— Jimin-ah, Jiwanie quer conversar, olha! — Kook riu colocando o bebê no centro da nossa cama, se jogando logo ao lado.
Olhei da suíte e sorri. O bebê tinha as perninhas para cima, como sempre, e fazia muito barulho enquanto murmurava e sorria numa mistura de barulhos, olhando o pai Kookie, que babava ao lado.
— Eu vou te morder. — ele ameaçava o bebê, brincando, sorrindo toda vez que ouvia uma gargalhada do pequeno.
Jiwan começou a fazer besourinho o olhando, e sorria toda vez que Jungkook fingia se assustar com o barulho.
— Cadê o pequeno do pai? — Jungkook falou, se escondendo atrás do travesseiro.
Jiwan sorria, soltando barulhinhos alto, de risada, enquanto olhava atento para o lugar.
Jungkook aparecia e se escondia novamente, fazendo muito barulho junto com o pequeno.
Eu apenas ouvia tudo, sorrindo feito bobo com toda aquela bagunça gostosa, sobre minha cama.
— Assim, ó! — Jungkook fez besourinho com a boca, e assim que parou, Jiwan o imitou. — Aish, que menino inteligente!
Ouvi o sorriso do bebê, e não me aguentei e saí para vê-los.
Estavam os dois de barriga para cima na cama. Jiwan observava o pai brincalhão, enquanto o outro fazia diversas caretas.
— Jeon, o senhor já arrumou a malinha dessa criança? — perguntei no tom de riso, retornando para dentro do banheiro.
— Já, jagi. — ele respondeu voltando a brincar com o bebê. — já está dentro do carro, junto ao carrinho.
— Colocou fralda? Mamadeira pronta? Pomada?
— Tudo, senhor Park! A única coisa que falta é você.
Sorri e continuei a me arrumar. Iríamos para a casa dos kim's almoçar.
Jungkook e Jiwan já estavam arrumados, à minha espera.
Olhei uma última vez e ajeitei a camisa fina azul-marinho que usava. Estava quente, então apenas uma bermuda bege com a camisa leve, era o meu look.
— Jungkook, você passou protetor? — perguntei saindo da suíte, calçando meu mule. — Está quente, e você precisa proteger a pele, amor.
— Passei sim, amor.
Assenti e peguei meus óculos escuros no móvel do quarto, os colocando e olhando para os dois na cama.
— Vamos? — sorri e o vi assentir.
Jungkook buscou o bebê e só então vi a roupinha que ele havia escolhido e vestido no pequeno.
— O que é isso, Jungkook? — sorri vendo o elástico nos cabelos do bebê, prendendo parte dos cabelos espetados, junto a uma orelhinha que se misturava aos fios. — Que animalzinho é esse?
Ele olhou para o bebê nos braços, e arqueou a sobrancelha, analisando.
— Eu não sei. — sorriu e me encarou. — Foi o Namjoon-hyung que deu, lembra? Eu só vesti porque achei bonitinho.
Fui até meus dois meninos e tomei o menor nos braços, analisando bem a roupinha.
— Acho que é uma girafa, mas não é amarela... Pode ser um cavalinho, não? Eu não sei...
— Eu também não, mas nem tento entender jagi. Namjoon, é complicado de entender até nos presentes, só achei bonitinha e vesti... Não tem problema por causa da tiara, não é?
— Óbvio que não, porque teria?
— Ah, sei lá... As pessoas empregam que somente meninas podem usar...
— Isso é besteira, Kookie. Olhe como nosso gorducho ficou lindo. — sorri e olhei o bebê em meus braços. Estava resmungando algo, enquanto estendia as mãos para tocar meus cabelos. — um príncipe.
— Está mesmo. — Jungkookie disse sorrindo e logo passou por nós para abrir a porta do quarto. — Vamos?
Assenti e caminhei junto ao bebê para o lado de fora.
O carro já estava pronto, parado em frente à casa, com a cadeirinha já posta.
— Verificou se está bem encaixada?
— Amor ela não saiu daí para nada. — ele sorriu destravando a porta. — Desde quando o levamos ao pediatra.
Assenti e entrei no carro, colocando cuidadosamente o bebê na cadeirinha.
Depois de me certificar que o cinto de segurança e a trava estavam bem colocados, dei um beijinho na bochecha gorducha e fui para o banco da frente.
— Você lembrou-se de pegar os presentinhos dos bebês? — Perguntei a Jungkook, já pondo o cinto de segurança.
— Está no porta malas, junto com a malinha do jiwan. Namjoonie mandou uma mensagem, disse que já está a caminho também.
— Ótimo, então vamos logo para não chegarmos atrasados.
Ele assentiu me dando um beijinho logo em seguida. Pôs também, o cinto de segurança, e deu partida no carro.
O caminho foi totalmente calmo. No banco traseiro, Jiwan ia resmungando algo como sempre fazia, brincando com o móbile disposto logo acima da cadeirinha, o distraindo.
Kook havia colocado uma música baixa para tocar durante a viagem, e vez ou outra eu cantarolava junto.
— Você quer mesmo ir à Busan de carro? Não acha cansativo? — perguntei olhando-o. — Podemos ir de trem, ou com um motorista particular.
— Claro que não, amor. Eu mesmo irei levar vocês. É bom, que conseguimos levar todas as nossas coisas e a do bebê.
— E a sua casa, como é? — O olhei curioso. — É perto do mar?
— Nossa Jimin. A casa é nossa. — ele me olhou rápido, em repreensão. — O mar é praticamente nosso vizinho, amor. É como se fosse o nosso quintal.
— Sério? — perguntei surpreso. — Então deixaremos para ir ao verão, o que acha? É melhor!
— No verão? Mas falta tanto tempo...
— É jagi, o verão é daqui a dois meses apenas... O bebê já estará mais espertinho, e será melhor para aproveitar o mar juntos.
— Não sei se minha mãe irá aguentar até lá. — ele disse pensativo. — Ela e Sky, ligam todos os dias, você sabe disso...
— É — sorri me atentando a Jiwan. — Sky gosta muito do jiwan, não é? Mesmo não o conhecendo pessoalmente, sua sobrinha já demonstra um afeto grande por ele.
— Sky sempre foi assim. Jonny e Enddy que são mais tímidos.
— Eu acho lindo os nomes deles, sabe? Foge do padrão coreano.
— É porque a mãe deles era brasileira, amor. Ela morava nos Estados Unidos quando conheceu meu irmão... Você iria amar conhecer a Sara.
— É uma pena, tudo que aconteceu...
— É... Meu irmão passou por um luto severo, depois do acidente dela. Ficou com três filhos para criar sozinho, sendo uma pré-adolescente, que precisava muito da mãe...
— Eu nem consigo imaginar a dor dele... — suspirei ao lembrar-se de tudo que mamãe passou com a ausência de meu pai. Foi doloroso ver todo o sofrimento dela, mesmo não sentindo nem a metade da dor que ela sentia... — mas entendo que realmente é difícil...
— É lamentável meu pequeno... Mas como diz mamãe, o destino sempre é imprevisível. Ele nos dá, mas também pode nos tirar. Precisamos viver o hoje intensamente, já que o dia de amanhã não nos pertence... Meu irmão sofreu muito, mas Hyejin veio como um anjo na vida dele, e hoje são uma família muito feliz.
— Quanto tempo tem da morte da Sara?
— Quase cinco anos... Os gêmeos tinham meses, apenas quando tudo aconteceu. Sky tinha onze... Junghyun conheceu Hyejin, depois de dois anos... Por muito insistimos que ele precisava viver. É bom, quando enfim ele se permitiu viver, foi tudo muito intenso. Tão intenso, que se casaram em apenas quatro meses.
— Como nós dois. — disse sorrindo, buscando a mão dele. — Não que sejamos casados... Mas somos praticamente isso, né? — sorri. — foi muito intenso, e não me arrependo de um só segundo.
Jungkook me olhou brevemente, e acariciou minha mão.
— Somos destinos, meu pequeno. Eu te amo muito, e você trouxe felicidade para mim. Mas eu ainda vou te ter em um altar... Vou te ver entrar numa igreja... Te ter oficialmente como meu marido.
— Não me faz chorar kookie... — sorri sem jeito. — Eu também te amo, anjo. Nossa família é a coisa mais preciosa que aconteceu... Quando esse dia chegar, será o dia mais feliz de nossas vidas. Quer dizer, o segundo dia. — sorri apontando para trás.
— E se depender de mim, vai continuar perdendo no pódio... Para o terceiro, o quarto... Dependendo de quantos filhos, iremos ter.
Sorri novamente sem graça. Jungkook conseguia me desarmar quando falava de futuro, e filhos... Ele sabia que eu ainda não pensava em ter outros bebês, mas também sabia que um dia, iríamos ter.
Ele iria abrir a boca para falar mais algumas palavrinhas que fariam meu coração derreter sobre nossos futuros filhos, mas Jiwan foi mais rápido, e começou a gritar no carro, como se estivesse interagindo conosco.
Olhei para trás e sorri, vendo os olhos escuros me fitarem, junto a um sorrisão banguela.
— Eu também te amo, miúdo. — segurei a mãozinha gorducha. — Amo você mais que o papai Kookie.
— Mas... — Jungkook fingiu estar decepcionado, me fazendo sorrir. — Claro que não, eu amo mais!
— Ele é muito dramático. — sussurrei para Jiwan. — Eu prefiro você.
Mandei um beijinho para meu pequeno, o fazendo gargalhar. A risada fofa e única tomou conta de todo o carro, nos contagiando.
Logo chegamos à casa dos Kim's, onde o carro de Namjoon já estava estacionado, junto ao carro do Tae, que mais parecia uma van, e outro que julguei ser do doutor Kim, já que ele também iria para o almoço conosco.
Jungkook estacionou o carro, ainda aos risos comigo e Jiwan, e logo Taehyung veio nos receber.
— Vejo que a viagem foi bem divertida. — ele disse sorrindo, vindo até a mim, para deixar um abraço caloroso, enquanto Jungkook tirava o bebê.
— Jiwan estava dizendo ao Kookie o quanto me prefere. E ele não aceita...
— Uma injustiça. — Jungkook falou rindo, vindo com o bebê, o deixando em meus braços.
Voltou até o carro, para esvaziar a mala, com todas as coisas necessárias do pequeno.
— Como está gorducho! — Taehyung sorriu e o pegou de meu colo, com cuidado. — olha só esses cabelinhos espetados... Está a sua cara, Jimin-ah. Está lindo.
— Obrigado. Onde estão as gêmeas e Jongin?
— Jongin está tirando um cochilo, e as gêmeas estão com Namjoon e meu pai, lá na parte de trás, onde iremos almoçar.
Logo Hoseok apareceu na porta também, vindo nos receber.
— Olha só quem chegou! — sorriu bonito, iluminando todo o local. — sejam muito bem-vindos. Se sintam em casa.
— Obrigado Hobi. — sorri e olhei jungkook, que lutava para abrir o carrinho do bebê.
— Me deixe ajudar. — Hobi foi até ele, abrindo o carrinho com agilidade. — fácil.
— Obrigado hyung. — Jungkook agradeceu, e passou a empurrar o carrinho e as bolsas.
— Trouxemos um presente para os bebês. — disse e vi jungkook entregar os três embrulhos a Hoseok. — Onde está Yoongi?
— Com o casal e meu pai. Venham, entre. — Tae pediu e logo nos guiou para dentro da residência.
A casa era linda. Grande, bastante espaçosa, decorada e colorida. Havia quadros belíssimos por todo o ambiente, mas meus olhos logo fixaram o xodó de dois metros bem na estrada, no qual eu sabia pertencer a Hoseok.
— Woah! — parei em frente ao quadro, pintado a óleo. — E lindo Hobi.
— Não é? — ele se aproximou, olhando com carinho a tela. — É meu maior xodó. Minha preferida.
— Estamos à espera de um seu chim. Faremos questão de colocar em um lugar bonito, na casa também.
— Ficarei lisonjeado. — sorri e vi Yoongi vir até nós, sorrindo calmo, junto à Namjoon que segurava uma bebê, Jinie e doutor Kim, que segurava outra.
— Oh, Hyung! — Jungkook exclamou alto, contente em ver Yoongi, que o recebeu com um sorriso maior e um abraço — Como está?
— Bem, e você saeng?
— Vou muito bem, obrigado. Trouxemos presentes para os bebês.
— Não precisava. — Yoongi foi educado. Sorria grande para Jungkook.
Ninguém ali estranhou a alegria de ambos. Todos nós sabíamos que eles haviam se tornado amigos íntimos, que se entendiam, e passavam horas conversando sobre coisas aleatórias.
— Doutor Kim, quanto tempo. — sorri e fui até a ele, o cumprimentar com um abraço desajeitado por conta dos bebês em nosso colo.
— Senhor Park! Olhe só, como o pequeno jiwan, está grandão!
— Por favor, me chame apenas por Jimin. — sorri educadamente — Como o senhor está?
— Bem, obrigado. Estávamos tomando um chá, por favor, fiquem à vontade para se juntarem a nós.
Assenti e vi Jinie vir até a mim, buscando jiwan para seu colo.
— Como a bolota do dindo, está lindo hoje.
— Veja amor, ele está usando a roupinha que escolhi! — Namjoon disse sorrindo ao lado.
— Que bichinho é esse, Namjoonie? Eu e o Jungkook não conseguimos identificar...
— Eu não sei. — ele disse olhando o bebê, coçando a nuca desajeitado. — Só achei muito fofa, e resolvi que deveria pertencer a Jiwan.
— É linda hyung, obrigado. — agradeci, sentindo a mão de Jungkook pousar sobre minhas costas.
— Ah, Jungkook-ah, eu achei o que me pediu. — Yoongi disse, buscando o celular. — Um amigo meu, está vendendo um espaço maneiro, em Busan.
— Não me diga que quer comprar outra casa, Jeon Jungkook! — o olhei firme.
Ele não iria ser doido de comprar mais uma casa em Busan. Nós morávamos em Seul, e ele já tinha uma casa lá.
— Não. — ele sorriu. — Comentei sobre a vigésima cafeteria que quero abrir com o Yoongi-hyung, e ele disse que tem um amigo, dono de uma imobiliária que poderia me ajudar.
— O espaço é muito bom. — Yoongi nos entregou o celular que continha as fotos do lugar. — Só não sei se te interessa, porque tem primeiro andar.
— Não, quatro das minhas cafeterias são de primeiro andar e dão super certo. Pode me passar o contato dele? Quando formos à Busan, darei uma olhada no local.
— Claro. — Yoongi sorriu, pegando o celular de volta. — Vou te enviar por mensagem, e já deixo avisado a ele, está bem?
Jungkook assentiu, e logo o doutor Kim, ou melhor, senhor Kim Junsoo, nos chamou a atenção.
— Vamos almoçar! Eu preparei o churrasco hoje!
— Vocês irão amar. Quando meu sogrinho faz o churrasco, não tem quem não fique satisfeito. — Hobi disse sorrindo, começando a caminhar junto a todos nós.
A parte de trás da casa, onde seria o almoço, era coberta. Mas dava a visão ao vasto quintal verde, com grama amparada e algumas árvores, onde três cachorrinhos brincavam entre si logo abaixo, pouco ligando para nós.
— Olha mochi! — Jungkook exclamou alto, indo correndo até os pets, parecendo uma criança, de tão animado. — Quais os nomes hyung?
— Holly, Mickey e Yeontan. — Yoongi respondeu olhando para jungkook.
— Já os tínhamos, antes de nos conhecer e casar. Mickey era meu, Holly do Yoon, e Tannie do Tae. — Hobi disse, olhando-o enquanto brincava com os doguinhos. — Agora se dão bem, mas no começo foi bem difícil...
— Holly foi o que mais sofreu. Tannie é um pequeno demônio, é o mais jovem e amava implicar com os outros dois. Mickey é o mais velho e quando se estressava, se torna o próprio lúcifer. — Yoon disse rindo. — ai já viu né? O pobre Holly ficava no meio dos demônios.
— Mas chame o pequeno Kim Yeontan de demônio, amor. Ele só é um pouco temperamental demais... — Tae disse, sentando à mesa.
— Ah claro, temperamental. — Yoon sorriu, mas logo o sorriso morreu quando um chorinho baixo e calmo saiu através da babá eletrônica que estava sobre a mesa. — Jongin acordou, irei buscá-lo.
Senhor Kim já estava arrumando os pratos sobre a mesa, distribuindo as carnes e os vegetais por toda ela.
Jungkook e Hoseok ficaram responsáveis pela montagem dos outros carrinhos, deixando-os enfileirados logo ao lado.
Jin brincava com Jiwan, conversando sobre os outros dois futuros primos que meu pequeno teria que ainda estavam dentro do forninho. Enquanto isso, Namjoon segurava Jisoo, e eu Jennie, que antes estava com o doutor. Bebi um pouco do chá gelado que ele havia me oferecido, enquanto a pequena garotinha me observava atenta.
— Você recebeu a ligação da revista? — Namjoon me perguntou depois de alguns minutos.
Arqueei uma sobrancelha olhando-o.
— Não... Por quê?
— Seus quadros foram os mais valiosos da exposição, Jimin. Todos querem saber sobre você... Você será reconhecido e possivelmente, famoso. — ele disse calmo enquanto minha cabeça já girava. — Venderá a um bom preço suas peças.
Pisquei tentando entender as palavras dele, mas não conseguia sequer raciocinar corretamente. Eu? Em meio a tantos outros artistas, fui o que teve os quadros mais valiosos e faria uma entrevista exclusiva?
— Eles querem você como capa, chim! Além da entrevista, claro.
— E-Eu? Como capa da The Korea to the world? É brincadeira não é? Eles me querem como capa? — o fitei esperando o riso, que anunciaria que sim, era uma brincadeira, mas ele não veio. — é sério mesmo, Namjoon?
— Claro que é. Eu mesmo pedi para o meu secretário te ligar, mas vi que ele não fez isso... Desculpe-me.
— Pode ter sido o sinal, Hyung. Nossa casa está muito afastada das antenas telefônicas, não se desculpe. — Jungkook disse prestando atenção, sentando ao meu lado, após ter ido lavar as mãos que brincava com os animais.
— É também pode ser... Mas enfim, eles te querem como capa, Jimin! Iríamos te ligar para marcar uma sessão nova de fotos, junto aos seus quadros e se pudesse, no seu ateliê.
— Ai meu deus! — sorri pondo a mão no peito. — Namjoon, você nem brinque com isso! Eu quero chorar de felicidade, só de pensar!
— Pois acredite. — ele sorriu mostrando as covinhas, enquanto balançava a pequena bebê. — Você tem muito talento, Jiminie, todo o reconhecimento é válido. Você merece muito.
— Tenho que concordar. — Hobi disse.
— Meu deus, eu serei capa de uma revista renomada? A maior da Coreia? Ela é internacional, Nam! Minha mãe vai surtar!
— Conhecendo a peça, ela vai mandar mesmo. Bem capaz de mandar emoldurar e pôr no centro do hotel. — Jinie comentou rindo.
— Não duvide. — Jungkook sorriu e olhou para Yoongi que retornava com Jongin nos braços. — Olha só, que bolotinha dorminhoca.
O bebê estava quietinho nos braços de Yoongi, manhoso, cobrindo os olhinhos com as mãos.
— Ele está com fome. — Yoon disse baixo. — Se não se importam, darei mamadeira a ele aqui mesmo.
— Óbvio que não nos importamos Yoongi, é sua casa. — Seokjin disse sorrindo.
Jungkook me olhou rapidamente e sorriu cúmplice. Tínhamos feito um acordo.
Já que Yoongi ainda parecia triste, se pondo na recusa de que o filho fosse apenas alimentado por fórmula, havíamos deixado a mamadeira de jiwan pronta também, para mostrá-lo que isso não é um problema, nem muito menos o faz menos pai daquele bebê.
— Também está na hora da mamadeira de jiwan, não é amor? — ele disse, fingindo olhar as horas no relógio de pulso que usava se pondo de pé, para buscar a mamadeira na malinha.
— Tae me contou que ele também está na fórmula... Isso não te incomoda, Jiminie?
— Claro que não, Yoon. — sorri para ele. — Olhe só essas duas bolotas. — apontei para Jongin e Jiwan. — eles estão saudáveis, gorduchos, e muito sorridentes, somente isso importa...
— É... — Yoon disse olhando para o filho. — Jongin ganhou quase dois quilos no último mês... E a pediatra disse que está muito bem de saúde também.
— Então! Se essas coisinhas — falei me referindo a todos os quatro bebês — estão bem, não há com o que se incomodar.
— Eu me sinto inútil, sabe? — ele contou com sinceridade. — Me sinto falho como pai...
— Falho? — Taehyung falou olhando para o marido. — Quem é que acorda todas as madrugadas para ninar todos os três bebês, Yoon?
— E quem se importa quando na mínima chance deles estarem doentes, corre para o pediatra? — Hobi completou, também fitando o marido. — Você, amorzinho. Você é um pai perfeito.
— Você não é falho ou inútil, Yoon. — toquei na mão um pouco maior que a minha. — Nem você, nem eu. Somos pais desses bebês. Amamentar não diz quem somos, ou nos diminui... Mas cuidar deles diz muito. O amor, o carinho e a proteção, nos faz tão pais quanto os outros. Somos perfeitos. — Pisquei sorrindo.
Yoongi assentiu sorrindo, e encarou Jungkook com a mamadeira nas mãos.
Jin entregou-lhe o bebê, e o mesmo sentou logo à frente, começando a dar de mamar, a Jiwan.
Tae e Hobi, no canto, pareciam emocionados com as palavras, mas lutavam para não fazer nada errado e estragar o momento.
Yoongi novamente sorriu, desta vez olhando para o bebê calmo em seus braços e deixou um beijinho sobre os cabelos lisos e escorridos na pequena testa de Jongin.
O ajeitou no colo, e também deu a mamadeira ao bebê, olhando atento o pequeno que sugava com força, se alimentando com gosto, fazendo todos ao redor suspirar com a cena fofa.
Yoongi fechou os olhos e se aproximou do pequeno, dando um leve cheirinho nos fios curtos do filho, se emocionando, antes de falar baixinho:
— Eu sou um pai orgulhoso, pequeno... Mas eu te amo muito.
Hobi ao lado logo se juntou ao menor, e abraçou o marido, deixando um beijinho na bochecha dele, olhando atento para o filho manhoso, que mamava e sugava o leite com força, se agarrando à mamadeira.
Tae também se aproximou e devagar, abraçou os dois maridos, os beijando enquanto fazia um carinho singelo.
Depois de alguns segundos, ambos já estavam aos fungados, soltando lágrimas curtas e emocionadas com tudo ao redor.
Todos permaneciam quietos, com sorrisos no rosto, encarando a cena perfeita, que exalava amor e proteção.
Tae suspirou, e sorrindo me olhou grato, com carinho e silabou:
— Muito obrigado por isso, amigo.
Continua...