30 — Luan Narrando Eu olhei pro rastro da Hornet sumindo na curva da rua e soltei um riso de canto, balançando a cabeça. O cheiro da borracha queimada ainda tava no ar, assim como aquele perfume dela que, por um segundo, quase me fez amolecer. Quase. — Morreu, morreu, acabou, p***a! — falei pro Caveira, que ainda tava tenso olhando pro lado onde ela foi. — O mundo não para porque o 20 Anos descansou. Todo mundo sabe que nessa vida aqui só tem duas saídas: ou tu vai preso, ou tu é morto. Ele teve a sorte de morrer em casa, lutando. Não tem muito o que ficar chorando, nem muito o que ficar falando. Eu dei um tapa no carregador do fuzil, sentindo o peso do poder começando a trocar de mãos. — Papo reto... se fosse eu que tivesse caído hoje, amanhã o 20 Anos tava fazendo a festa, cobrando

