A noite estava densa e silenciosa, o céu carregado com as sombras da cidade que se preparava para a calmaria. Porém, dentro do coração de Antony, a raiva borbulhava com uma intensidade crescente. Ele havia sido humilhado, expulso da casa de Pietro, que uma vez fora seu chefe, seu mentor, seu protetor. Mas agora Pietro, aquele que ele ajudou e apoiou durante tantos anos, o havia descartado com um simples comando, como se sua lealdade e serviço valessem nada. Ele estava furioso, revoltado, e a última coisa que ele queria era dar a Pietro a satisfação de vê-lo cair de joelhos. Antony andava pelas ruas de Florença, seus passos pesados, uma mistura de desespero e fúria em cada movimento. Ele se sentia traído não apenas pelo homem que considerava como chefe, mas também por si mesmo. Como é que

