Capítulo Treze

1368 Palavras
Depois de todos os exames feitos para ver Ana estava bem ela foi transferida para o quarto novamente. Estava confusa, não sabia o que tinha se passado direito só lembrava vagamente do acidente. Quando ouviu o barulho da porta sendo aberta viu sua mãe correr e a abraçar. Mari: Que bom que acordou, filha. Graças a Deus está bem. Disse emocionada, Ana nada disse. Mari encarou a filha - Está bem? Sente alguma dor? Ana negou. Ana encarava tudo sem saber ao certo, mas não conseguia dizer nada. Foi então que seus olhos focaram em outra pessoa que também estava no quarto. Alan: Oi Ana. Disse se aproximando e Ana o olhava - Que bom que acordou, não sabe o susto que nos deu. Disse e segurou a mão dela. Mari: Vou deixar vocês conversarem. Ligarei para Henrique. Alan: Está se sentindo bem? Puxou assunto e ela assentiu- Não quer falar comigo? Perguntou sentido e ela tentou força a dizer alguma coisa. Ana: E.u..to..viva...Disse e ele se emocionou Alan: Está, Ana. Você é uma guerreira, lutou muito para viver e eu te admiro ainda mais por isso. Ana: Eu...eu... fiquei..com..medo Alan: Está tudo bem, não force muito. Você acordou e está bem. Isso que importa. Ana: Você...você... Alan: Shiii! Não diga nada agora, só descanse eu estarei aqui o tempo todo. Disse carinhoso e ela assentiu voltando a dormir. Não demorou muito para que todos ficassem sabendo que ela tinha acordado. Alan não saiu do lado dela, sempre cuidando e zelando por ela. Ela não podia negar como a presença dele a fazia bem, se sentia segura, protegida. Linda: Que bom que acordou, Ana. Mayra: Foi um susto e tanto Henrique: Minha princesa é forte. Ana: Desculpa preocupar todos vocês. E obrigada pelo carinho. Mayra: Nem tem nada o que agradecer. Ana: O ...o..Rodrigo? Perguntou e todos a encaravam sem saber como dar aquela notícia e Alan ficou incomodado por ela perguntar por outro homem. Henrique: Filha, ele não resistiu. Faleceu. Disse calmo Ana: Eu..não...podia imaginar. Sinto muito pela família dele. Que Deus o tenha. Alan ficou calado. - Apesar do que ele me fez, eu o perdoei. Alan: O que ele fez? Perguntou sem conseguir controlar, mas todos queriam saber. Ana: Ele..ele...Começou a chorar ao se lembrar do dia do acidente. Alan: Shii....não chora. Não precisa chorar. A abraçou e ela se sentiu agora ali nos braços dele. Ana: Ele ia.. ia me violentar..disse chorando e Alan fechou os olhos com força com raiva. - Estava transtornado, dizia coisas horríveis que ia fazer comigo, me assustada, eu não queria ir, mas ele era mais forte, ele me levou até o carro e eu poderia estar morta agora. Disse aos prantos e Alan ficou com ela até que se acalmasse. Henrique bufava de raiva por terem feito m*l a sua menina. As amigos ficaram com pena de ver a amiga daquele jeito. Mari chorava junto com a filha. Alan: Nada vai acontecer com você. Eu estou aqui e não vou deixar nada acontecer com você. Disse segurando o rosto dela a fazendo o encarar bem no fundo dos seus olhos. - Me ouviu? Ela assentiu. - Nada vai acontecer com você, eu estou aqui com você. Disse e não resistiu dando um selinho nela. Todos ficaram surpresos,inclusive ela que arregalou os olhos. Henrique: Rapaz...isso...Nem conseguia dizer. Linda: Minha cunhada! Disse alegre deixando Ana corada. Alan sorriu para ela. Alan: Vai ficar tudo bem. Ana: Eu sei que vai. Disse e sorriu para ele. Alan: Senti falta do seu sorriso. Nunca mais me prive dele. Meu anjo. Disse encantado. Eles não poderiam ficar com Ana pelo dia inteiro então teriam que ir embora, o que fez todos protestarem. Henrique iria ficar com a filha naquela noite. Henrique: Você é tão forte minha princesa. Lutou muito. Ana: Acho que tenho a quem puxar. O pai sorriu. Henrique: Sabe, o Alan cuidou de você todo esses tempo, nunca perdeu a esperança. E hoje pelo que vi, ele gosta de você. Ana: Eu também gosto dele. Gosto não. Eu o amo, com todo o meu coração. Henrique: Eu sei que sim, sinto seus olhos brilharem quando fala dele. Ana: Não vai brigar? Henrique a encarou confuso - Por ele ser Padre. Disse tristonha Henrique: Claro que não acho certo você começarem uma coisa com ele sendo padre, mas se ele escolher você, eu não vejo problema, eu vou apoiar vocês. Ana: Jura? Perguntou emocionada. Henrique: Eu quase te perdi, meu amor. E tudo o que eu quero é a sua felicidade. E a sua felicidade é esse rapaz. Ana: Obrigada, pai! Disse e o abraçou. Henrique: Me agradeça sendo feliz. Minha princesa está apaixonada. Brincou com a filha. Ana: Eu te amo. Henrique: Eu também te amo. Mas nem todos os pais aceitam as escolhas dos filhos, era o caso de Ritha que achava que ela quem sabia o que era melhor para os seus filhos, principalmente para Alan. Quando eles chegaram a casa viu os pais na sala. Alonso: Que carinhas alegres são essas? Alan: A Ana acordou, papai. Disse feliz e logo pai e filho se abraçaram. Ritha: Eu não acredito! Linda: Pois é, pode acreditar. Ela acordou e está muito bem. Ritha: Essa garota estava praticamente Morta. Disse com um pouco de irritação. Linda: Só que Deus é justo. É justo e bom. Disse a mãe. Alonso: Ritha, chega de implicar com seus filhos, vai perde-los se continuar assim. Mayra: Eu vou para o meu quarto. Ritha: É melhor mesmo. Disse com raiva. Linda: Não vejo a hora de me casar e ir embora dessa casa. Disse irritada com a mãe. Ritha: O que te impede? Pode ir, quase não para aqui, vive mais com seu namoradinho. Disse fora de si e Dulce encheu os olhos de lágrimas. Linda: Está me expulsando? Ritha: Estou sendo prática. Se não aguenta mais ficar aqui pode ir embora. Disse Alonso: Cale a boca, Ritha. Você não vai mandar nossa filha embora. Ela fica. Ritha: Faça o que quiser. A mim não diz mais respeito. Alan: Mãe, não faz isso. Pediu pela irmã e Ritha o encarou. Ritha: Ela só foi criada cheio de mimos, você não é assim e nem Mayra. Deve ter puxado isso do seu pai. Disse e Alonso fechou os olhos. Alonso: Chega, Ritha. Ritha: Eu cansei, essa menina não se parece em nada com a gente. Mayra e Alan não vivem reclamando. Alonso: Não fale m*l da minha filha. Ritha: Eu a aceitei. Porque você quis. Alan: Parem com isso. Alonso: É nossa filha, Ritha. Ritha: Mas eu não a queria. Disse sem se controlar e Linda a encarou chorando Linda: Não me queria? Não me ama ? Alonso: Ela só disse besteira, filha. Ritha: É claro que eu te amo. Eu só...você veio de surpresa para gente. Eu não queria ter engravidado, mas seu pai disse para levar a gravidez até o fim. Disse surpreendendo aos filhos Linda: Ia..ia..me tirar? Ritha: Eu não sei se teria coragem, mas fiquei apavorada quando soube que estava grávida. Linda: Eu..eu..só..existo porque o meu pai me quis. Disse sentida e foi correndo para o quarto. Ritha ficou arrependida. Alonso: Viu o que você fez? Mayra: Eu não te reconheço mais. Não sei quem você é. Disse indo atrás da irmã. Alan: Por que? Tudo isso porque eu não quero mais ser padre? Porque essas brigas começaram depois da minha decisão. Alonso: Sabe o que é? Sua mãe detesta não estar no controle de tudo, quer controlar a vida de todos, quer sempre se sentir no controle das coisa e da vida dos outros e quando as coisas não saem do seu jeito, ela simplesmente não aceita. Disse saindo da sala. Alan: Mãe, eu não quero perder o carinho que eu sinto pela senhora. Eu amo a senhora, mas tudo o que fala e faz me mostra uma pessoa diferente de quem sempre pensei conhecer. Não vou julga-la, mas eu queria muito que a senhora me apoiasse, fizesse parte da minha vida. Mas se continuar assim nem seus netos irá conhecer. Disse e deixou Ritha sozinha sala. E ela olhou tudo ao redor e se viu sozinha. Será que sempre seria assim?
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