No dia seguinte dava pra notar todos bem cansados, a noite passou lentamente e a preocupação e o medo foi o que nos manteve acordados. Dava pra ver que todos viviam aquele mesmo pesadelo, eu não parava de pensar na casa pegando fogo,a casa onde eu cresci simplesmente agora, não passa de cinzas e lembranças. O café da manhã foi tomado pelo mais terrível silêncio, o clima de luto entre todos trazia aquela sinergia melancólica, e todos juntos e calados esperando pra morrer como gado em um centro de abate. Todo aquele silêncio, estava me causando incomodo, ninguém nem tentava dizer sequer um bom dia, e com razão a paz nos foi tirada mas não podemos nos render assim. — O que a gente pode fazer agora? - Tentei perguntar. — Acho que esperar... Não temos o que fazer. - Guil diz, ele estava

