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Meu amigo Imaginario

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Sinopse

Belle Wang era um menina cheia de vida e feliz, mas um acidente levou dela o seu bem mais preciso, seu pai.

Depois de tal perda a vida se apagou e perdeu o sentido, Lia a mãe de Belle também não era a mesma tornou se amarga e cheia de rancores, e acabou se casando novamente com um homen terrível, que fazia da vida de Belle um inferno, e apesar de aguentar tudo calada Belle tinha pra quem correr, o seu amigo que só ela podia ver.

O garoto de cabelos escuros e olhos grandes, um sorriso fofo e sapeca, tornou-se a luz dos seus dias.

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01
Estava mais uma vez prestes a ter um ataque de ansiedade, meu peito apertou e minha garganta se fechou de uma vez, o ar ia e vinha me deixando cada vez mais ofegante e cansada, queimando meus pulmões ao invés de me trazer alívio. Podia ouvir meu coração acelerar, abria e fechava meus olhos lembrando de tais palavras ditas mais uma vez por eles. O inferno até poderia ser uma mentira, mas considerando ser um lugar onde não se tem paz, e sim, uma constante tortura, eu estava em um, e era minha própria casa. Naquela tarde com o sol bem em seu auge do meio dia, após terminar o almoço, lavei os pratos e limpei a cozinha. Mas por um descuido meu, ficou sabão no copo, ouvi na hora a reclamação extrema e exagerada de Yunjoon, que quebrou o copo e começou a dizer que eu faço tudo com desleixo ou com má vontade, tendo a atenção da minha mãe, começou a reclamar como se ela tivesse culpa dizendo que ela não sabia me educar. Não demorou muito e os dois começaram a gritar um com o outro e logo a me atacar em conjunto. A porta fechada de meu quarto não foi o suficiente para abafar os berros então corri para o jardim nos fundos. Ainda passando m*l, senti uma mão em meu ombro e logo em seguida um abraço apertado que foi aos poucos me acalmando. — Logo isso vai acabar minha fadinha... — Até quando isso Tom?! Eu não aguento mais eles vão acabar me matando! — Eu estou aqui pra cuidar de você, ta bom? Apenas concordei com a cabeça e ele secou meus olhos. Tom ou Tonto como eu gostava de o chamar estava sempre comigo, em muitos momentos cheguei a quase desmaiar e sem ele eu talvez já tivesse tido um surto maior. Tommy era um amigo incrível e cuidava de mim, está comigo desde o dia que acordei no hospital depois do acidente, eu aceitei que apesar dos meus quase vinte anos, eu tinha um amigo imaginário e às vezes pensava nisso como algo r**m, mas lembrava que não era importante, porque era ele que eu tinha. Meus amigos do curso de artes se quer sabem sobre meus problemas "familiares", não via isso como uma coisa que eles precisassem saber. O Sábado se foi aos poucos tentei não sair do meu quarto o resto do dia. Tom ficou comigo conversando e aos poucos já tinha esquecido o quase surto. Fiquei pensando em como seria minha vida fora daqui e como seria bom me sentir livre. — Eeei Terra chamando Bell!! O que foi? — Ah... Desculpa Tonto! Tava aqui pensando se um dia eu irei conseguir me livrar desse lugar! — Ah claro que vai, quando terminar o curso vai poder ir trabalhar naquele estúdio bonito, vai poder se mudar e morar sozinha! - ele sorriu. — Por quê vou sozinha, vai me deixar? — Claro que não né... Mas vai que eu acabo sumindo! - ele sorriu triste e me olhando com os olhinhos brilhantes. — Não vai não! Já te falei para não pensar nisso! — Tá ficando tarde fadinha! Você precisa dormir tem aula amanhã! - Disse calmo e sorriu. "Tom é tão lindo" - Pensei. Ele está ficando cada vez mais bonito, com o rosto mais viril e e adulto, mas seus olhos ainda são os mesmos, cheios de brilho e doçura. — Boa noite Tonto! - Me indiretei na cama. — Você gosta de me chamar assim né?! — Sim! Boa noite Tonto! - Ri. — Boa noite fadinha... Ele se levantou e apagou a luz saindo do quarto, por mais que pareça estranho Tom sempre pode tocar as coisas, ou talvez eu só seja louca. No dia seguinte acordei bem cedo, fiz o café, e sai antes que todos acordassem, indo direto para o curso. Vi de longe enquanto caminhava em direção a entrada de minha sala em um dos corredores, meus amigos todos juntos. — m***a! Esqueci o trabalho! - Guilder diz batendo a mão na própria testa. — Eu já entreguei o meu não vou poder ajudar dessa vez! - Matt diz. — Qual trabalho? O Poema ou a pintura com as três cores? - Perguntei e Guilder se desesperou. — Tem mais um? Matt e eu acabamos dizendo juntos um "vish". Rafa chegou todo animado e viu a cara de espando de Guilder. — Opa... Ih gente quem morreu? - O Rafa pergunta brincando. — Eu irei em alguns minutos! - Guil responde. — Tu esqueceu os trabalhos de novo né cara? - Sorriu. — Na mosca! - Diz Matt. E foi então tive uma brilhante ideia. — Pode por seu nome no meu, e eu falo para professora que eu quem esqueci o trabalho dessa vez! — Genial! - diz Matt. A professora aceitou a história na boa, mais tarde quando a aula acabou voltei para casa e percebi que estava vazia, comemorei internamente temendo que tivesse alguém em casa, e entrei de uma vez fechando a porta atrás de mim e suspirando fundo. — Ok, vamos limpar logo! - disse a mim mesma e comecei a fazer as coisas. Tinha muita roupa para dobrar e lavar, por sorte consegui terminar tudo, passei pano na casa toda e tirei o ** dos móveis. Já estava beirando às cinco da tarde, um grande tédio me cercou e tentei chamar por Tom mas não tive resultados, me joguei no sofá e por pouco não peguei no sono. A porta foi aberta, minha mãe entrava com sacolas nas mãos. — Oi filha! - disse normalmente sem tirar os olhos do que estava fazendo. — Oi... — A janta está pronta? - ela pergunta. — Ah, n-não é que tá cedo... - Fui cortada por Yunjoon. — Eu estou com fome! - Disse revirando os olhos. — Comprei pão, tem café? - Minha mãe pergunta. — Não sei, acho que não... - Respondi indo até o Bule de café e o sacudindo. — O que você ficou fazendo o dia todo que não tem café pronto? - Ela aumentou a voz. — Também o dia todo só fica nesse telefone... - Yunjoon se intromete. Peguei a caneca para por água pra ferver já sentindo a raiva parar no meu peito, respirei fundo e depois de passar o café, fui para meu quarto. Quase chorando respirei fundo novamente e mantive a calma. Tom me olhava preocupado e apenas disse que estava tudo bem. Após uma banho demorado percebi estar sozinha no quarto. Me deitei para dormir e torcia para que amanhã fosse um dia melhor que hoje.

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