— Você deve ter ficado lindo, amor! Não, perfeito! Você é perfeito... Pena que a merda do celular descarregou...
— Jungkook, você é a criatura mais fofa do mundo... Como pode existir, senhor? — brinquei deitado na cama, mais uma noite ficando assim, o vendo somente através de uma tela. — Não teve nada de especial... Você verá quando sair na revista.
— Eu queria ter visto... — ele fez um bico adorável.
— Isso é tão torturante... Eu queria tanto beijar esse biquinho... Receber cafuné, e cheirinho no pescoço também...
— Amanhã eu te darei tudo isso, está bem? Vou fazer de tudo para voltar o mais rápido possível para vocês dois.
— Amor, você acredita que Jiwan conseguiu erguer o pescoço hoje? Ele estava aqui na cama comigo deitadinho, daí do nada, ergueu a cabeça para olhar a lua, através da janela.
— Woah! Essa criança é muito inteligente, mochi! Ele nem fez três meses ainda...
— Acho que é normal para essa idade, não? Já, já ele estará engatinhando a casa toda, amor... Ai sim, vamos perder os cabelos, pois teremos que dobrar a atenção.
— precisaremos lembrar-nos de pôr proteção na escada, tomadas e quinas... — ele disse mais sério, até um pouco preocupado. — E precisa ser rápido... Jiwan está crescendo muito.
— Você é um pai muito preocupado, amor. Está certíssimo.
— Você também é amor, todos nós somos... Sabe, eu tenho muito orgulho de você.
— Aish, eu também tenho de você, você sabe... — sorri e bocejei tudo junto. — Estou mortinho de cansaço...
— Vá dormir. Quer fazer como ontem e anteontem? — ele sorriu e se ajeitou na própria cama, se enrolando todinho até o pescoço.
— U-hum... Boa noite minha vidinha, amanhã vou te encher de beijos, ta?
— Boa noite, amor. Eu vou cobrar todos esses beijinhos, viu? E vou levar um vinho natural que tem aqui, você vai amar.
— Você já prestou atenção que todas as vezes que tomamos vinho, acabamos em algum lugar fazendo amor?
— Por que você acha que irei levar? Quero beijar teu corpo todinho... Te ouvir daquele jeito.
— Não atiça kook... Beijos.
Ele sorriu e apoiou o celular de frente à cama como já havia feito nos outros dias. Fiz o mesmo, e me deitei o olhando, todo sonolento.
— Eu te amo... — falei baixinho.
— Eu também te amo... Muito, muito!
— Muito... — bocejei mais uma vez e sorri. — muito!
[...]
Oito da manhã! Oito da manhã e eu já queria chorar.
— Meu deus, qual é o nome da infeliz da galinha? — choraminguei com Jiwan nos braços, o balançando, enquanto ele abria o maior berreiro. — Meu deus jungkook, como eu te odeio!
— Bom dia, jimin. — Yeji entrou sorrindo, mas parou assim que viu minha cara de desespero. — Algum problema?
— Yeji, a infeliz da galinha! Eu não sei o nome daquela infeliz! Foi isso que aconteceu!
— Que galinha? — ela perguntou, sem entender.
— A que canta que tem o marido g**o, e um monte de pintinho... Eu não sei o nome daquela gota, e o jiwan não quer parar de chorar... Ela é a minha última salvação.
— Ah...! Eu sei qual é a galinha. — ela sorriu e pegou o controle da tv das minhas mãos para pôr nome da galinha miserável. — É essa?
Ela perguntou dando o play, e eu nem precisei responder, visto que Jiwan parou com o berreiro no mesmo instante, para olhar a TV.
— Yeji, você é perfeita, mulher! A minha salvadora! — sorri colocando jiwan na cadeira de descanso, enquanto assistia a demoníaca da galinha cantora.
— Que isso... É que o meu sobrinho também gosta muito desse desenho. Eu sei até a letra das músicas, acredita?
— Eu estou quase nesse mesmo nível... Tudo isso é culpa do jungkook, e do kihyun, que alienaram a minha criança a isso!
— O senhor já comeu? Posso preparar um café?
— Nada disso, eu mesmo faço. — sorri para ela e fui até a cozinha. — Vai querer também?
Ela negou ainda sem jeito.
— Vou trabalhar... — Ela avisou e saiu.
Enquanto Jiwan estava entretido com o desenho, preparei meu café da manhã e a mamadeira dele.
Aproximei-me devagar e sentei ao lado da cadeirinha dele, ainda o vendo assistir atento o desenho.
— Senhor, será que eu posso interromper o seu adorável desenho? Olha só o que eu tenho! — balancei a mamadeira roubando a atenção dele. Jiwan sorriu para mim, e foi então que aproveitei para tirá-lo da cadeira, apoiando sobre meu colo, para começar a dar de mamar.
Prestei atenção no desenho que passava e na galinha cantora. Jiwan ainda assistia, mesmo mamando e no meu colo.
— Que g**o filho da mãe... Por que ele não ajudou a galinha que estava doente? Esse safado...
— Está falando com a tv, senhor? — Yeji perguntou sorrindo.
Olhei-a e sorri também, assentindo.
— Só estou revoltado com esse g**o safado!
— Ok... Irei limpar o seu quarto. Em seguida limparei o do bebê.
— Está bem, eu vou terminar aqui, e subo direto para o ateliê. Jiwan estará comigo, mas se precisar pode ir lá me chamar.
— Tudo bem. — ela assentiu e subiu as escadas.
Terminei a mamadeira de jiwan, e nem foi preciso pôr para arrotar, pois, assim que largou o bico da mamadeira, ele soltou o maior arroto que um serzinho daquele tamanho poderia largar.
— Que porquinho! — sorri ficando de pé, indo enfim, comer.
Tomei meu café, que já estava um pouco frio, e depois subi para o meu ateliê, trabalhar.
— Meu filho, aqui não tem a galinha, mas tem os passarinhos. — disse a Jiwan, o colocando no carrinho um pouco inclinado, deixando a vista de todo o lado de fora, para que ele visse os pássaros e as árvores.
Dei o brinquedinho de morder que ele tanto gostava, e o deixei lá no cantinho, murmurando os barulhinhos dele, enquanto as mãozinhas tentavam bater em algo.
Peguei a tela na qual já estava pela metade, e continuei a pintar. Era uma paisagem, na qual eu havia sonhado, e agora estava pondo em uma tela.
Não sei quanto tempo havia passado ali, mas somente percebi que Jiwan estava quieto demais, e quando o olhei, ele já dormia todo encolhidinho no carro. Baixei o assento na qual ele estava, e o puxei para mais perto, sempre deixando uma boa distância das tintas, para não fazer m*l algum.
Voltei a pintar, e percebi que alguém estava logo atrás de mim, me observando, e no mesmo momento deduzir ser Yeji, já que ela sempre gostava de ficar observando.
Finalizei o quadro, e estava apenas dando uns retoques finais quando ouvi um riso atrás de mim.
— Você não vai me notar?
Virei-me rápido ao ouvir a voz de Jungkook, e o vi logo atrás de mim, sorrindo todo lindo, ali, pertinho, de volta para mim.
Corri e o abracei pelo pescoço, entrelaçando minhas pernas na cintura dele, sentindo meu coração pulsar forte, ao perceber o cheiro gostoso que somente ele tinha.
O cheiro do meu amor.
— Que saudade! — falei contra o pescoço dele, deixando vários e vários beijinhos por ali.
— Nem me fale amor... — ele sorriu e me encostou-se à parede, me prendendo ali com o quadril, enquanto as mãos subiam até o meu rosto para me beijar.
O beijo era cheio de pressa e sorrisos, enquanto nossas mãos se apertavam em nossos corpos.
— Eu estava quase morrendo de agonia ali atrás! — ele sussurrou contra minha boca.
— Por que não falou logo? Eu pensei que era a Yeji... Ela gosta de me observar pintando.
— Tem uma fã? — Jungkook sorriu me pondo devagar no chão.
— Uma aprendiz... — pisei no chão, mas ainda permaneci abraçado a ele. — meu deus como eu estava com saudade do teu cheiro, amor. — o puxei para um beijo afobado, sentindo as mãos que tanto amo, me apertando novamente.
— Também estava... Essa sua boca... De você todo! Eu nunca mais quero passar tanto tempo assim, longe.
Ele me beijou mais uma vez, e nos perdemos ali. O beijo era bom, tinha gosto de saudade, mas a pegada era de reencontro. Levei minhas mãos para os cabelos dele, os puxando, quando senti as dele, entrarem por debaixo da minha camisa, apertando e arranhando minha pele, me fazendo suspirar. Quando estávamos em um nível absurdo de loucura e desejo, um barulhinho nos fez separar rápido.
Jiwan estava manhoso, ainda dormia, mas se remexia todo no carrinho.
— Vou colocar ele no quarto... Vai tomar um banho. — pedi a jungkook.
— Eu trouxe o vinho... Para mais tarde. — Ele sorriu e mordeu meu lábio inferior. — Quero continuar... Matar a saudade.
— Safado! — Bati de leve no ombro dele e fui até Jiwan, o pegando devagar para não acordar. — Hoje a noite vai prometer... Mas é com jiwan acordado. — sorri, vendo o bebê dormindo de boquinha aberta.
— Eu fico com ele amor, se ele acordar... Qualquer coisa deixamos a noite de safadeza para depois.
— É... É assim que percebemos que somos mesmo pais... Não temos sequer tempo para fazer nossa safadeza direito.
Jungkook assentiu sorrindo e veio até nós dois, nos abraçar.
— É muito bom poder abraçar vocês... — ele disse, e deixou um beijo nos fios escuros de Jiwan, em seguida minha testa. — Estava com muita saudade disso.
— É bom ter minha família completa novamente, então seja bem-vindo de volta, Kookie. E, por favor, não fique mais tanto tempo longe...
— Eu prometo. Não vou ficar mais longe de vocês assim nunca mais.
— Promete de dedinho? — ergui meu mindinho a ele, sorrindo.
— Prometo. — ele segurou meu dedo com o dele e os beijou junto. — Amo vocês.
Aproximei-me e beijei nossos dedinhos juntos também, logo selando os lábios dele uma última vez, antes de me afastar e deixar um sorriso, acariciando o rosto bonito, que tanto me fazia suspirar de felicidade e alívio, por enfim, estar perto novamente.
— Eu também amo vocês.
Continua...