Andrey Meu cérebro demora um momento para processar o que estou vendo. Natalya sangrando no pulso. Uma faca ensanguentada na pia. Ela tentou me deixar. O plano de fuga definitivo: a morte. — Você tentou se matar? — desvio Faina e seguro o pulso de Natalya. — Por que você presume isso? — Duvido seriamente que Faina tenha entrado aqui e te cortado. Estou errado? Natalya desvia o olhar. Em silêncio. — Imaginei — murmuro, virando-me para Faina. — Avise um funcionário do hotel que precisamos de um kit de primeiros socorros. Agora. — Certo. Já volto — diz ela antes de sair apressada do banheiro. Natalya arranca a mão da minha. — Eu não preciso da sua ajuda, Andrey. — Pela aparência das coisas, precisa sim — retruco, firme. Faço uma pausa e aponto para a faca. — Por que fez isso? — I

