São sete da noite, e cá estava eu, de frente ao espelho do closet, vestido na minha calça justa favorita, me namorando vestida nela. Fazia tempo que não vestia algo assim.
— Mochi, você viu a mi-
Jungkook entrou no closet e calou assim que me viu. Corri e busquei minha toalha, para cobrir meu tronco nu.
— Meu deus, que visão. Que homem!
— Jungkook! — chamei envergonhado, sorrindo e o vendo sorrir de volta, mantendo-se ainda parado. — Jungkook...
— Amor, você é lindo. — ele se aproximou devagar, me dando o prazer de sentir seu cheirinho gostoso de colônia. — o mais lindo.
— Jungkook, eu não estou cem por cento ainda... É estranho.
— Amor, olha para mim. — ele ergueu meu rosto, e segurou meu rosto entre as mãos. — eu te amo do seu jeitinho... Eu te amei sem barriga, e com aquele barrigão lindo... Vou te amar agora, e depois... Vou te amar sempre, de qualquer jeito, por que vai ser sempre você.
Suspirei e assenti devagar, e o olhei nos olhos, parado bem a minha frente.
Jungkook desceu os dedos por meu ombro, e por todo meu braço, parando em minha mão, os entrelaçando aos meus.
— Você é lindo de qualquer jeito. Sempre vai ser.
Sorri e fechei meus olhos. Meu coração estava acelerado, os toques dele pareciam ficar cada vez mais intensos.
Senti os lábios finos pressionarem os meus, e me entreguei ao ato.
Beijei jungkook com nossas mãos ainda entrelaçadas, me sentindo um adolescente novamente, eufórico e apaixonado.
— Vamos? — ele disse baixo, me olhando intensamente. — Ou iremos nos atrasar.
— Já estou terminando, está bem? Pode dar uma olhadinha no bebê?
Jungkook assentiu e saiu.
Suspirei totalmente apaixonado por meu homem, e voltei a me encarar no espelho.
Procurei uma blusa e peguei uma gola alta preta e cinza em listras, sorrindo, pois, estava combinando com a dele que também era gola alta.
Passei uma maquiagem leve, e fui até o quarto do meu bebê, dar um beijinho de boa noite.
— Com licença. — sorri e entrei vendo kook conversar com ele.
— Olha só como o seu papai é lindo. — kook virou devagar o bebê e sorri todo bobo para o meu pequeno gorducho. — sua mãe disse para nos divertirmos, que ela vai cuidar direitinho do bebê.
— Não tenho dúvida. Ela me criou.
— Você está lindo, amor.
— Você também, bebê. Oh, seu casaco está lá embaixo com o meu. O tempo esfriou muito.
— Tudo bem. Será que a roupinha do bebê está quente? Não é melhor trocar?
— Está ótima, kook.
Ouvimos a porta do quarto do bebê abrir, e mamãe adentrou.
— Ora, ora, que belezuras. Meu chimmy está tão bonito.
— Obrigado mãe, mas seus elogios não valem.
— E porque não? Só por que sou sua mãe?
— Exatamente. — sorrio. — não vale.
— Besteira. — ela estalou a língua. — Estou falando a verdade, aliás, você também Kook-ah, você também está muito bonito.
Jungkook sorriu, e a entregou o bebê gordinho.
— ele já mamou e já, já ele dorme.
— Ok, podem ir. E se divirtam.
Assenti e dei um último beijinho no bebê, em seguida desci junto à jungkook.
— Aonde quer ir?
— Talvez no parque? Queria só passear, andar de mãos dadas... Aproveitar um pouquinho o meu homem.
— Então, vamos. A gente anda um pouquinho, janta e depois te levo no lugar que quero que você veja.
— Uh, quanto mistério.
— Assim é mais interessante.
Neguei sorrindo, enfim chegando até o carro.
Ele fez menção de abrir a porta, mas logo me pus à frente. Ele era educado, mas não havia necessidade, eu o amo, mas preciso me sentir um pouco independente após tanto tempo, então abrir o carro para eu mesmo entrar, era o mínimo.
— Quer que ligue a rádio? — me perguntou, pondo o cinto de segurança, dando partida no carro.
— Quero silêncio. — sorri e segurei sua mão livre. — Quero a nossa paz.
— Está realmente cansado, né amor?
— Duas semanas e eu já estou morto... Não sei como vou aguentar até meu filho ser um adulto.
— Ei... Cada dia de uma vez, não estou preparado para ver aquela criança de barba. — kook sorriu. — E você está ótimo, é um ótimo pai, amor.
— Você também é. Jiwan tem sorte.
— Ele tem porque nasceu de você... Você é o melhor papai do mundo. O hyung também, vocês são muito dedicados.
— Nós somos dedicados, amor. Você também é pai kook, um pai muito bom.
Ele sorriu todo bobo, e alisou minha mão, juntando nossos dedos.
— Eu estava pensando... Quando jiwan estiver na escolinha, sabe, com uma aninho ou mais... Que tal mudarmos?
— Se mudar? Da casa?
— É... Eu vejo que é um pouco difícil para nós. Sabe, você precisa de um lugar perto do centro, e eu também... O hospital mais próximo é a quarenta minutos de carro. Eu não pensei bem sobre tudo, até porque eu já tinha aquela casa antes de você e do bebê, mas agora, é um pouco complicado.
— Então quer mudar? Acha que conseguimos um lugar grande o suficiente? Porque precisamos do ateliê, do quarto do bebê, dos quartos seguintes...
Ele sorriu e assentiu.
— Os quartos seguintes... Eu gosto de pensar nisso...
— Mas enfim, será que conseguimos?
— bom isso tem tempo. Pensaremos sobre, com o tempo, ok? Agora, vamos aproveitar nossa noite de pais sem bebê por perto.
Sorri negando, e me ajeitei melhor no carro, vendo os prédios da cidade se aproximarem.
Foram mais alguns minutos para enfim, descemos na mesma praça em que demos o nosso primeiro beijo.
— Lembra-se daquela árvore?
Jungkook apontou para a árvore que era iluminada pela lua. Assenti e o puxei pela mão, indo até lá.
— Quem diria que estaríamos aqui hoje, mochi?
— Era para ser, amor. Se estamos aqui hoje, é porque é para ser assim.
— Espero que seja assim até o fim...
— E será... basta querer, não é?
— U-hum. — Ele me puxou devagar e me beijou. — e eu quero. Quero muito.
Jungkook segurou em minha mão, e caminhou ao meu lado, apreciando toda a noite e a calma.
O parque estava parcialmente vazio. Alguns casais passeavam por ali. Algumas pessoas passeavam com seus animais, outras sozinhas, apenas observando a noite.
A lua iluminava tudo. Dava um toque cintilante às peles, reluzindo tudo com sua beleza única.
Olhei para nossas mãos juntas, em seguida para o rosto bonito dele.
Ele estava todo de preto, como de costume, e sua pele reluzia, assim como todo o lugar.
Perdi-me naquela beleza. Ele era tão bonito. O rosto novo, como de um adolescente que acabara de se tornar adulto, o que de fato, era verdade.
Jungkook tinha apenas 20 anos, mas já era um homem formado, adulto e responsável. Cuidava da família, e se permitia ser cuidado. Tinha se tornado pai, sem ao menos perceber, e isso não o incomodava em nada, ao contrário, ele amava aquele bebê gorducho, como se fosse seu.
E o real é que o bebê é seu. Jiwan não é de sangue, mas é seu filho, e é amado, muito amado.
Jungkook era incrível. Ele era o meu destino, meu amor.
Meu peito já tão acostumado carregava o coração acelerado, que se intensificava somente com um olhar.
E chegava até a ser engraçado. Vivemos juntos há tantos meses, e mesmo quando eu o olhava, ele acelerava como se fosse à primeira vez.
Era perfeito. Jungkook era perfeito. Uma das melhores coisas da minha vida. Ele era amável, paciente, e respeitador. Simplesmente assim, perfeito.
— O que essa cabecinha tanto pensa, uh? — ele me olhou e deu aquele sorriso rotineiro, mostrando seus dentinhos de coelho que tanto amava.
— Em como sou sortudo. — parei a frente dele e sorri. — eu tenho tudo. Meu filho, você, nossa família... Não há nada que eu possa acrescentar nisso agora, estou feliz assim.
— Você está roubando meu posto de bobo apaixonado? — ele se aproximou e beijou meus lábios. Devagar, com amor. — Eu que tinha que falar isso, porque eu tenho tudo.
Meu coração acelerou mais, e uma felicidade incontrolável me bateu.
Jungkook me apertou em seus braços, me abraçando forte e suspirou junto a mim.
— Eu te amo muito... Sinto que falar não é o bastante para demonstrar isso... Mas eu amo.
— Eu acredito, amor. Todas às vezes. Até mesmo antes, quando você me pedia para te ensinar, eu já sabia que me amava, e isso só me fez querer ficar cada vez mais perto.
— Você é meu destino, kook... Eu sinto tanto medo, mas eu sinto que quero ficar com você para todo sempre... Eu não entendo, somente sinto.
— E isso é um problema? — ele olhou no fundo dos meus olhos e sorriu. Neguei rapidamente, e juntei nossos lábios, me sentindo cada vez mais apaixonado.
Toquei a correntinha com o pingente de sol, e sorri.
— Eu te quero hoje, amanhã e sempre, porque você é meu sol.
Ele beijou minha testa, e me abraçou forte.
— E você minha lua... Obrigado por isso. Eu não me sentia vivo, até você chegar, sabe disso...
— Obrigado por insistir. Obrigado por continuar me mandando mensagens semana atrás de semana, mesmo sendo ignorado todas às vezes. Obrigado por não desistir de mim, de nós.
— Eu te amo, Jiminie. Te amo muito... Te amo a cada batida do meu coração, e a cada respirar... Sei que às vezes pode ser difícil, e você pode até achar que é mentira, mas não é.
— Eu jamais duvidaria do seu sentimento, amor. Porque o meu é igual... Eu sinto que só estou aqui, por você. Você me ajudou quando eu estava sozinho, e permaneceu quando eu não estava mais... Você é o meu amor.
Eu tinha certeza que já parecia um bobo, pois jungkook estava do mesmo jeito a minha frente.
Ele ergueu a mão devagar e tocou minha bochecha, em seguida juntou nossas testas, e selou nossos lábios.
Foi apenas um beijo, mas foi o beijo.
Se meu coração estava acelerado, ele quase colapsou quando um suspiro longo acompanhou o beijo.
Eu quis chorar, mas chorar de alegria. Sentia que meu peito iria explodir, era algo que eu jamais tinha sentido antes, um sentimento novo.
Amar jungkook, estar com ele, poder cuidar, tudo era perfeito.
Acordar e ver seu sorriso lindo no rostinho amassado era o que eu mais amava, e quando ele ia até jiwan e o ninava alheio ao mundo, apenas ele e o bebê, aquilo me fazia querer o agarrar e gritar o quanto o amava, porque era real, eu o amava e muito.
— Eu não quero desgrudar de você. — falei, apoiando a cabeça em seu peito, ouvindo o coraçãozinho acelerado dele. — Podemos ficar assim, para sempre?
— Infelizmente não, temos um bebê gorducho em casa, que precisa de nós.
Sorri e assenti, suspirando mais uma vez, aproveitando o carinho gostoso dele.
— Onde iremos jantar? — ele perguntou e olhei ao redor.
— Tem alguns restaurantes ali na frente, mas se você me levasse para comer pipoca eu comeria feliz, só por me sentir leve agora.
— Não sou apaixonado por um pombo, para jantar pipoca.
— Pombo come pipoca? — franzi o cenho, realmente curioso.
— Sei lá, mochi. — ele sorriu e me puxou de leve, começando a andar abraçado a mim. — Vamos naquele restaurante ali.
Olhei para frente e vi um lugar pacato, simples e bem aconchegante. Sorri e assenti, era um lugar calmo, e tinha algumas mesas com vista para o luar.
[...]
— Onde quer me levar?
— Gangnam. — disse simples e abriu a porta do carro, para que entrasse.
— O que tem em Gangnam?
— Uma surpresa.
Ele disse e deu partida no carro.
Foram poucos minutos, até pararmos em um prédio alto, totalmente espelhado.
Jungkook cumprimentou o porteiro, e entrou na garagem.
— Quem mora aqui? — perguntei, o vendo sair do carro.
— Você verá. — ele disse e caminhou ao meu lado, até o elevador.
Ele apertou o último andar no painel, e em silêncio subimos.
Apenas uma porta havia naquele andar. Franzi o cenho ao ver jungkook digitar a senha e abrir o lugar.
— O que você está aprontando?
— Entra. — ele pediu sorrindo.
Entrei no lugar totalmente escuro e esperei que ele entrasse, fechando a porta logo atrás de nós.
— Kook, não consigo enxergar nada...
Ele acendeu as luzes do lugar, e pude ver melhor.
Estávamos numa cobertura, com janelas enormes e transparentes, com vista para toda Seul.
O lugar era lindo, mas franzi o cenho ao olhar para a sala.
— Aquilo é meu sofá?
— U-hum, e sua cozinha, sua sala de jantar... Todos os seus móveis.
— Kook, o que... De quem é isso aqui?
— Nosso? — ele falou envergonhado e se aproximou.
— Quando você comprou isso, por que você tem um apartamento?
— Recentemente... Eu percebi que a casa não seria uma boa, mas daí comprei isso aqui... Mas novamente vi que não foi uma boa.
— Jungkook? Por que não me falou nada?
— Você não gostou né? Desculpa...
— O quê? É lindo... Só que você poderia ter me falado...
— Desculpa... Eu fiquei com medo de te contar e você me achar um sem noção... Sabe, três lugares é um pouco demais mesmo...
— Três? Tem outro?
— Sim... Em Busan...
— Meu deus, jungkook!
— Desculpa mochi... — ele parecia uma criança, que recebia um sermão, envergonhado.
— Não, tudo bem, amor. É que... estou surpreso?
— Eu pensei em quando quiséssemos vir para a cidade... Sabe, sair um pouquinho do mato.
— Você fala como se nós fossemos primitivos.
— Você gostou? Estou em dúvida, se vendo ou deixo... Sei lá, para alugar?
— Pode me mostrar o lugar?
Ele assentiu, e caminhou à minha frente.
— Bom, essa é a sala, a sala de jantar, e a cozinha...
O lugar era totalmente aberto. Todos os cômodos eram interligados. As janelas mostravam toda a cidade iluminada, e era algo lindo de se olhar.
— A parte de fora tem piscina, hidromassagem e sauna.
— Jungkook, você é um burguês safado!
Ele sorriu e me chamou para o corredor que tinha ali.
— Tem quatro quartos, mas somente um está com móveis, o de casal.
— Claro. — sorri e o abracei por trás. — Tem uma cama novinha também? Para fazer amor, uh?
— Claro que tem.
Ele abriu a porta do quarto, e meu queixo faltou cair.
O lugar era completamente de vidros. Não existiam paredes, apenas janelas que davam a vista da cidade.
— Kook... Isso é incrível.
— É? — ele sorriu e assenti.
Andei até a ponta do quarto, e me perdi numa paisagem bonita.
— Eu poderia pintar isso, fácil... É lindo.
— Então podemos ficar?
— Não sou eu que decido isso, Kook. Ele é seu, o que fizer, concordarei.
— Ele é nosso... Eu comprei pensando na nossa família. Podemos deixar arrumadinho e quando quisermos, fugimos para cá.
— Você fala como se tudo fosse fácil... — sorri e toquei o vidro da janela, vendo a altura em que estávamos — isso é muito alto...
— Podemos fazer o que quisermos aqui e ninguém nos verá... Seria como estar ao ar livre.
— Eu sei o que essa cabecinha suja está pensando, viu!
Ele sorriu e sentou na cama, em seguida deu dois tapinhas nas coxas.
— Vem cá.
Mordi o lábio inferior e fui até ele, sentando em suas pernas.
— Podemos deixá-lo para nossas noites, também. — ele disse e beijou meu pescoço.
— Jungkook, não atiça... Você sabe que não dá, e eu estou a um fio...
— Eu sei. Mas eu posso te beijar?
Sorri e assenti, infiltrando os dedos nos cabelos lisos dele, o beijando com desejo.
Jungkook sorriu entre o beijo, e me ergueu minimamente, segurando firme em minha cintura, e me deitou na cama.
Ele se abaixou, e desceu os beijos, chegando perto da minha barriga para beijá-la também.
— Kook... — o interrompi e morri de vergonha quando ele me olhou.
— Amor...
— Não...
— Tudo bem.
Ele subiu e ficou sobre mim, apoiando o cotovelo ao lado da minha cabeça, enquanto a outra mão desceu e apertou minha cintura, me fazendo suspirar e arquear um pouco as costas.
— Não faz isso... — pedi já de olhos fechados, sentindo necessidade do toque. — É difícil resistir.
— Você é perfeito, não se envergonhe.
Senti os dedos deslizarem e erguerem minha camisa minimamente, alisando minha barriga.
— Me deixa te beijar aqui?
Respirei fundo e assenti o encarando.
Jungkook sorriu e me beijou nos lábios, descendo os beijos por meu queixo, pescoço e enfim barriga.
Tremi ao sentir os dedos frios tocaram minha pele. Pareciam tocar algo precioso com tamanha delicadeza.
O primeiro beijo fez um estalo gostoso, e o segundo me deixou quente. Jungkook desferia beijos por todo o meu abdômen, sempre acariciando com cuidado.
— Não fique e******o. — ele disse sorrindo, mas sabia que já era tarde demais.
O infeliz brincava comigo, beijando e me atiçando, porque sabia que tinha poder sobre mim.
Eu já estava duro, e suspirava a cada toque. Sentindo necessidade daquilo. Nunca havia sido tocado por ele daquele jeito, e quando os dedos longos desceram, e me apertaram sobre a calça, não consegui me conter e gemi arrastado, delirando com apenas um toque.
— Você está tão sensível... Eu quero te chupar, te ouvir gemendo e pedindo mais...
Ele pegou minha mão e levou até a própria calça, me fazendo pegar e apertar de leve sua ereção.
Automaticamente a lembrança da semana anterior me veio à mente. Da grandeza dele sobre meus dedos, dos olhos fechados ao sentir prazer, gemendo gostoso e gozando para mim.
— Você é um demoninho, jeon jungkook. — falei e o beijei, sorrindo junto a ele.
Jungkook desceu mais e voltou os beijos para minha barriga. A cada toque eu deixava um suspiro escapar e quando seus dedos tocaram meu zíper, tive que reunir todo o resquício de consciência e toquei-o sobre o ombro.
— Ainda não podemos.
— Eu vou te esperar. — ele disse sorrindo e deixou um último beijo, erguendo-se no fim e me puxando para abraçar-lhe. — Vamos voltar?
Assenti. — Nossas vidas de pais, nos espera.
— Vamos. — ele me deu um último beijo. — Já estou com saudade do meu pequeno.
Sorri e arrumei minha roupa, em seguida meu cabelo. Dando uma última olhada naquela paisagem maravilhosa.
Após mostrar todo o lugar, e ainda perder um tempinho na varanda, decidimos voltar à nossa casa.
— Mãe?
Entrei, mas tudo estava quieto. Subi com Jungkook e abri devagar a porta do quarto de Jiwan. Meu bebê estava dormindo serenamente no berço, e mamãe ao lado, na cadeira.
Me aproximei e a chamei devagar, até conseguir despertá-la.
— Mãe, você precisa ir dormir no quarto.
— Oh meu anjo, já chegaram? — ela me encarou desnorteada, inteiramente sonolenta. Assenti sorrindo e ajudei-a a se erguer. — mas tão cedo?
— São quase uma da manhã, mãe. A senhora dormiu aqui esse tempo todo?
— Estava tão entretida com o bebê que acabei nem percebendo.
— Muito obrigado por cuidar dele, senhora park. — jungkook agradeceu. — A senhora está exausta por isso.
— Imagina, como foi o jantar de vocês?
— Foi ótimo mãe, mas vá descansar no quarto, amanhã conversamos melhor, tudo bem?
Ela assentiu e se despediu, saindo como um zumbi do quarto.
— Vamos dormir? — Chamei Jungkook, antes de deixar um beijinho no bebê.
— Ele está ficando a sua cara amor... — Jungkook o observou. — Os olhos são iguais ao do hyung.
— Ele está lindo. — abracei meu amor de lado e sorri. — Espero que tenha a sua personalidade e o seu coração...
— Espero apenas que seja um grande homem.
— Ele será, amor, ele tem as melhores pessoas ao lado como influência.
Ele concordou e caminhou ainda abraçado comigo até nosso quarto, sorrindo feito bobo por todo o caminho.
— A gente parece dois bobos.
— Mas somos dois bobos, porém felizes.
Concordei e dei um último beijo nele.
— Agora vá tomar um banho, você está todo suado.
— Que besteira... — ele tentou me abraçar, mas desviei rindo.
— vai logo, nojentinho.
Jungkook tirou o casaco, a blusa e o jeans que vestia, tudo muito rápido, e me abraçou, se esfregando em mim sem roupa alguma.
— jungkook o que você-
— Agora sim, você também está um nojentinho também. Vem tomar banho comigo?
— seu safado!
— Vem. — ele sorriu e me puxou. — Eu quero tomar um banho com você.
— Ainda não, Kookie... Tudo bem? — O olhei nos olhos e acariciei a bochecha gordinha. — Por favor. Meu corpo ainda não é o mesmo.
— É claro que ele é, mas tudo bem, amor. — ele sorriu e me deu um beijo. — Vou separar uma roupa quentinha para você dormir.
— Obrigado, amor.
Fui tomar banho, e perdi alguns minutos relaxando debaixo da água.
Assim que saí, encontrei meu amor sentado sobre a cama, aguardando a sua vez.
— Separei esse pijama para você.
— Obrigado, anjo.
Jungkook passou por mim e me deu um beijo na testa, indo para o banheiro, tomar seu banho.
Aproveitei o tempo sozinho, e troquei de roupa, vestindo o pijama que jungkook separou.
Assim que deitei sobre a cama, respirei fundo e sorri.
Sorri porque tudo o que estava acontecendo, era lindo.
Era como viver em um conto de fadas, viver um amor adolescente, intenso e gostoso.
Eu me sentia livre com ele, me sentia leve. Sem cobranças de nada. Jungkook me oferecia ombro, amparo, carinho e amor.
Ele cuidava, e se deixava ser cuidado. Era como o primeiro amor, que a um riso, o coração já acelerava.
Era incrível.
O vi sair do banheiro, já vestido na sua cueca, e o chamei.
Ele veio totalmente manhoso, e se deitou ao meu lado, se aninhando sobre meu peito.
Aspirei ao cheirinho calmo dele, e fechei meus olhos.
Era bom ter meu amor ali, pertinho.
E era melhor ainda saber que aquilo era rotina. Eu o tinha todos os dias, e queria ter cada vez mais.
Continua...