Margarida apertou os olhos e deixou algumas lágrimas escorrerem. Já fazia um mês que Rafael tinha morrido, e parecia que ela vivia num eterno limbo daquele dia. Ela não tinha mais o que fazer naquele hospital, nem naquela cidade. Largou tudo e voltou para sua cidade natal, no interior do estado. Seus pais ficaram felizes dela voltar, apesar de não ter muito emprego na cidade, dariam um jeito. Margarida relembrou o primeiro beijo que deu em Rafa, deixou a mente vagar e parar na noite em que passou com ele. Ela havia entrado escondida no quarto após a meia-noite, se encolheu ao lado dele, e ficaram conversando. Então ele sussurrou: Eu quero você, Marga. Ela apenas cedeu ao desejo e a loucura daquela paixão. Ele tentou a puxar para cima de si, mas ela que fez a maior parte do trabalho, mas

