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1159 Palavras

47 — Victória Narrando Eu saí daquele quarto sem olhar para trás, batendo o pé pelo corredor. O Luan veio logo na minha cola, me acompanhando até o meu quarto. Assim que eu passei da porta, ele entrou atrás e bateu a madeira com força, trancando a gente ali dentro. Eu me joguei na cama, cobrindo o rosto com as mãos, sentindo que ia desabar de novo. A tremedeira no meu corpo não passava. — Eu não estou aguentando mais isso, Luan! — desabafei, a voz saindo abafada e embargada pelo choro que eu tentava segurar. — Eu não estou entendendo qual é a desse cara. Toda hora ele fica jogando gracinha, insinuando que eu tenho alguma coisa a ver com a morte do meu pai! Ele me olha como se eu fosse um monstro, como se eu tivesse vendido o homem que me tirou da rua! O Luan se aproximou devagar, senta

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