— Amor, vai lá, por favor... — resmunguei na cama, ouvindo o chorinho baixo através da babá eletrônica.
— Ok.. — Jungkook respondeu baixo, mas nem do lugar saiu.
— Kook... Por favor... Eu estou cansado!
— Eu vou... Só um minuto.
Respirei fundo, o vendo roncar baixinho novamente, e me levantei, calçando as pantufas, totalmente sonolento, caminhando até o quarto ao lado.
Assim que abri a porta, o choro se intensificou. Fui até o bebê chorão e o peguei no colo, vendo-o parar de chorar na mesma hora.
— São três da manhã, pequeno...
Ele sorriu, e fez besourinho com a boca, totalmente nem aí para o meu cansaço.
— O que foi meu amor, quer mamar?
Sentei na cadeira, e o posicionei para mamar, mas novamente, ele não estava nem aí.
Toquei na fralda e estava sequinha. Jiwan estava bem agasalhado, e sem fome, então o choro era somente por manha.
— O papai quer dormir meu amor... Estou cansado.
Jiwan brincava com as mãos, arrancando de vez a luvinha que as cobriam.
Puxei o carrinho devagar, e o coloquei deitado. No mesmo instante ele começou a choramingar.
Bufei e tentei não ligar, seguindo o que a pediatra me ensinou, e comecei a balançar devagar o carrinho, cantando baixinho.
O bebê resmungava baixinho, mas parecia se acalmar um pouquinho. Suspirei aliviado, e lutei para não cair no sono ali mesmo.
A porta do quarto abriu devagar, e Jungkook entrou com o rosto todo amassado, totalmente sonolento.
— Desculpa... — pediu com a voz um pouco rouca. — Eu fico aqui, pode ir deitar.
— Não, tudo bem. — sorri para ele.
— Hoje é meu dia amor... Eu só dormi um pouco demais.
— Você está cansado. Vá dormir, Kook, eu fico.
— Jimin... — Ele resmungou com os olhos atentos em mim. — Não fique chateado.
— Não estou. — Olhei e sorri para ele, mas pareceu não adiantar. — É sério kook.
— Está com dor? — ele perguntou sobre amamentação.
— Não, já passou.
A real era que sim, eu ainda estava com dor. Mas ele estava cansado e não precisava saber agora. Jiwan vem mamando muito, bem além do que meu corpo aguenta, então, muito a contragosto, decidimos introduzir fórmula, e assim posso ter um pouco de descanso, já que ainda estava sentindo muitas dores.
— Vou preparar uma mamadeira para ele, está bem?
Assenti e recebi um beijo na testa, em seguida, ele saiu em direção às escadas.
Meu celular que estava ao meu lado tocou, e logo vi o nome de namjoon no visor.
Atendi rápido, antes que o toque alto fizesse Jiwan chorar.
— Namjoon?
— Oi, Jimin. Desculpa te ligar a essa hora.
— Está tudo bem, o que houve?
— É o Jin...
Atentei-me a ele, já me sentindo nervoso. Jin estava grávido e receber uma ligação do seu marido a essa hora da madrugada, só podia ser mau coisa.
— O que aconteceu? Ele está bem?
— Está... É que-
— É que, o que namjoon? Fala logo, o que aconteceu com ele?
— Ele está pedindo para comer beterraba com doce de leite e amendoim... Jimin será que ele está delirando?
Sorri não me aguentando, seria mesmo possível? É claro que seria. Se tratando de Kim Namjoon e Kim Seokjin, tudo é possível.
— Está tudo bem, você consegue arrumar isso para ele?
— Acho que sim... Tem uma conveniência aqui perto, mas ele nem quer me largar, estou falando com você do banheiro.
— Faz assim. Passa o celular para ele, que eu fico falando com ele, enquanto você vai, pode ser?
— Pode. — ouvi passos rápidos serem dados e a voz de Namjoon logo em seguida. — Jimin, quer falar com você, amor.
Esperei alguns segundos até ouvir a voz do meu melhor amigo.
— O que é?
— O que é nada, seu cavalo bruto. Você ainda não contou a ele, jin?
— Ainda não tive oportunidade...
— Oportunidade? O que estavam fazendo até essa hora?
— Hm... Coisas de adulto.
Ele riu e não aguentei, rindo logo em seguida.
— Jin, conta logo. O coitado me ligou perguntando se você estava delirando... Quem já se viu beterraba com doce de leite e amendoim?
— Falou o cara da banana com molho de cenoura. Não me julgue seu hipócrita.
— Conte logo a ele. Você precisa iniciar o pré-natal.
— Ai meu deus, eu já tinha esquecido disso...
— Jin, seu louco! — esbravejei um pouco alto e ouvi jiwan resmungar. — Você não pode esquecer essas coisas. — dessa vez sussurrei.
Jungkook entrou com a mamadeira em mãos, e colocou ao lado, sentado à minha frente.
— Eu não vou esquecer mais. Eu vou contar logo, eu juro.
— Pois conte. O nam precisa saber... E lembre-se de gravar, eu quero ver aquele doido endoidando mais.
— Não fale do meu namjoon assim...
Jungkook sorriu para mim, e pegou o bebê resmungão no carrinho, caminhando e balançando o bebê pelo quarto enquanto cantava uma música de ninar, baixinho.
— Mas é sério, que desejo doido foi esse?
— Ontem eu quis comer biscoito com feijão... Quase morri porque não tinha feijão.
— O nam é lerdo assim mesmo, ou não percebeu? Todos esses desejos e ele vem perguntar se é delírio?
— Acho que não percebeu... Ele anda muito atarefado com a revista, e a exposição que vai ter. Ele vai cobrir você sabe.
— É. Eu sei. — sorri com o celular no ouvido, vendo kook passear devagar, enquanto segurava o bebê que o olhava atento. — Namjoon é bem profissional, mas é um tantinho lerdo.
— Chim. Eu comprei um sapatinho... Está escondido, para o nam não ver, mas é tão bonitinho... Eu já chorei tanto.
— Ai Jin, você não sabe o quanto fico feliz. Você queria tanto esse bebê, e agora está aí, todo babão.
— Namjoon voltou. Tenho que desligar.
— Não se esqueça de contar, ok? Beijos.
— Beijos, chim. Tchauzinho.
Encerrei a ligação e olhei para Jungkook. Ele estava tão envolvido com o bebê, dançando a passos pequenos, enquanto ainda cantarolava, que nem me viu o observar, com o bebê que quase dormindo em seus braços.
— Pode dar a mamadeira? Eu vou deitar.
— Posso sim. — ele sorriu e veio até a mim. — Boa noite de novo, meu amor.
— Boa noite. — sorri e selei nossos lábios brevemente, olhando o bebê em seguida. — Ele está quase dormindo. Dê a mamadeira, e não se esqueça de pôr para arrotar, está bem?
— Pode deixar. — ele falou já sentando na cadeira, pegando a mamadeira ao lado. — Estava falando com Jin?
— U-hum, ele fez namjoon ir atrás de beterraba com doce de leite e amendoim.
— Esses desejos... Eu nunca vou entender.
— É coisa de pessoas grávidas.
— Vá descansar. Eu fico aqui.
Assenti e dei-lhe um último beijo antes de sair, e retornar ao nosso quarto.
[...]
Estava deitado na cama, mas não consegui dormir, pensei em ir até à cozinha, e tomar um copo com leite, mas a preguiça era tanta, que apenas fiquei deitado, esperando que o sono viesse até a mim.
A porta do quarto foi aberta devagar, e Jungkook se surpreendeu ao me ver ainda acordado.
— Está sem sono?
— Não consigo dormir... Jiwan dormiu?
— U-hum. — ele veio até a cama e sentou ao meu lado. — Está cansado?
— muito. — sorri e senti a mão dele acariciar minha perna. — Você também está não é?
— U-hum... O elefantinho acaba com nós dois, e ele só tem alguns dias.
— A tendência é ficar pior, amor. — sorri para ele, e senti as mãos deslizarem mais. — Me deixa te fazer uma massagem?
— À vontade. — ergui minhas pernas, e apoiei em seu peito, ouvindo a risada baixinha dele.
— Você não sabe como amo essas suas pernas.
As mãos firmes apertavam de leve, e o alívio era instantâneo. Jungkook sorriu para mim, possivelmente vendo minha cara patética de alívio.
— Você gosta?
— Amo. — sorri para ele, e o vi deixar um beijo sobre minha pele.
As mãos desciam e subiam, calmas, me fazendo suspirar de alívio e t***o.
Pois é, era inevitável não sentir t***o com aquelas mãos grandes me apertando.
Jungkook desceu as mãos tocando ambas as minhas coxas, apertando com um pouco mais de força, me fazendo remexer devagar o quadril, suspirando com a sensação.
O olhei nos olhos, e ele tinha o olhar fixo em mim. Como um gato, que observa a presa, de devorando apenas com os olhos.
— Você é lindo. — ele sussurrou e no mesmo momento uma corrente de ar acertou meu corpo, me arrepiando inteiro.
Ergui meu corpo devagar, e fiquei em frente à jungkook.
Seu rosto estava tão bonito, os cabelos balançavam de leve e tudo só piorou em mim, quando o sorriso bonito apareceu, com as mãos ainda nas minhas coxas apertando de leve.
— Você também é lindo. — sorri e o envolvi devagar, o beijando com calma, subindo devagar em seu colo.
— amor... — ele falou baixo, e me segurou na cintura, apoiando meu corpo sobre o dele. — Não podemos...
— Só um pouquinho — falei manhoso em seu colo, e rodeei seu pescoço com um abraço, o trazendo para perto, beijando com gosto.
As mãos grandes rapidamente se apertaram na cintura. Meu corpo foi para frente, e me encaixei sobre ele, sentindo o desejo de tomar meu homem para mim, de todas as maneiras possíveis.
Ouvi um suspiro, e logo o beijo se intensificou, senti a língua gostosa, passear sob minha boca, me fazendo se entregar ainda mais aquilo.
Meu corpo já estava quente.
Jungkook desceu a mão por minha cintura, e pairou sobre o início do meu bumbum, às vezes brincando com o elástico do meu short de dormir, louco para adentrar com a mão ali.
— Me toca. — pedi manhoso, aproveitando da situação, para o sentir melhor, voltando a o beijar novamente.
Jungkook tocou minhas coxas, e adentrou com as mãos por baixo do meu short, apertando gostoso minha b***a, me fazendo gemer e movimentar meu corpo sobre o dele, atrás de mais daquilo.
— Jimin...
— Hm... — gemi e ondulei meu corpo novamente, sentindo o aperto se intensificar, e a dureza bater contra a minha b***a, o fazendo gemer também. — continua assim...
— Amor... — Suas mãos me ajudaram, louco atrás de mais, atrás de prazer, de me sentir, sabendo que eu o queria também.
Mordi o lábio inferior dele, e me arrastei para o lado, deitando na cama, o chamando para mim.
— Não podemos amor... Fazem apenas duas semanas...
Assenti quebrando o beijo.
— Tudo bem.
Ele deitou ao meu lado, e puxou meu corpo para perto.
— Não fica chateado, está bem?
— Eu sei e tudo bem. — o dei um beijinho, e me aninhei em seu peito. — Vamos dormir, está bem?
Ele assentiu e me deu um último beijo, antes de começar um carinho gostoso em meus cabelos.
[...]
— Mamãe, quer sair comigo?
— Para onde, Chimmy?
— Não sei... Eu queria sair um pouquinho de casa.
— E Jiwan?
— A gente pode levar...
— Eu posso ficar com ele, não tenho muito trabalho. — Kook disse, enquanto mexia em seu computador.
— Ou eu posso ficar. Vão vocês, façam algo de casal.
— Algo de casal? — perguntei-lhe.
Ela assentiu. Olhei para jungkook e ele já me olhava de volta. Sorri e me empolguei com a ideia.
— Quer jantar fora? — Jungkook propôs e assenti.
— Só preciso me arrumar, colocar uma roupa bonita e usar maquiagem.
Aquela realmente era uma necessidade minha. Era coisa boba, óbvio, mas eu precisava, poxa.
Fazia meses que não usava uma calça justa, uma das minhas blusas bonitas, ou o meu cabelo arrumado, que mais parecia um ninho de passarinho agora.
— Então ótimo. Vocês vão e eu fico com o meu netinho.
— Tem certeza? — a perguntei e a vi assentir rápido. — ok. Então vamos.
— Vou procurar um restaurante e reservar. — Jungkook disse sorrindo.
— Não. Vamos sair um pouco, quem sabe andar... E jantamos no que encontrarmos por aí.
— Tem certeza?
— U-hum.
— Ok. Eu tenho uma coisa para te mostrar também.
— Que coisa?
— Vai saber na hora certa. — ele sorriu e só tive que assentir, sabia que Jungkook não falaria por nada.