LOUISE BIANCHI
Acordo bem cedo e desço para tomar café. Faço torradas e café preto. Quando me sento, Caio aparece. Tomamos café e aproveitamos para conversar; trato-o com a maior indiferença possível e encerro a conversa, deixando-o bem perplexo. Acho que ele não esperava essa minha versão. Subo, pego minha bolsa e saio para acompanhar minha família até o aeroporto.
— Bom dia!
HELENA: Bom dia, Lou. Nem fui e já estou com saudade.
— Imagina, está tudo pronto?
HELENA: Sim.
— Então vamos, que só falta você.
CECÍLIA: Bom dia, meu amor. E aí, como foi sua noite de núpcias?
— Incomparável, mamãe. Dormiu bem?
FREDERICO: Bom dia, tempestadezinha.
— Bom dia, papai. Está tudo pronto para irmos?
FREDERICO: Sim, meu amor.
— Então vamos.
Saímos da casa dos pais de Caio e fomos para a pista de voo. Na despedida, chorei bastante abraçada com minha família e com a Lena. Na saída do aeroporto, recebo uma ligação de Beatrice.
BEATRICE: Oi, cunhadinha! Tem planos para mais tarde?
— Oi, Bea! Não tenho. O que você tem em mente? Estou topando tudo.
BEATRICE: Ótimo! Vamos à inauguração de uma boate. Esteja pronta às nove que passo aí para te buscar.
— Ok.
Desligo a ligação e vou para o shopping. Compro algumas coisas que estou precisando e um vestido para sair com Beatrice. Quando noto a hora, já passa das duas, então fico para almoçar por lá mesmo. Quando termino, vou ao salão fazer o cabelo e aproveito para fazer uma limpeza de pele. Quando acabo, já são cinco horas, então volto para casa. Chego, largo tudo no chão, tomo um banho e me deito um pouco para descansar. Coloco o despertador para tocar às oito e meia.
Acordo com o alarme e começo a me arrumar. Alinho meu cabelo e, no rosto, faço apenas o básico: blush, máscara de cílios e gloss. Pronto. Coloco um salto bem alto e o vestido branco que comprei hoje. Beatrice me avisa que está na porta do prédio me esperando. Entro no carro e, não sei que milagre, o Tony não está na porta. Chegamos a uma boate linda, entramos e ela já está bem lotada. Paramos no bar, tomo apenas uma água, enquanto Beatrice toma um shot. Vamos para a pista de dança e ficamos lá por um bom tempo, até que Beatrice arruma um gatinho para se pegar.
Disfarçadamente, saio de perto deles, subo as escadas e vejo que o ambiente ali é mais colorido, com um corredor de salas de cores diferentes. Vou andando e entro na segunda sala, de cor roxa. Fico estática com o que vejo: mulheres amarradas, outras amordaçadas e algumas suspensas. Isso estranhamente me excitou. Eu nunca tinha visto nada desse tipo; tudo bem que nunca vi nada relacionado à sexualidade, mas aquilo me soa meio agressivo.
Não tenho muito tempo para apreciar; quando olho para o lado, vejo Caio com uma mulher amarrada na cabeceira da cama. Quando nossos olhos se encontram através do espelho, parece que ele viu um fantasma. Ele rapidamente vem em minha direção e me arrasta para fora do quarto. Olho para a mulher na cama: é a Maresa.
Ele me leva para o final do corredor e entra em um quarto. Questiona o que estou fazendo ali, mas estou aérea, chocada não só pelo masoquismo explícito, mas por presenciar meu marido em um lugar desses com outra mulher.
CAIO: O que estava fazendo na sala roxa?
— Nada, ainda. Tinha acabado de entrar quando você chegou com uma brutalidade desnecessária. A propósito, você deixou a Maresa amarrada lá, tadinha. Talvez alguém esteja terminando o que você começou.
Ele me olha com fogo nos olhos, e eu mantenho apenas a calmaria.
CAIO: Vamos embora.
— O quê? Claro que não.
— Negativo. Eu nem bebi ainda, a Beatrice está me esperando na pista de dança e eu fiquei curiosa com o que estava acontecendo naquela sala; não pude observar direito.
Deixo-o paralisado, olhando para mim como se eu fosse um bicho de cinco cabeças. Quando vou alcançar a porta, ele me puxa e cola nossos corpos. A proximidade faz minha respiração ficar desregulada. Ele aproxima a boca da minha nuca e meus pelos se arrepiam de imediato. Esfrego minhas pernas para aliviar o formigamento que está se formando naquela região.
CAIO: Está excitada, Louise?
Ele fala perto demais do meu ouvido e sinto que já não tenho mais forças.
— Não.
Forço minha voz para sair firme, mas falho miseravelmente. Ele beija meu pescoço e sobe em direção à minha orelha, onde dá uma leve mordida. Vira-me de frente para ele, passa os dedos nos meus lábios e beija o canto da minha boca. Nesse momento, minha calcinha já está encharcada. DROGA! Solto um suspiro involuntário para tentar controlar a respiração.
CAIO: Me fala o que você quer, Lou. É só me falar.
Estou tão excitada que mando a razão para o inferno.
— Me beija.
Ele nem espera eu terminar e já me devora. Chupa e morde meus lábios, e estou tão sedenta que nem ligo para o fato de ele estar com as mãos passeando por todo o meu corpo. Ele aperta minha b***a por cima do vestido e eu gemo em sua boca como resposta. Ele me impulsiona a subir e entrelaço minhas pernas em sua cintura, fazendo meu vestido subir. Consigo sentir seu p*u roçar em minha i********e, que, por sinal, está encharcada. Ele desce a mão pela lateral do meu braço, desce a alça do meu vestido e repete o mesmo movimento do outro lado. Quando ele me coloca no chão, meu vestido para nos meus pés, revelando o pequeno pedaço de pano que cobre minha i********e.
CAIO: p***a.
Ele xinga algo baixinho, mas escuto. Tomo coragem e vou empurrando-o para a cama. Ele cai sentado e eu me sento por cima dele. Ele me toma em outro beijo; paramos por falta de ar. Ele me olha com os olhos cheios de desejo, e os meus não estão diferentes. Ele troca nossas posições na cama e beija meu pescoço, fazendo uma trilha de beijos até chegar nos meus s***s. Minha respiração está desregulada e minha i********e pegando fogo. O meu fim chega quando ele abocanha um dos meus s***s, mamando com força enquanto aperta o outro. Meus gemidos estão tão altos que, com certeza, dá para ouvir lá de baixo. Ele reveza entre um seio e outro, volta a me dar mais um beijo e vai descendo, deixando uma trilha molhada de beijos e chupões pelo meu corpo. Quando chega na minha i********e, ele abre minhas pernas. Estou tão inebriada pelo t***o que estou totalmente rendida. Ele abre minhas pernas e rasga minha calcinha. Eu grito com o susto.
CAIO: Olha para mim, Louise. Quero ver seus olhos enquanto te chupo.
Faço o que ele pede e, sem perder tempo, ele passa a língua por toda a minha extensão. Eu grito, puxo seus cabelos, e ele não para. Chupa, lambe, morde meu pontinho sensível, e eu já estou a ponto de explodir.
CAIO: Goza para mim, Lou.
E, como um comando de voz, eu g**o gritando seu nome. Meus orgasmos vêm tão fortes que demoro uns minutos para me recuperar. Estou tão mole que nem consigo me mover. Caio se levanta, vem com uma toalha úmida e me limpa. Eu nem me atrevo a me mover.
CAIO: Vem, vamos para casa.
Ele me pega no colo e eu apago. Acordo pela manhã no susto, sento-me na cama, olho em volta e percebo que esse é o quarto do Caio, pela cama bagunçada ao meu lado; ele dormiu comigo. Levanto-me e estou usando apenas uma camisa dele. Sento-me novamente, fiquei tão cansada que só lembro até o momento em que ele me pegou no colo. Estou de cabeça baixa.
CAIO: Não aconteceu nada, pode ficar tranquila. Achei melhor te trazer para casa, você estava dormindo já.
— Obrigada.
É tudo que me limito a falar. Estou com muita vergonha; ontem deixei-me levar pelo t***o. Ficamos nos encarando até que ele quebra o silêncio.
CAIO: De onde você conhece a Maresa?