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1761 Palavras
Cap 11 Guil me contou toda a sua versão da história, e realmente era muitas semelhanças mas só um teste confirmaria isso. Aparentemente tínhamos o mesmo pai e ele teve que descobrir sozinho por fotos antigas que a mãe dele escondeu, ele parecia feliz, uma ponta de esperança para que realmente fossemos irmãos mas também parecia triste. — Eu... Já sei disso a alguns dias... Semanas na verdade, como amigo eu sempre me preocupei com você...mas sabendo da possibilidade de ser seu irmão me senti m*l por não estar cuidado de você, e te ver mal... Me deixou pior ainda ainda mais daquele jeito.. - Ele desvia o olhar para o piso do lugar. — Não se preocupe... O que ta acontecendo não é culpa sua... — Então, você não esta bem... Né? — Não vou mentir, tenho tendado ficar o melhor possível mas mesmo assim é como se isso voltasse a me assombrar... Sabe quando você perde alguém que gosta muito, e sempre que vê algo que lembre essa pessoa todas as lembranças boas vêem na sua cabeça de forma triste? - senti minha garganta fechar. — Acho que sim... Me deixa te ajudar, por favor nem que a gente saia um pouco da cidade! - Ele segura minha mão me encarando nos olhos. — Talvez... Seja melhor fazermos o teste, e ir até a casa da minha avó, acho que ela pode me ajudar com uma coisa... Se você não puder ir tud-- — Eu vou! Eu vou com você! - Sorriu. (...) Mais tarde em casa, falei com minha mãe sobre ir até a casa de minha vó, não comentei nada sobre Guil não seria bom, e nem mesmo ajudaria em alguma coisa sem ter certeza. — É... Mãe, eu acho que amanhã pela manhã talvez as dez horas, eu já vou estar saindo, precisa que eu faça alguma coisa? — Não, tudo bem! - Sorriu. Fui para meu quarto e arrumei uma mochila com roupas suficientes para o fim de semana e avisei Guil, ele confirmou que iria e se preparou também, e me avisou que marcou o teste de dna para confirmar a paternidade íamos sair mais cedo para ir antes resolver o teste e ir para a casa da vovó Sofi. Depois do jantar, enquanto arrumava a mesa e colocava as louças na pia, percebi minha mãe muito calada mas achei melhor não perguntar, mas sabia que com certeza tinha algo errado e confirmei isso quando passei em frente a porta seu quarto e Yunjoom resmungava coisas como eu estar mentindo sobre ir para casa de minha vó e fugir com algum homem, com alguma comentários nojentos e obscenos como "ta indo dar pra qualquer um". O odio me subiu nos olhos, quis chutar aquela porta e fazer um escândalo, qual o prazer que esse desgraçado sente em acabar com a minha paz? Terminava de deixar meu quarto limpo, e com ferir a mochila na manhã seguinte, já tinha tomado o café da manhã e Guil me esperava no ponto da esquina para irmos fazer o teste, e depois, para casa de minha vó. Fui para a sala e me despedi de minha mãe mas ela apenas me olhou e disse "não" sem entender tratei de perguntar. — Como assim, não? - Apertei a alça da mochila. — Você não vai! - Ela diz de forma clara e firme, parecia irritada também. Ouvi um risinho soprado de Yunjoom e meu estômago revirou, ele realmente conseguiu fazer a cabeça da minha mãe de novo. — Ta, eu vou sim, sem um motivo, do nada fala que não, então eu vou! - Caminhei até a saída e ela gritou. — Volta aqui agora, você não vai e ponto, se me desobedecer você vai levar uma surra! — E por que? Por causa dele? - Apontei pro sofa. Aquele desgraçado folgado, simplesmente fingindo não ouvir, fiz questão de caminhar até a frente da televisão pegar o vazo que enfeitava a mesa de centro retirar as poucas flores e jogar a agua do vazo nele. — QUEM VOCÊ SEU FILHO DA p**a ACHA QUE É PARA QUERER ME CONTROLAR? VOCÊ NÃO É NADA MEU MUITO MENOS TE CONSIDERO ALGUMA COISA ALÉM DE UM PARASITA! - Joguei em seus pés fazendo se partir em vários pedaços. Ele se levantou e ia vir me bater. — BATE! bate mas bate o suficiente para que eu não voltei pra te m***r! - As palavras apenas saiam de minha boca. Minha mãe correu para o meio de nós dois e afastou Yunjoom. — Não pode falar assim com ele, perdeu a noção? Eu te dei educação Belle qual é o seu problema? — Muito bem, defende o cara que você sequer consegue beijar, meus parabéns vocês se merecem... - Sai correndo de casa e fui de encontro com Guilder aos prantos. . Assim que o vi, abracei o mais forte que podia e os meus soluços me trazia mais pensamentos ruins, a minha mãe escolheu quem ela quis defender, e não foi eu. — Calma... Respira e me conta o que aconteceu... — Eu acho que não vou mais voltar pra minha casa Guil! Depois de um tempo, me acalmei, a caminho da clínica, hospital sei lá, contei para Guilder o que tinha acontecido, e dando contexto acabei por contar sobre os tipos de coisas que vinha passando em casa, e ele pareceu ficar bem irritado. — Não tem que voltar... Pode ficar comigo... Ta bom? Independente do resultado! — Você tem certeza, Guil? — Tenho sim! (...) Algumas horas depois, o resultado saiu, Guil lia tudo com muita atenção e eu ao lado dele sem entender muito bem até chegar na parte dos quadradinhos, onde estava marcado a confirmação de paternidade. Tentei não gritar, e comemorei quase em lágrimas abraçada em Guilder. — Sou a sua família agora Bell, não tem que voltar para quela casa... Me ouviu? - Ele diz segurando meu rosto. Fomos para a casa da vó sofi, chegando lá logo reconheci de longe a linda cerejeira com o banco em baixo. Ao chegar anunciando quem era, minha vó me recebe com um abraço forte e carinhoso. — Oh céus, estou mesmo ficando velha... Estão tão lindos! — A senhora me conhece? — Claro que sim... Talvez não se lembre mas cuidei de você até os dois anos de idade e reconheceria essa pintinha na bochecha, em qualquer lugar! — Espera... Então a senhora sabe que somos... Irmãos? — Ah... Sim e vocês também, querem me contar quando ficaram sabendo? — É... Confirmamos hoje... - Guilder diz. — Entendi... Venham sentem vou contar uma história pra vocês... — Uma história? - perguntei. — Sim, vocês vão querer ouvir, é sobre três lindas cores brilhantes... Azul, Roxo e Rosa! Eles eram melhores amigos mas o Rosa se apaixonou pelo azul, ficaram muito tempo juntos mas por ciúmes, o Rosa afastou o Roxo mas depois de um tempo Azul e Rosa se separaram tentaram continuar amigos mas não era como antes, Azul por culpa e por saudade foi encontrar Roxo e ficaram muito próximos! Mas... Rosa voltou por ter descoberto estar grávida, e os pais a expulsaram de casa mas tudo bem Azul era um Homem responsável e logo assumiu de cuidar da criança, os três estavam novamente juntos e secretamente para que não houvesse outra separação entre os três Roxo e Azul, estavam juntos e se amavam de mais, então depois de um tempo se assumiram em casamento, o Bebe de Rosa nasceu um lindo menino, e depois de um tempo Roxo descobriu estar esperando uma menina... Eles passaram um tempo juntos mas quando Rosa foi aceita de volta em casa se afastaram e a família de rosa cuidou do futuro do pequeno Guilder, que ja tinha sido criado fora do país, e voltou anos depois um pouco mais velho... Com treze anos, e a Pequena Bell se manteve por aqui com os pais... Acho que o resto da história vocês devem saber! - ela termina de falar e sorri. Ficamos um tempo conversando sobre essa história, a história de nossos pais, mais abertamente vovó contou que Rosa, no caso a mãe de Guil tinha um certo rancor na época que ela teve que ir embora, e escondeu Guil de qualquer contato futuro que ele pudesse ter comigo ou minha mãe. E minha mãe, Roxo, até hoje espera que um dia elas se reencontrem como antigamente, ou esperava, talvez nem se lembre. — Então... Acho que saberíamos que somos irmãos de um jeito ou de outro... — Ou não... Por que eu ia vir morar com a minha vó, provavelmente nunca mais nos veríamos! — Espera... Você ia embora, e não me contou não falou nada para nenhum de nós... Você só ia? — Não gosto dr despedidas... Já devia ter vindo a muito tempo... Aquela casa me faz m*l. — Bom... Você pode voltar e ficar comigo se quiser eu tenho um apartamento... É pequeno mas é o que eu consigo pagar com a minha mesada... Eu vou achar um trabalho logo e posso cuidar de você... Dou seu irmão mais velho, né? — Prometo ajudar você com um trabalho também! - Sorri mas logo lembrei o que se passou mais cedo. (...) Contei a minha vó, o que tive que passar para vir até a casa dela e ela torceu o nariz, nunca gostou de Yunjoon ele sempre afastou minha vó de minha mãe um belo b****a. Depois do almoço Guil dormiu como um bebe em um dos quartos, chamei minha avó de canto e falei sobre Tom. — Então... Ele esta vivo? — É... Espera ai o que? — Eu já passei por isso... E meu amigo se tornou o meu grande amor em pouco tempo... Mas, ele já estava... Morto... E um dia ele simplesmente foi embora...eu esperei e esperei, e esperei e ele nunca mais voltou... Mas guardo comigo cada lembrança até hoje, quando notei que você herdou esse dom, eu tive medo de contar que um dia isso poderia acontecer também, ainda tinha esperança... — Eu não sei o que fazer... As vezes penso que seria melhor nunca ter descoberto que ele era alguém real... E que não tivesse o vendo em carne e osso, lembrando de tudo e ele não lembrando de nada... — Ele ainda pode se lembrar de você, não perca a fé ainda, já é um grande presente ele estar vivo... Lembre-se disso! - Ela sorri com o olhar perdido no lago e logo se levanta indo fazer alguma coisa.
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