Capítulo Dez e Onze

1646 Palavras
Os pais dela permaneceram ali até que pudessem ver a filha, Alan também permaneceu ali ele não iria sair dali até que pudesse vê-la. Rira conseguiu convencer os outros de irem para casa um pouco e depois quando pudessem vê-la voltassem para o hospital. Quando o médico voltou permitiu que os pais dela visse por poucos minutos através do vidro, Alan também quis e por insistência de Enrique o médico deixou que Alan acompanhasse e assim que eles viram Ana entubada, pálida e com a cabeça enfaixada foi doloroso a ver daquela forma quase sem vida, Alan se sentiu muito m*l ao vê-la tão frágil daquele jeito só queria que ela ficasse bem. Alan: Fica bem logo, Ana...sussurrou Mari: Filha, minha filha, acorda logo. Pediu chorando e Henrique segurava a esposa pelo ombros, mas nem ele tinha forças para segurar a esposa de fato, ele também chorava, estava com medo de perder a filha. ficaram ali olhando Ana através do vidro, já que não podiam entrar no quarto. não puderam ficar muito tempo logo o medico veio avisar que teriam que ir embora, mas nenhum dos três estava disposto a sair daquele hospital. Eles ficaram ali na sala de espera. Mari chorava e rezava para que a filha acordasse logo e ficasse bem. Alan ficou agarrado ao seu terço e rezava, ele mantinha suas orações na esperança dela acordar logo e ficasse bem. Mas o que eram horas, se tornaram dias e Ana não reagia, não acordou. Os pais dela não dormiam direito a dias e viviam no hospital. Os amigos estavam sempre no hospital para dar apoio aos pais dela e vê-la nem que fosse um pouquinho. Alan foi obrigado a voltar a desempenhar suas funções na igreja, mas ele sempre que podia ia ao hospital, mas o fato era que não conseguia parar de pensar nela, estava preocupado e o que mais queria era poder estar com ela quando acordasse, queria estar ao lado dela, mas não podia se afastar das funções da igreja assim. Teria que conversar com da família sobre sua decisão, rezar e pedir a Deus que o mostrasse que ele estava no caminho certo, e tinha plena certeza de que sua mãe não aceitaria tão fácil, mas com o tempo ela entenderia que o sacerdócio nunca fora uma escolha sua, mas sim dela. Respirou fundo e voltou novamente a pensar em Ana. Durante a missa errou algumas orações e fez a homilia mais curta de sua vida. E quando finalmente a missa terminou ele viu ao fundo Linda vir correndo do fundo da igreja e o abraçar assim que ele desceu do altar e tirou suas vestimentas e entregou ao coroinha. Alan: O que aconteceu? Perguntou temendo pelo pior. Mayra: A Ana piorou... Disse chorando Linda: Você é padre, pede por ela, reze por ela, por favor, por favor, meu irmão. Eu não quero perder Minha amiga. Disse aos prantos e Alan a abraçou forte também deixando suas lágrimas tomarem estava com o coração apertado por ver a irmã daquele jeito e por saber que Ana tinha piorado. Alan: O que aconteceu com ela? Conseguiu perguntar depois de se acalmar e acalmar . Linda: Ela..ela...teve...não conseguiu finalizar. Mayra: Teve outra parada cardíaca. Disse sofrida. Linda: Quero vê-la, mas não quero ir sozinha. Alan: Eu vou com vocês. Fiquem aqui que eu já volto. Alan conseguiu a liberação para ir até ao hospital e ter o dia livre. Assim que eles chegaram encontraram o médico conversando com Henrique, Mari chorava. Rita veio até os filhos. Rita: Vamos ter fé. Mayra: O que o médico disse? Perguntou com medo do que iria ouvir. Ritha: Você precisam ficar calmos. Disse receosa. Assim que ela terminou ouviram o grito de Mari Mari: NÃO! A MINHA FILHA NÃO. Gritou ao prantos caindo ajoelhada no chão. Alan se desesperou pensando no pior. Henrique chorava sem forças para ajudar a esposa. Alan: O que aconteceu com ela? Perguntou cheio de dor e encarou Henrique. Henrique: Minha filha, teve uma parada cardíaca a pouco tempo, já não consegue respirar sem ajuda dos aparelhos, foi induzida ao coma. Linda: Co... ma...? Ele assentiu Henrique: O médico não deu esperanças, disse que só um milagre para salvar a Ana.... Alan deu um passo para trás sentindo o peito doer e o medo de perder Ana. Alan: Não...a Ana...Disse sentindo os olhos arderem pelas lágrimas. Ritha: Vamos rezar. Disse tentando se manter forte. - Vamos, filho. Vamos rezar. Disse em direção ao filho e Alan a encarou perdido não conseguia pensar em nada. Só o medo tomava conta. Mas depois de muito Ritha incentivar a todos, eles começaram a rezar e pedir pela vida de Ana. Na esperança de que o milagre acontecesse e Alan jurou que se Ana acordasse e ficasse bem lutaria pelo amor deles. Duas semana haviam se passado e Ana continuava sem acordar, sem esboçar nenhuma reação. Alan continuava a ir todos os dias para o Hospital e rezava para que ela ficasse bem logo. A medida que o tempo passava aos poucos cada um ia retornando suas atividades, mas acontece que que para Alan, Henrique e Mari o tempo havia parado junto com o tempo em que Ana dormia profundamente. Alan depois de muito pensar e rezar percebeu que já não podia mais continuar no sacerdócio. Que não queria mais seguir servindo a Deus desta forma e por isso procurou o Bispo da sua paróquia para que assim pudesse dizer o que tinha decidido. Ele agora estava nervoso por ter que dizer seus motivos ao Bispo. Bispo Carlos: Então Alan, o que lhe trouxe aqui? Alan: Primeiro gostaria de pedir sua benção. Bispo Carlos: Que Deus lhe abençoe, meu filho. Alan: Eu rezei muito durante todos esses dias e tomei uma decisão muito importante. Bispo Carlos: E qual seria essa decisão? Alan: Eu quero largar o sacerdócio. Disse sério e o Bispo o encarou Bispo: Você sabe que o sacramento da ordem não se desfaz assim né. Uma vez dado o sacramento não se desfaz, você recebeu o sacramento da ordem e ele sempre estará com você, independente se você ainda está na batina ou não, mas o porquê dessa decisão? Alan: Sendo sincero, nunca quis ser padre, estava realizando um desejo da minha mãe. Tanto que entrei para seminário muito cedo, sempre fora o sonho dela que eu me tornasse padre, ainda mais porque foi uma promessa dela, mas eu nunca senti isso no meu íntimo. E ultimamente isso ficou ainda mais claro e eu pude finalmente perceber que só estava acomodado a viver assim. Bispo Carlos: E o que fez “acordar” para isso? Alan: Conheci uma pessoa muito especial, ela aos poucos foi despertando em mim sentimentos que eu não conhecia... Bispo Carlos: Desejo? Alan: É muito mais que isso, ela parece que lê minha alma. A conheci faz pouco tempo, mas parece que já a conheço há anos. Bispo Carlos: Isso pode ser só uma paixão passageira, uma provação para testar sua fé. Alan: Eu já pensei nisso, e tentei me afastar, juro que eu tentei, mas parece que tem sempre algo me puxando de volta a ela. Eu tentei me manter afastado, mas ela não sai dos meus pensamentos e com ela sinto vontade de construir uma família. Bispo Carlos: Compreendo, mas acredito que seja algo passageiro e você precisa ter certeza da decisão que quer tomar, por isso eu vou te dar mais um tempo para pensar. Nesse tempo reze, faça penitência, jejue e verás como Deus irá lhe mostrar o caminho certo. Alan: Mas... Bispo Carlos: Obediência é um dom do Espírito Santo, Padre Alan.. Ele percebeu que não iria continuar a argumentar, teria que obedece e lhe mostrar que já estava certo do que queria. Após terminar algumas de suas funções na igreja passou no Hospital rapidinho para ver Ana. Alan: Como ela está hoje? Henrique: Na mesma. Alan: Posso vê-la? Henrique: Claro. Ela reage bem quando você está com ela. Alan: É sério? Perguntou bobo Henrique: Sim, os médicos disseram que nas suas visitas os batimentos cardíacos dela aceleram. É como se ela te ouvisse. Disse e Alan sorriu Alan: Vou lá então. Ele foi até o quarto dela e sentiu o coração apertar ao vê-la pálida daquela forma, era sempre assim quando a via. - Oi, eu voltei. Sabe que nunca vou deixar de vir aqui né. Disse e segurou a mão dela- Por favor, Ana, acorde logo. Eu preciso que você acorde logo, me dói muito te ver assim, eu tenho tantas coisas para te falar, quero olhar nos seus olhos, sentir seu abraço. Não sei se você consegue me escutar, mas eu queria que soubesse que quando você acordar, será tudo tão diferente, quero que me perdoe pela forma que te evitei, eu estava tão confuso, sem saber direto como lidar com o que eu estava sentindo, nunca quis te magoar, confesso que fui covarde em não admitir a forma que você mexe comigo, por isso por favor, me perdoa, meu anjo. Disse secando as lágrimas e sentiu um dedo de Ana se mexer. Olhou assustado. - Consegue me ouvir? Perguntou eufórico, sentiu Ana mexer o dedo novamente - Meu anjo...sussurrou - Isso quer dizer que me perdoa? Perguntou com voz embargada novamente e sentiu dedo se mexer novamente - Oh meu amor! Disse emocionado e sentiu os batimentos cardíacos de Ana acelerarem rapidamente e ficou preocupado - Eu já volto. Disse e saiu desesperado atrás do médico assim que o encontrou disse que Ana havia mexido um dedo, mas que estava preocupado com os batimentos cardíacos. O médico a examinou e assegurou que estava tudo bem. Henrique: O que aconteceu? Perguntou assim que viu Alan no corredor Alan: Ela mexeu o dedo, mexeu três vezes. Disse feliz e os pais delas se abraçaram por ver que a filha estava começando a reagir.
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