Vidas, carreiras e reencontros [Parte dois]

1710 Palavras
— Você deve ter ficado lindo, amor! Não, perfeito! Você é perfeito... Pena que a merda do celular descarregou... — Jungkook, você é a criatura mais fofa do mundo... Como pode existir, senhor? — brinquei deitado na cama, mais uma noite ficando assim, o vendo somente através de uma tela. — Não teve nada de especial... Você verá quando sair na revista. — Eu queria ter visto... — ele fez um bico adorável. — Isso é tão torturante... Eu queria tanto beijar esse biquinho... Receber cafuné, e cheirinho no pescoço também... — Amanhã eu te darei tudo isso, está bem? Vou fazer de tudo para voltar o mais rápido possível para vocês dois. — Amor, você acredita que Jiwan conseguiu erguer o pescoço hoje? Ele estava aqui na cama comigo deitadinho, daí do nada, ergueu a cabeça para olhar a lua, através da janela. — Woah! Essa criança é muito inteligente, mochi! Ele nem fez três meses ainda... — Acho que é normal para essa idade, não? Já, já ele estará engatinhando a casa toda, amor... Ai sim, vamos perder os cabelos, pois teremos que dobrar a atenção. — precisaremos lembrar-nos de pôr proteção na escada, tomadas e quinas... — ele disse mais sério, até um pouco preocupado. — E precisa ser rápido... Jiwan está crescendo muito. — Você é um pai muito preocupado, amor. Está certíssimo. — Você também é amor, todos nós somos... Sabe, eu tenho muito orgulho de você. — Aish, eu também tenho de você, você sabe... — sorri e bocejei tudo junto. — Estou mortinho de cansaço... — Vá dormir. Quer fazer como ontem e anteontem? — ele sorriu e se ajeitou na própria cama, se enrolando todinho até o pescoço. — U-hum... Boa noite minha vidinha, amanhã vou te encher de beijos, ta? — Boa noite, amor. Eu vou cobrar todos esses beijinhos, viu? E vou levar um vinho natural que tem aqui, você vai amar. — Você já prestou atenção que todas as vezes que tomamos vinho, acabamos em algum lugar fazendo amor? — Por que você acha que irei levar? Quero beijar teu corpo todinho... Te ouvir daquele jeito. — Não atiça kook... Beijos. Ele sorriu e apoiou o celular de frente à cama como já havia feito nos outros dias. Fiz o mesmo, e me deitei o olhando, todo sonolento. — Eu te amo... — falei baixinho. — Eu também te amo... Muito, muito! — Muito... — bocejei mais uma vez e sorri. — muito! [...] Oito da manhã! Oito da manhã e eu já queria chorar. — Meu deus, qual é o nome da infeliz da galinha? — choraminguei com Jiwan nos braços, o balançando, enquanto ele abria o maior berreiro. — Meu deus jungkook, como eu te odeio! — Bom dia, jimin. — Yeji entrou sorrindo, mas parou assim que viu minha cara de desespero. — Algum problema? — Yeji, a infeliz da galinha! Eu não sei o nome daquela infeliz! Foi isso que aconteceu! — Que galinha? — ela perguntou, sem entender. — A que canta que tem o marido g**o, e um monte de pintinho... Eu não sei o nome daquela gota, e o jiwan não quer parar de chorar... Ela é a minha última salvação. — Ah...! Eu sei qual é a galinha. — ela sorriu e pegou o controle da tv das minhas mãos para pôr nome da galinha miserável. — É essa? Ela perguntou dando o play, e eu nem precisei responder, visto que Jiwan parou com o berreiro no mesmo instante, para olhar a TV. — Yeji, você é perfeita, mulher! A minha salvadora! — sorri colocando jiwan na cadeira de descanso, enquanto assistia a demoníaca da galinha cantora. — Que isso... É que o meu sobrinho também gosta muito desse desenho. Eu sei até a letra das músicas, acredita? — Eu estou quase nesse mesmo nível... Tudo isso é culpa do jungkook, e do kihyun, que alienaram a minha criança a isso! — O senhor já comeu? Posso preparar um café? — Nada disso, eu mesmo faço. — sorri para ela e fui até a cozinha. — Vai querer também? Ela negou ainda sem jeito. — Vou trabalhar... — Ela avisou e saiu. Enquanto Jiwan estava entretido com o desenho, preparei meu café da manhã e a mamadeira dele. Aproximei-me devagar e sentei ao lado da cadeirinha dele, ainda o vendo assistir atento o desenho. — Senhor, será que eu posso interromper o seu adorável desenho? Olha só o que eu tenho! — balancei a mamadeira roubando a atenção dele. Jiwan sorriu para mim, e foi então que aproveitei para tirá-lo da cadeira, apoiando sobre meu colo, para começar a dar de mamar. Prestei atenção no desenho que passava e na galinha cantora. Jiwan ainda assistia, mesmo mamando e no meu colo. — Que g**o filho da mãe... Por que ele não ajudou a galinha que estava doente? Esse safado... — Está falando com a tv, senhor? — Yeji perguntou sorrindo. Olhei-a e sorri também, assentindo. — Só estou revoltado com esse g**o safado! — Ok... Irei limpar o seu quarto. Em seguida limparei o do bebê. — Está bem, eu vou terminar aqui, e subo direto para o ateliê. Jiwan estará comigo, mas se precisar pode ir lá me chamar. — Tudo bem. — ela assentiu e subiu as escadas. Terminei a mamadeira de jiwan, e nem foi preciso pôr para arrotar, pois, assim que largou o bico da mamadeira, ele soltou o maior arroto que um serzinho daquele tamanho poderia largar. — Que porquinho! — sorri ficando de pé, indo enfim, comer. Tomei meu café, que já estava um pouco frio, e depois subi para o meu ateliê, trabalhar. — Meu filho, aqui não tem a galinha, mas tem os passarinhos. — disse a Jiwan, o colocando no carrinho um pouco inclinado, deixando a vista de todo o lado de fora, para que ele visse os pássaros e as árvores. Dei o brinquedinho de morder que ele tanto gostava, e o deixei lá no cantinho, murmurando os barulhinhos dele, enquanto as mãozinhas tentavam bater em algo. Peguei a tela na qual já estava pela metade, e continuei a pintar. Era uma paisagem, na qual eu havia sonhado, e agora estava pondo em uma tela. Não sei quanto tempo havia passado ali, mas somente percebi que Jiwan estava quieto demais, e quando o olhei, ele já dormia todo encolhidinho no carro. Baixei o assento na qual ele estava, e o puxei para mais perto, sempre deixando uma boa distância das tintas, para não fazer m*l algum. Voltei a pintar, e percebi que alguém estava logo atrás de mim, me observando, e no mesmo momento deduzir ser Yeji, já que ela sempre gostava de ficar observando. Finalizei o quadro, e estava apenas dando uns retoques finais quando ouvi um riso atrás de mim. — Você não vai me notar? Virei-me rápido ao ouvir a voz de Jungkook, e o vi logo atrás de mim, sorrindo todo lindo, ali, pertinho, de volta para mim. Corri e o abracei pelo pescoço, entrelaçando minhas pernas na cintura dele, sentindo meu coração pulsar forte, ao perceber o cheiro gostoso que somente ele tinha. O cheiro do meu amor. — Que saudade! — falei contra o pescoço dele, deixando vários e vários beijinhos por ali. — Nem me fale amor... — ele sorriu e me encostou-se à parede, me prendendo ali com o quadril, enquanto as mãos subiam até o meu rosto para me beijar. O beijo era cheio de pressa e sorrisos, enquanto nossas mãos se apertavam em nossos corpos. — Eu estava quase morrendo de agonia ali atrás! — ele sussurrou contra minha boca. — Por que não falou logo? Eu pensei que era a Yeji... Ela gosta de me observar pintando. — Tem uma fã? — Jungkook sorriu me pondo devagar no chão. — Uma aprendiz... — pisei no chão, mas ainda permaneci abraçado a ele. — meu deus como eu estava com saudade do teu cheiro, amor. — o puxei para um beijo afobado, sentindo as mãos que tanto amo, me apertando novamente. — Também estava... Essa sua boca... De você todo! Eu nunca mais quero passar tanto tempo assim, longe. Ele me beijou mais uma vez, e nos perdemos ali. O beijo era bom, tinha gosto de saudade, mas a pegada era de reencontro. Levei minhas mãos para os cabelos dele, os puxando, quando senti as dele, entrarem por debaixo da minha camisa, apertando e arranhando minha pele, me fazendo suspirar. Quando estávamos em um nível absurdo de loucura e desejo, um barulhinho nos fez separar rápido. Jiwan estava manhoso, ainda dormia, mas se remexia todo no carrinho. — Vou colocar ele no quarto... Vai tomar um banho. — pedi a jungkook. — Eu trouxe o vinho... Para mais tarde. — Ele sorriu e mordeu meu lábio inferior. — Quero continuar... Matar a saudade. — Safado! — Bati de leve no ombro dele e fui até Jiwan, o pegando devagar para não acordar. — Hoje a noite vai prometer... Mas é com jiwan acordado. — sorri, vendo o bebê dormindo de boquinha aberta. — Eu fico com ele amor, se ele acordar... Qualquer coisa deixamos a noite de safadeza para depois. — É... É assim que percebemos que somos mesmo pais... Não temos sequer tempo para fazer nossa safadeza direito. Jungkook assentiu sorrindo e veio até nós dois, nos abraçar. — É muito bom poder abraçar vocês... — ele disse, e deixou um beijo nos fios escuros de Jiwan, em seguida minha testa. — Estava com muita saudade disso. — É bom ter minha família completa novamente, então seja bem-vindo de volta, Kookie. E, por favor, não fique mais tanto tempo longe... — Eu prometo. Não vou ficar mais longe de vocês assim nunca mais. — Promete de dedinho? — ergui meu mindinho a ele, sorrindo. — Prometo. — ele segurou meu dedo com o dele e os beijou junto. — Amo vocês. Aproximei-me e beijei nossos dedinhos juntos também, logo selando os lábios dele uma última vez, antes de me afastar e deixar um sorriso, acariciando o rosto bonito, que tanto me fazia suspirar de felicidade e alívio, por enfim, estar perto novamente. — Eu também amo vocês. Continua...
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR