Alan ficou muito feliz e aliviado por presenciar uma sinal de melhora de Ana e ficou no hospital por mais um tempo, mas depois teve que ir embora, teria que conversar com sua família sobre sua decisão, sabia que não seria nada fácil. Assim que ele chegou a casa dos pais foi recebido com abraços e beijos.
Rita: Não sabia que viria hoje!
Alan: Eu não viria realmente, mas preciso conversar com vocês.
Mayra: Aconteceu alguma coisa?
Alan: Sim, eu quero conversar com vocês sobre uma decisão que eu tomei.
Alonso: Qual decisão ?
Alan: Eu venho pensando e refletindo muito sobre a minha vida, sobre as minhas escolhas.
Ritha: Não estou entendendo.
Alan: Serei mais objetivo. Eu não quero mais ser padre. Soltou de uma vez e as reações foram diferentes, Seu pai sorria assim como Linda, Mayra ficou paralisada e Ritha estava estática tamanho o choque.
Linda: Pensei que nunca fosse criar coragem.
Ritha: Você enlouqueceu?
Alan: Não mãe. Eu só estou optando por fazer as minhas escolhas.
Ruth: Você não pode! Você é feliz com a vida que escolheu, por que isso agora? Aposto que isso é coisa da Ana.
Alan: Mãe, nunca foi meu desejo ser padre, mas sim o da senhora.
Alonso: Deixa o menino fazer as escolhas dele.
Ritha: Eu só acho muita coincidência você decidir isso logo após conhecer essa menina.
Alan: Ela não tem culpa, mas a agradeço por me fazer enxergar o que eu realmente quero.
Ritha: Você vai largar a batina para arriscar um futuro que nem sabe se vai dar certo. Você irá se arrepender.
Alan: A senhora sempre jogou para cima de mim a responsabilidade da sua promessa.
Ritha: Eu sei o que é melhor para você.
Alan: Não, a senhora não sabe.
Ritha: E o que é melhor para você? Fica visitando uma morta viva? Soltou com raiva e Linda se irritou
Linda: NUNCA MAIS FALE ASSIM DA ANA.
Ritha: Aposto que ela quem fez a cabeça do seu irmão. O que ela fez para te convencer a abandonar tudo? O que foi? Você a comeu? Alan ficou com o rosto vermelho de raiva
Alan: Nunca mais, ouviu bem? Nunca mais falte com respeito a Ana. E ela não é uma morta viva, ela irá acordar.
Ritha: Isso é o que você e os pais dela querem. Mas não sabemos se realmente irá acontecer.
Mayra: A senhora é uma hipócrita, quer que o Allan fique dentro da igreja que ele seja padre, mas no seu papel de cristã não faz, fica julgando os outros, ofendendo e desejando o m*l.
Ritha: Você não sabe o que fala, Maitê.
Mayra: A senhora que não sabe de nada.
Ritha: Você irá se arrepender dessa escolha, Alfonso!
Alan: Não irei, eu serei muito feliz e com a mulher pelo qual estou apaixonado. Admitiu
Linda: Não acredito que terei a Ana como minha cunhada.
Alan: Se ela me aceitar né.
Ritha: Se ela sobreviver você quer dizer.
Alonso: Chega, Ritha! Se você ama seu filho, vai aceitar as escolhas dele.
Ritha: Eu nunca vou aceitar essa garota. Disse e saiu da sala.
Alonso: Com o tempo ela se acostuma com a ideia.
Linda: Vai ser difícil.
Alan: Eu sei, e pela primeira vez vou pensar em mim.
Linda: Está certo.
Alonso: Estou orgulhoso de você filho.
Mayra: E a Ana como está?
Alan: Ela mexeu o dedo, pela primeira vez ela reagiu. Foi comigo, enquanto falava com ela. Ela me escuta, sabe? Ela sempre escutou tudo.
Linda: Não acredito! Meu Deus, Alan. Ela vai ficar bem. Não era uma pergunta e sim uma afirmação. Ana iria ficar bem.
Alan: Vai sim.
Ritha não estava aceitando aquilo, não queria que seu filho largasse o sacerdócio, ainda mais por causa de uma mulher, uma paixão que poderia ser passageira.
No Hospital Linda e Mayra foram visitar Ana.
Alan: Vão vocês primeiro. Falou com as irmãs que assentiram. Elas entraram no quarto e viram Ana deitada e entubada, era difícil ver uma pessoa tão cheia de vida como Ana, deitada naquela cama.
Linda: Oi Ana. Disse segurando a mão da amiga
Mayra: Viemos te ver.
Linda: Acorda logo, Ana. Estamos sentindo tanta a sua falta.
Mayra: Temos tanta coisa para falar, fica bem logo.
Linda: Quem vai me ensinar aqueles doces gostosos? Quem terá paciência para me explicar a cozinhar melhor? Preciso tanto de você, amiga. Disse fazendo carinho no rosto dela e sentiu Ana mexer o dedo - Isso é sim? Disse emocionada- Vai ficar bem logo e me ensinar daquele jeitinho que só você sabe? Perguntou com voz embargada e sentiu Ana mexer o dedo novamente. - Mexeu, Mayra. Ela nos escuta. Logo as duas se abraçaram emocionadas por presenciarem que Ana estava tendo reação. Saíram do quarto com o rosto úmido e Alan foi até elas as abraçando.
Linda: Ela consegue nos escutar.
Alan: Consegue sim. Disse ainda abraçado as irmãs.
Mayra: Cadê os pais dela?
Alan: Eles foram em casa tomarem um banho e comerem alguma coisa.
Linda: Vamos ficar aqui até eles voltarem?
Alan: Se vocês quiserem eu posso levá-las.
Linda: Não, eu quero ficar.
Mayra: Eu também.
Uma semana se passou e Alan estava na casa dos pais, mesmo contra a vontade de Ritha, que ele não estivesse na Paróquia. Ele teria que voltar a ver o Bispo em dois dias para que ele não exercer mais suas funções de padre, ou seja, largar a batina.
Como de costume ele se arrumou e foi se juntar a mesa para o desjejum com a família.
Alan: Bom dia!
Todos: Bom dia!
Ritha: Já vai ver aquela garota novamente?
Alan: Sim, eu irei. Como todos os dias. De fato, havia se tornado um hábito ele ficar durante o dia com Ana, ele se ofereceu para ajudar Mari e Henrique. Os pais dormiam no hospital, revezando entre um dia Mari e no outro Henrique e durante o dia ficava Alan, e em alguns dias até Linda se oferecia para ficar com a amiga. Ele ignorava todas as insinuações da mãe e sua maior motivação era para que Ana acordasse logo.
Alonso: Não comece com sua implicância logo cedo, Ruth.
Ritha: Só fiz uma pergunta.
Linda: Poderia ter ficado calada, mamãe.
Ritha: Você ainda me deve respeito, Linda.
Linda: Respeito se conquista e a Senhora não tem feito nada louvável para adquirir o meu. Disse se retirando da mesa.
Ritha: Isso deve ser influência daquele namorado dela.
Mayra: Noivo, mamãe. Corrigiu.
Ritha: Já disse que acho tão apressado isso.
Alonso: Eles se amam. Deixa de implicância.
Mayra: Com toda essa situação eu esqueci de dizer mais estou saindo com um rapaz.
Ritha: E quem é agora?
Alan: É algo sério?
Mayra: Eu acho que sim, ele é do meu trabalho. Na verdade, é meu chefe. Disse um pouco sem graça.
Ritha: Está saindo com seu chefe? Perguntou indignada.
Linda: Na verdade, ela está transando com o chefe. Disse quando voltava para buscar um livro que tinha esquecido na sala.
Alonso: Linda!
Linda: É verdade ué!
Alan: Isso é verdade, May? Perguntou um pouco enciumado.
Mayra: Sim. Disse sem graça.
Ritha: Era só o que faltava. Já teve Guto, Charles, Sebastian, Cristian, Léo, Júlio e agora quem é?
Mayra: O nome dele é Manoel.
Ritha: Deve ser mais um dos seus casinhos sem importância.
Alan: Mãe, por favor. Não fale assim.
Ritha: Eu não sei onde eu errei com vocês. A Linda arrumou aquele rapaz, um filhinho de papai, mimado e prepotente.
Linda: O Ulisses não é mimado e prepotente, ele só e sincero e diz umas verdades a senhora.
Ritha: Mayra parece mais uma mulher de rua, que fica rodando de mão em mão e não para com ninguém. Alan largou o caminho certo, deixou de servir a Deus por um r**o de saia, uma garota que parece mais uma morta-viva.
Alonso: Chega! Olha os absurdo que você está dizendo dos seus filhos.
Mayra: Deixa, pai. Ela não me ofende.
Alan: Bom, não vou nem perder meu tempo discutindo com ela. Preciso ir. Disse logo terminou de se arrumar para ir ao Hospital. O pai lhe emprestou o carro durante aqueles dias e agora a caminho do Hospital viu uma placa em um restaurante dizendo que precisava de garçom, se ele iria largar a batina, iria precisar de um emprego, certo? Então era o que ele tinha naquele momento, ficou de passar ali mais tarde. Quando chegou ao Hospital não viu Mari, já que ela quem estaria com Ana durante a noite. Quando chegou ao quarto foi tomado pelo pânico. Estava vazio, Ana não estava ali. A primeira coisa a pensar era que o pior tinha acontecido. Para que ela não estivesse no quarto. Mas tentou ser racional e pensar que ela estava fazendo exames, mas seu coração não queria entender, se sentia apertado. Procurou por alguém que pudesse lhe dar alguma informação. Mas as enfermeiras que ele abordou nenhuma sabia lhe dar a informação de onde estaria Ana. Quando ele viu Mari em um corredor chorando silenciosamente ele se preparou para ouvir o pior.
Alan: Onde ela está?
Mari: Veio mais cedo hoje...disse baixinho.
Alan: Por favor, me diga que ela está bem. Por que ela não está no quarto? Mari o encarou e deixou alguma lágrimas rolarem.
Mari: Aconteceu uma coisa hoje pela manhã.
Alan: O que aconteceu? Por favor me diga. Ele pediu aflito e viu Mari sorrir pela primeira vez.
Mari: Ela acordou! Disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo e Alan sentiu respirar aliviado e o coração disparou sem acreditar que finalmente Ana tinha acordado. - Minha filha acordou, Alan. Disse e o abraçou. Os dois deixaram a emoção falar mais alto.