook e sorri.
— Até que demorou, não foi?
— Ele deve estar confuso novamente, com as meias e luvas. — ela falou.
— AS MEIAS ESTÃO NA GAVETA DE CIMA OU ISSO SÃO LUVAS?
— viu? Eu disse. — mamãe sorriu. Peguei a mamadeira já fria, correndo para salvar meu amor da sua confusão.
[...]
— Olha só, que bebê mais lindo.
— Obrigado. — Jungkook respondeu e tive que revirar os olhos.
— É com o bebê, kook.
— Nossa... — ele fingiu indignação e ergueu o bebê. — Acertei a luva, ou isso é uma meia?
— Acertou. — o dei um beijo na bochecha e peguei o bebê. — Pode ir descansar. Eu dou a mamadeira.
Jungkook assentiu e me deu um beijo antes de sair.
— Agora sou só eu e você, gorducho.
Jiwan me olhou e sorriu. A como eu amava aquele sorriso. Iluminava—me tanto, que fazia qualquer tristeza sumir, me trazendo paz e vida, fazendo esquecer os meus pensamentos fúteis em relação à paternidade.
Sentei na cadeira e o apoiei sobre o braço, dando a mamadeira logo em seguida.
— Você está uma bolinha, sabia? Mas é uma bolinha linda.
O observei, e a boquinha mamava bem ligeira. Era a coisa mais fofa. Os olhinhos estreitos e pretos me observando, atento, como se gravasse cada centímetro do meu rosto.
— Você é lindo. O elefantinho mais lindo do mundo.
Jiwan soltou rápido a mamadeira, e fez seus barulhinhos, como se conversasse comigo, me olhando atento, e sorrindo no final, buscando a mamadeira novamente.
— Você está conversando com o papai? Eu tenho um elefantinho falante, é isso? Você gosta de conversar comigo?
Imagine a cena. Eu, falando com Jiwan, com a maior voz fina, todo abobalhado, e foi uma risada alta dele, que me fez se atentar.
— Não pode sorrir e comer ao mesmo tempo, neném. Pode engasgar!
O ergui mais, e dei um beijinho na bochecha gordinha, me perdendo no cheirinho gostoso.
— O papai kook, te deixou bem cheirosinho, não foi?
— foi. — Jungkook entrou no quarto, vestido numa bermuda preta e uma camisa simples também preta, enquanto enxugava os cabelos com uma toalha. — Quer que eu fique? Eu já tomei banho.
— Não, vai almoçar, já, já eu desço.
— À noite, eu vou preparar um banho de banheira bem gostoso para você, está bem?
— Você está me mimando muito kook, sabe que vou ficar m*l-acostumado.
— Eu mimo mesmo, você é meu amorzinho, tenho que cuidar.
— Quem te vê assim, nem pensa que é o mais novo da relação.
— Isso é irrelevante, amor. Eu gosto de cuidar e mimar você me sinto bem por cuidar do que amo.
— U-hum. — sorri e olhei o bebê. — Vai almoçar, vai.
— Tudo bem. — ele veio até a mim e me deu mais um beijinho na testa, e se foi.
Eu gostava tanto daquilo. O modo em como estávamos indo, era gostoso, calmo.
Jungkook sempre me mimava, cuidava e dava beijinhos aleatórios, me fazendo sorrir todo bobo, e suspirar contente; era a melhor parte de tê-lo pertinho de mim, durante o dia todo.
Ele era paciente, amoroso e manhoso, porque cá entre nós, um jungkook manhoso é a coisinha mais gostosinha do mundo, e eu me sentia bem cuidando dele também.
Botei jiwan para arrotar e ainda me perdi um pouco com ele, brincando e conversando, até decidir descer para almoçar também, pois minha barriga não parava de roncar.
[...]
— Esse molho está incrível! — Eu disse de boca cheia, olhando para minha mãe que sorria.
— Está mesmo. — Jungkook concordou comendo mais um pedaço da carne. — Divino!
— Ah, o que é isso meninos... — ela sorriu toda envergonhada. — É uma das receitas mais pedidas do hotel.
— Uh, me conte mais sobre lá. — Jungkook falou. — Chim, já me contou um pouco... Mas eu sempre quis saber mais de lá.
— Ah, é só um hotel que foi passado de gerações... Sabe, é um dos orgulhos dos Park's... Mas é só um hotel, simples...
— O Park's hotel, não é só um hotel, minha sogra. Quando eu era criança, aquela piscina era o meu sonho de consumo, eu queria até morar lá.
— Na piscina? — perguntei, olhando jungkook sem entender.
— No hotel, Jimin. Meu Deus!
— Ata. — Concordei e voltei a comer.
— Já disse ao chimmy, quando forem a busan, fiquem lá. A suíte principal é de vocês.
— Ah meu deus, eu vou realizar meu sonho de nadar naquela piscina?
— Kook-ah tem uma casa em Busan.
— Oh, mesmo?
— U-hum. Mas eu fico no seu hotel, não tem problema. — ele sorriu para ela. — aquele lugar é simplesmente perfeito.
— Então ótimo! Vocês são os meus convidados de ouro. Quero mostrar a todos o meu netinho gorducho.
Sorri para mamãe com a bochecha cheia de carne, e ouvi o 'click' do celular do jungkook.
— Você não perde essa mania, não é?
— Jamais. Tenho uma pasta só com fotos suas.
— Vou lhe processar.
Ele sorriu e deixou o aparelho sobre a mesa.
Meu celular tocou na sala, e tive que pedir licença para atender, já que estava constantemente recebendo pedidos de clientes.
— É o Nam... — falei para Jungkook e atendi.
— Oi, Nam.
— Jimin, meu deus! Me ajuda.
Travei no mesmo instante, ele estava chorando?
— Namjoon o que foi? Por que está chorando?
Jungkook ficou de pé no mesmo instante e veio até mim, atento.
— O Jin... Ele desmaiou... Eu não sei, ele estava reclamando de tontura, mas disse que não era grave... Ele disse que estava bem.
— Namjoon, calma. Onde vocês estão?
— Estou dirigindo para o hospital, ele está desacordado e eu não sei o que fazer.
— Calma, para qual hospital você está indo?
— O mesmo que você teve bebê, ele é o melhor de Seul, eles vão saber o que fazer, não vai?
— Vão sim. Olha, presta atenção! Desliga o celular e presta atenção no trânsito. Eu estou indo agora mesmo para o hospital, e te encontro lá, tudo bem?
— Está tudo bem. — Fungou alto, e meu coração faltou parar. — Eu vou te esperar, Chim.
— Tudo bem, estamos indo. Tchau.
Encerrei a chamada, e no mesmo instante corri até o mancebo ao lado da porta, e peguei meu casaco.
— O que aconteceu? — Jungkook me perguntou preocupado, já vestindo seu casaco também.
— O Jin, passou m*l, desmaiou e está indo para o hospital.
Ele concordou rápido, e pegou as chaves do carro e sua carteira.
— A senhora pode ficar com Jiwan?
— Claro, claro! Por favor, não corram na estrada e me mandem qualquer novidade, ok?
Assenti e guardei meu celular, praticamente correndo junto à Jungkook para o carro.
— Será que foi grave? — ele perguntou aflito, destravando o carro.
— Eu não sei... Ele está grávido amor. Um desmaio pode ser algo grave...
— Ele vai ficar bem amor, agora põe o cinto.
Assenti e coloquei, Jungkook respirou fundo, antes de pôr o pé no acelerador e correr, como um louco.
[...]
O percurso que era feito em quarenta minutos, foi feito em vinte. Jungkook é um louco, mas na situação eu nem podia brigar com ele, então só pensei em sair logo do carro e correr até a emergência, encontrando Namjoon, totalmente descontrolado, atrás de notícias do noivo.
— Eu quero saber do meu noivo agora! — ele gritava com a moça da recepção.
— Senhor, por favor, se acalme.
— Nam! — chamei e o vi me olhar rápido.
Os olhos estavam vermelhos, e o rosto manchado. Devia ter chorado muito. A pele branca estava avermelhada, e os cabelos completamente bagunçados.
— Irmão! — Jungkook o chamou e abraçou forte, o amparando. — Está tudo bem, calma.
— Onde ele está? O Jin, onde ele está?
— O levaram... Não me deixam entrar, chim eu nem sei o que está acontecendo...
— Ei, se acalme. Está tudo bem. — Kook o pediu, caminhando até as cadeiras de espera.
— Eu não sei por que aconteceu isso... Ele simplesmente caiu, bateu a cabeça e apagou.
— Ele caiu?
— Sim, eu ouvi o barulho e quando cheguei ao quarto, ele já estava caído no chão. Chim, será que ele está com alguma doença e me escondeu isso?
Olhei para namjoon e suspirei. Ele provavelmente ainda não sabia da gravidez. Jin já estava com o resultado há duas semanas, mas sequer o falou, e aquilo me chateou um pouco.
Jungkook ao lado, pareceu nervoso. Eu o entendo, o melhor amigo estava sofrendo, e se quer sabia que seria pai, e o pior, que poderia perder isso agora.
Tentei afastar os pensamentos ruins, e amparei namjoon. Minha língua tremia para contá-lo toda a verdade, mas sabia bem que tudo poderia piorar, além do mais, Jin estava planejando contar aquilo de uma forma marcante e especial, e eu não podia simplesmente estragar isso.
— Ele não tem doença alguma, hyung. Se acalme, seu noivo está bem.
— Não está, Jungkook... Será que ele não está se alimentando bem? Eu fico tanto tempo preso no trabalho, que não dou a atenção que ele precisa... Isso é culpa minha, eu sou um irresponsável.
— Não, claro que não. Hyung pare de falar besteira. — Jungkook já estava se irritando, ele odiava ver alguém se autodepreciar, e sabendo o real motivo do desmaio de Jin, isso deveria o perturbar ainda mais.
— O Jin te contou algo? Ele disse se estava se sentindo m*l? Ele estava estranho esses dias, mas sempre dizia que estava bem... — ele perguntou me olhando.
— Namjoon...
Como eu iria sair dessa? Os olhos vermelhos me olhavam tão fixos, que chegava a me dar pena.
Ele suplicava sem palavras, para que eu, como melhor amigo de Jin, o contasse ou mostrasse o que realmente estava errado.
— Ele contou, não contou? O que foi? Ele está doente?
— O quê? Não... Claro que não.
— Jimin, por favor, me diga... Aquele homem é o amor da minha vida. Você não imagina como está meu coração agora, sem saber nada dele... Eu te imploro, me diz! Eu não quero perder meu noivo.
— Você não vai perder ninguém, Namjoon.
— Então o que foi?
— Hyung, conta... — Kook me pediu, enquanto amparava o amigo.
— Contar o quê? — Namjoon olhou para ele e para mim novamente.
— Kook... — neguei. Eu não queria que Jin ficasse com raiva de mim, mas o que eu faria?
— Por favor, mochi... Namjoon-hyung precisa saber.
— Ele está realmente doente, não é? Por que o Jin não me contou? Jimin, por deus me conte! — namjoon me implorava, as lágrimas voltaram com força. O rosto já estava encharcado novamente, e os soluços bem altos.
— Tudo bem... — engoli em seco e respirei fundo. — O Jinie está-
— Kim Namjoon? — uma médica chamou alto, e logo namjoon correu até ela.
— Sou eu! Sou eu!
— Me acompanhe, por favor. — ela sorriu para ele e deu as costas.
Tratei de segui-lo, e ainda puxei jungkook junto. Não existiria ninguém ali que me expulsasse ou impedisse de ver meu melhor amigo.
— Como meu noivo está? É grave?
— Oh, não. — ela sorriu. — A pancada na cabeça foi um pouco forte, mas nada grave aconteceu...
— Sabe o por quê dele ter desmaiado? Fizeram algum exame? É alguma fraqueza ou falta de vitamina?
— Calma. — ela sorriu novamente. — Bom, fizemos sim, o exame de sangue, mas seu noivo me contou a situação antes mesmo do resultado, então fizemos um ultrassom de emergência.
— Ultrassom de emergência? Por quê?
— Porque a gravidez nesse período é algo muito perigoso, qualquer coisa pode influenciar em um aborto espontâneo.
Namjoon travou na mesma hora que ouviu a palavra gravidez. A doutora o olhou assustado, e Jungkook o amparou mais uma vez.
Oh céus! Que o universo fosse bom, ou esse homem colapsava ali mesmo.
— Gravidez? O Jin... Eu... C-Como?
— Oh, você não sabia? — a médica pareceu um pouco preocupada. — me desculpem.
— Tudo bem. — sorri para ela. — onde ele está? Podemos vê-lo?
Ela assentiu e olhou preocupada para Namjoon mais uma vez. Seguimos devagar até pararmos em uma das portas do hospital.
— Aqui, o ultrassom... Bom, é melhor ver junto ao seu noivo. — ela lhe entregou os papéis. — ele já está bem, e está acordado... Eu volto depois, ok?
Namjoon, ainda aéreo, assentiu e se despediu.
— Vocês sabiam? — ele perguntou baixinho, ainda parecendo em choque.
— Sim, mas vamos entrar e falamos junto ao Jin.
Ele assentiu e respirou fundo, abrindo a porta do quarto.
Jin estava deitado, todo coberto e abriu os olhos em espanto ao ver namjoon.
— Amor, me desculpa. — ele pediu, já caindo em lágrimas.
— Jin, meu amor. — Namjoon correu até a cama e o abraçou forte, chorando junto a ele. — Não se desculpe por nada! Você está bem?
Jin assentiu, o apertando, como se enfim, estivesse em paz.
— Me desculpa, por não ter te contado nada...
— Tudo bem, amor. Mas por quê? — Namjoon o encarou e enxugou as lágrimas. — Por que não me contou? Estava com medo?
— Não... Eu só queria fazer uma surpresa...
— Que besteira, amor. — Namjoon deixou um beijo na testa do noivo.
— Somente em saber que teremos o nosso tão esperado bebê, já foi uma surpresa e tanto.
Olhei para o lado e cutuquei Jungkook, o chamando para nos sentarmos no sofá, e esperar que o momento dos papais tivesse um fim sem pressa.
— Mas ainda tenho uma surpresa. — Jin disse enxugando as lágrimas que desciam novamente e sorriu — Abre.
Ele apontou para o papel que Namjoon tinha em mãos, e me atentei.
Namjoon abriu a folha e encarou, passando longos segundos, tentando entender o que de fato era aquilo.
— o que é isso?
— Meu ultrassom.
Namjoon abriu o maior sorriso e olhou as folhas novamente, finalmente entendendo.
— Então essas bolinhas, é o nosso bebê? Que estranho...
— Na verdade, não é o nosso bebê.
— não? — Namjoon o olhou em confusão, e até eu já não entendia mais nada. Jungkook ao lado então, só observava.
— Não. — Jin sorriu e buscou a mão do noivo, pondo-a sobre a barriga ainda lisa. — São os nossos bebês. São dois, meu amor. Estamos grávidos de gêmeos.
Namjoon abriu os olhos, e sorriu. Ele estava tão surpreso e emocionado, que a única coisa que fez, foi chorar mais e mais.
— Gêmeos? — perguntei sorrindo.
— É sério, mesmo? — namjoon o olhou e ele assentiu.
— Dois bebês, amor. Estou com seis semanas, por isso a imagem são só duas bolinhas... Eles ainda estão se formando.
— Eu serei pai de dois? Kook, eu serei pai de dois!
Ele ficou de pé e Jungkook foi até ele, sorrindo. Os dois se abraçaram e aquilo esquentou meu coração.
— Parabéns, Hyung.
— Oh meu deus.
Namjoon só chorava. Jin estava a todo sorriso. Fui até ele e o abracei, suspirando aliviado.
— Você está mesmo bem?
— U-hum. — ele sorriu e tratei de enxugar as lágrimas teimosas. — dois bebês chim, dá para acreditar?
— Está feliz?
— Muito... Eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo.
— Então está tudo bem. Você será o melhor pai do mundo para esses bebês, Jinie.
— E você o melhor dindo. — ele me abraçou. — dos dois.
— Dos dois?
— U-hum.
Sorri e senti novamente que poderia explodir de felicidade.
Depois de toda aquela celebração e algumas horas de choro, a doutora retornou ao quarto, e sorriu ao ver todos os quatro com o rosto vermelho, após chorar horrores.
— Tudo bem, por aqui?
— Mais do que bem doutora. — Namjoon disse sorrindo.
— que bom. — ela foi até Jin. — e você?
— Estou ótimo. — ele sorriu. — quando poderei ir para casa?
— Bom, você já está liberado. Está tudo bem com você e seus bebês. Acabei de olhar os resultados dos seus exames, e a pancada na cabeça, mesmo tendo sido muito forte, não causou nenhum dano.
— Então estou liberado?
— Sim. Mas ouça bem, tome bastante cuidado, está bem? A gravidez é algo delicado, e de gêmeos então... Precisa redobrar a atenção até o final do primeiro trimestre, se alimente bem e beba bastante água, precisa se cuidar por três.
— Muito obrigado doutora.
— O pré-natal, não se esqueça de iniciá-lo, ok?
— Ok.
— Está semana mesmo, iremos iniciar, não se preocupe. — Namjoon disse. — agradeço novamente.
A doutora sorriu e entregou a alta a Jin, o liberando.
Jin e Namjoon estavam mais radiantes que o próprio sol. Eu me sentia tão bem, e feliz por eles, que era como se aqueles bebês fossem meus. Eu já os amava muito.
— Bom, estamos indo para a casa, mas amanhã eu ligo para saber mais sobre você, ok? — Avisei a Jin, já no estacionamento.
— Tudo bem.
Despedi-me de jin e namjoon, assim como jungkook, e enfim seguimos para casa.
[...]
— Meu deus, que dia...
Suspirei, estava realmente cansado. Quem diria o doido do Jin, grávido de gêmeos? É, a vida sempre arma uma dessa mesmo, mas para falar a verdade estávamos realmente felizes. Imaginar mais dois bebezinhos fofos era de matar.
Olhei para Jungkook e o vi bocejar enquanto dirigia. A estrada estava escura, estávamos perto de casa, mas ainda era perigoso.
— Amor, encosta. Eu vou dirigir!
— Hm? — ele me olhou abrindo os olhos. — o quê?
Por Deus!
— Jungkook, para esse carro agora!
Pedi com autoridade e vi o carro frear rápido.
— O que foi? — ele perguntou, me vendo tirar o cinto e descer do carro no mesmo instante. — mochi?
Ele também desceu do carro, e me olhou sem entender nada.
— Senta lá. — passei por ele e sentei no banco do motorista. — Eu vou dirigir.
Jungkook não relutou, apenas entrou e sentou, mas ainda me olhava sem entender nadinha.
— Você está cansado, kook. Já é noite, chegar a casa, você vai dormir.
— Mas eu ia te preparar um banho de banheira... — murmurou encostando-se ao banco, quase fechando os olhos.
Ele bocejou mais uma vez e revirei os olhos.
— Não, kook. Você vai dormir. E vai dormir a noite toda, entendeu?
— E o bebê?
— Eu cuido. Você precisa dormir amor... Está acordado há dias, m*l dorme e quando dorme, são poucas horas.
— Você fala como se você também não dormisse o mesmo... Eu não quero te sobrecarregar.
— E não vai. Apenas vai dormir e aproveitar a noite, está bem?
— Mas Mochi-
— Mas nada. Você vai dormir e ponto.
Ele sorriu e se virou no banco, me olhando todo bobo e sonolento.
— O que foi? — perguntei sorrindo, sem tirar os olhos da estrada.
— Estamos discutindo mesmo sobre quem vai dormir?
— E eu claramente ganhei. Olha só você, m*l consegue deixar os olhos abertos. Vai dormir.
— Eu estou realmente cansado... Aqueles problemas com às duas cafeterias me tiraram o pouco tempo para dormir... Graças a deus, já se resolveu.
— E mesmo assim, você me ajudou muito. — Busquei a mão dele e segurei. — Você é demais, mesmo.
— Ai meu deus, pare de me conquistar, meu peito não tem tanto espaço assim, para caber tanto amor.
Sorri e neguei. Seguimos todo o caminho assim, com as mãos unidas.
Quando enfim cheguei à nossa casa. Jungkook já dormia serenamente, e quase morri de dó, quando tive que acordá-lo.
Ele saiu e entrou se arrastando, tombando pelos cantos.
— Chimmy, e então, como Jin está? — mamãe perguntou assim que entrei totalmente preocupada.
— Ele está bem, e grávido de gêmeos.
— Oh, meu deus, dois bebês?
— U-hum. — sorri e vi jungkook se escorar na escada, para subir ao nosso quarto. — Vou pôr esse bebezão aqui na cama, e volto para pegar esse daqui, está bem?
Ela sorriu e assentiu. Subi as escadas com jungkook e o ajeitei na cama.
— Durma, está bem? — tirei os sapatos e as meias.
Ele assentiu e se encolheu todo na cama. Peguei o edredom e o cobri, deixando um beijinho em sua testa, desejando boa noite.
Voltei para a sala, e fui até o carrinho de bebê.
— Agora, é esse bebê aqui. — peguei jiwan, que estava a toda pilha, acordado e brincando com as mãozinhas.
— Ele já tomou a mamadeira. Só quer brincar e conversar agora, já, já dorme.
— Obrigado, mãe. Vá descansar um pouco também.
— Ficará bem?
— U-hum. — assenti e sorri, recebendo um beijo dela sobre minha testa. — Boa noite.
— Boa noite, chimmy.
Sozinho com meu bebê, deitei no sofá grande, aliviando um pouco o cansaço, enquanto Jiwan brincava com meus cabelos.
— Quer fazer, besourinho?
Olhei para o bebê e ele sorria, puxando meus fios, gargalhando toda vez que meus cabelos iam e vinham sobre suas mãozinhas.
Fiz besourinho com a boca, e o vi se assustar de leve. Depois me olhou atento e ficou assim até que eu terminasse.
— viu?
Fiz novamente e assim que terminei, ele riu. Dando a gargalhada mais gostosa e divertida do mundo.
— Não vai fazer? — sorri para ele. Jiwan me observava. Ele era bem esperto, e toda vez que eu falava ou fazia qualquer coisa, ele prestava bastante atenção. — Quer fazer estalinho?
Fiz com a língua. Levando-a até o céu da boca e soltando, fazendo estalinho e sendo muito bem observado.
Parei e o encarei, prendendo o riso.
Jiwan colocou a língua no céu da boca e faltei para morrer de alegria, ao vê-lo seguindo um instinto próprio, tentando me imitar.
— Assim, amor. — fiz estalinho de novo, e os olhinhos se abriram, fixando na minha boca, e até meus cabelos foram soltos, sendo completamente esquecidos.
Jiwan me encarou por alguns segundos, até fazer novamente, e desta vez, ele conseguiu.
Ele fez um estalinho tão fofo, que não me aguentei e o beijei na bochecha.
— Coisa fofa.
Jiwan se encolheu ao meu toque e gargalhou. Os olhinhos se fechavam como os meus, mas quando abriam, ficaram idênticos ao de kihyun.
Ficamos assim por longos minutos, e assim que o bebê começou a bocejar, aproveitei para niná-lo, o fazendo por fim, dormir.
Caminhei devagar até o quarto dele, e o deixei no berço, dormindo profundamente.
Quando cheguei ao meu quarto novamente, sorri ao ver Jungkook encolhido, no meio da cama gigante, ronronando como um gatinho manhoso, dormindo tão profundo, que nem se mexeu com minha presença ao seu lado. Deitei e sorri ao ser abraçado com força, tendo os braços e as pernas grandes, rodeando meu corpo.
Deixei um beijinho sobre a bochecha dele e bocejei. Ajeitei-me da maneira que conseguia ali e o abracei de volta, dormindo por fim, descansando daquele dia tão cheio.
Continua...